Novas crônicas da folha
2 A primeira missão
No outro dia, Neji estava dormindo quando ele começa a ouvir uma voz de garota no ouvido e algo começa a cutucar a sua barriga.
— Irmão, acorda, irmão.
Neji começou fingindo que estava dormindo para ver se a voz ia em bora, mas ela continuou. Depois de um tempo fingindo, ele finalmente fala abre os olhos para ver que era e para pedir para parar de ficar chamando.
— Me deixa em paz Himawari, fica lá com a mamãe, Dattebayo. — Disse Neji com voz de sono.
Himawari Uzumaki era filha mais nova de Naruto e Hinata, ela tinha herdado o cabelo azul escuro da mãe, do pai ela tinha herdado as marcas na bochecha se assemelhando a bigodes causado pelo chakra da nove caudas, assim como Neji, além do formato e a cor dos olhos, ela era mais parecida com Hinata do que com Naruto, principalmente no fato que ela usa com uma franja reta e um corte de cabelo hime com uma ahoge (fio de cabelo que não se arruma como o resto) no topo da cabeça, ela usava um suéter rosa, uma saia de babados branca de três camadas, calças pretas e um par de sandálias planas cor de rosa.
— Tem alguém querendo falar com você.
— Quem é que quer falar comigo a essa hora da manhã? – Disse ele com voz de sono
— É a irmã do Inojin.
— Por que a irmã do Inojin que comigo a essa hora?
— Ela pediu para te chamar.
— Espera ai, a irmã de quem que quer falar comigo?
— A irmã do Inojin.
— Hina-sensei! Rápido Hima vai lá para baixo e eu desço daqui a pouco.
— Tá, mano. — Disse Himawari enquanto saia do quarto.
Depois que Himawari saiu, Neji começou a procurar pelas roupas que ele tinha usado na noite anterior, pois ele chegou cansado e só deu tempo de ele trocar de roupa e guardar a bandana na escrivaninha que ficava no quarto antes de ele cair na cama com sono.
Depois de algum tempo procurando as roupas do dia anterior ele as colocou e amarrou a bandana na sua testa. Quando ele terminou de se arrumar ele saiu correndo para o andar de baixo e deu de cara com Himawari, Hinata e Hina sentadas conversando na mesa da cozinha.
— Olha só quem acordou cedo hoje. — Disse Hina com tom sarcástico de deboche. — Se esqueceu de que hoje teríamos que nos encontrar na loja da mãe do Yahiko?
— Não me esqueci, só perdi a hora, mas o que você faz aqui?
— Eu tinha que passar por aqui para entregar uma tinta para o meu pai e aproveitei e pra dar uma passada aqui.
— Bom dia, Neji. -Disse Hinata.
— Bom dia, mãe.
— Quer alguma coisa para comer?
— Não, estou sem fome.
— Ok, já vai para a loja da Konan?
— Sim, já que a Hina-sensei está aqui eu tenho que ir.
— Já que você vai lá, pode entregar um pacote para a Konan para mim?
— Posso, mãe.
Hinata se levantou e foi na bancada da cozinha e pegou uma caixa marrom pequena embalada, e voltou para entregar a Neji.
— O que é isso, mãe.
— São sementes raras que ela tinha pedido para trazer quando eu fui em uma missão no litoral.
— Entendi, já vou. — Disse Neji indo em direção a porta.
— Espera, eu vou com você, tchau Hinata. — Disse Hina se despedindo de Hinata.
— Tchau Neji, tchau Hina. — Disse Hinata.
— Tchau mãe, tchau Himawari. — Disse Neji já do lado de fora da casa.
Após sair da casa de Neji, os dois vão em direção a floricultura da mãe de Yahiko, como era no centro da vila, eles tiveram que caminhar um bom caminho pela vila que depois da quarta grande guerra começou a se modernizar, no lugar aonde um dia se tinham pequenas lojas deram espaço a prédios comerciais.
O centro da vila geralmente era bem movimentado, tanto por comerciantes e pessoas comuns quanto por ninjas que não estavam em missão. Mesmo bem cedo o centro era movimentado, mas com poucos ninjas como de costume.
Ao chegarem na rua da loja da mãe do Yahiko, que era uma das mais movimentadas da vila, pois era uma linha reta em direção ao escritório do Hokage e alguns dos maiores prédios da vila ficava mais à frente. Ao chegarem ao ponto te encontro eles veem Itachi e Yahiko sentados na frente da loja.
— Finalmente os dois chegaram. — Falou Yahiko se levantando.
— Porque vocês demoraram tanto para chegar? — Perguntou Itachi.
— Só chegamos atrasados. — Disse Hina — Agora vamos entrar.
Quando eles passaram pela porta que ficava aberta quando a loja estava aberta, eles viram um ambiente colorido e cheio de plantas e flores das mais diferentes espécies nas bancadas de exibição que crivam pequenos corredores, nas paredes haviam algumas plantas e flores que dividiam espaço com chamativos quadros com flores prensadas.
Enquanto eles olhavam o local, uma porta que ficava atrás de uma bancada a onde ficava caixa se abriu e uma mulher saiu de lá.
— Oi mãe.
— Oi Yahiko.
— Oi Konan. — Disse Hina.
— Olá Hina.
— Essa é a sua equipe, Yahiko?
