Novidades no Laboratório
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Melinda POV
Eu estava presa em uma mesa de madeira. Minhas mãos e meus pés amarrados, o medo e a raiva me consumindo por dentro e por fora.
##: Sabe, Mel, eu achei que ia ser difícil de achá-la. Ainda bem que eu tive essa idéia brilhante ! Quando soube que você viera pra Las Vegas trabalhar no laboratório criminal, foi muito fácil atrair sua atenção. Me admiro somente de você não ter reconhecido aquelas pessoas... Foram seus namorados, lembra ? – Ele disse tudo isso calmamente, com um sorriso no rosto, enquanto amolava uma faca.
Só aí eu comecei a lembrar. O primeiro homem, vítima do primeiro ataque, foi meu primeiro namorado depois dele, o segundo, Arthur Cooper, foi o segundo e o terceiro foi meu último namorado, logo no fim da faculdade.
MT: Se... se você queria matar meus antigos namorados por que escreveu aquela frase na parede ? – Eu perguntei, ainda lembrava da frase: A vida é muito boa para vivê-la com mentiras.
##: Como eu descobri que ele tinha uma amante, resolvi despistar um pouco vocês. – Ele disse e riu. A cada minuto a faca ficava mais amolada. Eu sentia que não viveria depois disso. Não viveria para contar a Greg e Nick a escolha que eu tinha feito.
MT: E aquele cara ? O que eu matei ? Você o conhecia, não é ? – Eu estava tão trêmula que se as cordas que me amarravam fossem de metal, elas estariam fazendo barulho agora.
##: Ah, sim... Era um pirralho qualquer. Eu matei a primeira e a terceira famílias, depois contratei aquele tal de Richard para enganar os peritos do laboratório criminal – ele disse essa última parte como se fosse um palavrão. – e o pirralho, o que você matou, bom era pra tentar te matar... Azar o dele que você foi mais rápida, mas sorte a minha, porque assim eu mesmo posso te matar. Do jeito que eu queria, Mel. – Ele se aproximou de mim com a faca, um sorriso maléfico surgindo em seus lábios.
MT: John, por favor, não faça isso ! – Eu disse, pronunciando o nome dele pela primeira vez.
J: Finalmente, pensei que tinha esquecido o meu nome, querida. – Fiz uma careta com isso. Não gostei que ele tivesse me chamado de querida. Eu tinha que perguntar:
MT: Por que está fazendo isso, John ? – Eu temia a resposta, mas ainda assim queria saber o motivo disso tudo.
J: Sabe, Mel, quando você me trocou por todos aqueles outros canalhas... Eu guardei aquela mágoa por muito tempo, até que finalmente eu vi a oportunidade perfeita. Vocês todos estavam na cidade, eu também e eu ainda tinha aquele desejo de matar todos vocês. Claro que eles não tinham nada a ver com isso, mas não ia custar nada pra mim se vocês nunca mais fossem vistos com vida. – Ele sorriu e se aproximou do meu tornozelo direito. Não é possível, ele não podia se lembrar daquela tatuagem ! – Oh, aqui está ! Exatamente o que eu estava procurando. Vejo que não tentou se livrar dela...
MT: Não... Ela é... muito bonita... pra isso. – Eu estava ofegante, a adrenalina inundando meu corpo pelo perigo iminente.
Ele se aproximou mais um pouco dela, como se a examinasse atentamente. Ficou um tempo a observando, até que aproximou do meu braço esquerdo, logo acima do cotovelo. Pegou a faca e começou a desenhar cuidadosamente a mesma tatuagem observada segundos antes. Um grito escapou por entre meus lábios.
J: Não adianta gritar, minha querida, ninguém vai ouvir você. – Ele continuava concentrado na cópia fiel à tatuagem que tentava fazer. Acabou nesse braço, seguiu para a minha perna direita, bem acima do joelho. Fez mais algumas, mas ele parecia frustrado. Eu só tinha gritado uma vez. No meu treinamento, aprendi que os serial killers só querem ouvir e ver a angústia das vítimas, não importava se teriam que matá-las pra isso. Eu me segurara ao máximo até aí, mas quando percebi que ele partia pro meu ombro, comecei a sentir uma inexplicável vontade de começar a me debater, gritar, chorar e tudo o mais. Eu sabia: eu estava vivendo os meus últimos momentos de vida. – E então, quais são suas últimas palavras, Melinda Tripp ?
