Notas iniciais
Então é isso gente, peço desculpa, muitas desculpas por esse tempo ausente mas foi devido a problemas de escola e tudo mais. A partir de agora não vou ter mais esse problema e vou prometer postar frequentemente. Bom capítulo!

POV NATALIE.

Desanimo. Era essa a palavra perfeita que poderia resumir meu dia. Havia valido muito mesmo ter faltado a faculdade hoje. Agora eu estava deitada no enorme sofá da sala de TV da mansão Kabra, vendo filme e com um pote enorme de sorvete. Depois da ultima conversa que tive com Dan aquilo partiu meu coração. Então ele ainda pensa que sou a Natalie interesseira e patricinha. Eu tenho que mudar isso, o pior de tudo é que eu não sei como.

De repente eu vejo a porta do hall se abrir, deve ser Ian. Eu estava com raiva, não do Dan, mas de mim mesma por sentir que preciso mudar para que ele comece a gostar de mim, coisa que não faz nenhum sentido...

– Natalie, precisamos conversar. — De repente me viro para trás e me deparo com Dan recém vindo da universidade eu acho pois ele ainda estava com a mochila em um dos ombro. Ligeiramente fico sentada no sofá até que me lembro que a unica coisa que estou vestindo é uma calça de pijama e uma regata, então deito novamente e puxo o cobertor até o pescoço.

– Hm... Eu não tinha visto você chegar — Sussurrei morrendo de vergonha — Eu pensei que não iria encontrar você em casa. Ele caminha e da a volta no enorme sofá, sentando em um bem de frente para mim agora.

– Eu queria me desculpar, eu fui grosseiro de mais, você tem razão, eu não tenho direito nenhum em pedir desculpas... eu só senti...

– Ciumes? — Droga, que merda, POR QUE EU NÃO CONSIGO FICAR COM ESSA MINHA BOCA FECHADA? Era obvio que Dan não sentia ciumes nenhum de mim, e nem deveria, já que achava que eu ainda era a metida, patricinha e esnobe. — Er.. isso saiu sem pensar me desc..

– Acho que você tem razão. — Ele diz isso olhando seriamente nos meus olhos, me encarando. — Sei que não tenho direito nenhum, agi por instinto, juro que não vou mais fazer isso. Você, hm... por acaso aceitaria sair comigo?

Meu cérebro congelou, alguma pegadinha tinha ai, eu não podia acreditar que ouvi isso. Mas não vou ceder, ele fez eu passar aquele vexame na casa noturna, tenho que ser difícil agora.

– CLARO QUE SIM! — desculpa, mas eu não teria como recusar um convite do ninja Daniel Cahill, alem do mais, ele estava sendo humilde de ter vindo falar comigo. — Quer dizer... Bom claro, sair aonde?

– Bom, — Disse ele cauteloso. — Eu tinha pensando em ir no jogo de basquete dos Lakers hoje a noite, só que como eu sei que seu ex namorado iria jogar, achei melhor comprar ingressos para o jogo de futebol americano, você sabe o que é isso né?

Ele me pergunta com certo humor nos olhos, sabendo que eu estava morrendo de vergonha.

– É claro que eu sei o que é isso Dan, sendo assim então vou me arrumar. Digo isso jogando a coberta para o lado e me levantando toda descabelada e com o pijama que de jeito nenhum me deixava, digamos atraente.

– Ótimo, faça isso mesmo, não gosto de mulheres que se atrasam, prima Natalie.

Disse isso todo convencido, levantado se da poltrona, e saindo apresadamente da sala.

POV AMY.

Já se passava das 8 horas da noite de sexta feira, e eu poderia estar em uma casa noturna badalada de Los Angeles sozinha, conhecendo novos homens, com eu poderia estar também rodeada de amigos em alguma barzinho qualquer da cidade. Mas eu Amy Cahill quase formanda em direito e futura advogada bem sucedida, estava em casa, estudando no laboratório da Mansão Cahill acompanhada por um gato, isso mesmo Saladim.

Sinceramente, a essas horas eu estava com raiva de Fiske, RAIVA, por ter feito eu me mudar de meu apartamento para vir morar nessa casa, com os irmãos cobra. Natalie necessariamente não era uma problema tão grave, a gente até se dá bem, agora Ian, continuava o mesmo mesquinho, rico, ignorante... A lista era gigante, eu simplesmente não suportava aquele homem, não adianta de nada a pessoa ser perfeita por fora e um lixo por dentro, era isso que ele era. Um lixo.

– Sonhando acordada dona Amy? — Quase deixo os tubos de ensaio que estavam em minhas mãos caírem no chão, me viro e encontro o Sr convencido ignorante Kabra.