— Sim, é o Itachi e o Neji.
— Oi senhora. — Disse Neji.
— Olá senhora. — Disse Itachi.
— Oi.
Konan era uma mulher na casa dos 55, mas ainda tinha uma aparecia jovem de quase trinta, ela tinha cabelo azul curto e preso atrás, a onde ela prendia o cabelo tinha uma flor de origami, ela tinha os mesmos olhos âmbar de Yahiko, ela usava um vestido comprido azul com sandálias shinobi abertas e por cima do vestido ela usava um avental com um pouco de terra nele.
— Minha mãe pediu para entregar isso para você.
— Obrigado Neji, quando encontrar a sua mãe pode agradece-la para mim?
— Claro. – Respondeu Neji.
Depois de pegar o pacote da mão de Neji, Konan foi em direção a bancada do caixa e guardou a caixa na parte de trás dela.
— Konan, aquelas sementes vão virar qual tipo de planta? — Perguntou Hina.
— Elas são flores ornamentais raras que só crescem no litoral do país do fogo, não tem propriedades especiais mas eu tinha visto algumas delas quando eu fui lá há alguns anos e quis plantar elas aqui.
— Interessante, então já vamos indo, temos que receber a primeira missão do time.
— Boa sorte com a primeira missão de vocês. – Disse Ela
— Ok.
Quando eles já estavam saindo, Yahiko volta e entra na sala em que sua mãe estava. Depois de alguns minutos sai da sala e vai em direção ao grupo que estava parado do lado de fora da loja.
— O que você foi fazer lá? — Perguntou Hina.
— Lembrei que eu tinha deixado uma coisa importantes para mim lá dentro.
— Você foi pegar aquela foto, Yahiko? — Perguntou Itachi.
— Foto? — Perguntou Hina
— O Yahiko tinha uma foto que ele sempre carregava com ele quando ele estava na academia, mas eu achei que ele tinha deixado de leva-la. — Disse Itachi.
— Posso ver a foto, Yahiko? Perguntou Hina.
— Promete que não vai debochar dela, Hina-sensei. Falou Yahiko.
— Não vejo motivo para debochar de algo que é importante para alguém, vamos, me mostra.
Yahiko colocou a mão na sua bolsa de equipamentos que ficava na parte de trás da cintura e pegou uma foto meio antiga.
— É essa a foto.
Na foto haviam dois homens e uma mulher usando mantos escuros com algumas partes do seu interior em vermelho e com uma longa linha vermelha no meio. A mulher era relativamente alta, tinha cabelos azuis curtos em linha reta com uma flor de papel aonde ela prendia o cabelo formando uma bola parecida com um pão chinês, ela tinha olhos âmbar com os cílios em forma de diagonal. Um dos homens era alguns centímetros mais alto que a mulher de cabelos azuis, ele tinha a pele clara e os cabelos ruivos e desciam até o queixo e cobria um de seus olhos roxos. O outro homem era alguns centímetros mais alto que os dois, os seus cabelos eram laranja espetados e seus olhos eram marrons. Todos eles usavam uma bandana ninja na testa com quatro linhas na vertical representando que eles eram ninjas da vila oculta da chuva.
— É a sua mãe, né? — Perguntou Hina
— Minha mãe, meu pai e o melhor amigo deles, na época em que eles ainda morava na vila da chuva.
— Por que você carrega sempre essa foto?
— Ela é uma das poucas fotos que eu tenho do meu pai e do tio Yahiko, e eu sempre a carrego pois eu acho que não importa aonde eu estiver eles sempre vão estar comigo.
— Que fofo, Yahiko. — Disse Hina em um tom de brincadeira.
— Você disse que não iria debochar. — Respondeu Yahiko com um tom um pouco mais irritado e envergonhado ao mesmo tempo.
— Calma, eu estava só brincado. É normal carregar coisas que te façam lembrar por que você luta, eu também levo uma lembrança comigo nas missões.
— O que você levar? – Perguntou ele.
— Outro dia eu mostro, mas agora vamos, ou querem ser atrasar para a primeira missão.
Os quatro começaram a caminhar em direção ao escritório do Hokage. Quando estavam quase chegando começa a falar algo
— Você parece estar mais animada com a missão do que a gente, Hina-sensei. Disse Neji
— É a minha primeira missão como líder de um time, então é lógico que eu vou estar animada.
Depois de algum tempo caminhando em direção ao escritório do Hokage Itachi se próxima de Hina e começa a falar com ela.
— Hina-sensei, como ficaram as divisões dos outros times?
— A divisão dos outros times?
— Sim.
— Sinceramente, não me lembro que ficou em cada time, mas lembro que o Yusuke é um dos jounins e eu nem recebi os relatórios dos outros genins.
— Mas você sabe alguma coisa de cada um dos times?
— Não lembro de quase nada.
— Entendi, mas Hina-sensei, qual é o número do nosso time?
— Time 7.
Depois de mais alguns minutos de caminhada, o grupo chegou na entrada do prédio que era a sede administrativa da vila da folha, um dos maiores prédios da vila composto por dois prédios menores a onde ficavam as divisões especiais da vila e um prédio maior a onde estava tinha na frente o kanji do fogo, nesse prédio ficava o escritório do Hokage, a residência dele caso fosse necessário ele morar lá e o arquivo ninja, a onde era guardado os arquivos de todos os ninjas da história da vila além de relatórios de missões e milhares de pergaminhos contendo jutsus. Todos os prédios tinham a mesma arquitetura circular em que cada andar a cima era menor do que a base. Em cima do terceiro andar do prédio principal ficava o local a onde eles no dia anterior haviam recebido as suas bandanas ninjas.
