Novas Amigas, Novos Perigos
2 A chegada ao México.
Notas iniciais
Chegamos ao México, e a viagem foi bem cansativa. Andamos a pé, de ônibus, de táxi, nadamos em cavalos marinhos, dia e noite... Até que chegamos. Eu estava super cansada, e Percy também. Nós só queríamos uma coisa.
- DORMIIIR! AAAH vamos dormir – disse Percy.
- Bem que eu queria, mas não podemos. Temos que avisar a Quíron que já estamos aqui. E vamos ver quais os comandos que ele nos dá.
- Vamos. Me dê ai um dracma de ouro.
Eu entreguei a Percy meu penúltimo dacma, e ele o jogou no ar e chamou a deusa Íris, e pediu uma mensagem de íris para Quíron, do acampamento meio-sangue. Logo pudemos ver Quíron na arena de esgrima. E Percy começou a falar.
- Quíron, nós já estamos no México, o que temos que fazer agora? Aonde as meio-sangues foram rastreadas?
- Elas foram vistas mais para a capital do país. O nome do estado é Cidade do México. Corram para lá, e procurem pelos parques e pelos lugares mais escondidos, elas devem estar por lá. – disse Quíron. – Mas não se esqueçam que elas podem se assustar com vocês e...
Antes de Quíron terminar de falar, um meio-sangue passou por ele e desmanchou a mensagem de íris.
- Então, vamos arranjar uma carona para a capital? – eu disse. Mas Percy parecia não escutar. Ele estava pensando em outra coisa, e eu queria saber qual é.
- É, ãhn? Carona? Ah sim, a capital. Vamos Annabeth. – pode parecer estranho, mas eu amava quando ele me chamava pelo nome, não por apelidos.
Entramos em um táxi, e meu dinheiro estava acabando. Perguntamos quanto que iria dar, mais ou menos, a ida até a capital. Por sorte, não seria muito caro.
Eu estava feliz por estar sozinha com Percy, pois Clarisse não quis vir com a gente. Estava aquele silêncio estranho, quando eu resolvi dizer algo para acabar com o clima de tensão.
- Percy, está tudo bem com você? – é, essa pergunta não foi uma das melhores. Mas eu não pude pensar em outra coisa, a não ser isso.
- Ah, claro. Mas acontece que eu estou pensando como devem ser essas novas meio-sangues. Está dando muito o que falar né? E o que pensar também. – era o que eu temia. Será que ele estava querendo que alguma fosse bonita, ou atraente?
- Sim. É verdade, mas não fique assim, nós vamos encontrá-las, e vamos vencer tudo que há de vir. Vem cá, me dê um abraço. – eu quase me arrependi de ter dito isso, pois fiquei com vergonha. Mas eu dei um abraço nele, e por sorte ele retribuiu.
Não tinha como ser ruim. Era o que eu pensava. De repente o taxista virou para nós de disse que o carro não estava querendo andar, e quando nós levantamos a cabeça, vimos um gigante. E ele estava segurando o carro. Falamos para o taxista que iríamos arrumar o carro, e saímos para lutar contra o gigante. Percy destampou Contracorrente e foi para atacá-lo, mas o monstro percebeu antes, e derrubou-o com sua mão. Eu peguei a minha faca, e corri para trás do monstro. Eu queria pegá-lo desprevenido. Fingi que ia ajudar Percy, e quando o monstro se virou para trás, eu já estava com minha faca na sua perna direita. O gigante virou pó de monstro. E eu fui ajudar Percy. Graças aos deuses, ele não estava gravemente ferido. Só uns arranhões aqui e ali, mas ele estava bem. Eu o ajudei a levantar e apoiei seu braço no meu ombro, para levá-lo de volta para o táxi. E entramos no carro, e o taxista estava esperando, boquiaberto. E eu não faço idéia do que ele teria visto.
- Continuamos a viajem senhora? – disse o taxista.
- Mas é claro, meu caro. Vamos – eu sei que eu falei muito formal, mas qualquer que seja a coisa que ele tivesse visto, seria melhor eu ter falado assim mesmo. Virei-me e olhei para Percy. – Cabeça de alga, você está bem?
- Ah, estou sim. Vamos continuar porque provavelmente tem muitos outros perigos à frente. E esse nem foi um perigo tão amedrontador. – E ele deu um sorrisinho que me fez sorrir também. Ficamos em silêncio enquanto o carro ia andando. E agora eu pensei nos perigos que enfrentamos, e que enfrentaremos. Não, não fiquei com medo. Resolvi perguntar ao taxista onde estávamos.
- Senhor, vai demorar muito? – perguntei, de novo, formalmente.
- Não senhora, já estamos bem perto. Mais uns cinco minutos e já chegamos. – o taxista respondeu. Ainda bem que já estávamos chegando.
- Okay. – foi quando percebi que Percy estava dormindo. Eu não iria esperar para acordá-lo quando chegarmos, e logo o acordei. – Percy, já estamos chegando, vamos logo, acorde!
Demorou um pouco para Percy acordar, e quando ele acordou, já estávamos na capital.
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