Notas iniciais
Pois é, último capítulo... Acho que esqueci de avisar vocês sobre isso. Me perdoem. O título tem a ver com o que vai acontecer com certa personagem que, mesmo eu sabendo que vocês não gostam, eu adoro. Enfim, leiam que vocês vão descobrir. *pisca*

MELINDA POV

~ ALGUNS MESES DEPOIS...

Depois de alguns meses, Sara já não sofria mais pela perda do bebê. Na verdade, ela estava muito feliz por ter a pequena Elizabeth, ou simplesmente Lizzie, a caminho. Já eu estava completa, tinha tudo que eu sempre quis: um marido perfeito, minha linda Dakota a caminho... Uma vida perfeita !

GS: Dorminhocas, hora de acordar ! – Eu só fingia que estava dormindo, mas acho que ele acabou acreditando.

MT: Eu já estava acordada. – Eu disse, sorrindo.

GS: Tudo bem, então... Dorminhoca, hora de acordar. – Ele disse pra Dakota. Eu ri quando ela se mexeu dentro de mim.

MT: Me ajude a levantar, Greg. – Eu disse, já que a barriga me impedia de levantar sozinha. Ele me ajudou e nós fomos pra cozinha tomar café.

GS: Vai ao laboratório hoje ? – Ele mordeu a torrada. Eu e Sara não podíamos ir ao laboratório por causa da gravidez, mas isso não nos impedia. Claro que nós não íamos em campo. Apenas ficávamos lá pra ajudar, caso precisassem.

MT: Claro. Você fala como se fosse nos impedir. – Eu sorri. Greg era muito preocupado.

GS: Eu sei o que você está pensando. – Eu ri com esse comentário. – Mas eu já estive muito perto de te perder e não quero passar por isso de novo. Ainda mais agora que nós temos a pequena Dakota. Está chorando ?

MT: Hormônios. – Ele riu e se levantou pra nos abraçar.

GS: Eu não vou permitir que nada, nem ninguém, tire vocês de mim. – Eu sorri. Greg era simplesmente perfeito. Eu não podia querer mais nada. – Tá, chega de drama. Hora de trabalhar. – Nós dois rimos e fomos em direção ao quarto trocar de roupa.

~ ALGUMAS HORAS DEPOIS...

MT: Sabe o que eu estava pensando ? – Eu disse, enquanto caminhávamos pelos corredores do laboratório. Ela fez que não com a cabeça. – E se as nossas filhas nascerem no mesmo dia ? – Ela riu, balançando a cabeça.

SS: Não acho que seja possível Mel...

MT: Vamos, Sar, nós temos praticamente o mesmo tempo de gravidez. É muito possível, sim ! – Ela riu. – Não me diga que não acredita nessa possibilidade ?

SS: Não só eu acredito como eu também queria que isso acontecesse, mas... Ai ! – Ela colocou uma das mãos na barriga.

MT: É, eu sei, às vezes elas ficam muito agitadas...

SS: Mel ? – Ela ofegava. – Acho que não é exatamente isso que... Ai ! Droga ! – Arregalei os olhos quando vi que ela entrava em trabalho de parto.

MT: Ai, caramba ! – Olhei para os lados, mas pra minha maldita sorte, não tinha ninguém ali. – Fica aí ! – Ela me olhou com uma cara de poucos amigos. Eu ignorei e comecei a bater no vidro da sala do Hodges, era a única pessoa que podia nos ajudar agora. Ele finalmente me olhou e eu acenei freneticamente pra ele sair. Ele demorou a entender e eu começava a ficar cada vez mais irritada, até que... – Ai ! Não, Dakotinha, não ameace nascer agora ! HODGES ! – Eu gritei a plenos pulmões quando percebi que eu também entrava em trabalho de parto. Ele resolveu sair daquela sala quando percebeu a situação crítica em que nos encontrávamos.

DH: E agora ? – Eu levantei as sobrancelhas.

SS: E AGORA ?! EU NÃO SEI, DÁ O TEU JEITO PORQUE TEM DUAS GRÁVIDAS ENTRANDO EM TRABALHO DE PARTO E, A MENOS QUE VOCÊ QUEIRA SERVIR DE PARTEIRO, É MELHOR LEVAR A GENTE PRO HOSPITAL AGORA ! – Eu até me assustei. Foram raras as vezes que eu vi a Sara tão estressada assim.

NARRADOR POV

~ ENQUANTO ISSO HÁ ALGUNS QUILÔMETROS DALI...