Ao entrar no prédio eles passaram pelo saguão principal aonde no momento havia poucos ninjas, diferentemente do normal, além de haver alguns ninjas do esquadrão de criptografia indo de um lado para o outro pelo grande saguão e entrando em algumas salas.
Depois de passar pelo saguão eles subiram as escadas até chegar no último andar do prédio, a onde ficava o escritório do Hokage. O andar estava como a maioria dos dias, alguns ninjas passando com informações, papéis e outras coisas.
Ao entrar na sala do Hokage eles veem várias pilhas de papeis sobre a mesa e alguns mapas da fronteira da folha com o país da grama abertos na parede.
— Sétimo Hokage. — Disse Hina entrando no escritório.
— Oi Hina, veio receber a primeira missão do time 7? — Disse Naruto.
— Sim.
— Está aqui a sua missão, diferente das outras equipes vocês vão para a fronteira com a grama expulsar alguns bandidos que estão próximos a um vilarejo, ela será de ranking D.
— Expulsar bandidos que invadiram um vilarejo em uma região fronteiriça não deveria ser papel dos esquadrões de patrulha de fronteira.
— Esse vilarejo fica na região desmilitarizada da fronteira com o país da grama, então é mais próximo mandar um esquadrão da vila para lá do que um esquadrão de patrulha chegar lá.
— Eu achei que as regiões desmilitarizadas haviam acabado nos acordos das forças aliadas shinobi.
— Entre as cinco grandes nações existem patrulhas por todas as fronteiras, mas para poder impedir renegados e bandidos de entrarem em outros países, mas a grama é uma das pequenas nações e ela ainda tem receio das grandes nações.
— Entendido, estamos indo agora.
— Preciso que vocês em vinte minutos no máximo já tenham saído da vila, Dattebayo.
— Entendido.
— Os quatro estão dispensados.
Quinze minutos depois os quatro se encontram na frente do portão principal da vila.
— Bom, vamos ser rápidos aqui. Disse Hina
Depois de mexer um pouco na bolsa que ficava na parte de trás da cintura ela tira um pequeno mapa e começa a desdobra-lo
— Certo, essa é a vila em que precisamos chegar, pelas informações que eu recebi ela fica a meio dia daqui caso a gente vá com toda a nossa velocidade, o nosso objetivo principal é expulsar os bandidos da vila.
— Hina-sensei, pode haver ninjas renegados lá? — Perguntou Itachi.
— Não sabemos quase nada sobre quem está lá, mas pode ter sim.
— Rápido, preciso conferir os seus equipamentos que vocês estão levando, abram as suas bolsas.
Os três começaram a abrir as bolsas que carregavam na parte de trás da cintura. Dentro das bolsas haviam algumas Kunais, algumas dúzias de shurikens, alguns papeis bombas e alguns rolos de fios de metal.
— Preciso também ver o que vocês estão carregando nas suas pernas.
Os três abriram uma pequena bolsa que ficava amarrada na perna do lado da mão dominante do corpo. Aonde a bolsa ficava amarrada geralmente se colocava ataduras sob a roupa para não machucar a perna. Dentro das bolsas haviam um par de Kunais e uma shuriken. O mesmo conteúdo estava em todas as pequenas bolsas menos na de Hina que em vez de um par de Kunais levava um punhado de shurikens.
— Porque você não leva Kunais na perna, Hina-sensei? — Perguntou Neji.
— Eu não levo por que quando eu preciso me defender de um ataque rapidamente eu uso isso.
Hina puxou uma espada curta que ficava embainhada atrás do ombro esquerdo e mostrou para os três.
— Essa é uma “Tanto” ou espada curta, esse modelo é exclusivo dos ninjas de uma subdivisão da ANBU, meu pai me deu e me ensinou a usar essa arma quando eu era uma genin e desde então eu nunca precisei de Kunai para me defender.
A espada tinha um pouco mais de dez centímetros de cabo e a sua lamina tinha um pouco mais de vinte centímetros. A espada era feita de um aço reluzente e possuía dois gumes e não tinha ponta para uma estocada, fazendo dela uma arma boa em defesa e em cortes.
— Revimos tudo, agora vamos!
— Entendido! — Disseram os três a seguindo-a.
O pequeno grupo começou a viajem correndo na maior velocidade que eles conseguiam pela floresta que cercava a vila e cobria a maior parte do país do fogo.
Depois de algumas horas correndo, o grupo começou a se aproximar do vilarejo, Hina sentiu algo estranho no ar da floresta.
— Os três, também estão sentindo isso? – Disse ela parando em um galho.
— Isso o que? – Perguntou Neji
— Não estou sentindo nada, Hina-sensei – Disse Yahiko
— Tudo normal, Hina-sensei. – Disse Itachi
— Eu senti um pouco do chakra vindo da direção da vila, mas ele desapareceu. – Disse Hina.
— Vamos fazer o que com essa informação? – Perguntou Neji.
