November Rain

10 Ciúmes e Inocência.


Notas iniciais
Gente, desculpa x.x
Meu computador tinha pifado e demoraram para levá-lo pra arrumar -.-
Mas cá estou eu de volta, com mais um capítulo. Beijinhos :3

Já havia passado um tempo desde que Takano havia saído para trabalhar e eu fiquei na casa dele, limpando e arrumando tudo, pensava sobre algumas coisas e uma delas era arranjar um emprego de meio período. Decidido, terminei de arrumar a casa o mais rápido possível e saí, a fim de conseguir um emprego de garçom, ou o que fosse apenas para ajudar Takano a pagar as despesas no fim do mês.

Passei por algumas lanchonetes, alguns pequenos restaurantes, pequenos supermercados até que finalmente achei um lugar, não era grande, mas também não era muito pequeno onde precisavam de alguém para arrumar as prateleiras e desempacotar caixas. Agradeci por terem me contratado e fiquei feliz que o horário era bom e não me atrapalhava na escola nem a estudar, disseram que eu poderia começar amanhã, mal podia esperar para contar a Takano que eu havia conseguido um emprego e poderia ajudar ele a pagar as contas.

Aproveitei que havia saído e passei em um supermercado para fazer nossas compras diárias, afinal eu precisava de uma boa alimentação e Takano sabia cuidar muito bem disso, sua comida era deliciosa.

Percebi que já era tarde quando saí do supermercado, já estava escuro, olhei no relógio apenas para comprovar que já havia passado das sete e Takano estaria nervoso em casa me esperando com as compras. Como pude ser tão distraído?

— Takano, me desculpe pela demora... – Disse entrando pela porta correndo.

Takano estava em pé parado me observando de cima a baixo.

— O que foi Takano?

— Porque demorou?

— Só atrasei nas compras, fiquei distraído e perdi a hora.

— Fiquei preocupado. Vamos, me dê a comida, vou fazer o jantar.

— Ok... – Fiquei em silêncio. Preocupado comigo?

— Tem alguma coisa da escola pra segunda?

— Um trabalho, sobre alguns dos filósofos mais importantes.

— Vamos amanhã à biblioteca fazê-lo? Depois já ficaremos livres.

— Por mim tudo bem – Disse sentando na cadeira perto de onde ele estava preparando o jantar – Podemos ir ao cinema depois? Vai passar um filme que eu quero ver.

— Só se depois formos à livraria, quero comprar um livro que saiu esses dias.

— Ótimo, está combinado! – Eu sorri – Estou tão animado.

Takano deu um pequeno sorriso. Logo seu telefone tocou.

— Pode deixar que eu atendo – Me levantei e fui atender ao telefone que ficava na sala – Alô?

— Oi, Takano?

— Não, aqui é o Onodera, quem fala?

— Ah, é você... O que você faz aí na casa do Takano?

— Me desculpe, mas quem é você?

— Yokozawa.

Yokozawa. Tinha que ser.

— Irei passar para o Takano – Disse rispidamente.

— Não toque no Takano, moleque insolente. Ele é meu.

Fiquei quieto. Andei até a cozinha e entreguei o telefone ao Takano.

— É o Yokozawa.

— O que ele quer à uma hora dessas?

— Não me pergunte. Vou tomar um banho – Assim sai da cozinha.

— Ele ficou estranho – Ele colocou o telefone na orelha – Olá, Yokozawa, como vai?

— Bem e você?

— Bem. Ei, você disse algo ao Onodera? Ele parece estranho.

— Não, não disse nada – Ele havia mudado seu tom de voz.

— Sei... Não acho que deveria mentir para mim – Ele falou sério.

— Não estou mentindo, não disse nada.

— Ok então. O que você quer?

Enquanto isso no banheiro...

O que Yokozawa estava tentando dizer? Aquilo era sem sombra de dúvidas ciúmes, e ele realmente parecia bravo, parecia que Takano era algo muito importante pra ele.

Tirei a roupa e entrei na banheira. Porque ele tinha ciúmes do Takano? Será que ele gostava dele? Se gostasse, porque não disse a ele? Ou talvez ele já tenha dito e foi rejeitado, ou Yokozawa e ele já tiveram algo... Não pense nisso Onodera, afinal o que você tem a ver com isso, hein? Você não tem nada demais com o Takano, a não ser uma relação de amigos dividindo o mesmo apartamento não é? Então apenas fique tranquilo.

Terminei meu banho e fui à cozinha, sentei-me à mesa e apenas esperei a comida ficar pronta em silêncio.

— O jantar está servido. Itadakimasu.

— Itadakimasu.

