Novo Mundo

45 Lembranças Perdidas


Notas iniciais
A primeira coisa que eu queria dizer é mil desculpas por ter passado mais de um mes sem postar, aconteceu muita coisa na minha vida ultimamente, os estudos, meu novo vicio no youtube, brigas, preguiça, criatividade e mais preguiça, enfim muita coisa mesmo e peço muitas desculpas, mas eu não me estender muito, por que nós temos muita coisa para conversar. Mural dos Leitores: Star, Babs, Brenda di Angelo Carstairs, Filho do Mar, Sorvete de Limão, Luuh Rocha, NaDiAngelo, Isa Valdez, Maria Clara Solino, Maah Pandaruja de Nutella, Regan Cahill9, Alice Valdez Carstairs, Peace, Dreamy Queen, Cupcake Valdez di Angêlo, Anjes Lunares, Cissatoledo e ReDiAngelo. Obrigado pelo apoio de vcs, fico muito feliz com o comentario de vcs Bom a novidade de hj é que nós vamos ter duas pessoas, ou melhor duas garotas que nunca tiveram um capitulo pra chamar de seu e ambas são loiras. Boa leitura ;)

POV Courtney

E lá estava eu, mais um dia naquele quarto, que eu preferia chamar de prisão, no Instituto Radley, basicamente uma prisão para loucos, mesmo eu não sendo uma. Era tão injusto, eu ainda não entendia como meus simplesmente não acreditavam em mim e preferiram cair na armadilha de Alison, e eu também fui burra o bastante para simplesmente aceitar as provocações de Alison.

Eu estava perdida naquele momento, tendo devaneios sobre meus pais finalmente virem me tirar desse lugar e dizer que acreditavam em mim e quem sabe de bônus eles prenderiam Alison, essa sim era a verdadeira louca. Meus pais já não me visitavam faz uma semana, nem de Jason DiLaurentis, meu irmão mais velho, fez uma de suas visitas constantes, eles deveriam estar muito ocupados com a nova vida perfeita deles em Rosewood.

Ouvi batidas na porta e a ela abriu, desviei o olhar da porta, deveria ser mais uma das enfermeiras chatas do local, elas sempre olhavam para os pacientes como se fossem baratas irritantes, eu não tinha o mínimo interesse em olhar para elas me olhando como se eu fosse um inseto.

Não sei quanto tempo passou quando eu resolvi olhar para quem estava na porta, só havia olhado para lá por que estranhei não ter nenhum barulho ou por a pessoa que estava lá não ter se pronunciado, mas quando me virei para a porta pude ver que não era uma das enfermeiras, também não parecia se rum paciente do Instituto, era um garoto.

Ele parecia ser bem mais velho do que eu, deveria ter o quê? Talvez 18 08 19 anos, era difícil dizer, ele usava um jeans surrado com alguns furos na parte da perna, uma camisa marrom sem nenhuma estampa, seus olhos eram de azul-acinzentados hipnotizante, tinha cabelos castanhos e um sorriso jovial, ele parecia feliz, definitivamente não era um paciente desse lugar, mas eu não fazia a mínima ideia do que ele estava fazendo aqui.

– Olá? – Perguntei meio incerta e com uma pontada de medo, eu ouvi historias sobre homens mais velhos fazendo coisas horríveis com garotas da minha idade. E se esse cara fosse um desses homens maus?

O garoto gargalhou do nada, como se uma piada muito engraçada tivesse passado pela sua cabeça – Não, eu não sou um desses homens maus, na verdade eu vim aqui para te ajudar a sair desse inferno.

– O quê? – Foi a única coisa que eu consegui dizer, eu estava chocada demais, ele lia meus pensamentos, ele veio, era muita informação de uma vez só para o meu cérebro. Tentei reorganizar meus pensamentos – Como assim me salvar? Do que você está falando?

Ele entrou no quarto fechou a porta atrás de si – Digamos que eu vim te tirar daqui para um lugar melhor, quero que você me faça um favor.

– Eu não te conheço, não vou para lugar nenhum com você e muito menos fazer um favor, é melhor você sair daqui antes que eu chame alguém – Falei aumentando meu tom de voz, se aquele cara não era paciente do Radley, ele deveria ser.

– Achei que a coisa que você mais queria era sair daqui Courtney – Ele falou com – Ele disse com um sorriso cínico – Ou você prefere passar o resto da sua vida aqui? Enquanto sua irmã continua tendo uma vida feliz?