— Neji, use o seu Byakugan e veja se consegue localizar a algum chakra.
— Meu Byakugan não consegue localizar alvos a mais de cem metros.
— Não se preocupa, vamos chegar em breve, mas eu senti essa assinatura de chakra desaparecendo e eu gostaria de ver do que se tratava. – Disse Hina.
— Certo, Byakugan!
Os olhos de Neji mudaram de sua cor azul para um lilás-claro e suas veias de chakra começaram a se destacar na lateral dos olhos. Depois de alguns segundos Neji localiza a do chakra misterioso.
— Tem alguém na floresta a cerca de 60 metros da nossa posição
— Podemos nos aproximar dele?
— Acho que sim, ele parece bem ferido e o seu chakra está fraco.
— Entendido, vamos rápido.
O grupo rapidamente se aproxima do local do chakra apontado por Neji e encontra um homem encostado em uma arvore e com algumas Kunais cravadas no seu corpo. Ele estava muito fraco a ponto de quase não conseguir manter os olhos abertos.
— Senhor, o que está acontecendo na vila. Disse Hina indo em direção a ele
— Quem são vocês? – Pergunto o homem com voz fraca.
— Somos shinobis da vila da folha. – Respondeu Hina.
— Finalmente vocês chegaram. – Disse o homem sem nem manter os olhos abertos.
— O que aconteceu aqui? – Perguntou Hina.
— Foram os bandidos, eles estavam rondando a vila e atacaram. Dezenas morreram, mas a maioria conseguiu fugir. – Disse o homem quase sem força para falar.
— Alguma informação extra?
O homem não respondeu e um silencio mortal tomou conta do ambiente.
— Ele morreu? — Perguntou Yahiko.
— Sim. – Respondeu Hina
— O que vamos fazer, Hina-sensei? — Perguntou Itachi
— Vamos concluir a missão, não é o que eu esperava que iria acontecer, mas não posso deixar uma coisa dessas passar em branco.
— Mas se eles foram capazes de matar dezenas, eles devem ser bem fortes. – Disse Neji.
— Não se preocupe, vocês estão comigo e eu os protegerei com a minha própria vida. Agora vamos rápido. – Disse Hina
— Certo. – Responderam os três enquanto começavam a voltar a correr em direção do vilarejo.
O grupo partiu em direção ao vilarejo.
Depois de mais algum tempo o grupo começou a sentir um cheiro de madeira em chamas e o ar começou a ficar um pouco mais pesado e com um cheiro desagradável.
— Acho que estamos chegando perto do vilarejo, preparem-se! — Disse Hina.
— Entendido.
Quando os três chegaram no vilarejo eles se depararam com um senário assustador. Dezenas de cadáveres espalhados pela rua, algumas construções com vidros e janelas quebradas, lojas saqueadas, alguns prédios incendiados.
— Seja lá quem ou o que passou por aqui, não foram só bandidos comuns. — Disse Hina.
— Então o que faremos? – Perguntou Neji
— Vamos procurar sobreviventes e tentar localizar os alvos, mas sem entrar em confronto.
— Como vamos localizar os sobreviventes sem correr o risco de encontrar os alvos, Hina-sensei? — Perguntou Yahiko.
— Deixem comigo.
Ela puxou um pergaminho e começou a desenhar algumas figuras com tinta. Alguns segundos depois ela executou alguns selos de mãos e as figuras saíram do papel e tomaram a forma de lebres pretas e começaram a se espalhar pela vila.
— Eu mandei umas lebres de tinta do meu desenho de imitação da super besta para rastrear algum inimigo da pessoa viva.
— Por que uma lebre? – Perguntou Neji
— Eu gosto de lebres, e são rápidas e pequenas o suficiente para que passem por qualquer lugar. Porque, tem algum problema com isso? — Disse Hina enquanto examinava alguns cadáveres
— Nenhum.
Algum tempo depois uma das lebres retorna para Hina e se desfaz em tinta.
— Alvos localizados, cinco para ser exata, ao norte, 167 metros, próximos a um rio, carregando caixas com o símbolo do país da grama. Vamos para mais perto observar. – Disse Hina
— Certo. – Disseram os três
Ao ir em direção a eles, o grupo vê um pouco da destruição causada pelo ataque.
— Como alguém tem coragem de fazer isso com essas pessoas. — Disse Yahiko.
— Infelizmente isso é parte do dia a dia de um shinobi. — Disse Hina
— Mas esse vilarejo não tem qualquer envolvimento com atividades militares.
— Mesmo assim, existem pessoas que querem se aproveitar das outras e as vezes fazem isso, e o nosso dever é proteger que não pode. Mas agora não repare nisso, o rio está logo a frente.
O grupo subiu em uma pequena casa a onde era possível ver o rio que Hina havia comentado.
Na margem do rio se via cinco pessoas carregando caixas e mais caixas na direção do rio. Próximos dele haviam alguns corpos empilhados.
— Vamos ver quem eles são. – Disse Hina.
— Como? – Perguntou Neji.
Ela pegou um pequeno livro da sua bolsa e começou a folear.
— Livro Bingo? – Perguntou Yahiko.
— Sim, e achei quem eles são. Um grupo de bandidos que roubava pequenos comércios e algumas caravanas desprotegidas, mas nada parecido com isso, e eles não são shinobis.
