November Rain
4 E com a chuva, o amor também cai do céu.
Notas iniciais
Minhas aulas começaram então, provavelmente o próximo capítulo irá demorar muito mais a ser postado, peço desculpas, mas um novo ano, novas matérias, tenho que me dedicar mais. Bem, obrigada :3
— Claro, faço isso sem problemas – Digo tentando sorrir um pouco para ele, eu quase nunca sorria então era meio difícil fazer isso. — Obrigado Takano, confio em você – Disse ele sorrindo – Já vou indo, aqui está a chave – Ele me entregou a chave e eu a peguei. — Farei tudo certo, obrigado por confiar em mim. — Você trabalha aqui a um bom tempo, conheci seus pais, todos eram gente boa, não tem o porque de não confiar em você – Disse sorrindo. Tentei sorrir também. — Obrigado – Disse me curvando. — Bem, então até amanhã. — Até – O vi saindo pela porta dos fundos, então voltei para a livraria e mudei a plaquinha para “fechado” da porta da frente. — A livraria vai fechar? – Disse o garoto que agora estava atrás de mim. — É, vai, aconteceram uns imprevistos. — Ah... – Disse ele – Ainda está chovendo forte, não dá pra sair daqui ainda. Ele tinha razão, não dava para sair dali agora, teríamos que esperar um pouco, eu e ele, dentro daquela livraria, não poderia ficar pior... — Masamune! – Alguém lá de fora gritou, uma voz reconhecível – Abra a porta, estou ensopado. — Yokozawa?! – Fui até a porta e a abri – Porque está todo molhado? — Que pergunta mais idiota, está chovendo. Não levei guarda chuva para o meu curso e deu nisso, fiquei ensopado. Passei aqui por ser mais perto do que minha casa. — Vou pegar alguma coisa para você se secar, já volto – Disse indo para o depósito. Ficaram apenas os dois ali. Yokozawa tirava seu casaco molhado e seus sapatos também quando percebeu outra presença naquele lugar. Olhou para os lados e viu um garoto. — Quem é você? – Disse observando o garoto. — Sou Onodera Ritsu, aluno novo da classe do Takano – Disse o garoto se curvando – Prazer em conhecê-lo, Yokozawa, não é? — É – Disse rispidamente – O que faz aqui? — Parei aqui para me proteger da chuva, então me deparei com o Takano-san, não sabia que ele trabalhava aqui – Disse sorrindo. — Agora que sabe, não volte mais aqui – Disse olhando com raiva para o garoto – Fique longe dele. — O que...? O garoto maior sorriu quando percebeu que Takano estava voltando, e o clima de tensão foi cortado em apenas alguns segundos. — Até que enfim voltou, foi fazer o que lá, ver a morte da bezerra? – Disse rindo — Estava procurando a toalha, no meio daquele monte de caixas é difícil saber onde elas estão – Disse se sentando no chão. Onodera estava surpreso, e Takano percebeu isso. — Aconteceu algo, Onodera? – Perguntei sem muito interesse. O garoto olhou para Yokozawa, que ficou sério, e depois para Takano. — Não, não aconteceu nada, estou bem – O garoto tentou forçar um sorriso. Senti uma tensão no ar, mas tentei ignorá-la. Ficamos em silêncio por algum tempo, quando o celular do Yokozawa tocou. — Vou atender – Disse se afastando um pouco. O silêncio continuou até Onodera cortá-lo alguns segundos depois. — Vou embora – Disse ele pegando seu casaco e calçando seus sapatos. — Ficou doido, olha essa chuva! – Disse olhando para o garoto. — Não me importo. — Deveria se importar, você vai pegar um resfriado. — Mas eu realmente não me importo. — Deveria ficar aqui até a chuva passar – Porque eu estava preocupado com ele? — Não precisa, obrigado por me deixa ficar aqui por um tempo – Disse ele se curvando e assim saindo. Eu me levantei do chão rapidamente e tranquei a porta. — Você não vai sair daqui – Disse saindo dali – Não quero que pegue um resfriado e fique me culpando por isso depois. — Me deixe sair! — Masamune, meu pai virá me buscar aqui, preciso ir para o outro curso – Disse Yokozawa voltando para onde estávamos, olhando sério para Onodera – Se quiser, ele pode te dar uma carona até seu apartamento. — Não posso, preciso terminar de arrumar alguns livros que o Sr. Yoshida pediu, e em todo caso, eu tenho um guarda chuva. — Prevenido como sempre. — Claro – Disse olhando para Yokozawa e depois para Onodera. Um longo silêncio se formou ali, como se ninguém nunca houvesse começado um diálogo. Yokozawa estava sentado, adiantando seu dever e esperando seu pai chegar, Takano estava no depósito e Onodera, lendo um livro no seu canto, só ficara ali porque Takano não o deixara ir embora.
Logo o silêncio foi cortado por um barulho de uma buzina. — É meu pai – Disse Yokozawa se levantando – Masamune, já estou indo embora, até depois – Falou um pouco mais alto para ele ouvir do depósito. — Até, Yokozawa – Disse saindo do depósito para abrir a porta – Da próxima vez, lembre-se de pegar um guarda chuva – Eu ri. — Lembrarei – Disse ele dando um pequeno sorriso. Abri a porta para ele sair, assim a fechando novamente, só que sem necessidade de ser com a chave. Ia andando para o depósito quando ouvi a porta bater, ele havia saído. Nessa chuva? Por quê? Eu não entendia, ele queria pegar um resfriado, só pode. Corri para a porta, a fim de lhe dar o guarda-chuva pelo menos, mas não o encontrei. Tirei meu avental e coloquei meu casaco, peguei meu guarda-chuva e por fim, fechando a porta, sai. A chuva estava forte, sem dúvidas, e não tinha nenhum vestígio de que a chuva pararia daqui a algum tempo, talvez chovesse a noite toda e amanhã também, eu não me importaria mesmo, mas, ainda penso... Será que ele pegou um resfriado? Idiota, deveria pelo menos ter esperado. Rapidamente cheguei em casa, e taquei tudo pelo chão, estava cansado, e não sabia o porque. Talvez cansado mentalmente, cansado de pensar em tantas possibilidades que fizessem Onodera sair dali naquela chuva. Não conseguia pensar em nada que fosse tão importante para ele sair correndo, sem sequer se despedir. Tentei afastar os pensamentos e então consegui adormecer.
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