Arqueei minhas sobrancelhas – Como sabe de tudo isso? Como sabe sobre a minha imã? – Meus pais faziam todo o esforço possível para esconder minha existência, como esse cara sabia quem eu era?

Ele riu como se estivesse achando aquela situação engraçada demais – Digamos que eu sei muita coisa sobre você, inclusive que foi injustiçada pelos pais e enganada pela irmã, sei que a Alison armou para se livrar de você.

– Quem é você? – Perguntei assombrada, como aquele cara podia saber tanta coisas sobre mim, coisas que até só eu sabia.

– Digamos que eu sou um amigo. E aí você vem ou não? – Ele perguntou oferecendo uma mão, quando ele viu que eu não pegaria soltou um grande suspiro – Vamos lá, é tão difícil confiar num estranho?

Como esse cara podia achar que eu iria para qualquer lugar com ele? Como ele poderia char que eu confiaria em alguém que eu nem conheço? Como ele poderia achar que eu confiaria em qualquer pessoa? Depois de tudo o que aconteceu comigo eu tinha que tomar mais cuidado com as pessoas, se até minha irmã foi capaz de fazer o que fez comigo, por que outras pessoas também não seriam.

O garoto bufou – Se você não vem por boa vontade, vou ter que te levar a força.

Ele pulou em cima de mim segurou minha mão com força eu tentei me debater, mas ele prendeu meus pés com seus joelhos e quando eu pensei em gritar minha voz simplesmente não apareceu, era como se eu estivesse esquecido como se grita, o ambiente no meu quarto começou a ficar escuro, como se estivesse ficando a noite e rapidamente tudo havia se tornado um breu, eu não conseguia enxergar nada.

Mas o que diabos estava acontecendo? Eu também não sentia mais o aperto daquele cara, era como se ele tivesse desaparecido, eu só podia estar tendo algum tipo de pesadelo estranho. Meu estomago ficou embrulhado do jeito que ficava quando eu estava em uma montanha russa (Eu fui apenas uma vez a uma e não foi uma experiência muito boa). Então aquela sensação no meu estomago se dissipou e as coisas a minha volta clarearam.

– Chegamos! – O garoto estranho, que agora estava ao meu lado, não mais me segurando, falou – Gostou da viagem?

Eu não entendia o que estava acontecendo, meu cérebro só podia estar pregando algum tipo de peça, ou interpretando tudo o que eu via de uma forma errada, o lugar onde eu estava não era mais no Radley e sim, na frente de uma escola. Havia crianças da minha idade correndo por todos os lados, alguns mais velhos sentados em grupos debaixo de arvores, alguns meninos jogavam basquete.

A escola em si não era muito grandiosa, tinha uma fachada simples de pedras, era de dois andares, e eu diria que era uma escola pública de algum subúrbio, de qualquer jeito minha cabeça doía pela claridade das coisas, de repente eu estava No Radley e depois não estava mais, eu estava aqui em frente a essa escola.

– O que você fez comigo? Onde eu estou? – Falei um pouco desesperada demais, mas o medo tomava conta de mim, eu não conseguia entender o que estava acontecendo.

Ele riu, seus olhos acinzentados faiscavam de diversão – Me prometa que você não vai falar nada enquanto eu te explico, ok? Vem, vamos no sentar em algum lugar.

Fomos para debaixo de uma arvore mais afastada, onde havia menos crianças e adolescentes, enquanto nós nos encaminhávamos até lá, algumas crianças nos olhavam com curiosidade, algumas mais velhas olhavam para o garoto estranho com curiosidade, como se perguntassem o que ele fazia ali. Alias, eu já estava cansada de chamá-lo de “garoto estranho”.

– Qual é seu nome? – Foi a primeira coisa que eu perguntei assim que nós chegamos na arvore, ele se sentou primeiro e eu me sentei em frente à ele.

O garoto pareceu pensar – Eu não posso te dizer meu nome e, aliás, dois só podem manter um segredo se um estiver morto, não é? – Ele falou dando uma piscadela rápida – Que tal você me chamar de algum apelido, que tal me chamar de “A”?

Franzi as sobrancelhas – Por que “A”? Seu nome começa com A?

– Não, só me parece uma letra legal e o nome da sua irmã começa com “A” também, certo? – Ele perguntou e eu fiz cara feia, era obvio que ele sabia da minha história com minha irmã – Não importa, só me chame de “A”, ok?

