Novamente Alice ~sendo reescrita~
10 Hipóteses & poder do coração!
Notas iniciais
Quando abri os olhos, não estava mais no calabouço e sim em um jardim e já ia começar a me levantar quando senti alguém me impedir:
— Calma mocinha, você já se esforçou demais! — Eu olhei para o lado vi o jardineiro de cabelos e olhos azuis, e logo atrás os outros dois.
— Como-
— Você desmaiou e te trouxemos aqui! — White me interrompeu, me dando um baita susto.
— White! Oque aconteceu? — Mas ao invés de responder a minha pergunta, que pareceu irrita-lo, ele simplesmente virou a cara e se afastou rapidamente.— Ei!
— Não se preocupe... Ele apenas está chateado! — Disse o Jardineiro de cabelo e olhos verdes e eu o encarei com dúvida.
— Ta tudo bem, ele é assim mesmo, logo passa! — Disse o de cabelo verde e olhos azuis.
— É isso ai, ele é teimoso, mas acredito que um dia ele supere isso, ele estava preocupado mesmo, só que nunca vai admitir isso.- disse o de cabelos e olhos azuis.
— Eu ouvi isso, Loke! — White gritou de onde estava e o jardineiro apenas piscou pra mim.
— Mas alguém me diz oque aconteceu? — Perguntei um pouco revoltada.
— Você nos salvou — Uma voz respondeu atrás de mim, uma voz que eu conhecia muito bem — Filha!
— PAI! — Eu me virei e corri para abraçá-lo — Que bom te ver!
— Digo o mesmo querida, estava preocupado com você, mas acho que você esta mais do que bem não é mesmo!
— Não diga bobagens, aliás, que história é essa de eu salvei?
— Eu também não entendi, só sei que quando você me abraçou uma forte luz invadiu aquele lugar, eu não sei como, mas você nos salvou querida!
— É isso ai — White disse se aproximando do suposto Loke — Depois disso, Ann- Ele se interrompeu, mas logo continuou — A rainha de copas e o Ás sumiram e nós decidimos sair de lá antes que eles voltassem.
— Sairam sem ser vistos? — Perguntei e dessa vez foi meu pai quem respondeu:
— Por algum motivo não havia mais tantos guardas no caminho!
— Então nós reparamos que algo estava estranho, todos na cozinha estavam com cara de enterro, não entendemos oque aconteceu... — Começou o jardineiro de cabelo verde e olhos azuis.
— Como sempre... Somos sempre os ultimos a perceber tudo. — Comentou desanimado o de cabelo e olhos verdes.
— E então foi quando notamos que vocês estavam saindo da cozinha e resolvemos ajudar- Prosseguiu o jardineiro de cabelo verde e olhos azuis.
— Obrigada é... — Só agora me lembrei que nem sequer os conhecia, mas parecendo ler minha mente, exclamou o de cabelos e olhos azuis:
— Eu sou Loke! — "Como eu suspeitava";
— Eu sou Cinne — Disse o de de cabelos e olhos verdes.
— E eu sou Tolke — Completou o de cabelo verde e olhos azuis.
— Ah! Prazer eu sou...
— Alice! — Os três disseram em coro e eu ri um pouco.
— Ótimo! Ótimo, mas ainda temos que entender tudo oque aconteceu — Interrompeu White e todos nos o encaramos.
— Foi tudo muito rápido — Disse meu pai — Eu só lembro que aquele homem estranho estava com uma espada sobre a minha cabeça e então Alice gritou e me abraçou e ai tudo ficou confuso.
— Alice do que você se lembra? — White me perguntou e eu comecei a pensar:
— Bem eu também não entendo oque aconteceu direito, só sei que quando ele ergueu aquela espada, meu corpo se encheu de energia ou algo tipo e eu perdi o controle, não lembro de te começado a correr, só lembro de abraçar o meu pai, e bem... Eu senti como se a energia estivesse transbordando de mim e então uma luz forte surgiu e ai eu me senti fraca e acho que desmaiei. — Eu respondi um pouco pensativa.
— Ótimo, nada que já não soubéssemos! -White concluiu me encarando fixamente.
— Será que... -Começou Loke fazendo com que eu voltasse minha atenção a ele.
— Essa Alice pode usar... — Continuou Cinne apontando o dedo para mim.
— Magia? — Concluiu Tolke animado.
— Ma.. Magia, eu? — Perguntei ainda em choque por causa da possibilidade.
— É possível! — White concordou.
— Mas... Eu?
— Bem... Alice sempre foi mesmo especial! — Disse meu pai, antes de começar a lembrar do passado e entrar em seu próprio país das maravilhas.
— Magia do coração talvez... Celeste? — Refletiu Loke.
— Considerando a situação em que estávamos, pode até ser! — Concordou White.
— Magia do coração? O que é isso? Pensei que toda magia viesse do coração. E vem, não vem? — Perguntei.
— Sim, mas nem sempre no mesmo sentido. — Respondeu Cinne.
— Como assim?
— Mas que tipo de magia do coração estaríamos falando? — Perguntou Loke aos outros, me ignorando completamente.
— Magia do amor? — Tolke supôs.
— Amor? É talvez o amor pela família tenha liberado a magia! — Considerou Cinne!
— Ei gente, vocês estão mesmo considerando essa possibilidade? — Perguntei, mas fui ignorada de novo — Vou considerar isso como um sim então — Disse desanimada enquanto eles seguiam discutindo as possibilidades do meu "poder".
