Novidades -maiores ainda- no Laboratório
6 Ultra-som.
Notas iniciais
Aaaah, eu amo esse capítulo ! Espero que vocês gostem também !
MELINDA POV
Saí do carro, ainda chocada com aquelas últimas palavras da Natalie antes de ir embora. Greg parecia igualmente perplexo. Assim como eu, ele parecia preocupado com o futuro da Sar, do Grissom e do bebê. Claro que eu também estava preocupada comigo, já que não parece que ela gosta muito de mim também, mas eu vou esperar. Quem sabe, ela não faz alguma coisa que me deixe a entregar pro tio. Fizemos o percurso até o laboratório em silêncio. Não eram preciso palavras para dizer o quanto estávamos receosos quanto àquela garota. Ela podia fazer de tudo. Chegamos lá e Natalie estava cochichando algo com Nick, então os dois começaram a rir. Já era de se esperar que ela ficasse se jogando pra cima dele. Mas o que será que ela quer ? Essa menina me deixa com muitas perguntas e poucas respostas.
CW: Eu sei que prometi que nunca mais entrava naquela sala sem bater, mas foi inevitável, eu estava com pressa ! – Ela entrou de repente, com Grissom e Sara no seu encalço. A cena que vi me lembrou o dia anterior, quando Cath disse a mesma coisa. Sara tinha as roupas um pouco amassadas e o cabelo um pouco desarrumado. Além de estar ruborizada. Não é preciso ser um CSI pra saber o que eles estavam fazendo lá dentro. Eu ri internamente.
GG: Então, já temos alguma informação sobre o caso ? – Ele mudou de assunto rapidamente.
GS: Eu achei algumas contas na casa e descobri os nomes dos moradores. John Maine, 39 anos, era advogado. Erika Maine, 40 anos, era médica do Desert Palms. Paul e Arthur Maine, 10 anos. Mary Maine, 15 anos. Joseph e Brenda Maine, 65 anos, aposentados, são os pais de John Maine.
GG: Ótimo, eu e Sara vamos ao Desert Palms. Catherine e Nick, vocês vão até a firma onde John trabalhava. O resto de vocês fica pra verificar as evidências. Qualquer coisa, liguem. – Ele saiu, acompanhado e Sara, mas deu meia volta como se tivesse esquecido de algo. – Nat, você vem conosco.
NATALIE POV
Nós fomos até o carro de Sara, já que ela tinha praticamente gritado um “Eu dirijo” pro laboratório todo ouvir. Meu tio, besta como é, não se impôs, apenas riu da situação. Eu mereço esses dois ! Estávamos no meio do caminho pro hospital e o casalzinho conversava alegremente. Não prestei atenção em nada do que eles falavam até que ouvi algo que me interessava.
SS: Gris, amanhã eu e a Mel vamos ao médico. Fazer o primeiro ultra-som. – Eu quase vomitei ao ver o sorriso dela e o olhar que deu ao meu tio.
GG: Eu queria tanto poder ir, mas vou ajudar Natalie a arranjar um apartamento. – Ele disse, triste. Eu fiquei feliz em saber que fui um empecilho ali.
SS: Não, sem problemas. Greg já disse que vai conosco. – Ela riu ao falar o nome dele, eu só não entendi por que. – Ele quer ver o filho e o sobrinho. – Dessa vez os dois riram.
GG: Esse Greg não tem jeito. – Ele riu mais uma vez, até que chegamos ao hospital.
GG: Com licença, essa é Sara Sidle, essa é Natalie Grissom e eu sou Gil Grissom, somos da criminalística e gostaríamos de falar com algum superior seu sobre Erika Maine.
##: Me dê só um minutinho. – Ela pegou um telefone e discou um ramal. – Dr. Anthony, tem umas pessoas da criminalística querendo saber sobre a Dra. Erika. – Esperou um pouco. – Tudo bem, eu digo a eles. Obrigada. – Ela olhou pra nós com o maior sorriso do tamanho do mundo, eu revirei os olhos. – Por favor, sigam até o fim desse corredor e dobrem à direita. Do lado esquerdo do corredor, encontrarão uma sala. Ele estará esperando vocês.
GG: Tudo bem, obrigado.
Nós seguimos até lá e entramos. O consultório, com toda certeza, era pediátrico. Os ursinhos e brinquedos demonstravam isso. Não pude deixar de reparar na beleza e jovialidade do médico. Claro que pra ser pediatra, de preferência alguém jovem, mas bonito desse jeito ? Desperdício !
GG: Dr. Anthony Smith. Eu sou Gil Grissom, essa é Sara Sidle e essa é Natalie Grissom. – O médico já devia ter se apresentado.
AS: É um prazer conhecê-los. Em que posso ajudar ? – Ele se sentou e apontou pras cadeiras em sua frente. Eu e meu tio sentamos, enquanto a Sidle ficava rondando pela sala, vendo se achava algo relevante.
GG: Estamos aqui por causa da Dra. Erika Maine.
AS: Ah, sim. Ela era uma ótima médica. A neurologista mais procurada da cidade. O que houve com ela ?
SS: Ela, assim como toda a família, está morta. – Ela voltara a se encostar na parede, enquanto o médico se recuperava do quase choque.