Assenti, ainda de cara feia – Ótimo, senhor “A”.

Ele sorriu – Bom, é melhor começarmos logo, a primeira coisa que você tem que saber é que não estamos no mesmo lugar que antes, o que eu quero dizer com isso é que estamos em outra dimensão, outro mundo – Ele falou e meu cérebro deu um nó, aquele cara era maluco – O que houve com você agora há pouco, foi que você viajou entre essas dimensões, graças a mim diga-se de passagem.

– Espera! – Falei quase gritando, minha cabeça estava próxima de explodir com tanta loucura – Você quer que eu acredite nisso tudo?

– Por que você acha que eu estou perdendo tempo com uma menina de 11 anos? – Ele me lançou um olhar duro, aqueles olhos podiam ser muito mais assustadores do que eu imaginava – O que importa é que não estar no mesmo lugar que está antes, esse é um mundo novo, um mundo com novas pessoas, seus pais e sua irmã não estão aqui.

Meu cérebro continuava um nó, mas resolvi ser mais cautelosa – Por que você me levou até aqui?

– Para você me ajudar com algo, para ser mais exato, com alguém – Ele falou olhando para o horizonte, como se visualizasse algo lá que ninguém via – Preciso que fique de vigia em uma garota, vire amiga dela, me conte tudo o que puder sobre ela.

Olhei para ele assustada – Por que você quer que eu fique de olho nela? Por que eu? Você é um psicopata?

– É aquela garota ali – Ele falou ignorando minhas perguntas. “A” apontava para um garota que parecia ter a minha idade e altura, cabelos pretos e longos e olhos azuis-safira, ao lado dela estava um garoto que parecia ter 9 ou 8 anos de cabelos pretos e olhos igualmente pretos – O nome dela é Samantha Jenner, o garoto ao lado dela é o irmão, William, quero que fique de olho nela, consiga tudo o que puder dela.

– Eu não posso fazer isso – O medo voltava a tomar conta de mim – Eu tenho que voltar.

“A” começou a se levantar – Eu tenho que ir, daqui há um ano eu voltarei para te buscar, aproveite esse tempo longe de Radley, descubra o que puder de Samantha.

E antes que eu pudesse gritar ou protestar, “A” se dissolveu em nevoa negra, me deixando sozinha aqui sem nada para fazer. Coloquei minhas mãos na cabeça, onde foi que eu me meti? De repente, até o Radley pareceu melhor do que aquela situação, do que aquele lugar. De uma coisa eu sabia, eu não estava mesmo no lugar onde eu morava, esse lugar era diferente.

Olhei para a garota que “A” tinha apontado. Samantha Jenner. Como eu iria me aproximar dela? Olhei para baixo e vi que não foi só de mundo que eu troquei, eu estava com uma nova roupa, calça jeans, camisa amarela de manga sem estampa e uma sapatilha preta, nada de muito especial, havia uma bolsa escolar não muito distante de mim, me levantei e a peguei, eu não tinha o que fazer, minha única opção era fazer o que “A” mandar. E assim eu fui em direção à ela.

– Alô? Courtney para terra!? – Samantha me tirou das minhas lembranças recém-adquiridas. Lembranças sobre o tempo em que eu passei com Sam estavam voltando, coisas que eu havia esquecido, o modo como eu fui parar no “mundo real” era um deles – Courtney você tem estado muito aérea ultimamente.

Revirei os olhos – E você muito mórbida.

Samantha ignorou meu comentário e deu uma voltinha – E aí como estou? Você acha que o vestido combinou para uma grávida quase dando o parto? – Ela perguntou. O vestido que ela usava era todo em branco com detalhes prateados na parte da saia, nem mesmo a gravidez dela estragava a beleza do vestido, na verdade parece que aquele era um vestido perfeito para grávidas.

– Você está ótima, parece uma princesa, grávida, mas mesmo assim uma princesa – Falei, há algum tempo atrás um elogio desses dificilmente sairia da minha boca para alguma amiga minha, mas as coisas tinham mudado, eu mudei.

Samantha encolheu os ombros – Você também, amarelo combina com você.

Olhei para meu próprio, era totalmente amarelo e ia até a altura dos meus joelhos, algo bem casual, não parecia um vestido de baile, mas era assim que eu queria ir, sem chamar muita atenção. Uau! Há algum tempo atrás eu faria de tudo para chamar atenção, talvez essa seja a maior prova de que eu estou mudando, não querer mais chamar atenção.

