Nove Meses
35 Capítulo 31 — Verdades reveladas
No capítulo anterior:
“Nesse momento eu já era o centro das atenções, Senhor Igneel me olhava espantado, a noiva estava catatônica, mas a única pessoa que me importava era Lucy. Oh sim, Lucy chorava. Lagrimas que expressavam dor caiam pelos seus olhos, e eu soube naquele momento, que ela sabia que eu descobrira sobre o seu filho.”
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Capítulo 31 — Verdades reveladas
Algumas horas antes
Lucy
Alguns minutos haviam se passado desde que eu conversara com Natsu. Limpando as últimas taças eu me perguntava o que estava fazendo ali. Eu não era obrigada aquilo, tenho certeza que se conversasse com o senhor Igneel e explicasse a situação ele entenderia.
— Lucy? — Olhei para trás e o encontrei olhando inquisitivamente para mim. — O que você está fazendo aqui?
Sorri minimamente para ele.
— A senhora Yukiko me ofereceu no mês passado. Ela vai cobrir a noite. Espanta-me ela não ter comentado com o senhor.
Ele franziu o cenho passando a mão na testa logo em seguida.
— Pois hoje você é minha convidada Lucy. Não quero que trabalhe esta noite.
— Senhor Igneel eu não posso... — Ele me lançou um olhar sério que eu bem sabia dizer que estava fazendo algo de errado. — Igneel — Corrigi-me. — Essa vai ser uma boa oportunidade para mim, a faculdade exige alguns utensílios específicos. Alguns deles são caros, então o dinheiro extra dessa noite vai ser bom.
— Eu posso lhe adiantar o salário, se for necessário. — Ele sorriu. — São poucos os jovens que atualmente se interessam por cursar uma faculdade, ficarei contente em lhe ajudar, menina Lucy. — Suspirou profundamente. — Muitos estão mais interessados em prazeres momentâneos...
Uma pequena alegria se acendeu dentro de mim, independente de qual fosse o futuro do meu relacionamento com Natsu, eu certamente gostaria de ter Senhor Igneel no meu ciclo de amizades. Sua companhia, suas palavras, simplesmente me fazia bem.
— Claro, mas me conhecendo, o senhor bem sabe... — Balancei a cabeça, e voltei a me corrigir. — Você bem sabe que eu não aceitaria. Seria mais adequado então que me deixasse lutar por isso. E algum dia poderei lhe dizer que consegui tudo com meu próprio mérito.
Diante do meu argumento ele não teve como protestar. Foi quando de repente ele passou as mãos em meus cabelos, a atitude mais inesperada do mundo. Ele era mais alto que eu uns bons pares de centímetros, de modo que se tornou até um pouco engraçado a sua ação. Éramos como pai e filha.
— Você é uma boa menina Lucy, merece o melhor que essa vida pode oferecer. Estarei sempre torcendo por você. — Ele me deu uma piscadela.
— Obrigada Igneel, pode ter certeza que eu não o desapontarei.
*
Segundos faltavam para que Lissana entrasse. Meu coração batia tão rápido como se fosse eu que estivesse para me casar. Natsu estava no altar, com a postura tão seria que às vezes amedontrava-me olhá-lo. Queria gritar para ele, e perguntar o que estava fazendo ali. Era errado, tão errado como a noite e o dia juntos.
As portas se abriram, esperei a tão sonhada macha nupcial, no entanto no lugar surgiu uma melodia lenta cantada por uma voz suave. Não poderia ser mais lindo.
Eu tinha certeza que meus olhos estavam nublados.
Lisanna estava linda, isso eu jamais poderia negar. Seu vestido seria de um formato tomara que caia, se não fosse pela renda que cobria o busto e boa parte das costas. Seus cabelos curtos estavam soltos e ondulados. Ao seu lado havia um senhor, que eu não conhecia, mas pela idade parecia como o avô de Lisanna.
Ele a entregou a Natsu, e ambos ficaram frente a frente ao juiz de paz.