– Quem você pensa que é para chegar assim? — Pergunto com raiva olhando diretamente em seus olhos, tarefa que era um pouco difícil que mesmo eu com quase meus 1,70 ficava muito abaixo dele, que deveria ter quase dois metros.

Ok, também não é pra tanto.

– Hmm, sou o dono da casa? — Ele me responde convencidamente, como sempre. Sinceramente não intendo como um homem tão lindo como ele, inteligente e bem sucedido, pode ser tão ruim, a ignorância dele enfeia a sua beleza. Só então resolvo olhar para suas roupas ele ainda estava com o mesmo terno que usou de manhã, o que deixava ele, hm digamos um pouco sexy.

– Cala a boca Kabra, e me deixe trabalhar — Será que ele não notou que estou usando óculos de proteção, e jalecos de trabalhar em laboratórios e que o cheiro de seu perfume me distraia?

– Calma priminha — Diz ele tirando o paletó e pendurando na ponta de um banco. Dou as costas para ele porque eu não devia explicações para ninguém, e talvez também ele me deixasse em paz.

– O que você esta fazendo? — Ele me pergunta do outro lado do balcão de frente para mim agora, com as duas mãos apoiando o queixo, como se fosse um menino de 9 anos.

– Você realmente não vai me deixar trabalhar então? — Olhei seriamente para ele por baixo dos óculos. — Estou na tentativa fracassada de tentar refazer aquela maldita formula.

– Você realmente se importa com isso então? — Ele me pergunta seriamente, levanto minha cabeça, olhando em seus olhos agora.

– Salvar pessoas é importante para mim. Não é para você?

– Claro que sim — ele me responde meio serio, talvez ele pense que eu ainda ache ele esnobe e medíocre. Mas era isso mesmo que eu achava. — Você, fala como se não gostasse da formula, como se isso tudo tivesse sido um castigo. — Ele fala olhando seriamente nos meus olhos. Seriamente demais.

– E não foi? Vai me dizer agora que as 39 pistas foi bom? — Pergunto ironicamente agora olhando para ele também.

– Claro que sim. Afinal, se não fosse as pistas, eu nunca teria me aproximado novamente de você.

Ele me responde olhando fundo nos meus olhos, até parecia sincero, mas só parecia, porque eu já tinha visto aquela cara, uma dezena de vezes.

– Você não sabe o quanto eu sonhei para que isso não tivesse acontecido.
Largo os meus óculos e dou de costas, em direção a porta, a ultima coisa que escuto é um suspiro profundo.

POV DAN.

Não acredito que eu tinha feito aquilo, na verdade não sabia nem o porque de ter convidado Natalie para ir em um jogo de Futebol americano. Convidei só para tirar com sarro da cara dele, jurava que ela nem iria aceitar. E não sei porque aceitou. Não quero ter que desiludir ela que vai ficar ridícula se resolver ir para o estádio com saltos Armani, eu não estava nem um pouco pronto para isso.

Natalie, ANDA. Vamos chegar atrasados. — Gritei aqui de baixo na sala.- Por que você tem que ser tão impertinente? — Me viro para olhar para ela enquanto desce as escadas.

– Ual... Deixo exclamar essas palavras malditas da minha boca.

– Oque foi? Achava por nada que eu iria ser inútil o bastante para usar saltos em um jogo de futebol americano?

Ela me pergunta de um jeito meio irônico. Na verdade eu iria sim. Fiquei surpreso porque nunca iria imaginar a NATALIE KABRA com tênis e moletom. Mas a verdade era que Natalie ficava perfeita até enrolada em um saco de batata.

– Sendo bem sincero, achava sim. Disse caminhando até a porta e abrindo para ela passar.

– Eu já te falei que essa Natalie mudou, acredite em mim.
Ela disse isso seriamente passando por mim e indo em direção ao carro. Bem que eu gostaria...

POV NATALIE.

Não sei se estou feliz por Dan ter reparado na minha roupa, e se me sinto inútil por querer agradar ele mais e mais. Por que ele não pode acreditar em mim? Simplesmente esquecer as coisas do passado, acho que quando isso acontecer será o melhor dia da minha vida. Observo o novo jeito dele, não é possível uma pessoa ter mudado tanto que nem ele. Roupas de grife, inteligência, esse desejo por ele é o preço que se paga por tanto ter esnobado.

– Chegamos — Ele exclama enquanto estaciona a Mercedes prata no estacionamento do estadio — Vamos logo se você querer um lugar na frente minha prima.

Então era isso que ele me considerava. Uma misera prima!

Saio do carro em direção ao estádio ao lado de Dan, todo elegante, não parece nada com o menino mulambento que eu conhecia quando tinha 11 anos.