Comemos em silêncio. Quando terminei, me levantei e fui lavar meu prato, ainda estava um pouco confuso com as coisas que vieram na minha cabeça enquanto eu tomava banho, tão confuso e distraído que não vi Takano chegar à cozinha, e só o percebi no cômodo quando ele estava bem perto de mim, tão perto que dava para sentir sua respiração.

— Ei, Onodera – Ele disse bem pertinho da minha orelha, sussurrando e depois dando uma leve mordidinha, eu arrepiei – Lave minha louça também.

Ele apenas deixou seu prato na pia, se virou e saiu rindo. Takano imbecíl e folgado, como eu odeio ele. Sem mais nenhuma opção eu lavei seu prato, logo depois fui para a sala ver TV, infelizmente ele estava lá.

— Ei, posso ver TV? Vai passar um programa que eu gosto.

— Não, to vendo isso agora, depois você vê.

— Não é justo, eu lavei toda a louça – Disse batendo o pé no chão.

— A vida não é justa meu caro Onodera.

— Me dá o controle.

— Não, a casa é minha, a TV é minha, o controle é meu, faço o que bem entender, você xô – Disse ele fazendo gesto com a mão para mim sair.

— Não vou sair daqui. Me dê o controle, eu adoro aquele programa – Disse estendendo a mão.

— Não. Vai ficar sem ver.

— Ahhhhh, Takano! Me dá! – Pulei em cima dele no sofá pra pegar o controle.

— Hahahaha, não vai conseguir – Ele mantinha o controle longe de mim.

— Para Takano, me deixa ver meu programa – Agora eu havia começado a fazer birra.

— Awn, que criançinha fofa fazendo birra, quem sabe eu possa até deixar... – Meus olhinhos brilharam – Não, não vou deixar – Ele começou a rir.

— Me dá!

— Ei, Onodera, olha ali na TV, seu programa começou.

— Onde? – Eu me virei pra TV, mas estava em outro canal, logo me virei de novo para ele – Takano, não tá no ca... – Fui interrompido por um beijo dele.

Ele havia feito de propósito, aquele idiota, mesmo assim retribui o beijo. Naquele momento, na minha cabeça até o som da TV havia sumido, era incrível o controle que ele tinha comigo quando estava me beijando, eu sinceramente não respondia mais por mim e acabava deixando acontecer.

Paramos de nos beijar por alguns segundos e ele me deitou no sofá, começando a passar a mão por debaixo da minha camisa.

— Ei, Takano, o que está fazendo? – Ele não me respondeu, apenas voltou a me beijar.

Sua mão descia aos poucos, eu já sabia o que ele pretendia, mas eu não queria. Não estava preparado, isso não podia acontecer agora, eu não conseguiria, não agora, não, não, não, não. Parei seu beijo.

— Pare Takano, eu não quero isso.

Não adiantou, ele continuou. Se eu não parasse logo, eu acabaria cedendo.

— Para, Takano, eu não quero, para – Tentei empurrar ele, mas não deu certo – Takano para, por favor – Isso já havia virado um súplica, e eu havia começado a chorar, mas finalmente ele parou, levantou sua cabeça e olhou para mim com um olhar de assustado.

— O que foi que eu fiz... Eu fiz você chorar... Eu sou... Eu sou um monstro – Ele se sentou, dando espaço para mim me levantar. Sentei-me também e enxuguei meus olhos marejados.

— Não, você não é um monstro Takano, não diga isso.

— Prometo que nunca mais faço isso, me desculpe – Ele colocou sua cabeça em meu ombro e assim ficamos um bom tempo até ele levantá-la.

— Me desculpe...

— Tudo bem Takano, eu estou bem, então fique bem também, não quero você assim.

— Tudo bem... Ei, você pode deitar no meu colo?

— Hã... – Fiquei um pouco envergonhado.

— Tudo bem, não precisa – Ele deu um pequeno sorriso meio que de tristeza. Rapidamente me deitei no colo dele – Obrigado.

Ele colocou sua mão nos meus cabelos e ficou acariciando eles, ah, e sim, ele me deixou ver meu programa. Logo que o programa acabou, Takano pegou o controle e desligou a TV.

— Até que eu gostei do programa, não era tão chato – Ele disse olhando para o garoto em seu colo – Onodera? – Olhou de novo – Dormiu... – Ele havia sorriso

Ele se levantou devagar e pegou o garoto no colo com facilidade e o levou para o quarto, onde o deitou na cama e o cobriu.

— Parece um anjinho dormindo... – Ele olhou para o garoto dormindo como se fosse uma criança e lembrou-se do que havia acontecido na sala — Me desculpe, juro nunca mais fazer isso Ritsu, farei apenas quando você o quiser, nunca mais tento tirar sua pureza e inocência, nunca – Ele deu um beijo na testa do garoto e saiu do quarto, fechando a porta. Logo depois, deitou na sua cama e também foi dormir.