Os CSIs estavam no deserto, investigando um caso de assassinato, até que Greg acha uma câmera digital. Ela estava em bom estado, já que era protegida por uma das muitas pedras que se encontravam por ali.

GS: Ei, olha isso. Acho que teremos que subir ali. – Ele apontara para uma grande rocha que se projetava a alguns metros do chão.

NS: O que você achou ? – Ele perguntou, se aproximando.

GS: Nessa câmera tem fotos do alto daquela pedra. Algumas da vítima e do namorado, outras só dela. Acho que podemos encontrar algo interessante lá.

NG: Vamos subir, então. – Ela disse, já perto da grande rocha.

GS: Cuidado, Natalie ! – Ele alertou e ela se virou pra ele.

NG: Eu sei me virar, Sanders ! – Ela disse, revirando os olhos e começou a subir. Chegaram lá em cima, sem grandes complicações. Nick alertou que não chegassem muito perto da ponta, pois uma queda dali podia levar à morte. – Até parece que eu não sei o que faço. – Ela resmungou, não dando a mínima se eles escutaram ou não.

Ela tinha visto as fotos e, de acordo com a vista, ela deduziu que eles tiraram perigosamente perto da ponta. Quanto mais ela chegava perto da borda, mais chegava perto de descobrir aonde eles tiraram as fotos que estavam na câmera. Mas ela também ficava cada vez mais perto de ter o mesmo fim que Alyssa McCartney. Ela se afastava e se afastava até que...

NG: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH ! – Ela gritou e os dois CSIs foram, imediatamente, socorrê-la. Ela estava presa somente por um galho de uma planta que, misteriosamente, crescera ali. Era a única coisa que a impedia de uma morte terrível.

GS: NATALIE, ME DÁ A SUA MÃO ! – Ele deitara na ponta do precipício e esticava o braço com a mão aberta para salvar a CSI.

NG: NÃO, SANDERS, EU SEI ME VIRAR ! – Ela se debatia, tentando subir sozinha, enquanto sua mão escorregava cada vez mais do pequeno galho que a sustentava.

GS: ENGOLE ESSA PORCARIA DE ORGULHO E ME DÁ A MÃO SE VOCÊ QUER VIVER ! – Ela soltou uma das mãos do galho, mas quando ia segurar na mão de Greg, a planta se soltou a fazendo cair, batendo nas pedras e rolar quando chegou no chão. Ela gritava como nunca tinha gritado antes. – Essa não ! – Ele falou e eles desceram o mais rápido que puderam, tomando o maior cuidado para não cair. Uma já era suficiente.

CW: O que foi isso ? Onde está Natalie ? – Não que ela se preocupasse, mas era sobrinha do chefe, então tinham que cuidar dela.

NS: Caiu do precipício. – Ele disse pra logo em seguida sair correndo atrás dela. Com sorte, ainda estaria viva. Nesse momento, o celular do Greg tocou, o assustando.

GS: Sanders. – Ele atendeu, pensando que nada mais poderia dar errado.

DH: Greg, é o Hodges, eu estou no Desert Palms.

GS: O que você está fazendo no Desert Palms ? – Ele imediatamente pensou em Mel.

DH: Sara e Melinda entraram em trabalho de parto. – Foi o suficiente para ele quase entrar em pânico. Correu até Grissom e lhe deu a notícia.

GS: Grissom ! Sara e Mel entraram em trabalho de parto. Eu estou indo pra lá agora.

GG: Eu vou com você. – Ele se virou para os outros CSIs, que o olhavam preocupados. – E vocês chamem uma ambulância para levá-la até o hospital.

GS: Como tanta coisa pode acontecer em um só dia ? – Ele perguntou depois que já estavam dentro do carro. Grissom não respondeu, visivelmente preocupado. Não demorou muito para chegarem ao hospital, mas foi tempo suficiente para que eles ficassem mais aflitos do que já estavam.

GG: Com licença. – Ele falou para a recepcionista que nos encarava. – Estamos aqui para ver Sara Sidle e Melinda Tripp. Elas estão em trabalho de parto.

##: Oh, sim. Elas estão em quartos no terceiro andar. A senhorita Sidle está no 302 e a senhorita Tripp no 304. Eles ficam um ao lado do outro.

GG: Obrigado. – Eles seguiram o mais rápido possível para os quartos de suas respectivas esposas.

MELINDA POV

GS: Mel ? – Ele disse, antes mesmo de entrar no quarto. Eu sorri.

