Nove
2 As alegrias da maternidade
Notas iniciais
Se você está aqui é porque gostou do primeiro capítulo e isso me deixa muito feliz :)
Depois que Klaus saiu, decidi ir conhecer a casa. Talvez ele guarde os crânios dos inimigos que ele já matou em um quarto, eu não duvido, ele é louco. Andei pelo corredor, haviam dezenas de portas e todas estavam fechadas. Fui até a última porta do corredor e vi que ela estava encostada. Achei que não tinha ninguém e abri a porta, mas eu estava errada. Me deparei com Hayley em uma cadeira de balanço.
− Não faz nenhum barulho− ela sussurrou. Olhei pro outro lado do quarto e vi que havia um lindo berço branco encostado na parede. − Só consegui fazer ela dormir agora− Hayley explicou. − Ok, desculpa. Haviam me falado que Klaus teve uma filha, mas era difícil de acreditar, eu nunca tive a oportunidade de conhecê-la. − Eu posso ver ela? – perguntei. − Claro. Andei cautelosamente até o berço e vi uma linda menininha dormindo. Ela parecia um anjo, ela me lembrava um pouco o Klaus, só que uma versão pura e inocente. − Ela é tão linda− elogiei enquanto a admirava. Hayley andou até o berço e ficou a olhando também. − Ela é− ela concordou− Você não imagina tudo que eu passei pra ter ela. Tomara que com você seja mais fácil. − Obrigada. Olhei para Hayley e fiquei impressionada quando vi o jeito que ela olhava pra filha, eu podia ver o amor nos olhos dela. − Como é ser mãe? – perguntei. Desde que eu descobri sobre os gêmeos, eu fiquei interessada em saber a resposta. Hayley me olhou sem resposta. − É... inexplicável. Um amor que você nunca sentiu− ela finalmente falou− Você faria tudo pelo seu filho, pra proteger ele, garantir o seu bem estar, não importando os sacrifícios. Hayley parecia tão pensativa enquanto falava sobre aquilo, parecia que ela havia passado por tanta coisa pela Hope. − Você vai entender um dia. Aproveite essa oportunidade, nem todos conseguem tê-la. − Eu vou− eu sorri. Ela estava tão mudada, parecia uma pessoa completamente diferente. Isso que o amor faz com as pessoas. − Eu vou indo− falei− Parabéns pela filha. − Obrigada. Voltei para o meu quarto e fechei a porta, comecei a revirar a minha bolsa. Estava procurando meu celular, eu queria falar com o Stefan. Quando finalmente achei, disquei o número dele e esperei ele atender. − Alô? – Stefan disse. − Sou eu− falei− Eu já cheguei em New Orleans. − E como estão as coisas? – ele perguntou com aquela voz grossa e sexy de que eu ia sentir falta. − Eu encontrei a Hayley, conheci a filha do Klaus... – contei. Sentei na cama e peguei uma das almofadas. − Eu me pergunto como a Hayley consegue morar com o Klaus por tanto tempo− Stefan disse. − Não deve ser tão ruim. Eles são uma família agora− falei. − Famílias brigam, Damon e eu somos a prova viva disso. Eu senti falta da minha nesse momento. − Fico feliz em não ter mais que aturar as piadinhas do Damon por um tempo− falei aliviada− Mas vou sentir sua falta. − Eu vou te visitar, mas tente não me trair com o Klaus antes disso− ele brincou. − O Klaus quer me levar pra conhecer a cidade hoje. − Você vai? Senti um pouco de decepção na voz do Stefan. − Vou− assumi− Eu preciso saber onde eu estou, pra eu poder sair o máximo de vezes que eu puder. − Ok, mas se for pra sair com alguém depois disso, você vai sair só comigo. Eu dei um sorriso. − Prometo. Ouvi batidas de leve na porta, mas elas eram autoritárias. − Só um minuto− falei pro Stefan e deixei o celular em cima da cama. Andei até a porta e a abri. Vi Klaus encostado na parede e com tulipas brancas na mão. − O que é isso? – perguntei de uma forma agressiva. − Pra decorar o seu quarto, acho melhor colocar em um vaso− Klaus disse e estendeu as flores. − Achei que você iria voltar só daqui algumas horas. − Eu também achei, mas Elijah acabou resolvendo os meus problemas pra mim e aí eu pensei “Já que eu tenho tempo, por quê eu não compro um presente pra Caroline?”. Peguei as tulipas e as olhei. − São lindas. Obrigada. − Você é linda− Klaus falou com um sorriso extremamente charmoso. Pensei em falar pra ele sobre o Stefan, mas eu queria ver até que ponto ele iria chegar. − Se arrume, nós vamos sair essa noite− ele exclamou e começou a andar pelo corredor. − Eu nunca falei que iria pra algum lugar com você− falei indo atrás dele. − Eu sei− Klaus se virou− Mas mesmo assim você vai. Antes que eu pudesse argumentar, ele deu sua típica saída triunfal. Ele me desafiava tanto, eu odiava isso.
Notas finais
Comente o que achou do capítulo, isso me motiva a escrever.
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