– É melhor irmos logo, nossos parceiros devem estar esperando – Falei e a puxei pelo cotovelo e entrelacei nossos braços – Apesar de eu gostar da ideia de deixar Leo esperando, ele costumava ficar nervoso quando espera e você sabe que toda vez que ele fica nervoso, as calças dele começa a pegar fogo, é hilário!

Eu e Samantha saímos de casa rindo, mas não sem antes eu perceber o que havia na porta, Sam não viu, mas eu vi. Havia um pequeno “A” arranhado na porta com algum objeto pontiagudo, eu ia puxar Sam para ver, mas a garota provavelmente diria que era apenas um “A”.

Mas eu sabia bem que não, agora eu entendia a importância que uma simples letra podia ter. No passado minha irmã usou a letra “A” para torturar minhas quatro antigas amigas, Nico di Angelo também usou a letra para infernizar Percy, cada vez que essa letra aparecia coisas aconteciam, na maioria da vezes, eram coisas ruins.

“A” podia ser Alison, “A” podia ser de Nico, mas eu conhecia um outro “A”, e talvez, só talvez, era dele a qual o “A” na porta pertencia.

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POV Annabeth

Vestido de seda branca? Ok. Tiara de prata? Ok. Maquiagem feita pela Spencer? Ok. Nervosismo? Ok. Eu basicamente já estava pronta fazia mais de uma hora, mais cedo do que eu e meu parceiro havíamos marcado, mas eu não pude evitar de fazer tudo antes, eu tinha que confessar, eu estava muito nervosa, já fazia bastante tempo desde que eu tinha saído em um encontro, não sabia mais nem como portar em um.

Ouvi o barulho da campainha tocando, cheguei meu cabelo e maquiagem mais quatro vezes para ver se tudo estava certo, quando me dei por satisfeita, me dirigi até a porta, ainda demorei alguns segundos para abrir, me perguntando se eu devia mesmo fazer isso e então finalmente a abri.

– Oi – O garoto a minha frente disse meio sem jeito.

Sorri – Oi.

Caleb Prior vestia calças jeans preta, um sapato social e uma camisa daquelas que abotoa na parte da frente, preta também, ele ainda segurava um buquê de flores rosas. Tudo bem simples, do jeito que eu gostava, ele não havia se preparado muito.

– E então, você está bem bonita – Ele falou, seu rosto ficou totalmente corado – não que eu não te achasse bonita antes, eu te acho muito bonita, quer dizer não que eu preste atenção em você – A cada vez que ele falava, mais corado ele ficava, o que era bem engraçado – E não que eu ignore você, é só...

– Eu entendi Caleb – falei rindo, fechei a porta atrás de mim e entrelacei meu braço no dele – Não precisa se explicar, agora vamos, nós estamos bem atrasados.

O Salão onde estava sendo realizado o baile não ficava tão longe do antigo prédio da Erudição, ficava a apenas 5 quadras ou algo assim, não era tão difícil chegar lá, o caminho estava bem menos acidento que outros lugares de Chicago e também era bem iluminado, vimos no cainho, muitas pessoas bem vestidas, todas indo para o salão.

O salão, do qual todos falavam, era na verdade o hall da entrada de um antigo teatro de Chicago, que no momento estava com quase todo destruído, por sorte, o hall, que era bem bonito e grande, estava intacto. O lugar tinha uma arquitetura bem europeia, na época da Revolução Industrial, do renascimento, tinha um grande lustre central, que diziam ser feito de cristal, uma escadaria central que levava a um segundo andar.

Nós finalmente chegamos ao salão, que já estava lotado, no centro havia jovens dançando ao som de uma musica eletrônica que eu não conhecia, pratos e taças voavam por todo o lugar, provavelmente estava sendo movidos por magia (Uma das vantagens de se ter bruxos por perto), nas áreas periféricas estavam varias mesas, a maioria já ocupadas, andei por entre as mesas com Caleb procurando por uma vazia.

– Vamos naquela ali – Caleb apontou para uma mesa mais em destaque do que as outras.

A mesa já estava ocupada, mas havia dois lugares vazios, nela estava sentados Tris, que usava um vestido rosa-claro e mantinha os cabelos loiros soltos, seu namorado Tobias havia optado por algo bem simples, calça jeans e camisa polo, Courtney e Leo também estavam lá, era até engraçado pensar que uma garota como Courtney namorava um cara como Leo, ela parecia estar um degrau acima, mas ao mesmo tempo em que eles pareciam incompatíveis, havia algo de totalmente compreensível entre os dois, como se cada um entendesse a necessidade do outro.

