Notas iniciais
iaeee povo... e temos aqui, mais um cap novinho em folha saindo, dessa vez sem barraco, mas pelo menos tem cena fofa :p

Ches, que estava ajoelhado ao lado de White, se levantou e se aproximou de mim devagar:

— Ele vai ficar bem? – Perguntei quando ele parou ao meu lado.

— Vai... Isso sempre acontece na verdade, sabe é sempre igual, ele sente muita raiva da mãe, mas muita mesmo, só que querendo ou não ela é mãe dele e o Will é pai, ele vê esse tipo de cena desde pequeno, melhor dizendo, brigas piores que essa, e sempre reagiu do mesmo jeito. – Ele respondeu baixinho.

— Você parece bem acostumado com tudo isso! – Comentei, enquanto notava que White ia se acalmando, Ches deu de ombros.

— É eu estou, sabe essas brigas constantes e o comportamento da Maira em relação a ele o afetou muito, até mesmo quando começamos a viver aqui ele demorou muito a se acostumar com a ideia de paz, bem pelo menos naquela época a gente tinha um pouco de paz, mas isso passou um pouco, pelo menos é oque eu achava. – Ele concluiu suspirando. — O importante é que ele vai ficar bem até porque ele tem você não é mesmo?!

— O que disse? – Perguntei chocada e Ches sorriu balançando a cabeça.

— Nada, me ignore sou louco. – E assim ele saiu de perto de mim sorrindo e se aproximou de Sinara dizendo algo sobre ajuda-lo em alguma coisa e os dois saíram da sala, “louco”, penso o observando sair, isso me fez lembrar a nossa primeira conversa, a forma como ele disse essa palavra, como se ela possuísse um sentido maior, um sentido que só ele entendesse, seria por que era louco? Ou seria por que ele é o único que está em sã consciência? “Louco”? Eu acho que não, ele é o que esta mais perto da barreira entre a lucides e a loucura que qualquer um de nós, sempre esteve e sempre estará.

Alici. – Eu ouvi uma vozinha me chamar, então eu olhei pra o lado e encontrei Let, ó céus, ele deve ter vindo atrás de Will, olhei ao redor, mas não encontrei a rainha, Let estava a ponto de chorar e esticou os bracinhos pra mim, eu o peguei em meu colo e ele ficou observando White. — Porque ele ta tisti? – O pequeno perguntou querendo chorar junto. — pú causa da mulher má? – Ele prosseguiu me encarando.

— É... Mas ele vai ficar bem eu sei. — Respondi sorrindo.

— Vai mesmo?

— Vai sim! – E assim que eu confirmei, ele sorriu, Will se levantou e White fez o mesmo, ele já tinha se acalmado um pouco e começou a andar na minha direção, quando chegou perto de nós, Let se esticou e ele o pegou.

— Não fica tisti. – Let o consolou fofamente e White sorriu. — Eu ti amo, não fica tiste.

— Tá. – Ele respondeu e Let sorriu de novo. — Eu também te amo tampinha. – Ao fundo ouvimos o som da porta se abrindo e a rainha entrando, Let desceu do colo de White e correu até a rainha, Will se aproximou de nós sorrindo.

— Sabe ele faz lembrar você quando era mais novo Alli, a diferença é que a cada cinco palavras dele uma está errada e você nem chegava a falar todas as cinco sem abreviar ao menos duas. – Ele comentou e eu ri baixo, White revirou os olhos sorrindo também, mas logo o diminuiu, Will suspirou e bagunçou o cabelo do filho, que foi logo arrumando com pressa. — Você não pode voltar a ter seis anos não? Sinto falta! Você parece mais velho que eu ás vezes.

— E porque você parece uma criança quase o tempo todo. – White retrucou e Will sorriu, dando um tapa de leve na cabeça de White e começando a andar até a rainha, quando se encontraram saíram juntos da sala, deixando apenas nós dois e um silencio mortal.

— Ei... – White começou, quebrando o silencio, eu o encarei e nossos olhos se encontraram — Desculpa por tudo isso é que... Essa confusão me trouxe lembranças e eu... – Ele virou o rosto e percebi uma pequena lagrima que ele se esforça para esconder.

— Vamos você já me viu fazer drama pior. – Eu comentei e ele voltou a me encarar, ergui minha mão direita e toquei em se rosto, limpando outra lagrima teimosa. — Não precisa esconder seus sentimentos perto de mim e abrigada por me defender.

