Após sair da casa de Izzy, sigo com minha irmã caçula e 3 Digimons em direção a casa do Joe. Enquanto eles conversam entre si, eu fico isolado pensando nos últimos acontecimentos: novo vilão com uma identidade desconhecida, Digimundo entregue ao caos, Sora chateada comigo... E por que estou pensando nisso agora? Tenho que deixar isso de lado e me concentrar, pelo menos por ora... Nesse momento Agumon me aborda:

– Tai, o que tá fazendo aí andando sozinho e quieto?

– Nada não Agumon, só pensando no que aconteceu. Tem certeza que não se lembra de nada que possa ajudar a descobrir a identidade daquela sombra?

– Não me lembro de nada de relevante. O Digimundo começou a ser consumido pelas trevas de uma hora para outra, e ficou naquele estado. Quando vi aquela sombra, ela se transformou no Gennai, e neste momento você apareceu.

– Entendo, é realmente muito estranho tudo isso...

Kari interrompe nossa conversa:

– Tai! Tai! Já chegamos, anda depressa!

Neste momento, Kari começa a sinalizar para mim em frente à casa do Joe. Era algo parecido como aqueles sujeitos que ficam na pista sinalizando para os aviões enquanto pousam. Tive que conferir se estava mesmo no chão.

Quando Agumon e eu nos aproximamos, Kari toca a campainha. O próprio Joe é quem nos atende. Gomamon então pula em seu colo.

– Gomamon?! É você mesmo?! O que faz aqui?!

– Sim sou eu seu bobão, não me reconhece mais?!

Resolvo acabar com esse momento tocante e confuso de reencontro dos dois, ao dar o aviso sobre a reunião.

– Oi Joe, a gente veio aqui trazer o Gomamon até você. Muita coisa aconteceu no Digimundo, coisas bem ruins. Eu explicarei tudo numa reunião que faremos no parque central, depois de amanhã às 14 horas. Você pode ir? – Pergunto.

– Eh... Ah... Sim, eu posso ir sim.

– Então tá combinado. Nós já vamos, está meio tarde e nossos pais vão começar a ficar preocupados. Até mais! – Me despeço em coro com os outros.

– Até então! – Gomamon e Joe também se despedem.

Finalmente estamos indo para casa depois de tanta coisa estranha ter acontecido.

...

No dia seguinte, ligo para Izzy e Sora com intuito de confirmar se eles já entregaram os Digimons aos seus respectivos parceiros. Os dois já haviam devolvido e confirmaram a reunião que iria acontecer no parque central com os outros. Só que minha conversa com Sora acabou se esticando além desses assuntos, só um pouquinho...

– Então... Sora, obrigado por ter entregue a Palmon para a Mimi...

– Não tem nada. Eu também estou envolvida, foi o mínimo que poderia fazer...

– É verdade. Mas foi bacana da sua parte, ter feito o que eu pedi mesmo estando brava comigo.

– É...

– Sabe Sora, eu queria muito que você me perdoasse. Somos amigos há muito tempo, e eu não queria estragar isso.

– Somos amigos né?! Então não devemos estragar isso! – Sora fala de forma mais ríspida.

– Qual é o problema Sora, me diz? Por que você tá assim? É sobre você não ter conseguido me dizer o que queria desde aquele dia? Pode me contar agora se quiser, ou eu posso ir aí e a gente conversa...

– Não dá Tai, tenho que sair. Depois a gente se fala, tchau! – e desligou o telefone.

Eu não tenho certeza se alguém em algum lugar do mundo irá descordar de mim, mas eu acredito sutilmente que tenha feito besteira de novo...