Nove Meses
12 12 — Eu vou lutar por ele
Grudei-me em Max para sair do carro. Tudo que eu não queria agora era participar de outro banho naquela tempestade. Ele tinha em suas mãos um grande guarda-chuva, o que era bom, assim nós não corríamos riscos de nos molharmos.
Natsu também tinha um, Happy permanecia em seu colo, dormindo serenamente. Eu não me esqueceria de puxar os seus bigodes mais tarde.
Entramos na casa, e eu suspirei ao sentir um ar quente me acolher.
— Vou pegar algumas roupas com Bisca para você Lucy, ela sempre trás na bolsa. Eu já volto. — Pronunciou sumindo dentro dos corredores.
— Tudo bem. — Disse segurando um bater de dentes, embora não pudesse ouvir.
Olhei Natsu e vi que ele fazia o mesmo: encarava-me.
— Venha comigo. — Chamou-me saindo a frente. Expressão séria, corpo ereto, típico dele.
Acompanhei-o até a cozinha.
Deitou o felino em uma das cadeiras brancas, onde Happy se embolou formando ao fim uma pequena rodela de pelos azuis.
Lavou as mãos na pia com ajuda de um sabão líquido. Enxugou-as no pano que tinha ali, sobre o mármore.
Ele se esticou um pouco para alcançar a parte superior do armário, que eu só conseguiria com ajuda de uma cadeira. Tirou de lá um saquinho de chocolate em pó intocado deixando-o sobre a mesa.
Olhei inquisitiva para o garoto. O que Natsu estava pensando em fazer?
Abriu a geladeira e ficou a encará-la por um tempo, extraindo de lá uma caixa de leite, creme de leite e leite condensado. Pegou uma vasilha que repousava sobre o balcão colocando-a no fogo. Abriu a caixa derramando na panela certa quantidade do líquido extremamente branco.
Puxou de dentro de uma das gavetas da parte inferior do armário uma colher de cabo verde, e com a ajuda desta jogou dentro da panela uma boa quantidade do pó escuro.
— Deixe-me te ajudar — Falei, ainda que duvidasse que conseguisse fazer alguma coisa. Ele girou, e nos ficamos de frente um para o outro.
— Não há uma única parte de seu corpo que não esteja tremendo — Disse encarando a porta atrás de mim. — Me surpreenderia se conseguisse segurar um talher. — Suspirou — É melhor ir trocar-se, caso não queira adquirir uma gripe. Ficarei fazendo o chocolate quente. — Virou-se para a panela.
— Lucy, eu consegui roupas para ti. — Max apareceu, tendo na face um sorriso acusador. Desconfiei de que era para ele que Natsu olhava.
— Obrigada. — Peguei as vestimentas de seu braço esquerdo. Dei-lhe um fraco chute na perna antes de sair do cômodo, deixando os dois para trás.
Entrei no banheiro do corredor, era o mais próximo.
As peças de Bisca eram grandes e me alegrei por isso. Eu também não esperava nenhuma mini-saia, sendo uma mulher de família — que já tinha até mesmo uma filha — esse estilo de roupa não fazia parte de seu guarda-roupa. A saia era longa, de um azul escuro. Seus desenhos me lembravam as ondas do mar. À blusa se resumia em uma regatinha branca, sem estampas, seu único diferencial das muitas que existiam no fundo do meu armário era que ela possuía uma rendinha que encobria as pontinhas. Minhas roupas íntimas por milagre não haviam molhado, e estava aí mais um motivo para agradecer.
Meus cabelos permaneciam em conflito, preparados para guerra. Tentei penteá-los com os dedos, sentindo de vez em quando leves puxões.
Junto com os trajes, veio também uma sacola. Alegrei-me por Max se lembrar deste detalhe. Guardei as roupas molhadas dentro do plástico.
Novamente na cozinha deparei-me com Natsu mexendo a colher em forma de círculos no interior da panela. Ele estava distraído. Aproximei-me vendo o líquido antes branco agora totalmente negro.