– Você pode ir comprando os bilhetes enquanto eu compro a comida, que tal?

Concordei com a cabeça e fui em direção a bilheteria enquanto Daniel de certo comprava um monte de besteira na lanchonete. Agora estava tudo pronto para assistir o jogo, como já tinha comprado os bilhetes fiquei esperando ele no hall do estadio. Quando vejo ele entrando pela porta principal resolvo ir em sua direção para ajudar a segurar as bandejas.

– Comprei um presente pra você Ele exclama olhando com certo humor para mim.

– Não me diga que é um cachorro quente? Exclamo seriamente, e faço ele soltar um riso.

Caminhamos mais um pouco até achar as cadeiras correspondentes pelos bilhetes.

– você bem que poderia ter escolhido algum lugar longe de um brutamonte que pode devorar minha comida — Ele exclama olhando para o homem de uns 200 kg ao seu lado. Esse era o Dan fazendo piadas. Péssimas.

– Você continua com o mesmo gosto por piadas de uma criança de 11 anos — exclamo me virando para ele.

– Você riu Ele diz me acusando

– Você já ouviu falar em educação? — Respondo serialmente, mas depois não consigo aguentar e solto uma risada — Você falou algo em presente?

– Assim claro, como pude esquecer Ele se inclina no meio das pernas e abre uma sacola, de dentro tira um boné de beisebol e coloca na minha cabeça, tirando meus cabelos lisos do rosto, delicadamente — Perfeito!

– Pensei que eu tinha vindo em um jogo de futebol americano, não beisebol.

– Acho que devo 15 dólares pro cara da loja que apostamos se você mataria a charada ou não. — Dou uma tapa em seu ombro e começo a rir, ele ri junto comigo e me oferece um pouco da sua comida.

– A Srt Kabra sabe como se come um cachorro quente? Ele pergunta tirando sarro da minha cara, pego o cachorro quente de sua mão e dou uma mordida enorme, espalhando um pouco de mostarda pela minha boca. Ele me olha seriamente com a boca aberta com espanto.

– Eu deveria ter filmado! E assim foi o jogo, não parei de rir por um minuto. Dan conseguia fazer piada de tudo e de todos, era incrível.

–Fim de jogo Ele exclama para mim Acho melhor irmos para o carro Nat.

Ele me chamou pelo meu apelido, pelo menos ele esta mais amigável comigo. Vamos indo para o carro e noto também que ele faz questão de abrir a porta para mim.

Que progresso! Quando chegamos em casa espero ele estacionar em frente a porta e descer do carro, e educadamente abrir minha porta.

– Você vai deixar o carro aqui? Perguntei ainda sentada e em estado de choque por essa atitude dele.

– Eu vou ter que ir em casa pegar uns livros da faculdade, já falei com Fiske e ele autorizou, só vim aqui te deixar.

Meio decepcionada ainda pela noite ter acabado por aqui saio do carro ficando de frente com ele, mais baixa por causa dos tênis.

– Bom, boa noite então. Foi uma noite muito agradável — Digo educadamente para ele.

– Nossa, só isso Não precisa ser tão formal, somos primos.

Confesso que quando ele falou a palavra primos fiquei um pouco triste, percebendo isso eu acho, ele me prensa contra a porta do carro, chegando MUITO perto mesmo e coloca uma mão em minha cintura, firmemente e a outra no meu pescoço.

– Não te falei, mas hoje você está muito bonita com seu novo visual — Ele diz cochichando isso em minha orelha, estou toda arrepiada, não acredito que ele vai me beijar, ele vai sim!

– Primos não se beijam — Digo isso quase engasgando, em voz baixa. Ele de leve, da uma mordida em meu lábio inferior como se estivesse experimentando. Observo que ele abre os olhos verdes e então fecha de novo, colando novamente a boca na minha, com força e desejo começa a me beijar, com as mãos ainda em volta de mim com força. Também coloco minhas mãos e sua cintura e o trago para mais proximo de mim. Ele ergue a cabeça e olha para onde minhas mãos estão. Retiro rapidamente elas de sua cintura e ele permanece com uma mão escorada no carro, trancando minha passagem.

– Primos não se beijam — repito essas palavras tentando recuperar o ar, respirando lentamente e ainda nervosa.

– Eu não me importo. Boa noite prima Ele diz isso agora dando um beijo em meu pescoço e dando a volta no carro, me viro para olhar ele entrando — Espero que durma bem

Ele exclama isso e logo em seguida entra no carro dando partida e indo em direção a saída, com certeza uma boa noite de sono é que eu não vou ter...

Notas finais
Então ta ai, espero que tenham gostado, beijos!