Notas iniciais
mais um pouquinho ....

...

_Você quer mesmo fazer isso ? De verdade ?

_Não reza a tradição ? Assim como não poder te ver antes do casamento ?

_Você ainda não se conformou com isso ?

_Não !

_Supere, Gris !

Com sua expressão de menor abandonado ela acabou não resistindo e lhe beijou a boca com intensidade à porta da suíte entreaberta.

_Sou toda sua !

Ela abriu os braços e esperou que ele lhe pegasse no colo. Ele o fez com muita facilidade.

Com os braços em volta do pescoço forte, ela se segurava para não gargalhar.

_Querida … o que há de tão engraçado ?

_Essa situação … toda !

_Ah é ? — Desta vez ele entrou no clima, a olhando com uma mistura de divertimento e desejo.

Ele a depositou na cama com delicadeza, e ficou olhando para ela em devoção absoluta.

Assim, deitada com os cabelos espalhados, com algumas flores ainda salpicadas, ele a comparou com uma rainha poderosa e infinitamente adorável. O vestido havia subido para o meio de suas coxas, suas pernas dispostas de maneira sensual, os braços ao lado do corpo perfeito, em espera.

Eles não tiveram tempo sequer de se deslumbrar naquela oitava maravilha, ele arrancou sua camisa e ela o puxou para a cama.

_Venha cá ! Preciso de você !

Até o dia anterior eles não estavam liberados para o sexo. Logo, a data mais que perfeita para eles se casarem.

Tinha sido uma época um tanto difícil, que o fazia sofrer a cada ereção matinal, a cada carinho mais ousado que ela fazia, havia um desejo quase lancinante, mas eles tinham que se comportar, tinham que esperar, ordens médicas !

Agora nada os impedia de dar vazão ao desejo reprimido, tudo era permitido, e era infinitamente delicioso.

Suas roupas foram jogadas para o alto em comemoração, ideia dela que, assim que tirou suas calças a girou no ar, rindo muito e a atirando para longe.

_Não precisamos disso agora !

Assim foram seu vestido, a lingerie perolada, os sapatos finos, e sua boxer amarela !

_Nunca vi esta cueca !

_Eu comprei especialmente para esta ocasião.

_Quando ?

_Ontem !

_Amarela ?

_Hum … é uma tradição, não sabia ?

Ela mal se lembrava de que não podia deixar que a visse vestida de noiva antes do casamento, fora Cath quem a alertara e a obrigara a entrar naquele clima. Tinha sido divertido aceitar aquela brincadeira.

Mas aquela coisa não era apenas para as mulheres ?

_O que foi ? Que cara é essa ?

_Isso não é coisa de mulher ?

_Não ! Eu fiz umas pesquisas …

_Onde ?

_Na loja de departamentos !

_O quê ? Você falou disso com … com … uma vendedora ?

_Huhum ….

_Grissom !!!

_Eu tive que experimentar para ver se ficava bem … e …. ela comentou … comigo ... Que era uma tradição !

_Você não fez isso ! Eu mato você !

Ele soltou uma gargalhada gostosa e beijou seus seios macios.

_É brincadeira, Sara ! Foi a Cath quem me disse ! Ainda quer me matar ?

_Seu engraçadinho … mesmo assim não acho graça ela falar com você sobre isso.

_Ela sugeriu uma peça amarela, querida …. foi só isso !

Sara arqueou uma sobrancelha e cruzou os braços.

_Eu juro !

Ele tinha uma de suas maneiras maneira de olhar que ela amava. Os olhos pareciam divertidos, levemente espremidos , deixando em evidência as marcas de expressão que o deixava infinitamente bonito, a boca em uma curva leve, provocante.

_Você está usando sua arma de sedução comigo !

_Arma ?

_Esse jeito de me olhar, me faz querer me perder em você !

_Sério ?

_Como consegue ser tão irresistível ?

_Eu ?

_Venha para mim ! — Ela o chamou mais uma vez com sensualidade e foi uma explosão !

Quente !

Provocante !

Sensual !

Maravilhoso !

As mãos dele buscaram suas curvas, pontos ainda mais sensíveis, que ela descobriu com agradável surpresa.

Seus gemidos intensos o incentivavam a ir sempre além, intensificando os carinhos

Quando ele usou a boca macia e sedenta ela quase enlouqueceu, seu prazer chegou ao ápice por diversas vezes a levando por caminhos flutuantes e quentes. Ondas e ondas do mais puro delírio.

Ele se conteve, esperou, provocou, a deixou em um estado inimaginável, depois se rendeu.

Aceitou o calor de suas entranhas em verdadeira devoção ... necessidade.