— Mas é magia do coração, o amor age de acordo com o coração e só amar a família não vai ser o suficiente, sei lá, amar a família é importante, mas para cada pessoa ele e diferente, e acho que no caso de Alice, que é bem desprendida da família, o amor tem que ser maior, tem que amar a vida, amar o mundo e só um amor do tipo, "Alma gêmea", seria capaz disso. — Lembrou Tolke e os outros pareceram pensar no assunto, oque causou um silêncio que eu considerei perigoso. — Nesse caso... — Ele mesmo interrompeu o silêncio que tinha se instalado, e se dirigiu a mim, o que eu achei mais perigoso ainda, coisa boa não deveria ser. — Alice você tem alguma paixão?
— O QUE? — Praticamente gritei, sentindo um arrepio passar por mim, por aquela eu não esperava. — Ma... Mas é claro que não!
— Nem ninguém especial? Vamos tente se lembrar! — Tolke insistiu.
— Não e não!
— Então porque você está vermelha? — Perguntou Cinne com um sorriso malicioso e encostando a mão na minha testa.
— POR QUE NÃO SE FAZ ESSE TIPO DE PERGUNTA DO NADA!
— Ah! Será que é uma paixão secreta? — Perguntou Tolke.
— NÃO E NÃO!
— Sim e Sim! — Retrucou Cinne. — Ei White oque acha? — Ele perguntou para White que estava de costas para nós, ainda ao lado de Loke.
— Isso não me interessa, já tenho com que me importar! — Ele respondeu ainda de costas, eu olhei para ele e notei que ao seu lado Loke tentava conter um pequeno sorriso, oque me matou de raiva e eu nem sabia por que.
— Ah! Vamos Alice fala! — Insistiu Cinne.
— NÃO TEM NINGUÉM!
— Ela parece está dizendo a verdade — Interveio Loke a meu favor. — Vamos, White tem razão, isso não interessa agora, logo as coisas vão voltar a normal e não vai ser bom se nos encontrarem por aqui. — Um pouco relutantes eles concordaram.
— Vamos sair daqui! — White disse ainda de costas e saiu andando. — Vamos levar seu pai a alguém que possa cuidar dele.
— Quem? — Perguntei o acompanhando e puxando meu pai junto.
— Até a Duquesa!
— Duquesa?
— Tchau Alice — Se despediu Loke sorrindo e acenando para mim, eu acenei em despedida e os três voltaram a seus afazeres de sempre.
— White, quem é essa duquesa? — Perguntei quando nos afastamos do jardim.
— Uma aliada, na verdade tá mais para uma comandante.
— Comandante?
— É uma longa história, mas oque importa agora é que precisamos da ajuda dela.
— Entendo.
— Mas essa duquesa é mesmo de confiança? — Perguntou meu pai.
— Claro que sim, eu acho... — White respondeu um pouco pensativo.
— Como assim? — Eu perguntei revoltada e ele apenas deu de ombros e respondeu:
— Ora, ela é nossa melhor opção certo! Eu não posso fazer nada se nunca sei quando ela está de bom humor, ela muda do nada sabe! Talvez isso seja mal de mulher, mas ela ás vezes se irrita e especialmente comigo, não sei ué, ela me assusta. — Ele disse indignado, sussurrando a ultima parte e eu tive que me controlar pra não cair na risada, nunca esperei ouvir essas palavras dele, depois de um tempo ele suspirou se acalmando.— Agora Dr. Henrique preciso saber aonde estão os outros que os soldados trouxeram com você?
— É verdade pai, cadê o tio Marcos e a Judith?
— Eu... Eu não sei direito, só me lembro que aqueles homens invadiram um pouco depois que você saiu e então eles levaram sua mãe para fora da casa e eu corri até eles, alguns tentaram me impedir mas Marcos me ajudou, ele sempre foi bom de luta, então eu sai, mas era tarde de mais, ela.. ela já- Ele estava a ponto de chorar e nós paramos de andar, eu o abracei, sei que isso não dava fim a dor, mas era tudo que eu podia fazer.
— Eu sei pai, não precisa falar mais nada — Eu disse enquanto ainda o abraçava, ele me olhou e abriu um pequeno e triste sorriso, depois encarou White, que até agora apenas nos observava.
— Eu percebi que os homens ainda não haviam me notado então voltei para dentro, mas Marcos e Judith já tinham sido levados e não havia mais ninguém, eu fiquei perdido e me distrai, por isso não vi os outros soldados se aproximarem e me prenderem, depois disso só me lembro de acordar naquela cela escura.
— Entendo, talvez eles estejam presos em alguma cela no quarto da rainha.
— Espera... A rainha tem celas em seu quarto? — Perguntei tentando imaginar a cena, White me olhou com cara de nada e respondeu:
— Sim, para poder vê-los sofrer dia e noite, sabe, ela ama ver os outros sofrer então os deixa sempre por perto. — Eu estava aterrorizada com a ideia, não conseguia em pensar que alguém que possa ser assim, mesmo sendo ela e o pior aquele coelho infeliz falava como se fosse algo normal.
— Nossa isso... — Eu comecei, mas sinceramente não sabia oque dizer sobre aquilo.
— Bem, mas de qualquer forma vamos andando, temos que chegar o mais rápido possível e não temos todo tempo do mundo — White nos apressou me fazendo voltar realidade.
— Tá, mas aonde vamos achar essa duquesa?
— Não faço a mínima ideia! — Ele respondeu normalmente.
— O QUE? — Eu gritei e ele apenas deu de ombros, voltando a andar na nossa frente — Ei! Espera, explica isso direito! — Mas ele simplesmente fingia que não me ouvia e me ignorava — WHITE! — "Coelho maldito!"
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