— Como vamos lidar com eles? — Perguntou Itachi
—Me dá cinco minutos, vou pensar em um plano, enquanto isso eu quero os três vigiando os alvos.
—Entendido. – Responderam os três.
Os três ficaram em cima do telhado da casa vigiando o grupo carregando as caixas enquanto Hina escrevia algumas coisas em um pergaminho.
Depois de alguns minutos Hina vira para os três e avisa o plano.
— Escutem, esse vai ser o plano de ataque, eu quero que vocês sigam ele a todo custo e caso precisem de ajuda eu dou cobertura.
Hina puxou um pergaminho com o plano de ataque e começou a mostrar para os três.
— Entenderam?
— Sim!
— Então vamos começar.
— Estilo terra: Jutsu grande poeira infinita. — Disse Hina enquanto fazia os selos de mão.
Rapidamente todo o local a onde os alvos estavam foi coberto por uma grande e densa cortina de poeira.
— Mas que droga está acontecendo aqui? — Gritou um dos bandidos.
— Deve ser uma nuvem de poeira, só isso. — Respondeu um outro.
Depois de alguns instantes algumas formas começam a correr de um lado para o outro e de repente elas começam a atacar um dos bandidos.
— Estilo Uzumaki: Punho suave múltiplo!
Neji começou a atacar um dos bandidos com o punho suave dos Hyugas junto com os clones da sombra, fazendo o bandido ser atacado de todos os lados, como o oito trigramas sessenta e quatro golpes. Logo em seguida o verdadeiro Neji surgiu do meio dos clones e o finalizou com um punho suave no meio do peito, o nocauteando.
— O que está acontecendo!? — Gritou um dos bandidos.
Enquanto os bandidos tentavam entender o que estava acontecendo, um grito de um dos bandidos ecoa dentro da nuvem de poeira, junto com um barulho de algo se chocando contra o chão com uma força esmagadora.
— Ataque shinobi, protejam-se! — Gritou um dos bandidos.
— Deixa comigo, estilo água: onda de água selvagem. — Gritou um dos bandidos dentro da nuvem de poeira.
Uma torre de água começou a sair do meio da poeira e no processo de queda da água, toda a poeira que estava suspensa no ar desapareceu, revelando as posições de Neji e Itachi que haviam nocauteado dois bandidos.
— Mantenham o plano, Yahiko, agora! — Gritou Hina enquanto avançava em direção aos bandidos.
— Entendido.
Yahiko disparou várias Shurikens de papel em direção ao alvo.
— Estilo fogo: projétil do dragão de fogo. — Gritou um dos bandidos.
Um sopro de chamas intenso foi em direção as Shurikens de Yahiko, destruindo as que estavam na direção do alvo.
— Cuidado, Yahiko! — Gritou Hina indo em direção ao garoto que estava na trajetória do fogo.
Quando o sopro de chamas encontrou o seu alvo ele expandiu e desapareceu restando apenas grama queimada no local aonde anteriormente estava Yahiko.
— Yahiko! — Gritou Neji.
— A Hina-sensei também sumiu. — Disse Itachi.
— Droga, estamos em desvantagem numérica, o que vamos fazer.
— Manter o plano, agora vamos.
— Certo!
Os dois começaram a correr em direção aos bandidos quando algumas shurikens começaram a passar pelos dois em direção aos bandidos e um deles foi acertado bem nos brações e no tórax, e algumas ficaram presas no chão próxima deles.
— Meninos, deixa que eu lido com esses dois. — Gritou Hina atrás deles junto com Yahiko.
— Hina-sensei!
— Fiquem juntos do Yahiko os dois.
— Certo!
Hina começou a caminhar em direção aos dois bandidos que sobraram.
— Você acha que a gente vai ter medo de uma garotinha como você? — Falou um bandido.
— Vocês vão aprender a nunca me chamarem de garotinha! Yahiko, agora.
Uma série de explosões próximas aos locais de queda das shurikens levantaram uma nuvem de poeira muito grande.
— Esse truque de novo? Estilo água: onda de água selvagem.
Mais uma vez uma grande quantidade de água foi jogada para cima fazendo a poeira abaixar.
— Vocês não aprenderam que não se deve colocar água perto da eletricidade? Estilo relâmpago: Dragão elétrico!
Uma correte elétrica em forma de dragão amarelo foi atirada por Hina em direção ao bandido que usava o estilo água. O acertando e derrubando no chão imobilizado.
— Só falta você! — Disse Hina
— Acha que você pode me derrotar assim como fez com esse ai?
— Acho e posso! — Disse Hina aparecendo atrás do último bandido?
— Mas como?
Ela o nocauteou com um ataque na nuca e ele caiu no chão desacordado.
— Você matou eles? — Perguntou Itachi.
— Não, só os imobilizei, não devem acordar por alguns dias.
— Então, o que vamos fazer agora, Hina-sensei? — Perguntou Neji.
— Nosso trabalho foi feito, derrotamos os bandidos, agora vamos comunicar a vila da folha para fazer o resto. Mas eu não esperava que eles usassem ninjutsu
— Eles tinham registros ninjas? — Perguntou Yahiko
— Não.
— Então como eles aprenderam ninjutsu?
— Pelo estilo e a forma de uso do ninjutsu, eles não sabiam usar ele direito e devem ter aprendido ele faz pouco tempo.
