Novo Génesis Apócrifo (evangelion Re-imagined)
1 Episodio 01 - O Ataque de um Anjo
Notas iniciais
יסוד
A Memoria do que Conhecemos.
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O Comandante Gendo Ikari está de pé, em seu uniforme que não tem marcas de patentes ou qualquer semelhança com os tradicionais uniformes militares. Seu uniforme único representa bem a Nerv, uma organização igualmente única fruto de grande planejamento científico e militar.
Por trás da figura do Comandante Ikari, um escudo da Nerv em metal preso a parede traduz a mesma imponência que o homem a frente. Com os braços cruzados nas costas, o Comandante Ikari quebra o silêncio, mantendo os olhos fixos no seu interlocutor.
- Ele já deveria ter chegado.
O silêncio retorna tão firme quanto o olhar do comandante Ikari. Uma luz vermelha começa a piscar no teto. Uma porta de abre e um soldado bate continência antes de falar com o comandante.
- Comandante Ikari, o Anjo entrou na atmosfera. Ele vai chegar em Tokyo-3 em alguns minutos. Precisamos de você na sala de comando.
O comandante continua impassivo. O soldado hesita e tenta repetir mais uma vez a mensagem, mas o Comandante Ikari finalmente se vira e o interrompe.
-Avise que estarei na sala de comando em 5 minutos. Dispensado.
O soldado bate continência mais uma vez e sai. O Comandante Ikari volta seu olhar mais uma vez para os olhos do gigantesco robô que o encarava, estático, desligado.
-Ele está muito atrasado.
O comandante Ikari diz, antes de se virar e deixar o hangar. O robô continua impassível, coberto até os ombros com o liquido avermelhado que preenche a maior parte do hangar. Os gigantescos olhos verdes olhando para frente sem qualquer brilho, indiferentes.
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Numa estação de trem estranhamente vazia a única figura em pé é um menino de 14 anos em seu uniforme escolar. Ele tem uma mala na mão e olha ao redor estranhando a estação completamente vazia. Cansado de esperar ele começa a andar para a saída da estação.
A rua está igualmente deserta, mas alguns carros parecem ter sido abandonados as pressas. Televisões ligadas dentro de estabelecimentos vazios só mostram um estranho escudo vermelho que o menino tinha visto poucas vezes até hoje. Um telefone público o enche de uma vaga esperança de conseguir encontrar alguém, mas esta esperança vai embora assim que ele tira o telefone do gancho e uma voz gravada repete que as linhas foram tiradas do ar enquanto durar a emergência.
Carros abandonados as pressas e uma mensagem citando emergência no telefone deixam claro para o garoto que ele não deveria estar na rua. Ele respira fundo e anda apaticamente pelas ruas na vaga esperança de encontrar alguma sinalização por um abrigo ou alguma pessoa que possa ajuda-lo.
E então os tiros começam.
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15 anos atrás.
A menina acorda nos braços do pai. Ele esta correndo, a cama dela ficando pra trás. Ela olha para os lados assustada, sem saber o que está acontecendo. A voz do seu pai repete que tudo vai ficar bem no seu ouvido, como um mantra. Os corredores escuros começam a ficar mais claros, pouco a pouco. No meio do pânico e do medo, o cérebro dela registra que esta amanhecendo. O que quer que esteja errado, vai embora com a escuridão, ela pensa, e este pensamento a conforta.
Ela olha ao redor e não vê ninguém. Onde será que estão os outros? Seu pai abre uma porta e eles chegam ao lado de fora. A brisa fria bate no rosto da menina e ela pensa no casaco que deixou la dentro. E só então ela percebe que do lado de fora ainda é noite, um céu escuro e sem estrelas. A luz vem de dentro do prédio, e está ficando cada vez mais forte.
Seu pai tira o próprio casaco e coloca nela. Ele abre um pequeno contêiner cilíndrico onde ela só cabe deitada e coloca ela lá dentro. Ela percebe que ele vai trancar ela sozinha lá e todo o medo e pânico que ela vinha sentindo se manifesta num grito por seu pai. Ela implora pra ele não deixar ela sozinha. Ele da um beijo na testa dela e ela pode sentir as lagrimas dele caindo no seu cabelo. Ele se levanta e fecha o contêiner.
Quando a porta abre novamente, ela está flutuando com o contêiner no mar. Pedaços de rocha e gelo flutuam ao redor dela. Não há qualquer outro sinal de que ali havia terra.
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Agora.
Por de trás de uma montanha, uma gigantesca criatura aparece. Aviões e helicópteros voam ao redor do gigante. Ele parece indiferente aos ataques. O menino olha em choque.
A criatura tem a pele escura, parece estar coberta de petróleo, exceto pelo que parecem ser pedaços de osso que se projetam para fora nos ombros e braços. Algo que lembra vagamente um rosto encontra-se entre no peito da criatura, que apesar de humanoide não tem pescoço ou cabeça. A criatura começa a ir na direção do menino, destruindo helicópteros e aviões enquanto caminha.
Em poucos passos a criatura passa da montanha e o menino congelado observa enquanto o monstro avança. Em dois passos, ele só pode ver as pernas da criatura, e a certeza de que vai ser pisado se torna a única preocupação na cabeça dele. Seu corpo não reage tão rápido quanto sua mente. Ele mal percebe o carro esporte azul que para do lado dele antes de ser puxado para dentro.