MT: Finalmente ! A médica disse que ainda não está na hora da Dakota nascer. – Mal eu acabara de falar e ouvimos do quarto ao lado:

SS: COMO ASSIM ELA AINDA NÃO VAI NASCER ? EU ESTOU AQUI MORRENDO DE DOR E VOCÊ ME DIZ QUE AINDA NÃO É HORA DA LIZZIE NASCER ?! – Ela gritava o mais alto que podia. Eu imaginava Grissom tentando acalmá-la e isso só me fez rir.

MT e GS: Sara ! – Eu ri, enquanto Greg se sentava na cadeira, talvez se denominando sortudo por não ter que aturar os gritos dela. Eu ri mais uma vez.

MT: Está se achando sortudo por não ter que aturar os gritos dela, não é ? – Eu verbalizei o pensamento e ele riu, concordando. – AI ! – Eu disse e ele imediatamente se levantou. – Greg, você é muito preocupado. – Claro que eu tentava esconder a dor o máximo que podia, mas nem sempre era fácil.

GS: Eu sei que você está sentindo dor, Mel. Não precisa esconder.

MT: É automático. Quando eu era pequena eu sempre... AAAAAAAAI ! – Eu respirei um pouco e continuei. – sempre escondia dos meus pais o que eu sentia. – Dei de ombros. A médica entrou no quarto no momento que eu disse isso.

DR: Vamos ver se a pequena Dakota já está pronta pra nascer... – Ela fez as mesmas coisas que fez quando veio aqui meia hora atrás. – Parece que a pequena já quer sair, Mel. – Ela sorriu. – Vamos pra sala de cirurgia. E você vista isso ! – Ela jogou uma roupa especial e nós ouvimos:

SS: FINALMENTE ! - Parece que a pequena Lizzie também já vai nascer. Eu sorri quando percebi que elas iam realmente nascer no mesmo dia, quando a Sar teimou dizendo que não. Era uma tremenda reviravolta. Tinha que lembrar de agradecer ao Hodges depois.

~ NA SALA DE CIRURGIA...

MT e SS: AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH ! – Mesmo estando em salas separadas, eu ainda podia ouvir a Sar.

DR: Mais força, Mel ! – Ela disse e, se eu não estivesse com tanta dor, eu daria um tapa na cara dela, assim como fiz com Natalie.

GS: Está indo bem, amor. – Ele segurava a minha mão como um bom marido.

MT: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH! – Eu fiz mais força dessa vez e nada da menina sair.

NATALIE POV

~ NÃO MUITO LONGE DALI...

Caramba, minha cabeça dói e eu não sinto o meu corpo. A última coisa que eu me lembro é de cair daquele precipício. Bem que o Sanders tentou me ajudar, mas agora aqui estou eu. Só estou viva por causa desses malditos aparelhos.

FLASHBACK ON

Eu procurava um ângulo que pudesse ser igual ao das fotos, mas ao que tudo indicava eles se aproximavam demais da beira do precipício. Mesmo sabendo que estava perigosamente perto da borda, continuava a andar para trás, fazendo o mesmo que o casal até que...

NG: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH ! – Eu consegui me agarrar a um galho de uma planta que nem devia estar ali, mas não me agüentaria por muito tempo.

GS: NATALIE, ME DÁ A SUA MÃO ! – Ele deitara na ponta do precipício e esticava o braço com a mão aberta para que eu a segurasse, mas é claro que eu não daria o braço a torcer.

NG: NÃO, SANDERS, EU SEI ME VIRAR ! – Eu me debatia, em uma tentativa vã de subir sozinha, enquanto a minha mão escorregava cada vez mais do pequeno galho que me salvava da morte.

GS: ENGOLE ESSA PORCARIA DE ORGULHO E ME DÁ A MÃO SE VOCÊ QUER VIVER ! – Eu ainda lutei um pouco contra o meu orgulho, mas a vontade de viver foi maior e resolvi pegar mão dele. Infelizmente, antes que eu pudesse encostar em sua mão, o galho cedeu e eu caí batendo nas pedras e rolando quando cheguei ao chão. Gritei como nunca tinha gritado e uma dor incrivelmente forte me fez desmaiar.

FLASHBACK OFF

DR: Senhorita, tem algum parente mais próximo ? – A médica me perguntou, quando viu que eu acordara.

NG: Tem o meu tio Grissom, mas ele deve estar na criminalística.

DR: Na verdade, ele está acompanhando o parto da senhorita Sara Sidle. – Eu arregalei os olhos.

NG: O bebê da Sidle está nascendo ? Se vocês não tivessem me dado nada e eu sentisse meu corpo, eu iria lá agora mesmo. – Eu disse com uma pontada de raiva.

DR: Na verdade,nós não lhe demos nada, senhorita. – Ela evitava me olhar e uma suspeita se formava na minha cabeça.

