Nove Meses

21 Homenagem !


Notas iniciais
Bem ... como não comentar sobre tudo o que venho recebendo, mais uma vez !
É incrivel como tudo está acontecendo de uma maneira tão espetacular.
De uma fic despretenciosa, ela está se tornando alguma coisa grande em meu coração. De verdade !
Bem ... no momento em que muitas emoções estão tomando conta de minha alma, não poderia me esquecer da pessoa mais importante em minha vida. Meu pai !
Sara está homenageando o pai do homem que ama, e peço licença para fazer o mesmo com o meu !
Espero que entendam o que é amar alguém incondicionalmente, de uma maneira para sempre !
Muitos beijos para vocês !

_Gente … vocês enlouqueceram ?

Uma cadeirinha para papinha, outra para o carro, um andador colorido, alguns brinquedos de montar e um mini laboratório.

Grissom e Sara estavam estáticos, surpresos ao extremo.

_Você acharam o quê ? Que a gente se esqueceria ? Tios costumam ser babões !

Eles levaram os objetos infantis para o quarto e se deliciaram com o ambiente.

_Estou sentindo cheiro de bebê … esta é a melhor parte !

_Bebê limpo … é claro, não é Cath !

Eles fizeram uma careta para Greg e depois ele recebeu alguns safanões carinhosos.

_Seu palhaço !

Quando todos estavam reunidos à mesa, Sara quis anunciar.

_Ei pessoal … já sabemos o que vai ser !

_Jura ? Esse danadinho resolveu se mostrar ?

Eles balançaram a cabeça e Sara viu um brilho muito mais que especial nos olhos de seu marido. Talvez ele não confessasse, mas no fundo ele queria um menino ! Ela podia sentir seu orgulho sé de olhar para ele.

_É um menino !

Sobre vivas e aplausos, eles se abraçaram felizes.

_Como está se sentindo Grissom ?

_Como pai !

Eles riram do bom humor dele.

Tudo o que ele poderia esperar da vida, estava conseguindo. Tinha um posição respeitada, uma mulher maravilhosa que o amava acima de qualquer coisa e um garotão que preencheria suas vidas de alegria !

….......

Cath estava ao seu lado, encostada na pia enorme, enquanto ele ligava a cafeteira.

Os garotos estavam às voltas com um jogo de tabuleiro e ele ouvia sua mulher dar altas gargalhadas com as brincadeiras em torno de Greg. Ele sempre seria o alvo.

Em um momento, ele a viu esfregar sua cabeleira desgrenhada e ele beijar sua mão delicada.

Havia cumplicidade entre eles, e era bonito de se ver.

_Me diz como se sente, de verdade !

_Realizado, Cath !

_Se pudesse se ver quando olha para ela. Ela não está linda, não é, Gil ?

_Demais !

Ele sorriu de lado, um tanto tímido.

Se ela pudesse mesmo imaginar o que ele sentia por ela, se surpreenderia.

Sara se levantou devagar, com uma das mãos em sua barriga e olhou para eles, na cozinha.

O momento parecia perfeito para o convite.

_O que vocês estão falando ?

Grisom estendeu o braço e passou pelos seus ombros, com muita cumplicidade.

_Em como está linda !

Ela sorriu com simpatia.

_Falou com ela, querido ?

_Ainda não !

_Falar o quê ? O que estão tramando ?

_Convidamos o Jim para ser o padrinho, aceitaria ser a madrinha ?

Os olhos dela brilharam, sua boca se abriu em surpresa. A emoção era evidente.

_Meu Deus ! Claro que eu aceito ! Eu … nem sei o que dizer … mas … confesso que quis isso o tempo todo !

Ela abraçou com carinho seu grande amigo, depois a mulher que estava fazendo dele um outro homem !

….......

O fluxo de trabalho estava intenso, Sara estava queixosa e parecia sempre acalorada, reclamando da falta de tempo dele.

Duplo homicídio, casos interligados, um maluco desaparecido, que estava mais parecendo um sequestro mal resolvido e por fim, aquele caso com uma criança. Ele tentou fazer de tudo para que ela ficasse longe daquele caso chocante.

Nolan estava grávida de seu primeiro filho, o pai, Ray, um poderoso traficante odiado por muitos. Tanto que em uma briga por território, ela acabou sendo a vítima, o bebê nasceria dentro de alguns dias.

Segundo suas descobertas, ele estava feliz com a chegada do bebê. Seria um menino e teria o nome dele.

Eles estavam de malas prontas para deixar o país, mas não houve tempo. Ela foi pega de surpresa e levada ao deserto, foi espancada e não resistiu aos ferimentos.

Grissom fechou a porta de seu apartamento e procurou por ela.

Uma música suave, um cheiro delicioso de lavanda.

Ele empurrou a porta do banheiro e a viu, os olhos fechados, coberta de espuma, na banheira. Sem fazer barulho ele se aproximou, depois se ajoelhou e roçou seus lábios nos dela.

Ela sorriu e abriu os olhos.

_Você chegou …

A voz dela parecia triste.

