November has come
1 Prólogo - Last night, can't remember...
Notas iniciais
Dor de cabeça, mais uma vez. Stu já estava acostumado com isso. Abrindo lentamente suas órbitas negras e vazias, ele observou o local onde estava: a cama de Murdoc. Estranhamente entulhada e cheia de chapéus estranhos, até mesmo alguns que usaram em uns clipes. Ele sentiu falta das suas roupas, mas sabia que Murdoc adorava escondê-las pelo quarto. Ficou feliz ao sentir sua boxer ainda no corpo e virou para o lado, encontrando uma pessoa dormindo junto a ele.
Sem se preocupar muito com a reação do Murdoc, 2D virou para o lado e abraçou o corpo deitado ali, beijando seu pescoço. Ouviu um riso baixo, e só então reparou que não era Lamas ao seu lado.
— Naniiiiiii? — era a pequena — 2D-san! — Noodle tentava cobrir o corpo, só de lingerie — O que estamos fazendo aqui no quarto do Murdoc? — ela lhe jogou um travesseiro.
— Eu não sei, querida. — o azulado tentou se defender — Não achei que fosse você do meu lado!
— Imagino! — ela sorriu, um pouco desapontada.
— Não foi o que eu quis dizer. Eu gosto de você, pequena, mas Lamas e eu...
— Vocês têm uma história, eu sei. Ele rouba sua namorada, te trai com várias mulheres, mas toda noite que ele quer, você volta correndo. Conheço essa história. — ela revirou os olhos — Que dor de cabeça! Meu Deus, isso deve ser uma ressaca daquelas!
O mais velho a abraçou, desejando que pudesse esquecer de vez o que acontecia entre ele e Murdoc. Voltando toda a sua atenção para a garota, ele a olhou nos olhos e recebeu um sorriso em troca.
— Eu também estou com dor de cabeça, mas pra mim é comum. Venha, vamos nos vestir e procurar aspirinas.
Depois de catar e vestir as roupas do chão, a menina estava corada, sem jeito de perguntar ao rapaz algo que parecia tão óbvio
— 2D-kun, noite passada, nós dois... -ela apontou de um para o outro.
— Eu não sei pequena. Não me lembro de nada. — ele coçou a cabeça.
— Vamos atrás do Murdoc, ele deve saber de algo...
Sem se olhar muito, os dois seguiram procurando Murdoc pela casa. Todo o local estava destruído e revirado. Memórias invadiam a mente da garota: Kong Studios destruído; o inferno; sua "morte". Tentou afastar as lembranças e continuou a vasculhar o lugar. Nem sinal do Murdoc, muito menos da cyborg. Tudo que encontraram foi um Russel, que voltara ao seu tamanho "normal" e dormia na cozinha.
— Russel! — gritara a pequena na orelha dele.
Levantando lentamente, ele olhou a menina de cara feia.
— O que foi? — ele piscou novamente — vocês estão gigantes, também?
— Não Russel-kun, você encolheu! — ela sorria
— O que houve Russ? — 2d finalmente falara.
— Não sei! Quero saber como cheguei aqui. Cadê o Niccals?
— Sumiu, e a Cyborg também — a menina falou.- por acaso você está com dor de cabeça Russel?
Ele afirmou com a cabeça, e antes que pudesse falar qualquer coisa, um barulho de tiros do lado leste da ilha os deixou alerta. Correndo na frente, Russel chegou aos arbustos e agachou entre eles.
— É a Cyborg, venham aqui socorrê-la!
Passando a frente de Stu, Noodle amparou seu clone. Ela estava péssima. De um buraco na sua cabeça, muito óleo jorrava. As pernas foram entortadas. Vendo o estado da guitarrista com a cena, o vocalista pegou o robô no colo e a levou, com um esforço tremendo, até a porta da frente. Ela levantou e começou a gritar, com uma expressão tensa no rosto.
— Não, não podemos voltar aí! — ela bloqueou a entrada para os três.
— O que houve, sucata doida? — Russel balançava-a.
—Something's starting today
Where did he go? why you wanted to be?
Well you know, november has come
When it's gone away.. — Cyborg cantarolou, fazendo os três se entreolharem
— O que isso quer dizer — 2d olhava os outros dois, esperando que eles soubessem.
— Onde está o Murdoc-san, Cyborg?
— Temos que salvá-lo Noodle. Peguem o submarino. Temos que ir para o Kong Studios.
A garota congelou.
Voltar para o passado, o lugar onde fora esquecida...
Where did he go? why you wanted to be?
Well you know, november has come
When it's gone away...
As frases da robô começaram a assumir um sentido particular para a pequena.
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