— Não precisa me agradecer, eu faria qualquer coisa por você. – Ele falava de um jeito tão sério que senti meu coração acelerar. — Só não queria que visse esse lado meu, tão fraco, inútil e odiável.

— Pois eu gostei, parece que finalmente vi seu lado real, eu gosto desse seu lado, gosto de te conhecer e gostaria de saber o que pensa e o que sente.

— Não gostaria não, mas não mesmo. Eu sou tão problemático, até mais que você acredite. – Ele brincou e eu fiz uma cara de indignada. — Mas de qualquer jeito obrigado, ninguém nunca se importa com o que eu penso ou sinto, digo, alguns até se importam comigo, mas ninguém nunca se importou com quem eu realmente sou, não como você se importa e isso conforta meu coração, obrigado Alice. – E lá estava outra lágrima insistente, ele sorriu sem jeito e segurou minha mão, entrelaçando nossos dedos.

— Eu sempre vou te ouvir Al, sempre. – Afirmei, com tanta certeza que era até estranho, uma certeza desconhecida até mesmo pra mim. — Então, no que está pensando agora em?

— Ah... Acho que é meio obvio! – Ele olhou para baixo e começou a mexer com os pés, fazendo círculos no chão empoeirado. — Só queria saber por que ela me odeia tanto... Eu já perguntei pro meu pai, mas ele sempre diz que é por causa de coisas do passado, mas ele nunca me disse o porquê de verdade, não sei sinto que tem um motivo maior ou talvez ela só simplesmente me odeie, talvez ela nunca quisesse ter filhos.

— Ela não pode simplesmente te odiar, não faria sentido, ela é sua mãe não é? Ela tem que ter um motivo, porque se fosse odiar por odiar ela também odiaria sua irmã.

— É que seja. – Ele afirmou tentando parecer casual, ainda fitando o chão.

— Ei, olhe pra mim. – Pedi e ele rapidamente acatou. — Al, ela não esta mais aqui, eu estou, Will está e até mesmo Ches, pense neles, pense em mim, nós nos importamos de verdade com você.

— Eu sei... Mesmo... É só que eu queria entender... Ah, mas esquece, não vale mais a pena falar dela.

— Nisso eu concordo! – Comentei e ele abriu um sorriso torto. — Que foi?

— Você está concordando comigo? – Ele provocou, tentando não rir e eu suspirei.

— Não se ache por isso, seu coelho arrogante.

— Vocês garotas... – Ele começou balançando a cabeça negativamente. — Vai entender... Ei... – Ele apertou minha mão e fitou a porta atrás de nós, depois sorriu como uma criança que a acabou de ter uma grande ideia, o que me deixou preocupada. — Se bem me lembro, essa porta... Então, que tal um passeio em? – Ela perguntou animado o que me surpreendeu, porque é do White que estamos falando, tentem imaginar o White animado, é a coisa que mais me surpreendeu desde que cheguei aqui e olha que esse é o país das maravilhas.

— Um passeio? Aonde? – Questionei, rindo e não me aguentando de curiosidade, e ele começou a me puxar.

— Na cidade oras, ou pensou que o país das maravilhas só se resume a florestas e gente estranha, tá, talvez gente estranha tenha por toda parte aqui, mas aqui também tem civilização.

— Uma cidade? – A ideia me animou bastante. — Mas ela não congelou como parte do castelo?

— Não, na verdade a rainha até quis, mas ela não era burra, se congelasse a cidade fronteira perderia credibilidade, e também é perto de mais da vila de copas e poderia afeta-la, o que não seria nada legal.

— Vila de copas, cidade... É pelo visto tenho muito a aprender sobre esse lugar.

— Tudo bem eu te ensino, só espere um minuto vou procurar um empregado e pedir para avisar aos outros onde estamos indo, me espere na escadaria principal, é só passar por aquela porta e pronto. – Ele disse apontando para a porta pela qual Maira e Ás saíram depois se afastou e começou a andar a procura de um empregado, eu sorri satisfeita enquanto caminhava na direção da porta, White sabia ser encantador quando queria.

Notas finais
:p Então, curiosos para saber como é a cidade? kkk Alli e suas ideias, um passarinho me contou que qnd ele era menor teve uma ideia genial de tentar pular de uma árvore pra ver se voava.. Então né... acho que ele está voltando a ser como antes kkkk Isso pode ser perigoso.