— Natsu Dragneel e Lisanna Straus. O casamento entre o homem e uma mulher é de valor estimável perante a sociedade, hoje vocês estão aprofundando ainda mais a relação que existe entre ambos. Vocês têm um compromisso firmado que exige deveres mútuos...
Lisanna apertou a mão de Natsu que estava junto a sua, e aquele movimento não poderia passar despercebido por mim. Ele virou o rosto em sua direção e ela lhe lançou um sorriso deslumbrante.
Notei que minhas mãos tremiam, e por isso prensei uma contra a outra tentando em vão fazer com que aquilo passasse despercebido. Compreendia que no fim seria isso que aconteceria, mas em algum lugar dentro de mim, continuava mantendo a esperança que Natsu desistisse. Ele não teria coragem de prosseguir com isso até o extremo. Natsu Desistiria. Desistiria.
Tum...Tum...Tum..., meu coração certamente não estava em seus melhores momentos. Ele ainda poderia desistir... Poderia desistir...
—... Vocês agora têm uma união estável, um ambiente saudável para a criação de uma família.
Ela continuou falando, por mais alguns minutos, depois explicou sobre alguns procedimentos necessários e então entregou alguns papeis para que eles assinassem. Meus olhos atentos focavam em cada letra que Natsu formava naquele papel.
Era obvio que ele não desistiria se foi assim tão longe. Por mais incorreto que fosse, não podia me negar ter esperanças até o último momento. Todavia, logo em seguida eles trocaram as alianças. Pronto, Natsu e Lisanna estavam casados. Foi tão rápido quanto beber água em um dia de calor.
Eu fiquei lá, parada, vendo que tudo estava dando certo. Ele não pestanejou na hora de assinar, ou pronunciou nada, não fez nada para impedir aquele casamento.
O juiz encerrou a cerimônia pedindo para que eles desse um beijo, e bem, isso aconteceu. Achei que no fundo nossos sentimentos fossem mais fortes.
Bem, ele não o fez.
Ele se virou parcialmente para os convidados, e seu olhar se encontrou diretamente com o meu. Foi como se um imã nos puxasse um para o outro. Eu estava querendo chorar, tinha certeza que meus olhos deveriam estar vermelhos.
Foi quando eu vi Natsu cambaleando para trás. Não consegui entender de imediato, e só fui compreender quando olhei novamente a cena. Aqueles cabelos loiros não me eram desconhecidos, não mesmo. Natsu passou a mão no rosto espantado, antes de revidar.
Quando a pessoa que estava a sua frente também calambeou, foi que eu tive certeza de quem era: Sting.
Oh... Deus!
Encarei o meu irmão, orando para que aquele fosse um engano.
Bosta! Bosta Dupla!
Todos ficaram em silêncio, era impossível dizer algo diante da situação.
Depois do soco que recebeu de volta, Sting partiu para cima de Natsu, e nesse exato momento todos resolveram falar ao mesmo tempo.
Os dois começaram a se socar, e eu me desesperei. Corri de onde estavam tentando o mais rápido possível chegar até eles. Mais próxima, consegui observar que Sting acertara o pé no centro do estomago de Natsu, e este caiu no chão cuspindo sangue. Meu irmão tinha seus lábios sangrando, e um olho de tom avermelhado. Com certeza isso pioraria.
Meu coração apertou, vê-los machucados, era como se uma parte de mim também tivesse se ferido.
— Cade os imprestáveis dos seguranças que contratei? — Quando essas palavras saíram da boca de Yukiko, os seguranças passaram por mim na velocidade da luz. — Rápido! Tirem esse marginal de cima do meu filho.
Marginal... Maldita mulher que tive vontade de jogar pela janela. Ele estava sim errado em invadir o casamento e acabar com a festa, mas ele era a última pessoa do mundo que deveria ter aquela palavra direcionada a ele.
Os homens completamente vestidos de preto seguraram os braços de Sting, e gritei para que o soltassem, foi como se ninguém tivesse me ouvido, pois nada aconteceu.
— Seu Filho de uma puta, acha que pode fazer isso com minha irmã? Eu juro que vou te matar, vou te matar. Esse desgraçado en...