Tudo passou muito rápido. Em um momento, eu via os olhos do meu ex-namorado assassino sobre os meus. No outro, ouvia um barulho terrível e só o que consegui fazer foi gritar. Era o meu grito se misturando com o som do grito do meu ex-assassino depois de levar um tiro. E em um momento seguinte, eu senti alguém me tirando dali, um sorriso se misturando com suas lágrimas. Eu reconheci aquele sorriso no momento em que o vi: Greg Sanders.
MT: Obrigada. – Foi tudo o que eu consegui dizer antes de desmaiar. Eu sabia que estava cheia de sangue e que talvez as marcas desse dia nunca sumissem, mas eu estava feliz que ele estivesse ali, me dando apoio, me abraçando. E agora, mais do que nunca, eu queria contar a eles a minha decisão.
Narrador POV
Todos os CSIs estavam reunidos no hospital. Melinda acabara de chegar no hospital. As notícias eram boas, já que ela não tinha osso algum quebrado, apenas as feridas causadas pela faca, formando um bonito – se não fossem as conseqüências – desenho de dois corações entrelaçados. Eles esperaram impacientemente, até que o médico permitiu que entrassem. Ela tinha acabado de acordar e estava sentada na cama, um sorriso no rosto, os esperando. “Finalmente !”, alguém soltou. Greg.
MT: Pensei que não viriam me ver ! – Ela disse, com um sorriso no rosto, que mostrava que era claro que ela tentava esquecer o que acontecera e se focar nas coisas boas, como ter se livrado daquilo tudo.
SS: Melinda ! – Sara foi a primeira a ir abraçar a amiga. Começou a chorar, sem perceber, até que foi interrompida.
MT: Ei, ei, por que está chorando ? – Ela fingiu confusão. – Eu não estou morta, estou ? – Todos na sala riram e Sara, após dar um beijo na bochecha de Melinda, deu espaço para que os outros passassem e pudessem falar com a CSI. Passaram um bom tempo conversando, até que alguém entrou no quarto com um ursinho de pelúcia na mão.
JB: Aqui, Melinda, já que ninguém teve a bondade de trazer um presente de boas vindas, eu comprei isto pra você. – Todos riram e Melinda ficou vermelha com o presente. Não queria que ninguém comprasse nada pra ela.
MT: Bom, eu não queria nada, não precisava, mas já que você comprou... – Ela deu de ombros e os CSIs riram novamente.
JB: Bom, o papo tá muito bom, mas agora nós temos que falar de algo sério. – Ele olhou pra Melinda. – Você conhecia aquele homem, Mel ?
MT: Conhecia... Ele era meu ex-namorado. Nós namoramos na faculdade, mas quando ele ficava bravo descontava em mim então eu terminei com ele. Até o fim da faculdade, eu namorei mais três garotos. – Ela parou um pouco, antes de revelar quem eram os três ex-namorados. – Que eu acho que vocês conhecem. – Todos fizeram uma cara de espanto e surpresa.
SS e GS: As vítimas do serial killer ! – Eles gritaram ao mesmo tempo. Quando perceberam o acontecido, riram e bateram as mãos no ar. Ato que fez todos na sala, principalmente Melinda, rirem.
JB: Eram eles ? – Melinda acenou afirmativamente com a cabeça. – Então ele fez isso somente por vingança ? – Ela acenou de novo com a cabeça. – E quanto a esse desenho que ele fez questão de reproduzir por todo o deu corpo ?
MT: Se você olhar no meu tornozelo direito, verá a original. – Ele foi até o tornozelo dela, enquanto ela explicava o desenho. – Quando eu namorei com o John, ele me fez prometer que faria uma tatuagem em homenagem ao nosso “amor” – ela fez as aspas no ar -, então eu fiz essa tatuagem.
JB: E nunca quis se livrar dela ?
MT: Não. Eu gosto muito dela pra isso. Acho que agora não vai ter como esquecê-la de qualquer jeito. – Ela olhou para o corpo coberto de curativos enquanto falava.
GG: Bom, parece que muita gente resolveu morrer hoje. – Ele disse, quebrando o incômodo silêncio que se estabelecera, olhando para o celular. – Vamos, gente, temos trabalho a fazer. Até mais, Melinda. – Ele deu um beijo na testa dela.
Todos se despediram dela e, quando estavam prestes a sair, Melinda falou algo.