Seus sentimentos estavam mais avivados, as emoções pareciam mais à flor da pele, mas ela tinha que mascarar aquela sensação de vazio. Ele sempre trabalhava demais, havia o conhecido assim, até porque, ela mesma não era diferente.

_Tudo bem ?

_Sim …

Sara passou dois dedos pela espuma cheirosa e tocou seu nariz, mais espuma pela barba aparada, e depois, ela começou a rir.

_Está se divertindo comigo ?

_Santa Claus.

Ele seria perfeito, talvez o mais lindo bom velhinho que ela já tinha visto.

_Venha para cá, “nós” temos espaço suficiente. Não imagina como ele está agitado hoje !

_Tenho receio de machucá – la, Sara, não é um espaço suficientemente bom para “três” !

Ela olhou em seu entorno e encolheu as pernas.

_Por favor … você precisa relaxar.

Ele se rendeu aos apelos de seus olhos suplicantes, se despiu rapidamente e entrou com ela no espaço limitado.

As pernas dela foram parar sobre as dele, ganhando mais espaço e um certo conforto.

As mãos dele acariciaram seus pés, depois massagearam suas pernas, no mesmo instante em que ela fazia o mesmo com seus pés dele.

_Você entrevistou o marido de Nolan ?

Ele levantou os olhos, não conseguia mesmo esconder nada dela.

_Ray ? Sim.

_Como ele está ?

_Não muito bem.

_O bebê estava para nascer, não é ?

_Querida … eu não acho uma boa ideia falarmos sobre isso …

_Vi as fotos !

_O quê ?

Ele mesmo havia guardado as fotos no arquivamento do caso resolvido e teve o cuidado de que não chegasse às mãos dela. Mas ela havia atravessado o caminho em algum momento.

Nolan estava completamente machucada, já não era tão chocante, acostumados que estavam à tanta violência. Mas havia as do bebê. Ele era forte, muito grande e cabeludo, assim como o pai ! Perfeito. As mãozinhas rechonchudas, exibiam furinhos adoráveis, bochechas salientes. Até mesmo Grissom se sentiu comovido. O garoto era muito bonito e parecia saudável. O trauma maior foi em sua cabecinha bem feita, talvez pelos chutes que ela recebera.

_Sara … isso não deveria ter passado pelas suas mãos, querida ! Sabe disso, não é ?

Seus olhos pareciam tristes, e ele fez um gesto para que ela se encostasse em seu peito.

Com cuidado, ela girou dentro da banheira, se aconchegando nele.

Grissom beijou seu rosto, assim que conseguiu afastar seus cabelos, depois a abraçou, acariciando sua barriga enorme.

_Está tudo bem … foi por acaso que elas vieram parar em minhas mãos. Era um bebê muito bonito.

Seus dedos massagearam seus ombros, depois seu pescoço nobre.

É claro que ele não acreditava nela, com toda certeza, ela havia feito de tudo para ter aquelas imagens.

_O que acrescentou ter acesso a elas ?

_Nada … apenas um sentimento de proteção … não sei …

Ele mudou radicalmente de assunto.

_Quando vamos fazer compras para ele, querida ?

_Que tal amanhã ?

_Ok !

_Como era sua relação com seu pai ?

Ele estalou a língua e olhou para além de sua cabeça castanha, em um ponto distante, enquanto ela esfregava a espuma cremosa em suas pernas fortes.

_Ele era um homem reservado, muito calmo, mas muito presente. Eu gostava de ouvir ele falar, na verdade tinha uma certa adoração, e imaginava que queria ser como ele.

_Ele era carinhoso ?

_Bastante, me lembro quando ele aparecia em meu quarto e ficava falando comigo como ser gentil com as pessoas, obedecer a minha mãe, se colocar no lugar das pessoas e não julgá — las. Me contava histórias imensas, com aquele jeito sério, entremeado por sorrisos. Me lembro bem do sorriso dele.

_Mesmo depois de tanto tempo ? As pessoas não tendem a esquecer … algumas coisas …

_Eu não esqueci, poderia desenhá – lo perfeitamente se eu quisesse.

_Sério ?

Ela percebeu que ele adorava o pai, seus olhos emocionados pareciam estar em outro mundo. Talvez se seu pai pudesse viver mais alguns anos, seria perfeito para ele. Gostaria muito de tê — lo conhecido !

_Como ele se chamava, querido ?

_Antony !

_O que é o Arthur de seu nome ?

_Meu avô !

_Hum … gosto de Antony ! É um nome forte !

Seus olhos se encontraram e ele sorriu.

_Tem certeza ?

_Toda a certeza do mundo !

Ele a apertou em seus braços, estava emocionado de verdade. Uma homenagem ao seu pai, se pudesse estar ali, com toda certeza se orgulharia dele.

Sua mãe igualmente, mas ela também havia partido há um tempo, antes mesmo dele estar em Las Vegas.

_Eu não sei o que dizer … Sara !

_Apenas diga que gostou, porque este vai ser o nome do nosso filho !