E por último, havia Samantha e Finnick. Sam usava um vestido branco longo e folgado, com detalhes prateados espalhados por ele, seus cabelos estavam soltos e ela usava uma tiara prateada, o que a deixava parecia com uma princesa, Finnick usava uma calça jeans, uma camisa branca e um blazer por cima, seu cabelo parecia mais curto do que da ultima vez que eu o havia visto. Samantha foi a primeira a me ver e acenou para que eu sentasse junto com eles.

Caleb me puxou até lá e nós nos sentamos e nos cumprimentamos depois veio um silencio desconfortável. Depois da minha separação com Percy, eu havia me afastado da maioria das pessoas que eram próximas a ele, não que eles tivessem culpa, mas eles me lembravam ele o que menos queria eram lembranças de Percy. Aliás, era um alivio ele não ter ido para aquele baile.

– E então – Samantha cortou o silencio – Vocês vieram juntos?

Caleb assentiu – Eu não tinha ninguém para levar e Annabeth sempre foi legal, então, por que não?

Leo levantou uma sobrancelha – E vocês estão ficando? Tipo, se pegando?

– O quê?! – Gritei chamando atenção das pessoas mais próximas, Leo deu um sorriso bobo, me controlei para não enforcar ele neste momento – Não Leo, só estamos saindo, tem algum problema nisso?

Leo apenas deu de ombros, Samantha revirou os olhos e se voltou para mim – Foi um comentário idiota dele, não ligue para ele.

– É, eu sei o quanto os comentários do Valdez podem ser um pouco irritantes – falei lançando um olhar ameaçador para Leo, ele encolheu os ombros.

Depois disso, conversar ficou um pouco mais fácil, mas mesmo assim, eu só falava quando alguém me perguntava algo, eles pareciam estar se divertindo, mas eu não em sentia assim, na verdade, fazia bastante tempo desde que havia realmente me divertido de verdade, desde que eu havia chegado nesse mundo, desde que eu havia chegado em Chicago, diversão virou uma palavra proibida na minha vida.

Eu sentia que tudo nessa cidade começava a me sufocar, toda essa historia de viagem entre mundos, toda essa historia de Pain e da gravidez de Samantha, só os deuses sabem o quanto eu daria para ter minha vida de volta, quando eu era só uma semideusa, filha de Atena, que tinha que lutar contra monstros e ajudar a salvar o mundo de vez em quando.

A traição de Percy havia sido o cúmulo, quando eu achava que eu finalmente ficara com ele, que eu teria alguém para me firmar, eu recebo um balde de água fria. Eu achei que se um dia um namorado me traísse, eu agiria com maturidade, a realidade era diferente, o que Percy fez teve um grande impacto em mim, eu não conseguia esquecer o que ele fez, eu não conseguia esquecer ele.

Olhei para Samantha, ela era tudo o que eu já quis ser um dia, bonita e inteligente, ela não tinha que lutar para se impor e ser respeitada no grupo, ela já tinha uma aura, quando ela chegava em um ambiente conseguia atrair a atenção de todos e mesmo ela estando gravida, um estado que devia deixar seu corpo mais fraco, ela parecia mais forte, e além de tudo, ela carregava o primeiro filho de Percy Jackson. Não tinha como não sentir raiva dela.

– Eu preciso ir ao banheiro – Falei me levantando, eu precisava sair daquele local, respirar um pouco, sai o mais depressa que eu consegui, antes que alguém falasse qualquer coisa.

Quando finalmente cheguei ao lado de fora do salão, eu chorei. Eu não sabia ao certo o por que de eu estar chorando, por ter raiva de Samantha? Por Percy ter me traído? Por chorar? Talvez tudo isso, eu só deixei tudo aquilo que eu sentia sair naquelas lágrimas.

– Às vezes é bom chorar – Escuto uma voz atrás de mim quando eu me viro vejo Samantha me olhando – Sabe, toda noite, quando já está todo mundo dormindo, eu saio do quarto e vou para a sala, faço brigadeiro caseiro e começo a chorar, é bom, parece que quando eu choro toda a frustração que eu sinto vai embora por um tempo.

Eu olho durante um bom tempo – Por que você me seguiu?