— Como você sabe isso, Hina-sensei? — Perguntou Neji.
— Quando eles usaram o estilo água para neutralizar a poeira e o estilo fogo daquele jeito eu percebi que eles não sabiam usar ninjutsu muito bem.
— O que vamos fazer com eles?
— Vou vasculhar as memórias deles e os prender até o esquadrão de patrulha chegar, enquanto eu faço isso, amarrem eles e procurem por sobreviventes mais uma vez.
Entendido! — Disseram os três
Depois de amarrarem os bandidos e os garotos terem se separado para procurar por sobreviventes, Hina começou a procurar por memórias.
— Vamos ver o que temos aqui. — Disse ela enquanto colocava a mão na testa de um dos bandidos.
— Transmissão da Mente Psicótica.
Ao entrar na mente do bandido, ela entrou em um ambiente incomum, ao transferir a sua consciência para a do alvo ela podia entra em seu subconsciente, que mudava de pessoa para pessoa, no caso do bandido era como um corredor sem nada e escuro com uma única luz no final.
Ao ir em direção a luz ela entrou em um ambiente espaçoso a onde ficava o cérebro da pessoa, ao se aproximar do cérebro, ela o tocou e começa a vasculhar as memorias do bandido.
Depois de algum tempo vasculhando as memórias do bandido ela percebe que tinham alguns selos de barreira em volta do cérebro.
— Selos de barreira mental que não foram ativados? Tem alguma coisa estranha, é melhor eu ir mais rápido.
Depois de mais algum tempo vasculhando, ela sente alguma coisa estranha, como se alguém estivesse ali dentro também.
— Droga, vou ter que parar de vasculhar e cuidar disso.
Quando ela se virou, uma figura encapuzada e enorme apareceu alguns metros à frente dela.
— Quem é você e como chegou aqui?
A figura não respondeu e simplesmente desapareceu.
— É melhor eu sair daqui o mais rápido possível.
Quando ela foi se virar para sair do local, a mesma figura apareceu atrás dela.
— Mas que droga.
A figura esticou o braço e pegou Hina pelo pescoço e a levantou como se não estivesse levantando nada. As poucas partes que eram visíveis do corpo da figura mostravam que ela era extremamente branca e uma marca estranha na base do pescoço.
— Mas o que é você. — Disse Hina enquanto tentava se libertar, mas sem sucesso.
— Você não deveria estar aqui. — Disse a figura com uma voz distorcida.
— Estilo relâmpago: relâmpago roxo. — Disse Hina.
Após golpear o braço da figura com o relâmpago roxo, ela conseguiu cortar fora o antebraço dele, se soltando no processo. Mas a figura não parecia como se tivesse sido acertada, e mantinha a mesma postura misteriosa de antes.
— Você não deveria estar aqui. — Repetiu a figura.
A figura ainda parada no mesmo lugar olhou para a metade do antebraço arrancado e depois de alguns segundo ele começou a crescer de novo.
— Mas o que é você, como está aqui? — Gritava Hina desembainhado sua Tanto.
Mas uma vez a figura desapareceu e reapareceu na frente de Hina, mas dessa vez ele estava diferente, a marca na base do pescoço começou a brilhar e os olhos da figura brilhavam em cor azulada e vários círculos eram visíveis em seus olhos.
— Você não deveria estar aqui! — Gritou mais uma vez a figura.
Hina se afastou da figura, mas alguns segundos depois ela começou a sentir dores e caiu gritando no chão e desmaiou no meio da sala e a figura foi embora.
Algum tempo, Hina acordou em uma sala escura e ela estava deitada. Imediatamente ela levanta e tenta sair da li o mais rápido possível quando três figuras se levantam e começaram a ir em direção a ela. Como estava muito escuro ela não conseguia encontrar a saída da sala. Quando uma das criaturas se aproximou dela e começou a falar.
— Finalmente acordou, Hina-sensei. — Disse uma das vozes.
— Neji? É você.
— Sim.
Enquanto ela tentava entender a situação, a luz da sala se acende e ela consegue ver que Yahiko, Neji e Itachi estavam ali.
— São só vocês. — Disse Hina.
— Quem mais você achou que fosse? — Respondeu Itachi.
— Ninguém, a onde estamos.
— Uma casa do vilarejo que estávamos. — Respondeu Yahiko.
— O que está acontecendo?
— Conseguimos contato com a folha e eles mandaram o esquadrão de patrulha para levar os bandidos para a vila da folha.
— Menos mal, isso faz quantas horas?
— Três dias.
— TRÊS DIAS?
— Sim, encontramos você gemendo de dor no chão e logo depois você desmaiou, quando a patrulha de fronteira chegou eles te examinaram e você estava sem chakra. – Comentou Yahiko.
— O que tinha nas caixas que eles levaram?
— Pepitas de ouro de um carregamento de ouro roubado de uma mina rio acima.
— Então eles mataram um vilarejo por ouro?
— Não sabemos exatamente todos os detalhes mas suspeitamos que sim. – Disse Itachi.
— Entendi, então vamos para a vila se a missão acabou.
— Estamos no meio da madrugada, Hina-sensei. — Disse Yahiko.
— Então pela manhã eu vou falar com o chefe do esquadrão de patrulha e vamos embora.
— Entendido
— Podem voltar a dormir.