— Abaixe o fogo, desta forma não precisará ficar mexendo com a colher o tempo todo. — Ele aceitou a dica. Sentou-se a mesa e eu também o fiz, só que de frente para ele. Coloquei ao meu lado a pequena cobertinha que eu havia usado para me aquecer.
Encarei meus dedos e depois ele, desviando o olhar toda vez que o via me olhando. Eu não tinha a mínima ideia do que falar, qualquer assunto que já me imaginei conversando com Natsu simplesmente desapareceu da minha mente. Estava tudo em branco.
— Acho que não lhe agradeci direito por ter salvado Happy. — Falou atento ao chocolate atrás de si, verificando se não corria risco de derramar.
— Que isso, eu gosto muito dele. — Proferi. Segundos depois me via pensando se essa era a melhor resposta para dar a ele.
Bem, de qualquer maneira já havia dito, e eu não poderia voltar no tempo.
— Mesmo assim, esse não é seu dever, e hoje nem é seu dia de trabalho. — Levantou-se para conferir o chocolate.
— Ah... Isso é porque eu esqueci meu celular ontem aqui. — Sorri sem graça. Ele desligou o fogo, acreditando que o conteúdo já estava pronto.
Despejou tudo dentro de um bule médio.
Colocou duas xícaras no centro da mesa. Encheu-as de chocolate-quente até quase o topo, deixando cerca de um centímetro e meio do auge.
— Acho que exagerei, não vamos conseguir tomar isso tudo sozinhos. — Notei uma pitadinha de frustração em suas palavras.
— Chame alguém então. — Sugeri, conquanto por dentro torcesse para que ninguém aparecesse. Eu gostava da ideia de ficar sozinha com ele, mesmo que fosse apenas por alguns minutos.
— Não tem nenhuma pessoa nesta casa, além de nós e talvez Max e Bisca — Deu de ombros.
— Yukiko? — Perguntei recordando-me do nosso último encontro que não havia sido nada agradável. Um arrepio me percorreu apenas por lembrar seu nome.
— Na casa da tia Gracy. Está lá desde o amanhecer. — Eu nunca tinha visto essa mulher, mas não seria nesse momento que perguntaria sobre ela.
— Igneel? — Como o senhor haveria de estar? Da última vez que o vi, ele tentava parecer bem, mas eu podia ver o quão triste estava. Aquela família toda parecia ser infeliz.
— Trabalhando. Ele faltou à empresa ontem, hoje não era mais uma opção.
— Lissana? — Perguntei curiosa com o fato dela não estar ali conosco.
— Levei-a ao aeroporto. Vai passar uns dias com a mãe enquanto não tem notícia dos irmãos.
— E porque você também não a acompanhou?
— Esse é um momento deles, não acho que deveria interferir.
— Mas você faz parte da família. — Insisti. Eu não conseguia me compreender. Eu estava jogando Natsu para cima de Lissana? Embora isso não fosse preciso. Talvez eu apenas desejasse que ela tivesse alguém para apoiá-la, se estivesse em seu lugar precisaria de um amigo ao meu lado, alguém que me estendesse o ombro, e me deixasse chorar.
— E você está conseguindo me deixar aborrecido. — Falou bebendo o achocolatado. Ele não esfriou antes de tomar, o que lhe resultou em uma língua queimada. Colocou-a para fora em um ato impensado, como se aquilo pudesse aliviar a dor.
Tentei conter o riso.
— Bem, então porque não tentamos Happy? — Sugeri desviando do assunto, e desta vez Natsu segurou uma risada, ou algo parecido. Encarou o felino na cadeira.
— Ele é um gato, vive de ração. — Disse como se fosse mais que obvio.
— E de peixe.
— Como?
— Happy tem um cardápio estranho. É bem possível que prefira sorvete a leite.
— Você deu sorvete ao meu gato? — Inquiriu de cenho franzido, provavelmente imaginado a cena.
