Nove Meses

9 Investigando


_Grissom !

Ele olhou para o alto, antes de se virar para Ecklie. Ele se ausentara por alguns dias, e o laboratório estivera em paz.

_Está me chamando ?

_Venha até minha sala, por favor.

Ele entrou e fechou a porta.

_Você pode me explicar o comportamento inadequado entre você e a Sara ?

_Como é ?

_Pelos corredores do laboratório, esta semana !

Ele pensou por um momento e não consegui definir o que havia sido inadequado.

_Pouco me importa que vocês se relacionem intimamente, desde que seja da porta para fora.

_Do que está falando ?

_Você e a sua namorada, agarradinhos aqui dentro ?

Ele olhou para ele de uma maneira quase fatal.

_O que quer dizer com agarradinhos ?

_Então não sabe o que é ?

_Levo meu trabalho a sério Conrad e ela também, o que quer que alguém tenha dito, cometeu um erro. — De repente ele se lembrou de alguns dias atrás, em que ela havia tido uma vertigem. _Espere aí ... não foi exatamente assim ...

_Ah ... e como foi ? Talvez possa se explicar por escrito, logo após uma advertência !

_Isso ! Faça uma advertência por escrito, mas com base em fatos reais, assinadas por sua testemunha. Você deve ter uma, claro !

Ele se calou.

Na verdade, se tivesse acontecido mesmo da forma como ele falara, merecia a repreensão, mas não foi o caso.

_Você tem uma explicação, não tem ?

O tom dele parecia mais amigável e ele resolveu desfazer o mal entendido.

_Estava apenas a amparando, como faria com qualquer mulher que estivesse passando mal aqui dentro.

Seus olhos pousaram na peça dourada extremamente brilhante.

_Vocês se casaram ?

_Sim. — Não iria ficar dando explicações esmiuçadas a ele, não havia necessidade.

Ele abriu a boca incrédulo.

_Mas ... isso me parece rápido demais.

_Não para mim ...

_Está querendo dizer que já vinha acontecendo ?

_Não ! Estou querendo dizer que perdi tempo demais pensando apenas em trabalho !

Conrad parecia confuso. Grissom estava diferente, e com toda certeza, estava apaixonado pela sua ex subordinada. Uma leve desconfiança pinçou sua mente, tudo parecia rápido demais mesmo, ou talvez … ele estivesse simplesmente preservando o que havia conquistado. Sara era nova demais para ele.

_Mais alguma coisa ?

_Não.

_Minha advertência ?

_Esqueça.

….........

Ela estava olhando para fora da janela, bem quieta, seu pensamento parceia longe.

A todo instante ele a observava.

_Quer passar em algum lugar ?

_Não … eu estou cansada … vamos embora.

_É por isso que está tão quieta ?

Ela tinha o hábito de se sentar quase de lado enquanto ele dirigia, e ficar o observando, por isso, o estranhamento.

_Huhum …

Alguma coisa parecia errada.

_Gris … você acha que o Ecklie pode nos prejudicar ?

_Por que está dizendo isso ?

_Isso pode acontecer, não pode ?

Ele pensou um instante.

_Não.

Ela se virou para ele, em dúvida.

_Pois eu acho que sim … ele está bastante estranho.

_Estranho como ? — Se ele tivesse feito alguma coisa a ela, ele o mataria, com apenas uma das mãos.

Durante aquele turno Ecklie estivera a encarando, e ela teve a sensação que a qualquer momento a interpelaria. Não sabia se era por conta de sua aliança.

_Eu senti que ele queria me falar alguma coisa, mas estava sempre ocupada.

_Pois ele falou comigo !

_O quê ?

Ele contou rapidamente o ocorrido e se arrependeu logo depois, quando a viu ficar preocupada.

_De alguma maneira eu sentia que ele ia falar alguma coisa.

_Está tudo bem … não vou permitir que faça nada.

Ela olhou para ele profundamente.

Por mais forte que a vida transformasse uma mulher, ela ainda, em algum momento, teria necessidade daquilo. Proteção, segurança, cuidado.

Um sentimento genuíno invadiu seu coração e ela tocou seu rosto delicadamente.

Agora sim, ela parecia sua Sara.

….......

Grissom estava sentado na cama, lendo o livro dela, bastante concentrado.

_Se um dia, por algum motivo, você não for mais um CSI, podemos abrir um consultório.

_Como é ?

_Um consultório diferente … você poderia dar aconselhamentos para gestantes … como parte de um programa de acompanhamento, e eu poderia ser sua secretária .. para afastar algumas engraçadinhas !

Ele a encarou com um misto de surpresa e diversão, enaunto mela o olhava, fungindo inocência.

Ele deixou o livro de lado, puxou o lençol e se deitou.

_É impressão ou a minha mulher está fazendo gracinhas comigo ?

Ela sorriu, se divertindo, deslizando um dedo pela camisa de seu pijama listrado, depois parando na linha de sua cintura, brincando com o elástico da calça.

_Huhum …

Ele olhou para baixo, exatamente onde pousava seu dedo ousado e arqueou uma sobrancelha.

Por iniciativa dela, seus lábios se aproximaram, quentes, exigindo atenção. Logo mais abaixo, sua mão se insinuou para dentro o acariciando por cima da cueca, brincando em seu quadril largo.

_Você é quente !

Ele era quente ? Ela sim é quem o deixava em brasa, com um simples olhar.

Sara sempre o desejou, mas nos últimos tempos, em vez de sentir repulsa por ele, como era mais comum, ela o desejava ainda mais, a gravidez havia potencializado os efeitos que ele exercia sobre ela e era imensamente bom !

_Eu quero você !

Ele a abraçou com cuidado e o puxou para cima dele, depois acariciou seu corpo macio puxando a barra de sua camisola curta para cima.

_Ainda vai me desejar quando estiver gigantesca ?

Ele riu.

_Claro que sim … sempre ! Que tipo de pergunta é essa ? Vai continuar sendo a minha Sara !

_De verdade ?

Ele cruzou os dedos sobre os lábios, brincando com ela.

_Eu juro.

Sara puxou a camisola para cima, depois o ajudou a se despir.

Fizeram amor calma e suavemente, quando por fim, saciados, ele a aconchegou em seus braços, murmurando o quanto ela o fazia feliz !