— Sting! — Gritei. Ele foi o único que pareceu me ouvir, pois parou e encarou-me profundamente por alguns instantes. Voltando-se para Natsu, ele tentou mais uma vez avançar para cima deste, falhando profundamente.
Mesmo com os protestos do meu irmão, os seguranças começaram a arrastá-lo pelo lugar de onde tinha entrado. Mas, quando estavam a meio caminho andado, senhor Igneel segurou o braço de ambos.
— Soltem-no, eu irei acompanhá-lo até a porta. — Os dois homens pareciam inseguros, no entanto, eles não ousaram desobedecer à ordem de Igneel Dragneel. — E quanto a todos — Ele se virou para as pessoas — por favor, prossigam com a festa. Esse foi um lamentável mal entendido que resolveremos logo.
— Não! Não mesmo! Esse desgraçado irá pagar pelo que fez a Lucy.
Eu praticamente vi o enorme ponto de interrogação que surgiu na testa de todos. Quando olhei para o pequeno altar que tinha a alguns metros a frente, vi Lisanna desesperada limpando o queixo de Natsu, e o vi, me encarando, ao mesmo tempo com ódio e tristeza.
— Sting, por favor. — Segurei em seus braços. Tentei arrastá-lo, mas vi que não tinha força sozinha, e com apenas um olhar que dei ao Sr. Igneel, ele me ajudou a tirá-lo dali.
Em meio aquela confusão, tentei encontrar o olhar de Natsu. Para minha tristeza, tudo que vi foi o olhar assustandor de Yukiko.
*
— Espero que tenha uma boa explicação a me dar Sting — Senhor Igneel mostrou-lhe a cadeira, logo a sua frente. Nós estávamos em seu escritório, ao menos por enquanto. Pois pelo modo que Sting bufava, não tinha certeza se aquela porta seria capaz de segurá-lo por muito tempo. — Apesar de gostar muito de você, o casamento que você quase arruinou é do meu filho. Eu não posso deixar isso passar em vão.
— Esse... Esse... — Ele apertou o braço da cadeira, com tal força que temi que a quebrasse. Ele estava irreconhecível, nem ao menos me olhava nos olhos. — Ele não merece nem ao menos ser seu filho, esse desgraçado...
— Sting, por favor... — Implorei, pois sabia onde essa conversa iria parar. Ele não podia revelar a verdade ao Sr. Igneel, eu não sabia no que aquilo iria acarretar.
— Não peça nada Lucy, ele merece saber, Igneel deve saber o que o filho dele fez. — Seu rosto se contraiu numa carranca assustadora.
— Do que estão falando, não estou compreendendo a situação Sting. O que Natsu fez de tão horrível?
— Sting Não... — demandei pela última vez, mas de nada adiantou.
— Ele engravidou a Lucy.
Bem, eu senti que realmente o mundo parou por alguns segundos. Sr. Igneel, que batia um lápis sobre a mesa, deixou-o cair no chão, arrebatado.
— Como?
— Esse miserável nem ao menos está com ela neste momento. Eu seria capaz de...
— Não, ele não está. Porque Natsu não sabe da existência dessa criança. — Intrometi-me. Desencostei da porta por apenas alguns segundos e me arrependi amargamente, senti que tinha que me apoiar em algo para conseguir continuar de pé. Tanto meu irmão quanto meu patrão me olharam, mais espantados ainda. Sabia que não tinha outra escapatória, que aquele era o momento de revelar a verdade a ele. Suspirei fundo antes de começar a história.
Cada palavra que soava, eles não ousavam interromper. Contei tudo que era necessário eles saberem, contei do romance que eu e Natsu quase começamos e de tudo que fiz. Até que, ao fim de tudo, ambos ficaram sem o que me dizer.
— Lucy... — Senhor Igneel foi o primeiro a me dizer. — Sua atitude não foi correta, tanto por tentar se passar por Lisanna quanto por esconder isso de Natsu. Mas o que mais me espanta foi a sua falta de responsabilidade com essa criança. Isso é uma atitude impensável, e se posso dizer de extrema insensatez, tanto que me assusta se tratar de você.