Pela manhã e após falar com o chefe do esquadrão de patrulha, o grupo finalmente pode retornar para a aldeia da folha.
— Foi mal por eu ter desmaiado e deixado vocês na mão. — Disse Hina enquanto caminhava pela estrada em direção a folha.
— Sem problema. — Disse Neji.
— Você conseguiu alguma informação dos bandidos? — Perguntou Itachi.
— Por algum motivo eu não consigo me lembrar de nenhuma informação que eu estrai. — Disse Hina.
— O esquadrão de interrogação deve conseguir algo.
— Espero que sim.
Depois de várias horas caminhando, o grupo finalmente chegou na folha no final da tarde.
Eles foram diretamente para o escritório do Hokage entregar o relatório da missão. Ao entrar na sala do Hokage eles veem o lugar mais bagunçado do que antes, pilhas e mais pilhas de papeis espalhadas por todo o cômodo, algumas caixas de ramen instantâneo espalhados por todos os lugares.
— Sétimo Hokage? — Chamou Hina enquanto entrava na sala.
— Hina, finalmente vocês terminaram a sua missão. — Disse Naruto se levantando da mesa com pilhas de papeis.
— Sim, o time sete concluiu a missão com sucesso, os bandidos foram presos, mas quando chegamos ao local, eles haviam massacrado dezenas de habitantes.
— O esquadrão de patrulha já trouxe os bandidos e começamos a interroga-los ontem.
— Entendido, já conseguiram alguma informação sobre os motivos ou como fizeram aquele massacre?
— Ainda sem informações, mas creio que em breve vamos conseguir algo.
— Entendido.
— Neji, Itachi, Yahiko, dispensados. — Disse Naruto.
— Entendido. — Responderam os três.
Após os três saírem da sala, Naruto começou a falar com Hina.
— Como foi o desempenho dos três na missão?
— Ótimo.
— Alguns dos membros do esquadrão de patrulha que vieram relataram que encontraram você desmaiada, gemendo de dor e sem chakra, o que aconteceu exatamente?
— Quando encontramos os bandidos, nós entramos em combate, e apesar de eles saberem um pouco de ninjutsu, eles eram bandidos normais.
— O que aconteceu depois?
— Conseguimos nocautear todos, então eu comecei a investigar as memorias de um deles.
— Certo.
— Enquanto eu estava lá, havia algo junto comigo lá dentro, entramos em combate e ele me nocauteou.
— Algo?
— Ele estava encapuzado e eu só consegui ver que ele era branco, muito maior do que um homem normal, os seus olhos eram azuis com vários círculos nele, uma marca na base do pescoço além disso ele tinha algo parecido com um fator de cura que regenerava membros inteiros arrancados.
— Você contou para eles sobre isso?
— Não.
— Preciso comunicar isso ao Sasuke e ao Sai.
— Ao Sasuke e ao meu pai?
— Se isso o que você falou for verdade, estamos sob um perigo extremo.
— De qual tipo de perigo estamos falando?
— Um poderoso o suficiente para causar o fim dos shinobis!
— Mas se aquela coisa é tão poderosa assim, por que atacar um vilarejo?
— Não faço ideia.
— Então o que vamos fazer?
— Eu vou comunicar os outros Kages e o vamos investigar a isso, enquanto isso eu quero que você consiga extrair o melhor de cada membro do time sete.
— Entendido, uma pergunta, amanhã o time sete vai ter alguma missão?
Naruto abriu uma gaveta e pegou uma pasta com alguns papeis e começou a folheá-los.
— Pelo que está aqui não, estamos com poucos pedidos ultimamente e as que estariam disponíveis são ranking B e A, por que?
— Então vou treinar com eles amanhã.
— As suas reservas de chakra já se recuperaram?
— Não completamente, mas eu ainda consigo treinar com eles.
— Então bom treino com eles.
— Obrigada, sétimo Hokage.
— Antes de ir, você falou algo sobre uma marca no pescoço da coisa que você encontrou.
— Sim, porque?
— Era esse símbolo?
Naruto pegou uma foto do pescoço de um dos bandidos presos e tinha uma marca parecida com um círculo com um algo parecido com a estrutura de uma rosa dos ventos no seu interior e com um símbolo parecido com uma lua em quarto minguante.
— Sim, como eles tem esse símbolo?
— Não sabemos como eles tem esse símbolo, mas com certeza isso não é uma coisa boa.
— O que exatamente esse símbolo significa?
— Uma das partes dessa marca é o símbolo do clã Ōtsutsuki, e deve ter alguma relação com eles.
— Clã Ōtsutsuki? Isso tem a ver com a quarta grande guerra ninja e com a Kaguya Ōtsutsuki?
— Sim, e acho que você já sabe o quão perigoso é essa informação.
— Sim, acho melhor eu não saber de mais nada.
— Tenho que concordar com você nessa situação, dispensada.
— Certo.
Após se despedir do Hokage, Hina saiu da sala e foi em direção a sua casa.
Mais tarde naquele mesmo dia, Neji chegou em casa e encontrou sua mãe na sala.
— Oi, mãe.
— Oi, Neji, seu pai me contou sobre o que aconteceu na missão.
— Prefiro não comentar sobre ela.
— Ok, o jantar vai ficar pronto daqui a pouco.
