Notas iniciais
Heyyy

— Então já decidimos o que vamos fazer certo? – Branca questionou, e todos concordaram. — Will, sua parte? — Will bufou e olhou torto para a rainha.

— Vou guiar o povo todo pelo túnel e ponto. – Ele disse entediado e eu sorri, o jeito infantil dele era uma comédia.

— Ótimo e agora, Ches e Let?

— Vamos distrair os guardas enquanto todos seguem. – Ches respondeu, sorrindo para Let.

— Perfeito! White e Alice?

— Vamos tentar chegar ao outro lado com Will e nós vamos abrir o caminho lá. — Eu respondi e a rainha sorriu satisfeita.

— Então eu vou um pouco depois com Ches e Let...

— Mas onde fica a entrada para este túnel? – Eu perguntei, tentando não deixar transparecer a ansiedade.

— Ficava bem... – Branca respirou fundo. — Na casa da Lebre. – Ela respondeu, eu a encarei um pouco confusa e Ches suspirou.

— Ela ficou responsável por guardar as passagens secretas do país depois que White não quis mais obedecer à rainha vermelha. – Ele disse um pouco apressado e percebi que ele estava tão ansioso quanto eu. — Na casa dela tem uma passagem que leva a um túnel, e este é guardado por guardas reais.

— Bem que seja, o importante é que vamos chegar ao castelo de um jeito ou de outro, e eu vou acabar com a bruxinha filha. – Will murmurou, começando a caminhar.

— Espera pai, não seja tão imprudente, senão vamos acaba perdendo Tempo a toa. – repreendeu White, com uma expressão de preocupação, sim ele tinha expressão.

— Para de reclamar menino, cadê seu espirito aventureiro? – Wil sorriu e jogou os braços para o alto, White/Alli bufou e cruzou os braços.

— Não temos tempo para espirito aventureiro!

— Quem liga paro tempo?! – Retrucou Will.

— Eu ligo! – White gritou e eu suspirei, estava sérias dúvidas sobre quem é pai e quem é filho.

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Com o tempo eu fui reconhecendo o caminho que estávamos seguindo, o caminho para casa da lebre.

Senti-me estranha, ir lá depois de tudo, já era difícil antes que eu sofria por Ches e White, agora também tinha Will, suspirei.

— Chegamos. – Disse a rainha sem muito ânimo, todos nós encaramos a casa, um ar um pouco solene pairava sobre nós, Let foi o primeiro a se movimentar, correndo até a casa e abrindo a porta.

Começamos a andar na direção da casa, eu olhei para o lado e vi a grande mesa, me aproximei um pouco e toquei a borda com cuidado, me lembrando de quando cheguei, lembrei também da minha avó falando de todos por aqui, um pouco mais do chapeleiro devo admitir, tudo em sua história soava tão lindo, tão suave e perfeito.

Sorri e voltei a caminhar até a casa, onde todos haviam entrado menos Ches, que observava ao redor um pouco perdido, eu me aproximei devagar, ele nem sequer me notou, o que já era um mau sinal.

— Ches? – Eu o chamei docemente e ele pareceu voltar a vida, me olhando e sorrindo. — Não vai entrar? – Eu perguntei e ele voltou o olhar a casa.

— Faz tanto tempo... – Ele começou, sua voz estava tão suave que mais parecia um sussurro — Que não venho aqui, sabe... Desde que... Que seja, vamos logo.

Suspirei e ri baixinho.

Santa teimosia, mas no fundo eu sabia que o entendia, afinal eu não gostava de pensar muito na minha mãe, isso parecia me deixar mais triste.

Nós entramos e eu comecei a analisar o meu redor, uma grande mesa redonda estava no meio da sala, as paredes eram pintadas de rosa, o teto de branco em cada parede havia duas portas de madeira pintadas de branco e entre essas portas mesinhas menores com porta-retratos em algumas e xícaras e bules de chá em outras, eu me aproximei de uma das mesas e peguei um dos porta-retratos, a foto dele parecia ser bem antiga, estavam todos ao redor da mesa de fora, Lebre estava sorrindo com uma bandeja na mão ao lado de Ches que segurava uma xícara e sorria para a menina, ambos pareciam bem mais novos, enquanto Let estava com um chapéu amarelo obviamente maior que ele na cabeça e sorria, Chapeleiro parecia tentar animar White, que também parecia mais novo e estava emburrado num canto, eu chutaria uns 10 anos pra ele. Sorri e devolvi a foto a seu lugar, notei que Will se aproximava de mim, observando tudo com muita atenção.

— Então é aqui que ela vivia? – Ele perguntou, ainda olhando ao redor.

— Sim... – Respondi.

— Entendo. – Ele sorriu. — É um belo lugar pra se viver.

— Pai, não saia andando por ai. – White interferiu, um pouco irritado e Will o olhou torto. — Estou mesmo perdido com vocês. – Ele reclamou, mas não se prolongou ao reparar o estado do pai, ele se aproximou, pegando um porta-retratos e retirando dele duas fotos, uma pouco mais atual a outra bem mais antiga mesmo, na atual ele e Lebre estavam sentados no meio de um jardim florido, os dois sorriam, Lebre um pouco mais, eu diria que nessa foto ele tinha uns 13 anos por ai, a segunda que era mais antiga, estavam White, que devia ter uns 7 anos, Ches talvez com 8 e Lebre um pouco mais nova, eles estavam sentados em um balanço na varanda de alguma casa por ai, Lebre sorria um pouco tímida, Ches estava ao lado dela, a fitando encantado e White parecia outro, ele sorria com a mão no cabelo, tudo parecia normal, eu poderia jurar que essa foto era de sua época neste país se não fosse por um único detalhe, os olhos. Os olhos de Ches estavam meio esverdeados, os olhos de Lebre eram um pouco escuros, não consegui definir a cor, e os de White eram idênticos ao de Will, White entregou as duas fotos para o pai que as observou com carinho.

— Obrigada Alli! – Will agradeceu sorrindo.

— Tudo bem, é seu. – White respondeu um pouco sem jeito e Will consentiu, saindo de perto de nós.

— Você era bem fofo sabia? – Eu comentei e ele me encarou com a sobrancelha erguida. — O que foi?

— Você é estranha. – Ele diz se afastando. — Agora vamos logo, não temos...

— Tempo a perder! – Eu completei passando na frente dele. — Por acaso sua casa é cheia de relógios? – Perguntei ironicamente e ele recomeçou a andar, parando ao meu lado.

Ele passou a mão no meu cabelo e sorriu, me olhando com o canto do olho:

— Sim! — Ele respondeu.

Notas finais
Quem acha o Will um divo diz euuuuu !! Então né, espero que tenham gostado! kkkkkk