— Não, mais sugiro que acrescente algo a mais nas refeições dele. Você deve ter notado que ele não é um gatinho comum, a algo diverso nele. — Ri, desta vez sem restrições. Apenas sorri abertamente.
Foi à vez de Natsu desviar o olhar, ele tomou mais um sorvo do pretinho, contudo agora com mais cuidado.
Apreciei um pouco também, pela primeira vez. Ele deu mais um gole sutil para logo após responder-me a pergunte que fiz anteriormente.
— Eu ainda tenho alguns detalhes para resolver antes do casamento. Meu terno, por exemplo.
— Eu pensei que, com o que houve com os irmãos de Lissana o casamento seria adiado. Não que seu deseje isso, é claro. — Metira, um cantinho do meu coração insistia em dizer que sim. — mas é aceitável que ela quisesse aprazar.
— Eu propus isso, porém negou prontamente. — Ele fechou a cara, adquirindo sua tão famosa expressão séria. — Como ficou sabendo?
— Vi a notícia na TV ontem. — Apertei meus dedos ao redor da xícara, tomando mais um pequeno hausto. Olhei para o líquido preto a espera de uma resposta por parte dele.
— Droga! — Exclamou baixinho. Toda a Tóquio sabia do ocorrido, e pelo que eu podia observar ele não estava muito entusiasmado ao saber disto. — Ela está arrasada. Toda vez que seu celular tocava tinha esperanças de que fosse sua mãe com informações. — Esqueceu os bons modos e virou completamente a xícara tomando até a última gota de chocolate.
Encheu outra vez o recipiente vazio.
— Você é diferente. — Disse espremendo os olhos. — Com toda certeza se fosse outra garota me ouvindo falar assim sobre minha noiva, estaria a esse momento me xingando aos quatro ventos.
Beberiquei um pouquinho do fluido escuro, vendo que já estava quase ao fim.
— E é bom? Digo, é algo legal ser diferente? — Perguntei com um meio sorriso na tentativa de distraí-lo. Talvez eu estivesse conseguindo.
— Boa pergunta. — Riu. Uma risada curta, mas que já era alguma coisa. — Depende. Mas no seu caso não é algo tão ruim.
Bebi o resto do chocolate que sobrava. Natsu levou a mão ao pequenino bule ameaçando despejar um pouco mais em minha xícara. Empurrei-a para longe, em um aviso silencioso de que eu já estava farta. Voltou-o para seu local de origem.
Era difícil de acreditar que estávamos tomando chocolate quente, tendo dentro do nosso possível, uma conversa agradável. Eu não queria que aquele momento acabasse jamais, entretanto infelizmente tinha que ir embora. Mamãe deveria estar se contorcendo de preocupação. Eu não ansiava demorar, por isso nem mesmo avisei a ela aonde ia, se ficasse muito tempo sem notícias minhas, era bem possível que ligasse para polícia.
— Eu preciso ir agora. — Comuniquei. Não houve muitas reações em seu semblante, ele apenas adquiriu um desinteressado.
— Ainda está chovendo. — Sim, chovia. Contudo agora a chuva se resumia exclusivamente em alguns pingos finos. Observei-os molharem a janela.
— Tenho que aproveitar a oportunidade, sorte minha que agora ela deu uma chiada, essa deve ser sua maior trégua do dia. — Minha intenção era levantar, mas isto não veio a acontecer naquele instante. Quando firmei os braços na mesa, como um apoio, uma leve tontura surgiu.
Rapidamente ela veio, e tão veloz também se foi.
Fechei os olhos caindo na cadeira sentada.
— Hey, garota. Você está bem? — Ouvi a voz de Natsu próxima a mim. Ele havia se levantado da cadeira e agora tinha a metade do corpo sobre a mesa. — Não vá morrer agora, não quero ser chamado para dar algum depoimento. — Falou ainda mais perto.
Eu tentei rir do seu exagero quando estava um pouco melhor, mas o que consegui foi um desagradável sentimento de decepção.
— Eu não estou morrendo, foi apenas uma tontura. — Respirei fundo, enchendo meus pulmões de ar. — É normal.