O teto alto parecia girar em torno deles trazendo ondas e ondas de algo deliciosamente provocante.

Sussurros e gozos adentrando a madrugada.

Entrega e ternura.

Prazer e amor

Desejo e paixão.

Enfim ao raiar do dia, completamente saciados, eles adormeceram se rendendo ao cansaço gostoso do pós amor !

….......

Ela acordou com a sensação de chuva na janela, pássaros cantando harmonicamente, as cortinas balançando ao vento delicado, o quarto com uma luminosidade alaranjada adorável.

Sara olhou para seu marido, abraçado a ela, com o lençol cobrindo apenas seu quadril. As pernas fortes estavam expostas assim como as costas firmes.

Ele havia aparado os cabelos estava bem batido na nuca, parecia bem mais jovem do que realmente era.

Sua respiração regular, com uma expressão serena, pareciam provar que estava descansado e satisfeito.

Com muito cuidado ela se desvencilhou de seu abraço e agarrou um delicado robe acetinado que lhe marcava o corpo, trazendo uma sensação de leveza.

Ela investigou cada pedacinho daquele quarto enorme.

Tudo parecia suave ao toque, meticulosamente arranjado..

Um enorme quadro com sombras insinuosos de amantes envoltos em tecidos transparentes, com uma luz delicada feito a que se esgueirava pelo quarto.

O banheiro, com suas peças de toucador douradas e brilhantes, a banheira enorme.

_Uau ! — Ela sussurrou encantada.

O barulho da cidade era imperceptível, o que prevalecia era aquela chuva vigorosa em sua medida exata.

Ela espiou por um instante e percebeu que a cascata que caía fazia parte do próprio quarto, em efeito especial. Era incrível, quase não se podia distinguir o mundo lá fora com aquele ambiente aconchegante.

Ainda com muito cuidado ela voltou para a cama, puxou o que parecia ser um menu impresso lindamente.

Outro no mesmo formato descrevia o quarto e suas muitas maneiras de regular a luz, a tonalidade do ambiente e a intensidade da chuva. O canto de pássaros que ouvia também fazia parte de todo o contexto ricamente preparado aos amantes.

Ela sentiu um braço sobre sua cintura e olhou para ele.

_Bom dia !

Seu corpo escorregou pelos lençóis macios e ela se encostou em seu amante vigoroso.

_É um ótimo dia, meu amor !

Seus dedos desenharam círculos sensuais pelo peito dele enquanto ele beijava seus cabelos cheirosos.

_Você parece feliz !

_E como não seria ? O que mais uma mulher poderia querer ?

Ele sorriu, notando então o canto harmonioso.

_Pássaros ?

_E chuva !

_Fomos teletransportados ?

Ela riu da brincadeira e lhe explicou que tudo fazia parte da suíte.

_Mesmo ? — Ele usou as costas da mão para acariciar seu rosto com uma delicadeza impressionante.

_Huhum … e tem mais, assim que desejado, podemos apertar o número quatro deste painel e o desjejum será servido !

_Você está com fome ou ainda …

_Eu ainda … — ela o imitou no mesmo tom, balançando a mão no ar como ele mesmo fizera. _... e ainda vou estar por muito tempo … espero ! Mas estou faminta por um bom café da manhã.

_A julgar pela noite que me proporcionou, devo acreditar que é uma ninfa ?

_Ninfa ? Eu ? Foi você quem me despertou … devo chamá — lo de Zeus ?

_Não ! Zeus teve muitos amores, estou imensamente feliz em ter apenas um !

_Isso é uma declaração !

_Explicitamente !

Os dois rolaram pela cama, e somente um bom tempo depois é que pediram o desjejum.

Mas antes, se certificaram sobre o mundo real, descobrindo que o pequeno filhote havia dormido a noite toda e acordado apenas para fazer jus à sua fama de guloso.

_Gris ?

_Sim querida ? — Ele a apertou em seus braços e fechou os olhos.

_Você me ama ?

_Para sempre !

Era uma sensação de felicidade intensa, de paz … bem … paz até eles ouvirem o som afônico da babá eletrônica, “alguém” queria avisar que se não fosse ouvido imediatamente, acordaria a vizinhança toda !


FIM (agora é para valer !)



Notas finais
ATÉ A PROXIMA ....
Aviso importante
Vou tentar atualizar minhas outras fics o mais rápido possível, não me esqueci delas, apenas estou completamente desprovida de tempo, além de ter que lidar com um pequeno incoveninete.
Mas tudo vai voltar em seus eixos, tenham certeza.
Mais uma vez, o meu agradecimento verdadeiro pela companhia e pela consideração em ceder seus tempos preciosos !
Beijos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!