Bem, não é preciso dizer que suas palavras me destruíram. Sting parecendo perceber isso, se levantou bruscamente da cadeira, e veio para o meu lado. Meus olhos nublaram e senti que fraqueza dominava o meu corpo.
— Como pode dizer isso a ela? Ele também errou.
— Sim, e eu não estou tirando a culpa dele disso tudo. É por isso que Natsu assumirá as responsabilidades que tem com o filho.
O desespero predominou em meu corpo.
— Não! Você não pode contar a ele!
— Não faz mais sentido esconder tudo depois do que ocorreu essa noite. — Ele se levantou do seu lugar, e veio até mim e Sting. Segurou em meus braços, e, delicadamente me puxou até a cadeira. — Mas, quem deve dizer isso tudo a ele não sou eu e nem Sting, mas você — Ele sentou na cadeira logo ao lado da minha, demonstrava mais rigidez que o habitual. — Eu estou possesso não foi por você ter escondido essa história mesmo que eu esperasse que me contasse tudo, pois sempre demonstrei um carinho tão grande por você e pensei que fosse recíproco. — Tentei falar, mas ele balançou a cabeça. — Estou com raiva Lucy, pois você colocou não só essa criança, mas também a si própria em risco aqui dentro. Trabalhando de forma tão pesada, se você tivesse me contado antes eu jamais deixaria isso acontecer.
Dos meus olhos caíram às primeiras lágrimas, nesse momento senti que Sting estava logo atrás de mim. Ele colocou as mãos em meus ombros e os apertou levemente.
— E mesmo agora, por mais que essa situação me pareça absurda, eu estou aqui e escolhi acreditar em você. — Senhor Igneel passou as mãos pelo cabelo, bagunçando-os ainda mais. — Você está gerando o meu neto Lucy, e mesmo com o desastre do momento nada me deixa mais feliz que isso. É tanta alegria que isso me assusta. Eu te disse uma vez sim? Eu torço por você. — Ele inesperadamente depositou a mão em minha barriga. — Mas ainda sim eu fico feliz por ter descoberto, mesmo que tenha sido nessa situação. Pois eu vou poder acompanhar passo a passo o seu desenvolvimento, e pode ter certeza que estarei lá em todos esses momentos.
— Senhor Igneel... — Chorei silenciosamente e ele me abraçou. Senti-me confortável e protegida ao seu redor. E esse carinho, fez surgir em mim também a uma sensação vergonhosa, porque se as coisas acabaram assim a culpa foi minha.
— Você precisa contar a ele Lucy, em algum momento ele descobrirá a verdade. Nesse momento meu filho está enganado quanto aos motivos de Sting ter invadido o casamento, mas isso não se sustentará por muito tempo.
— Eu sei, mas... Dê-me um tempo primeiro. Não há muito que fazer agora, Natsu está casado, sua esposa está grávida e possivelmente com o início de uma depressão. Essa notícia, nesse momento, pioraria ainda mais a situação.
— Meu neto jamais vai piorar a situação. Tenha o tempo que precisar, mas lembre-se quanto mais demorar maior vai ser a decepção quando ele descobrir. E mais difícil vai ficar para esconder.
Nós nos separamos e balancei a cabeça, em concordância. Aquelas palavras me alcançaram profundamente. Neste momento, os convidados estariam com um ponto de interrogação na testa, mas Natsu, esse acharia que tudo ocorreu porque Sting descobrira do nosso breve romance. Ainda assim, não sei se esse seria um motivo significativo para o que Sting fez. Não tinha certeza do que ele poderia estar pensando no momento.
Só me sentia fraca e completamente abalada. Meu único propósito era deitar, e naquele instante, não queria mais acordar.
Tudo havia acabado de desmoronar.
Eu me levantei, depois dessa conversa não tinha mais o que fazer ali. Estava claro que meu emprego tinha acabado assim como o tempo que passaria naquela casa.