— Normal? — Voltou ao seu lugar. Eu queria ouvir nem que fosse pouco um tom de preocupação, e talvez essa vontade me tenha feito escutá-lo.
Apenas depois de parar e refletir me dei conta de que havia falado de mais. Apertei os lábios em arrependimento.
— É. Acho que por causa da chuva. Embora eu prefira o tempo úmido, meu corpo não se dá tão bem com o frio.
Esperei alguns segundos para fazer outra tentativa. Não houve desta vez nada que indicasse um novo atordoamento.
— Bem... — Ele usou a pequena colherzinha que estava casualmente sobre a mesa, e utilizou-a para esfriar o chocolate, que ainda tinha fumaça saindo de si. — Vou pedir Max que a leve.
— Não carece. — Murmurei olhando-o de cima. Isso era constrangedor, pensei na minha bicicleta e o que faríamos com ela caso eu aceitasse.
— Eu não vou precisar dele agora, mas é você quem sabe. Só acho que, se fosse eu, preferiria sair no conforto de um carro quente e protegido, do que no banco seco de uma bicicleta. — Ia pergunta-lhe como sabia da minha preciosa, mas percebi que ele provavelmente havia visto ela na entrada da casa, próxima aos enormes portões.
— E o que eu faria para levá-la? — Ele deu de ombros, como se aquilo não fosse nenhum empecilho.
— Você não terá problemas quanto a isso.
— Como? — Ponderei. Ele riu, antes de dizer:
— Espere a vai ver, Lucy. — Levantou-se e saiu, ainda com o chocolate em mãos.
*
Ele estava certo, a bicicleta coube na traseira do carro. Contudo, quando eu o avistei, quis rir de mim mesma. Era claro que caberia. O automóvel se resumia em um Pick-up preto. Não teríamos mesmo problemas quanto a isso.
Ainda na garagem, ao lado do veículo que me levaria em casa, avistei outro carro. Esse era azul, e ele era gigante. Eu não me impressionaria se a minha bicicleta coubesse dentro do porta-malas, que na verdade deveria se chamar porta-bicicletas. Eu estava exagerando um pouquinho, mas realmente era espaçoso. Imaginei que provavelmente os Dragneels haviam encomendado aquele carro, eu nuca tinha visto nada parecido em Tóquio.
— É novo. — Max disse quando me viu observando tão atentamente o automóvel. — Chegou ontem. Logo depois que você saiu.
— Quantos carros eles têm? — Comecei a contar nos dedos os que eu lembrava. Tinha o do Sr. Igneel, e também o de Natsu. Essa caminhonete que eu não me lembrava e agora aquele espetáculo azul.
— Cinco. O patrão sempre teve uma paixão secreta por carros, embora Natsu, desde que comecei a trabalhar aqui, mostrasse uma resistência a eles.
— E você sabe o motivo?
E então eu me lembrei: do seu sorriso, de sua face, e de seus olhos escuros. E por pensamentos eu gritei o mais alto que podia: Eu te amo Natsu Dragneel. E por esse amor tão grande que existia em meu peito que eu estava decidida.
Eu não era a mocinha da história, que desejaria felicidades a Natsu e Lissana. Iria lutar, usaria todas as minhas artimanhas para conquistar o homem que amo, e com ele minha felicidade. Eu começaria a partir de hoje um novo caminho, e se ao final dessa trajetória Natsu continuasse a amá-la, não insistiria mais. Desistiria desse amor, e dele também. Não jogaria baixo, isso era uma coisa que nunca iria fazer e jamais seria capaz de praticar. Algo como causar intrigas ou inventar mentiras para destruir um relacionamento, não estava em meus conceitos. Faria do meu jeito para conquistar ele.
E eu teria um tempo estimado de três semanas e cinco dias antes do casamento. Parecia algo dificílimo, uma pessoa se apaixonar em vinte e seis dias. Mas falamos de amor, tratando-se dele nada é impossível.