AS: Mas... quem seria capaz de uma coisa assim ? Ela era uma pessoa tão boa ! – Ele ainda estava chocado.
Passamos pouco menos de uma hora no hospital. A única informação útil que o médico nos deu foi que muitas pessoas tinham inveja da médica. Não só pelo trabalho, mas também pelo marido e pela família. Além de todo o dinheiro que ela tinha, é claro.
MELINDA POV (No dia seguinte)
MT: Vamos, Greg ! Não podemos chegar atrasados ! E ainda temos que pegar a Sara, anda ! – Ele desceu as escadas, ainda rindo do meu pequeno ataque. Ele sabe que eu odeio chegar atrasada ! – Vamos !
GS: Tudo bem, mas eu dirijo !
MT: Tá, que seja ! – Eu revirei os olhos. Credo, estou parecendo a Natalie.
Saímos de casa e Greg dirigiu o mais rápido que podia, por insistência minha. Chegamos lá e eu liguei pra Sar. Ela disse que só estava nos esperando e que já ia descer. Quando ela desceu, Greg quase começou a babar em cima dela.
GS: Sara Sidle de short ? Que bicho te mordeu ? – Ele não parava de olhar pras pernas dela, por isso eu dei uma cotovelada nele. – Ei ! Você sabe que eu só amo você ! – Nós duas rimos e ele continuou. – Sério, Sar, ainda estou tentando me recuperar do choque de te ver de vestido no casamento ! – Ele piscou e ela riu.
SS: Você sabe que tem gente que já me viu com muito menos que um mísero short, Greg...
GS: Grissom ? Sério, se você me contasse isso há uns anos atrás, eu diria que era um desperdício. – Ele disse, já arrancando com o carro. Aliás, ele nunca tinha me contado sobre isso.
MT: Aliás, Sr. Sanders, o Sr. Nunca me contou sobre isso. – Verbalizei o pensamento e Sara riu.
SS: Sabe o que é, Mel ? – Eu olhei pra ela. – Greg tinha uma quedinha por mim logo que eu entrei para o laboratório.
GS: Um dia, ela me disse que eu merecia um beijo por causa de um resultado que eu dei pra ela. Claro que eu recusei. – Ele disse, quando viu minha cara feia.
MT: Acho bom, mesmo, Sanders. – Nós rimos e seguimos com o clima leve até chegar no hospital.
SS: Bom, eu nunca gostei muito de hospitais. – Ela disse logo que entramos.
MT: Eu também não gosto, Sar.
GS: Não se preocupem, eu estou aqui. – Ele piscou pra nós e foi pegar informações com a recepcionista. Não demorou muito pra que ele voltasse. – Vamos, eu já sei onde é a sala.
Nós o seguimos até uma sala no fim do corredor à direita. Logo que entramos, uma senhora veio em nossa direção.
##: São Sara Sidle e Melinda Tripp ? – Nós acenamos com a cabeça. – Venham, o doutor às espera. – Ela nos levou até o consultório, onde o médico nos esperava, sentado em sua cadeira.
SW: Obrigado July. – Ele disse para a senhora que já ia embora. – Bom dia, sou Sam White.
SS: Sara Sidle. – Ela disse estendendo a mão pra ele.
MT: Melinda Tripp. – Eu repeti o ato. – E este é meu marido: Greg Sanders. – Ele também apertou a mão do médico.
SW: É um prazer. Bom... Há quanto tempo estão grávidas ? – Eu e Sara nos olhamos em dúvida.
SS: Acho que quase dois meses, doutor.
GS: Esconderam isso de nós por quase dois meses ? – Ele sussurrou, porém alto o suficiente pra que eu e Sara olhássemos pra ele. O médico riu.
SW: De nós ? – Ele falou, se referindo ao que Greg falara antes.
GS: É, nós trabalhamos no Laboratório de Criminalística e é como se fôssemos uma família. Elas esconderam de nós, a família, por quase dois meses ! – A voz dele transbordava indignação. Nós rimos.
SW: Laboratório de Criminalística ? É um trabalho que requer muito esforço. Tanto físico quanto mental. Precisam tomar cuidado. – Nós assentimos e ele continuou. – Então ? Quem vai primeiro ? – Sara me olhou e eu olhei pra ela.
MT: Eu vou. – Eu me levantei e fui até a maca. Fiz tudo o que o médico mandou e ele colocou o aparelho sobre minha barriga. Eu ri um pouco por causa das cócegas. Ele examinou um pouco o bebê, até que falou.
SW: Está tudo bem, mas você terá que voltar aqui mês que vem. Coisa de rotina. – Ele sorriu. – Muito bem, Srta. Sidle. Sua vez.
Ela fez as mesmas coisas que eu fiz e deitou-se, esperando o doutor colocar o aparelho sobre a barriga dela. Ele ficou algum tempo analisando o bebê. Na verdade, ficou mais tempo do que eu esperava. Eu já estava começando a ficar preocupada.
SW: Parabéns, Srta. Sidle, são gêmeos ! – Ele sorriu e eu vi Sara arregalar um pouco os olhos.
Notas finais
Obrigada por ler e deixem um review ! ;)
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