Notas iniciais
Heyyyy pessoinhas !! Acá* estou eu... E Acá se encontra mais um cap novinho em folha, tinindo* e o melhor frete gratis para todo sistema solar... xD

Com os olhos entreabertos tentei observar o lugar aonde me encontrava, depois de um segundo me sentei e dei de cara com uma enorme grade bem na minha frente, sinto minha respiração falhar, estou presa? Sim, agora me lembro, eu desmaiei depois daquela bomba de fumaça.

— Alice? – Uma voz me chamou baixinho, eu olhei para trás e notei Sinara encostada na parede, uma pequena lâmpada clareia a cela, mas ainda está escuro ao nosso redor, sua expressão é aflita e assim que eu me levanto de vez ela corre e me abraça. — Graças aos céus! Pensei que nunca ia acordar.

— Por quanto tempo eu dormi?

— Algumas horas eu acho... Mas eu fiquei mesmo preocupada. – Ela respondeu me soltando e indo na direção da grade.

— Alguma ideia de onde estamos? – Pergunto e ela se vira para me encarar, e balança a cabeça negativamente, logo em seguida encostando-se nas barras da cela.

— Ora parece que acordaram! – A voz irritante de Maira vai ao fundo da minha mente e eu a encaro com raiva. — Eu queria que aqueles incompetentes trouxessem os moleques também, mas como nada é perfeito e todos tem medo daquele maldito acordo, é... O jeito é me contentar com vocês mesmo.

— Acordo? – Perguntei e ela sorriu como se dissesse, “vai nessa que vou te falar querida.”.

— De qualquer forma vocês serão uteis, se eu convencer a rainha a aderir a minha causa, não haverá mais acordo que me impedira de matar aqueles moleques no maldito castelo daquela “rainha”.

— Do que está falando? – Perguntei um pouco mais impaciente e Maira começou a se aproximar da cela, assim que chegou bem perto ela sorriu, passando a mão pelos cachos negros. — Você é repugnante!

— Você é irritante! – Ela retruca ainda sorrindo como se fosse à dona do mundo, eu a fuzilei com o olhar, mas ela apenas se virou e começou a sair da sala, nos deixando só novamente, eu me sentei encostada nas barras e Sinara fez o mesmo.

— Então... A mãe maluca do seu namorado nos prendeu aqui e não temos saída... Legal! — Ela comentou cinicamente.

— Ei ele não é... Ah esquece! – Respondi agradecendo por estar escuro e ela não poder me ver em versão tomate, “Qual a necessidade desse tipo de comentário? Deve ser a convivência com Ches”.

— Sei... – Ela começa a brincar com uma mecha do próprio cabelo. — Mas ai, alguma ideia de como sair daqui?

— Nenhuma. – Respondi suspirando, sempre fui realmente inútil em estratégias e fugas, ainda mais quando fico com raiva.

— Pior que eu também estou sem ideia, acho que vou dormir um pouco, tenho sono leve então me acorde quando quiser, fiquei acordada por horas e já deve ser um pouco tarde. – E dizendo isso ela foi até o fundo da sala, se deitou e dormiu rapidamente por lá.

Encostei a cabeça na barra e fechei os olhos, estava completamente sem sono, mas ainda assim era melhor do que olhar para o nada.

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—Ei... Ei. – Ouvi uma voz suave e infantil me chamar, o que me fez abrir lentamente os olhos.

Um menininho familiar me encarava com fascinação.

—Jasper! – Exclamei e ele faz sinal para que eu falasse mais baixo. — Eu sabia! Você é filho da Maira não é? – Sussurrei e ele me encarou surpreso, digamos que depois de conhecer dois filhos dela eu aprendi a notar certos detalhes.

—Eu... Como você sabia? – Ele perguntou confuso e eu sorri.

—Você se parece com Alli.

—Ann?

—Esquece isso depois eu explico, pode me dizer que lugar é esse?

—É onde o papai põe os presos que não quer tirar o olho, o porão da minha casa, mas por que o papai te prendeu?

—Ele quer me entregar para a rainha... – Eu tentei explicar da forma mais simples possível e ele apenas balançou a cabeça de um lado para o outro.

—Não, não... Papai não é mal, mamãe é, papai não. – Ele afirmou com uma convicção absurda.

—Seu pai não?

—Não, ele e bom, só que ninguém sabe, ninguém pode saber, nem eu, isso é segredo.

—Não entendo...

—Ele é bom, mas se for bom comigo e com você, a mamãe vai desconfiar e vai descobrir que ele é bom. – Ele concluiu sorrindo, como se fosse algo simples.

—Mas por que ele não pode ser bom?

Jasper apenas deu de ombros, ao longe uma voz masculina o chamou e ele se levantou rapidamente.

—Tenho que ir... Mas eu vou voltar. – E assim ele correu até a saída e sorrateiramente saiu sem ser visto.

—Ele é bem fofo pra ser filho dela. – Atrás de mim Sinara comentou, me assustando um pouco. — Que é? Tenho sono leve lembra.