— Sting... — Meu patrão começou — Eu sei que não teve culpa em tudo o que aconteceu, mas não posso deixar essa situação passar em branco. Natsu ainda é o meu filho, e não sabe o quanto me dói dizer isso mas...
— Sei que não devo retornar a empresa amanhã Igneel. Eu não me arrependo da atitude que tive esta noite, eu tive que proteger a minha irmã. E tudo que seu filho fez a ela, isso também não poderia passar em vão. Mesmo agora que sua culpa foi aliviada um pouco, sinto que não conseguiria olhar para ele novamente. Ele a magoou muito, não podemos negar isso.
Apertei o braço de meu irmão, no entanto, seus olhos não desviaram da presença a nossa frente.
— Mesmo que seja pouco, foi bom o tempo que passei ao seu lado, aprendi muito com você. Eu te admiro muito Igneel, espero que um dia tenhamos a oportunidade de trabalharmos juntos novamente.
Talvez fosse impressão minha, mas notei que Sr. Igneel estava comovido. Vi o quanto realmente estava sendo ruim para ele aquela situação, ele também não queria que Sting se fosse.
— Eu não vou deixá-lo desamparado Sting, você é um garoto muito esforçado.
Meu irmão assentiu e me ajudou a levantar. Ele apertou a minha mão, e senti naquele gesto protetor aquela onda de carinho que conheci agora a pouco nos braços de Sr. Igneel.
— Obrigado.
Sting abriu as portas para que passássemos, e foi quando olhei pela última vez para meu agora ex-patrão.
— Então... Acho que vai levar um tempo para nos vermos novamente. — Comentei, os olhos ainda nublados pelas lágrimas.
— Você não poderia estar mais enganada menina Lucy. — Ele me olhou, e deu um pequeno sorriso. — Quero lhe ver diariamente, acompanhar de perto sua gravidez. Você terá tudo o que precisar, nada, nem mesmo um gel que necessário irá lhe faltar. Mas tenho que novamente lhe lembrar Lucy, você deve contar imediatamente a Natsu. Não sei se poderei lhe conter depois de tudo que aconteceu, ele certamente estará no mínimo intrigado. Não tem como omitir isso depois do que aconteceu esta noite.
Ele tinha total razão. Mas como?
E foi com essas suas últimas palavras que nós fomos. Eu senti que nunca mais voltaria aquela casa, pois agora não tinha mais motivos. Eu sei o que falei ao senhor Igneel, mas eu não podia ver mais distante o momento que contaria toda a verdade ao Natsu. Talvez a melhor coisa fosse sumir, sair de vez daquela cidade e quem sabe nunca mais voltar.
*
Quando chegamos em casa, não poderia me sentir mais exausta. Deitei no sofá e meu irmão passou direto rumo ao seu quarto.
— Sting...
— Não Lucy, deixe-me um tempo a sós. Eu preciso pensar. Eu nunca irei te abandonar, mas olha o que causou toda essa sua falta de confiança em mim. Se tivesse pensado por um minuto sequer que seu irmão merecia saber algo tão importante assim, talvez as coisas pudessem estar um pouco diferente nesse momento.
— Sting, me desculpe. Estava com medo e insegura, eu...
— Poxa vida Lucy! Eu sempre lhe protegi, fiz de tudo que estava ao meu alcance para lhe ajudar. Só queria que tivesse um pouco mais de fé em mim.
E então, ele se foi.
Respirei profundamente segurando o choro.
Olhei o relógio e ele marcava 21h 53min. Busquei o número de Virgo e coloquei pra chamar.
— Oi... — Ouvi sua voz rouca do outro lado. Fungando, pedi a ela.
— Será que você poderia vir aqui? — Bem, ouvi quando ela pulou da cama e foi preciso esperar apenas dez minutos.
— É boa que tenha bons motivos para me tirar da cama, Lucy. — Acenei para ela e nós duas seguimos para o meu quarto. Quando fechei a porta, desabei em seu colo.
— Eles sabem Virgo, Sting e Igneel sabem de toda a verdade.
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