Confuso, ele vê uma mulher vestido o que parece ser uma variação pouco usual de um uniforme militar. Ela sorri para ele enquanto o gigantesco pé da criatura vai na direção deles. A reação natural seria fechar os olhos mas ele não consegue. A mulher engata a ré e acelera, escapando de ser pisoteada por poucos metros. Ela acelera e passa por entre os pés da criatura, indo na direção oposta. O menino olha para trás aliviado enquanto a criatura vai ficando para trás.
-Ikari Shinji?
-huh?
-Você é o Shinji, não é?
-Ah! --sim! Shinji Ikari, estudante da oitava série.
-Eu sou a Tenente-Coronel Misato Katsuragi. Eu estava encarregada de buscar você na estação.
-Sim, eu recebi sua carta. E sua foto.
-Olha, eu sei que eu me atrasei um pouco, mas será que você pode dizer pro seu pai que eu peguei você na estação na hora certa e não tivemos nenhum problema?
Shinji encara a Tenente-Coronel incapaz de acreditar que ela sugeriu isto como se eles não tivessem acabado de escapar da morte certa mas apenas acena com a cabeça que sim e volta a olhar para o monstro gigantesco que eles deixaram para trás. Misseis voam na direção da coisa e explodem bem no alvo, mas a criatura mal parece se incomodar.
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Sala de Comando da Nerv.
diante de telas gigantescas que ocupam toda a parede a frente deles estão 3 oficias operando os computadores e digitando ordens e dados enquanto atrás deles o Comandante Ikari observa as telas e considera as opções que tem. O Subcomandante Fuyutsuki coordena o ataque, vociferando ordens que são repassadas para os pilotos dos aviões. Há tantas vozes na sala que é difícil acompanhar os acontecimentos.
- Fuyutsuki.
Quando o Comandante Ikari fala, o silêncio rapidamente se estabelece, todo ruido da sala vem de mensagem de rádio dos soldados e pilotos.
-Não temos opção Fuyutsuki. Armas convencionais não vão resolver o problema. Dê ordem para que preparem a 1a. Criança.
-Mas... Comandante Ikari, Ayanami não está em condições...
-Dê a ordem, Fuyutuski.
O Comandante Ikari mantinha um olhar impassível para a tela que piscava informações num fluxo tão intenso que nenhum deles conseguia seguir. O subcomandante Fuyutsuki hesitou em dar a ordem, e durante esta breve hesitação, uma mensagem de rádio chegou. O Subcomandante sorri com uma nova esperança.
-Comandante Ikari?
-Eu não ouvi você dar a ordem, Fuyutsuki.
-Talvez você queira repensar a ordem diante dos novos acontecimentos. A Tenente-Coronel Katsuragi chegou com--
- A terceira criança está aqui?
-Sim.
- Diga a Tenente-Coronel que prepare a terceira criança para combate.
-S--Sim.
Fuyutsuki repassa a ordem imediatamente e encara o Comandante Ikari, que continua olhando impassível para a tela.
-Comandante, peço permissão para falar livremente.
-Fale, Fuyutsuki.
-Ele acabou de chegar. Você acha realmente que seu filho vai dar conta sozinho?
-Ele não é meu filho aqui, Fuyutsuki, ele é a terceira criança, e no momento, ele é mais útil que a primeira.
-Sim, senhor.
Subcomandante Fuyutsuki retorna ao posto supervisionando os oficiais enquanto Comandante Ikari observa a frenética renovação de dados na tela. Ele se vira para Fuyutsuki .
-Subcomandante?
-Sim, comandante Ikari?
-Mantenha a primeira criança preparada. Se algo der errado, enviamos ela como suporte.
-Sim, comandante.
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-Meu pai não vem me ver?
- Sinto muito Shinji, mas no momento estamos lidando com uma emergência. Seu pai provavelmente está muito ocupado agora.
Shinji olha para a ponto do próprio tênis, calado. Misato olha para o menino com uma certa pena. Ela lembra do pai que ela perdeu 15 anos atrás e da ultima vez que o viu. O comandante Ikari deve esta muito ocupado mesmo para não vir ver o próprio filho. Ambos viram o rosto para ver quem entrou na sala quando a porta abre. Um soldado bate continência e passa as ordens para a tenente-coronel.
-O que? Mas... O garoto nunca fez nem um teste de sincronização!
-São as ordens, Tenente-Coronel.
-Shinji?
Shinji olha para Misato, curioso.
-Shinji, eu preciso que você venha comigo.
Shinji se levanta e segue a Tenente-Coronel pelo labirinto de corredores da central Nerv. Enfim, uma porta se abre e ele se vê andando em um estreito corredor sobre águas avermelhas. Misato para diante de algo que lembra o monstro gigantesco que esta destruindo a cidade.
-Shinji, esta é a unidade Eva 01. Eu preciso que você a pilote.
-O quê?
-Seu pai pediu diretamente para você assumir a unidade 01 e deter aquela criatura.
-Meu pai... -- Diz Shinji, decepcionado. Ele ergue a cabeça e fala para Misato, convicto -- Não.
-Perdão?
-Não vou entrar nesta... nesta coisa! É só para isto que ele me chamou? Ele não sente saudades? Não... Ele não quer me ver! Tudo que ele quer é que eu faça alguma coisa. Não! Eu vou embora. Me leve embora.
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Fim do primeiro capitulo.
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