MT: Grissom ? – Ele se virou pra ela. – Será que eu posso roubar Greg e Nick apenas por alguns minutos ? – Ele franziu a testa, parecendo pensar um pouco e então respondeu afirmativamente. Todos saíram rapidamente, deixando os três a sós. – Olha, eu sinto muito pela briga que vocês tiveram naquele dia. Eu não queria que isso acontecesse, eu... – Algumas lágrimas escorreram pelo seu rosto. – Me desculpem. É tudo culpa minha. – Eles não conseguiam falar nada e deixaram que Melinda se recuperasse. – Eu fiz uma escolha. É muito difícil falar isso e eu sei que nem a ocasião nem o lugar são apropriados, mas... – Ela respirou fundo, realmente não sabia como falar isso, mas tinha que resolver esse problema de uma vez. – Nick, eu sei que você ainda vai achar uma garota que se apaixone por você, é claro que você é um cara lindo e qualquer garota daria tudo pra te ter ao lado dela, mas não eu. A personalidade do Greg me fez acreditar que ele é o melhor pra mim. Não te menosprezando, longe de mim ! Mas é que eu sinto que ele é quem deve estar comigo. Sinto muito.
Ao contrário do que ela esperava, ele sorriu. Foi até ela e a abraçou
NS: Eu já esperava por isso, Mel. Não se sinta mal. Vou te esperar lá fora, cara. – Ela deu um beijo na bochecha dele e ele foi em direção à saída.
GS: Isso é sério mesmo, Mel ? – Ela fez que sim com a cabeça. – Cara, eu ganhei uma garota que o Nick não ganhou ! – Ela ergueu uma sobrancelha e riu diante da felicidade do novo namorado. – Se você não estivesse de cama, eu te abraçaria e te rodaria no ar. – Os dois riram e Greg se aproximou. – Posso dar um beijo na minha nova namorada ? – Ela sorriu e eles uniram seus lábios em um beijo apaixonado. Ela passou as mãos pelo pescoço dele, se aproximando mais. Só se separaram quando o ar foi necessário, mas mantiveram as testas encostadas. – Eu realmente preciso ir. Nick deve estar uma fera.
MT: Até mais, meu amor. Prometa que não vai demorar pra vir me visitar. – Ela disse, enfatizando no “meu amor”.
GS: É claro que não. – Ele sorriu e deu mais um beijo nela, dessa vez mais curto. – Até mais, Mel. – Ela soprou um beijo pra ele, quando Greg parou uma última vez para olhá-la antes de ir.
ALGUNS MESES DEPOIS
A equipe toda já estava na sala de convivência, até que Grissom parou de conversar com Sara e decidiu que era hora de começar o turno.
GG: Pessoal, acho que já é hora que dividir os casos e começar o turno.
GS: Grissom, será que eu posso falar só mais uma coisa ? Antes de você começar ?
GG: Bom, Greg, se você não demorar...
GS: Ótimo. – Ele não disse mais nada. Apenas olhou pra Sara, que acenou com a cabeça. – Mel. – Ele pegou a mão dela, fazendo-a se levantar. Ela ergueu uma sobrancelha. Ele se ajoelhou, um sorriso brotava no rosto dela. Sara estava quase começando a chorar quando ele fez a pergunta. – Casa comigo ? – Ela apenas sorriu.
FIM !
Notas finais
2- Eu quero agradecer a todas as pessoas que deram um review aqui na minha fic. Obrigada mesmo de coração, foi isso que me fez continuar a escrever: saber que sempre ia ter alguém lá lendo e comentanto.
3- Eu andei pensando sobre escrever algo como uma segunda temporada, o que vocês acham ? Eu não sei se ia ficar bom, por isso eu quero a opinião de vocês, já que são vocês que lêem , né ?
4- Eu queria que vocês soubessem que eu tinha muitas coisas pra essa fic, mas eu comecei a notar que ela tava ficando meio grande e podia ficar cansativo pra vcs.
5- Eu queria agradecer à AgathaBlack que recebe a notificação por e-mail, se ela estiver lendo.. Eu sei que vc já lê e tal, mas [sem querer ser chata] custava comentar nem que fosse pra dizer: tô lendo ? Desculpa se eu já tô exigindo demais, mas eu acredito que eu tô no meu direito, né ?
Desculpa se eu fiz vcs lerem até aqui. Obrigada por lerem [de novo ] e até a próxima... Meu Deus, isso aqui ficou igualzinho um texto [medo de mim auheua]. Beeijos.
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