Notas iniciais
Heyyy acá mais um cap... hehe Aproveitem bem.. Serio mesmo espero que gostem... hehe

~P.O.V Ches~

—Então? – Alli questionou pela milésima vez desde que chegamos e eu respondi a mesma coisa pela milésima vez:

—Se ele disse que vai ajudar então ele vai... – Eu disse um pouco irritado e ele começou a olhar em volta, pela milésima vez. — Eu sei que não gosta desse tipo de lugar, por causa daquilo, mas-

—Tudo bem, eu só... – Ele não chegou a terminar, mas eu já até sei oque estava pensando, olhei em volta, as chamas da forja, o ferro, as armas, um ambiente bruto, mas belo pra mim, esse é o meu lugar, esse é meu ambiente, ou pelo menos deveria ser. —Eu ainda tenho pesadelos com... Aquele dia. – Alli disse subitamente me fazendo gelar.

—Se quiser esperamos ele lá fora. – Eu comentei sorrindo e ele negou na hora. —Tudo bem. — “Idiota, você consegue ser mais estupido que eu”, pensei voltando meus olhos para a forja e minha mente começou a vagar pelo passado, aquele dia, um dia antes de Jadis ser tomada, o dia em que Will decidiu de vez que iria se separar de Maira, até eu tenho pesadelos ás vezes, pesadelos e uma bela cicatriz.

“Nós éramos bem pequenos ainda e estávamos perto da oficina do meu pai quando Maira se aproximou, na época ela usava um vestido da cor de jade não muito longo e uma trança presa para o lado, o que realçava suas mechas brancas, ela tinha uma expressão séria, sempre, e assim que nos viu, veio ate nós.

—Cadê o Will? — Ela me perguntou e eu a encarei em duvida.

—Estava com meu pai, por que? — Respondi olhando em seus olhos e sorrindo.

—Não interessa, pestinha.

—Ora se você me perguntou interessa sim.

—Se eu disse que não é não.

—Mãe? – Alli a chamou e ela o encarou com raiva.

—Para de me chamar assim eu me sinto velha.

— Mãe! – Ele a chamou de novo, dessa vez um pouco revoltado.

— Que foi seu lerdo? Fala logo. — "pronto, la vai'', pensei esperando o de sempre, e estava certo, Alli começou a chorar e a chamar Will, mas algo inesperado aconteceu, ao invés de apenas o ignorar como sempre, Maira o puxou pelo cabelo e segurou o seu braço tão forte que ele gritou. — Não começa, eu estou cansada de ter que ficar ouvindo a falação do Will por sua causa e quer saber eu já to cansada de você.

—Mãe me solta. – Alli pediu, mas Maira se recusava a solta-lo.

—SOLTA ELE SUA MALUCA. – Eu gritei com raiva.

—Ah! Ta machucando mãe. — Alli começou a caminhar para trás e eu puxava o braço de Maira, chutei sua perna e ela o soltou, praguejando, Alli correu para dentro da oficina, Maira me empurrou, e foi atrás dele, seus olhos tinham fúria e fiquei imaginando o que poderia ter deixado ela com tanta raiva, eu a segui e vi que Alli andava com um pouco de dificuldade, já que o espaço não era muito. Maira o alcançou assim que ele chegou perto da forja, meu coração se acelerou, se ele desse mais um passo para o lado... Mas eu não fui o único a notar, Maira o segurou pela gola da blusa e puxou um pouco para o lado, seu braço ficou tão perto do fogo que eu paralisei só de olhar.

—Ma... Mãe... Oque... Mãe... Mãe... — Alli parecia apavorado, eu corri até eles quando Maira ia empurra-lo mais para o lado, ele fechou os olhos e eu o empurrei pra trás, ele caiu no chão e me encarou apavorado.

—MAIRA, OQUE? – Will gritou e ela se afastou de nós, eu senti meu braço arder e percebi eu tinha empurrado Alli para frente com o braço esquerdo e jogado o direito em cima do fogo, eu segurei meu braço e me ajoelhei, como se não fosse suficiente queimar, ainda tinha uma pequena faca com uma rosa de ferro no cabo, que estava em cima do fogo, meu braço foi diretamente na rosa, ela estava tão quente que deixou uma marca em mim que nunca cicatrizou. — Maira... O que pensa que está fazendo? – Eu comecei a soluçar e Alli apenas encarava Maira enquanto ela ia se afastando, meu pai saiu de trás de Will e correu até mim.

—Ó céus, Erick você se queimou, venha temos que dar um jeito nisso. – Ele me pegou no colo e me levou pra longe do fogo, eu sentia meu braço arder e uma dor intensa, ao longe vi Will ir até Alli e o abraçar, Alli tinha queimado um pouco da mão na hora que Maira o puxou, mas nada que fosse muito grave.

—Você fez bem em proteger seu primo, uma família deve ficar unida sempre, você me orgulhou muito hoje, sempre me orgulha. -Meu pai disse e apontou para a marca da rosa pequena um pouco a baixo do meu cotovelo, a cicatriz mais máscula do mundo. — Lembre-se disso toda vez que olhar para essa cicatriz. Eu te amo.”.

Eu estava tão vidrado no fogo que nem notei que Erai tinha voltado, ele estava radiante como sempre, seus cabelos negros e encaracolados estavam mais bagunçado que nunca, seus olhos castanhos brilhavam de orgulho, ele tinha amor por sua profissão, assim como meu pai, e é por isso que de um jeito ou de outro eu me aproximei dele.

—Prontinho! – Ele anunciou. —Eu pensei no que me disseram e no que me responderam vocês me disseram que elas são discretas e confiáveis certo?

—É pelo menos o máximo que dá pra elas. – Comentei e Alli pareceu concordar, Erai sorriu.

—Então sei aonde podem encontrar informações e se possível elas. – Ele diz casualmente e Alli e eu trocamos olhares confusos.

—Como é? – Perguntei e Erai deu de ombros..

—Digamos que Ás não seja tão fiel a copas como pode parecer. – Aquela frase deveria ter nos chocado? Sim e chocou, mas só chocou porque era a primeira confirmação concreta da nossa teoria, sim teoria, Alli e eu tivemos que ter nossas aulas de luta com Ás por certo tempo, o suficiente para suspeitarmos de sua lealdade, mas claro, nunca contamos isso a ninguém.

—Mas que lugar é esse? – Alli perguntou rapidamente, se tentava esconder a ansiedade estava falhando seriamente, é oque o amor faz com as pessoas, eu realmente acho fofo ele e a Alice, mas é terrível ver como não percebem os próprios sentimentos, sei que não devia estar falando isso, mas acho que depois dessa ‘separação’ involuntária algo vai começar a mudar, e espero que o mesmo funcione pra mim, pois estou realmente sentindo falta de Sinara, e isso esta me deixando mais louco do que já sou.

—É um bar, na vila de copas, é pouco movimentado em dias de semana, e isso torna o acesso mais fácil. – Erai disse sorrindo pra nós. — O nome é Noes’trier!

Notas finais
Eai odeiam mais a Maira? Sempre né. Espero que tenham gostado.. E que tenham gostado da cicatriz máscula de ches hehehhehe bjuss