Ela balançou a cabeça – Não sei, acho que eu só queria ver para onde você ia – Ela franziu a testa – Annabeth, você acha que se não fosse devido as circunstâncias nós teríamos sido amigas?

– Talvez – Respondo, eu gostava de me aproximar de pessoas inteligentes e Samantha era uma.

Ela sorri – Perdoa o Percy, vocês se amam e eu sei que pode ser complicado, mas perdoar não é fácil, leva tempo, tenta ir com calma, talvez daqui há algum tempo, as coisas finalmente se ajeitem.

Ela tinha um sorriso pequeno no rosto. Eu não sei o que pensar do que ela havia falado, era meio estranho a menina que engravidou do meu ex-namorado pedir para eu perdoar ele, mas Samantha parecia levar isso a serio, na verdade, algo no seu discurso soava um pouco estranho.

Eu estava preparada para falar algo quando percebo algo aos pés de Samantha, era um liquido que parecia água, só que mais pegajoso, aquilo era...

– Sam, acho que sua bolsa estourou – Falei, quando uma pequena sensação de desespero começou a vir em mim.

Ela franziu a testa – O quê, mas eu não senti nada... – Então ela gritou e caiu ajoelhada no chão segurando a barriga – Tá doendo! Merda, tá doendo muito!

– Você está tendo contrações, você vai ter o bebê! – Falei indo em direção á ela e tentando levantá-la – Eu preciso te levar daqui e ir para...

Não fui capaz de terminar a frase, eu senti um baque contra a minha nuca e cai no chão gritando de dor e depois eu senti outro baque, com mais uma grande pontada de dor, levei minhas mãos até minha nuca e senti o liquido lá, devia ser sangue. E então veio um terceiro baque, dessa vez nas minhas costas me jogando no chão, senti minha consciência aos poucos se indo e antes que desmaiasse, pude ver Samantha gritando enquanto alguém usando capuz a agarrava e tentava levantá-la. O capuz escorregou e eu pude ver o rosto.

Era Nico di Angelo.

Notas finais
Então? Vamos conversar? Primeira coisa, gostaram do capitulo, tem pistas importantes sobre o futuro da fic ai Segunda coisa, eu tomei uma decisão sobre uma segunda temporada da fic, a primeira coisa eu tenho que falar pra vcs é que a segunda temporada, não vai ser postada aqui, essa fic vai terminar no cap. 50, a segunda temporada vai ser postada numa historia a parte, mas é claro que vai ser continuação dessa, o nome vai ser "Novo Mundo: Subtítulo aqui que eu não vou revelar agora", e provavelmente vai ter 50 caps tambem ainda não sei Sobre esta fic, Novo Mundo, eu vou mudar os dias de postagem por causa do spin-off, entendam, eu preciso terminar o spin-off antes de Novo Mundo, então o que vai acontecer, a cada um capitulo lançado de Novo Mundo, eu vou dar um tempo e vou lançar dois do spin-off, pra quem não entendeu vai ser assim: Capitulo 45, ai dois dias depois vem o capitulo 4 do spin-off e mais dois ou tres dias depois o capitulo 5, ai sim eu posto ocapitulo 46, entenderam? Vai demorar mais para sair capitulos de Novo Mundo, se minhas contas estiverem certa, eu lanço o capitulo 10 do spin-off antes do capitulo 49 da fic. Bom e para terminar, vou dar um presente para vcs, o nome dos 5 ultimos capítulos da fic, para matar a curiosidade de vcs, ou atiçar ela kkkkk ALias, vem spoiler ai, sobre a carta de Pain. Capítulo 46: Grito de Guerra Capítulo 47: Perdas no Campo de Batalha Capítulo 48: Godzilla Capítulo 49: A Dor Que Nos Atormenta, Parte 1 Capítulo 50: A Dor Que Nos Atormentar, Parte 2 Gostaram? Bom, Comentem, diga o que vcs acharam sobre o capitulo, sobre as minhas decisões, sobre tudo, favoritem, divulguem, recomendem se vcs amaram muito a fic, me sigam no TT: @rodirgostoll16, eu não mexo muito lá, mas todo dia dô uma olhada e se quiserem me perguntar algo por lá e bom, semana que vem acho que nos vemos e não se esqueçam de dar uma olhada no spin-off (É só ir lá no meu perfil e procurar) e nos vemos na proxima! Tchau! "Os fins justificam os meios"