— Eu não sei muito bem, mas acho que tem a ver com um acidente. — Falou despertando-me.
— Acidente? — Perguntei. Entretanto Max não pôde me esclarecer mais nada, porque ele próprio não sabia. Disse que havia conversado com Sr. Igneel uma vez sobre isso, no entanto o ruivo não quis lhe dizer muita coisa.
*
Entrei em casa, e desta vez ela não estava tão silenciosa. Ouvi a conversa de mamãe e mais alguém. Fiquei atenta as palavras, mas nada consegui ouvir.
Quando adentrei completamente o primeiro cômodo, vi que era papai. Algo que me deixou intrigada. Ele não deveria estar trabalhando? Será que saiu mais cedo do batente por ser sábado?
Avistei minha mãe. Assim que passou a me encarar, mandou-me um olhar que dizia: Essa é à hora.
— A senhora disse que seria apenas a noite. — Sussurrei querendo me esquivar. Lidaríamos agora com a primeira fera. Virei-me para meu genitor, vendo seu olhar de quem não entendia nada.
— Nem tudo vai sair como eu planejava. Seu pai não estará conosco esta noite. — Explicou.
Eu suspirei. Uma, duas, três vezes.
— Eu não estou preparada. — Murmurei sentindo uma tensão horripilante. Meus dedos nem ao menos se moviam quando eu tentava movimentá-los.
— Para quê você tem que se preparar, Lucy? O que aprontou desta vez? — Ele sorriu sem nem imaginar do que se tratava. Admirei sua calma. Logo ela acabaria e daria lugar à raiva.
Eu afirmava isso com tanta convicção, pois conhecia o pai que tinha.
Eles estavam de pé, no centro da sala. Mamãe fez com que ele se sentasse e veio até mim, parando em minha frente.
— Eu não vou obrigá-la, sabe que jamais faria isto contigo. Só não vai adiantar você querer adiar, deixar para contar amanhã ou mês que vem não vai resolver nada. Seu pai não vai ficar sabendo sozinho, apenas você pode fazer isto.
Refleti sobre suas palavras, e ela estava correta.
— A senhora está certa... — Andei determinada até o sofá, e me sentei de frente para ele. Mamãe fez o mesmo do meu lado. — Pai, eu tenho algo para lhe contar.
— Então diga. — Sossegou no móvel, tranquilo. — No que posso ajudar?
— Eu não sei como lhe dizer, e provavelmente nunca saberei. Mas eu prometo que serei sincera. — Comecei tremendo. — Talvez o senhor ache que sou imoral e que essa não é a filha que criou, pode até dizer que já não me reconhece. Sei que vai ser difícil de compreender, e eu entendo se ficar com raiva de mim. Eu serei capaz de compreender qualquer reação sua, pois sei que está em seu direito e que está certo. Mas acima de tudo, eu peço o seu apoio... — Levantei de meu lugar e me ajoelhei em sua frente. Peguei suas grandes mãos ásperas, devido aos muitos anos de trabalho. — Eu sempre quis ser tão forte como o senhor. Eu o admiro pai, para mim não existe um ser humano que mereça tudo de bom nesta vida mais que o senhor, sei também que é uma ótima pessoa. E é por isso que eu criei coragem para lhe contar agora.
— O que há com você Lucy? — Ele disse afetuoso. Era tão bom sentir seu carinho, o seu amor.
— Eu tenho medo. Tenho medo da sua reação, mas eu não poderei fugir dela.
— Lucy...
— Eu estou grávida pai, estou grávida de Natsu Dragneel. — Falei de uma vez. Seus olhos se dilataram e ele ficou fora de órbita, paralisado. Observei como sua respiração ficava mais pesada.
Ele socou o sofá duas vezes, e eu cheguei a pensar que seus punhos pudessem de afundar nele.
— Isso não pode ser verdade! — Gritou, bufando como um touro. A raiva era visível.
As coisas estavam apenas começando, e eu sinceramente não queria descobrir qual era o final.
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