NG: Co-como assim ? E por que eu não sinto o meu corpo ?- Eu começava a ficar desesperada. Não era possível que isso tenha acontecido ! Não comigo !

DR: Com a queda, você quebrou a coluna e ficou tetraplégica. Sinto muito, senhorita. – Eu não acreditava no que ouvia.

Meus olhos se encheram d’água e eu não pensei que fosse chorar. Fazia tanto tempo que isso não acontecia. Mais ou menos 15 anos. Eu me fechei dessa armadura desde que os meus pais morreram. Eu não era realmente um monstro como todos pensavam apenas não me permitia demonstrar sentimento algum pelas pessoas. Nem mesmo minha família eu tratava bem. Claro que eu era grata à minha avó por ter cuidado de mim quando meus pais morreram, mas eu não me permitia gostar de alguém. Eu sempre tratei a todos com frieza e acidez, até agora. Nessa situação, eu percebi o quanto as pessoas ao meu redor gostavam de mim, mesmo quando eu as maltratava. O quanto elas foram importantes pra mim, o quanto cuidaram de mim. Eu não serei mais um fardo pra ninguém. Assim que meu tio entrasse por aquela porta, eu pediria para ele dizer aos médicos para desligarem os aparelhos.

MELINDA POV

~ POUCAS HORAS DEPOIS

Finalmente eu tinha minha pequena Dakota nos braços. Ela nasceu com perfeitos três quilos e meio, olhos verdes e já dava pra perceber que os cabelos seriam lisos. Ela me olhava com aqueles olhinhos verdes e eu tinha que me segurar pra não chorar. Se bem que Greg já tinha chorado mais do que eu.

GS: Eu não achei que ela pudesse ser tão linda ! Ela parece tanto com você ! – Ele brincava com as mãozinhas dela.

MT: Tenho a impressão de que alguém vai ser um papai babão... – Ele riu e concordou. – Só espero que você não use sua arma pra matar os futuros namorados dela.

GS: Mel ! Não vamos falar disso agora, ela pode ouvir. E ela ainda não tem nem 10 anos ! Como você pode pensar em namorado agora ? – Eu ri da careta que ele fez. Greg seria mesmo um pai super-protetor.

MT: Você vai ser um pai super-protetor, Greg. Cuidado pra não estragar a vida da Dakota. – Eu ri e ele ficou sério, me encarando com as sobrancelhas erguidas. O que me fez rir ainda mais.

SARA POV

~ NO QUARTO AO LADO...

GG: Você sabe que ela ficaria mais bonita se fosse mais parecida com você. – Eu ri. Minha Lizzie tinha os olhos tão azuis que não negava de quem era filha.

SS: Na verdade, eu prefiro que ela tenha os seus olhos. Assim ela pode herdar o meu gênio. – Eu ri de novo. Não gostava muito do meu gênio, mas eu estava leve o suficiente para fazer piada com ele agora.

GG: Essa não ! Já não basta uma ?! – Eu ri junto com ele. Era estranho o quanto eu tinha rido hoje. Eu me sentia leve. De muito bom humor. Mais do que eu já tive em toda a minha vida e isso era estranho pra mim. Eu tinha tudo o que sempre desejei. Um marido, uma filha.

SS: Minha pequena, Lizzie. – Eu disse com minha perfeita filha dormindo em meus braços.

FIM !

Notas finais
Geeente, foi muuito bom escrever essa história e receber todos os reviews que vocês mandaram ! Saber o que acharam da história, enfim... A interação de vocês foi realmente incrível e , como autora eu fiquei maravilhada com tantos elogios. Obrigada por isso. Foi maravilhoso escrever essa fic, porque foi uma história que eu considerei boa e foi algo que, como a jovem autora que sou, nunca tinha feito. A parte da gravidez foi algo completamente novo pra mim, então... Obrigada a todas que leram !

Eu queria agradecer especialmente à Anne_Tsuki e à marmitti que comentaram em TODOS - sim, todos - os capítulos. Obrigada mesmo, garotas, vocês não tem noção do quanto eu ri com os comentários sobre como matar a Natalie. Acabou que eu não dei um final tão trágico assim à ela, não é ? rs

Saibam que eu já tenho uma ideia pra próxima fic... Fiquem curiosas ! rs

E... eu queria pedir, pra quem quer que esteja lendo essas notas finais, que deem uma passada lá na minha outra fic:
http://fanfiction.nyah.com.br/viewstory.php?sid=122604

Obrigada mesmo, gente. Beijinhos, até a próxima ! ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!