— Ok, vou descansar um pouco, depois eu desço.
Neji subiu a escada e foi direto para o seu quarto. Lá dentro ele viu algumas diferentes. Havia um bilhete em cima da sua escrivaninha e algo parecido com um pássaro preto estava do lado de fora da janela batendo nela.
Ao abrir a janela ele percebeu que a criatura era um pássaro feito de tinta. Então ele rapidamente pegou um pedaço de pergaminho que estava jogado na escrivaninha e o pássaro pulou em direção a ele se transformando em uma mensagem.
“Neji, é a Hina.
Amanhã vá para o campo de treino dois, esteja lá as 7:00, não chegue atrasado”
Depois de ler a mensagem da Hina ele pegou o outro bilhete que estava sobre a escrivaninha e começou a ler.
“Me encontre no campo de treino dois o mais rápido possível”
— Essa letra horrível, só pode ser o meu pai.
Seguindo as ordens do bilhete ele foi o mais rápido possível para o campo de treino. Ao descer pelas escadas ele avisa a sua mãe que vai sair para encontrar o seu pai e sai da casa.
Ao chegar no campo de treino, Neji vê o seu pai em pé do lado de algumas arvores que ficavam próximas ao campo. Quando ele chegou do lado do seu pai eles começaram a conversar.
— Ei pai.
— Ei Neji.
— Para que você me chamou aqui?
— Queria te mostrar algo.
— Não pode esperar até amanhã não? Acabei de vir de uma missão.
— Posso, mas acho que você ia gostar do que eu ia te mostrar
— O que é?
Naruto virou a palma da mão para cima e uma esfera massiva azul brilhante do tamanho da mão dele apareceu.
— O que acha disso, Neji?
— Incrível – Respondeu ele olhando de perto a esfera brilhante.
— É uma técnica do seu avô, o Rasengan.
— O Rasengan! Me ensina por favor.
— Por isso eu te chamei aqui, eu vou te ensinar como dominar ele, e o primeiro passo é a rotação, você precisa conseguir fazer o seu chakra girar em alta velocidade e em várias direções ao mesmo tempo.
— Como eu vou saber se estou conseguindo?
— Com isso.
Naruto pegou um balão de água e entregou para Neji.
— Um balão de água? — Disse Neji olhando o balão.
— Quando você conseguir estourar o balão com a rotação do chakra você terá concluído esse passo.
— Certo!
— Descanse hoje e comece a tentar estourar o balão amanhã, acho que a Hina vai poder ajudar você com isso.
— Lembrei de uma coisa, eu ainda não dominei o oito trigramas: sessenta e quatro golpes.
— Você vai conseguir dominar os dois, eu confio em você, Dattebayo.
— Certo!
— Agora vá para casa, sua mãe deve ter feito a janta.
— Você vem?
— Infelizmente não, eu tenho que terminar muitas coisas do trabalho.
— Ok, bom trabalho! — Disse Neji esticando o braço com o punho fechado em na direção do Naruto.
— Ok. — Disse Naruto fazendo o mesmo e encostando o punho no dele.
Mais tarde naquela noite ele chegou em casa e encontrou sua mãe com sua irmã na cozinha.
— Neji! – Disse sua irmã correndo para abraçar ele.
— Ei, Hima. – Disse ele enquanto sua irmã o abraçava
— Como foi a sua missão? – Perguntou ela.
— Pegamos alguns caras maus e ajudamos um vilarejo — Disse ele tentando não falar nada especifico sobre o ocorrido.
— Incrível! – Disse ela.
— E você fez o que? – Perguntou Neji sentando no sofá.
— Eu ajudei a mamãe a fazer o jantar. – Disse ela enquanto sentava no sofá.
— Legal.
Os dois ficaram sentados no sofá por algum tempo até que sua mãe os chamou.
— Neji, Himawari, o jantar está pronto.
— Eba. – Disse Himawari levantando do sofá
— Já não aguentava mais me alimentar na base de pílulas de comida e um peixe horrível que a gente pescava. – Disse Neji.
— Achei que a irmã do Inojin sabia cozinhar. – Disse Himawari pegando a comida.
— Ela colocou a gente para cozinhar, mas de jeito nenhum o peixe ficava bom. – Disse ele pegando a comida.
Ainda bem que levamos algumas pílulas de comida, era melhor sobreviver na base de nutrientes do que comer aquele peixe
Os três se sentaram à mesa e começaram a comer, mas ninguém falava nada e um silencio frio ficou no ar, algo que geralmente não acontecia ali. Neji ficou por algum tempo imóvel olhando para o peixe que estava no seu prato e as vezes pegava um pedaço, mas sempre com uma expressão estranha.
— Neji, está tudo bem? – Perguntou Hinata.
— Ah? Sim, só estou um pouco cansado – Respondeu ele comendo mais um pedaço do peixe.
— Ok.
Depois de terminar de comer, Neji se levantou e subiu as escadas para o seu quarto em silencio.
Quando chegou no seu quarto ele se jogou na cama e ficou olhando para cima com se estivesse algo preso no teto.
Porque alguém faria algo com aquelas pessoas para pegar alguns quilos de ouro? Porque eles precisavam morrer? O que realmente aconteceu na vila?
Ele ficou por um tempo olhando para o teto e pensando sobre o que aconteceu no vilarejo até que adormeceu.
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