—Ei! O que sabe sobre o Ás? – Eu perguntei e ela olhou para o teto.

—Não muito, comandante da rainha, sem família a não ser essa, ninguém sabe de onde veio, só que de uma hora para outra ele apareceu.

—Sei, e sobre esse acordo louco que ela estava falando?

—Ah! Isso é... Sabe Jadis era um grande reino, poderoso e rico, grande território, mas nem tudo era usado por todos, era o único reino desse mundo que se comparava com o de copas, o rei de Jadis, ciente de que a rainha de copas na certa tentaria alguma coisa, fez um acordo com Neal, o reino da rainha branca, que nessa época ainda não possuía muito poder econômico, mas muita riqueza em magia. Nesse acordo, Neal receberia território e riquezas de Jadis que estavam escondidos a sete chaves, caso o pior acontecesse e em troca a rainha deveria proteger os filhos de Jadis que possuírem bom coração, amor ao país e estiverem dentro de seu território e como Neal é famoso por sua magia infalível todos o temem até hoje.

—Nossa! Esse lugar tem mais história do que pensei. – Admiti rindo um pouco e Sinara sorriu.

—E por que não teria? – Ela perguntou ironicamente e eu dei de ombros, Porque até pouco tempo atrás ele nem sequer era real pra mim.

— CALADO! – ouvimos um grito atrás de nós, ele vinha de fora, certamente de Maira. — NÃO OUSE LEVANTAR A VÓZ PRA MIM.

—Mas eu nem disse nada. – Jasper disse um pouco mais alto que o normal.

—SOME DAQUI GAROTO.

—Não PRECISA pedir duas vezes BRUXA! – Ele respondeu com mais raiva, e fiquei imaginando como deve ser ter Maira como mãe, por algum motivo não consigo imaginar White a desafiando, e Carime não tinha motivo para isso, sem dúvidas Jasper era o mais corajoso.

—VAI DEIXAR ESSA PRAGA FAZER O QUE QUISER MESMO ÁS?

—Da um tempo. – Ás disse pela primeira e ultima vez e tudo ficou em silencio.

—Acho que as coisas por lá estão tensas. – Sinara comentou e eu suspirei, com a impressão de que sempre está tenso.

Notei que alguém se aproximava, Ás, ele entrou nos encarando e se sentou em frente a nós, eu o encarei e nossos olhos se cruzam, não é mal? Se não é mal então porque sequestrou minha avó? Se bem que depois ele nos deixou ir, mas ele também quase matou meu pai, mas se eu considerar isso, ou eu corri muito rápido até alcançar meu pai ou ele estava sendo lento o suficiente para me dar tempo de chegar, se é assim, então por que ele simplesmente não se revoltou como os outros?

—O que foi? – Ele perguntou como se eu o estivesse o incomodando.

—Nada. – Respondi seriamente, mas continuei o encarando, seu olhar frio me incomodava, mas deixar de encara-los me incomodava mais ainda, depois de um segundo a porta do porão se reabriu e Jasper entrou, Ás lançou lhe um olhar severo, ele trazia uma bandeja em sua mão e apenas abaixou a cabeça andando até as barras da cela, passando a bandeja por baixo das barras, se sentando e sorrindo pra mim.

Eu e Sinara olhamos para os sanduiches na bandeja, mas nenhuma de nós sentiu vontade de comer.

—Come. – Pediu Jasper sem jeito.

—É comam logo, não quero ouvir reclamações depois menininhas. – Ás provocou e Jasper suspirou.

—Não tem nenhuma menininha aqui se é oque quer saber. – Respondeu Sinara e Ás a encarou com um sorriso debochado, Jasper mexia no próprio cabelo com certa curiosidade. — Ele parece mesmo com Alli.

—Alli? Por que isso de novo? – Jasper perguntou um pouco indignado e o mais engraçado era o jeito como ele fazia uma expressão de angústia tão perfeita, um drama muito bem feito sem duvidas.

—Por que ele é seu meio irmão por parte de mãe, idiota. – Afirmou Ás e Jasper demorou alguns segundos até demonstrar um sorriso torto no rosto. — Tira esse sorriso idiota da cara e vê se sua mãe precisa de alguma coisa antes que ela comece a ter mais um de seus surtos.

—Tá! — Jasper respondeu de má vontade e começou a andar. —Ah! — Um inseto passou voando por ele e o menino deu um pulo pra trás, tive que me segurar para não rir e percebi que Sinara fez o mesmo, Ás suspirou e ignorou o ocorrido, mas notei um pequeno sorriso em seu rosto, Jasper apontou para ele e piscou pra mim, gesticulando algo como “Viu só, ele não é mal, agora é com você”, eu concordei disfarçadamente e me voltei a Ás, agora é minha vez de conseguir um aliado poderoso.

Notas finais
E ai gostaram? hehhehe Obs: Acá = Aqui (pelo menos na minha cabeça.... ) Tinindo: Bom, arrumado, correto, preparado.