Nova York, Aí Vamos Nós!
37 Skull Warriors to Rescue!
Notas iniciais
POV Thalia
Eles abriram a porta com um chute e quando a velinha tentou entrar no caminho eles a mataram. Não tive tempo nem de desligar o telefone, fui amarrada e amordaçada, e então eu o vi.
- Eu bem que achei que isso pudesse acontecer – disse Guner com aquele maldito sorriso no rosto – mas eu não esperava que você fosse conseguir apagar o Halph com um soco. Olha garota, eu vou te deixar viva mesmo, você me diverte.
Não podia falar nem mexer as mãos então fiz a unica coisa que me pareceu uma resposta adequada, acertei um chute com toda a minha força contra a sua canela. Ele se contorceu de dor, mas logo se recuperou, ele chegou bem perto de mim, me encarou por um longo segundo me deu um tapa na cara.
- Se você gosta de ter um cu fechado não fassa isso de novo esse é o unico aviso que eu te dou.
POV Nico
Acordei as 11 da manha e demorei um Segundo para me lembrar porque eu estava d roupa e porque a minha namorada não estava deitada do meu lado, mas quando me lembrei me arrependi. Num surto de raiva peguei minha faca de bolço e atirei na porta, a ponta se fincou no exato momento em que Percy abria-a.
- QUE ME MATA PORRA!
- Foi mau – me desculpei – é que eu to muito puto.
- Ta na boa, eu só não bati antes porque eu vi que a caixa dos comprimidos pra gripe tinham sumido, e eu te conheço o bastante pra saber que você tomou um monte pra conseguir dormir.
- Bem isso, se não fosse essas merdas eu tinha passado a noite toda dando soco na parede.
- Eu lembro de Phoenix. Em fim, eu vim te chamar porque a gente vai praticar um pouco com as armas no quintal antes de ir encontrar os angels.
- Nada como o barulho de tiros pela manha – brincou Jason passando pelo corredor e descendo as escadas.
- Bem isso Jason – Percy falou – em fim, eu achei que você iria querer extravasar essa raiva com as suas novas Beretas.
- Vamo nessa, eu preciso atirar em alguma coisa – falei tirando minha faca da porta.
Fui até meu carro pegar a maleta com as minhas pistolas, depois fui encontrar o pessoal na quintal.
Eles haviam pego varias das nossas vazias de bebida e colocado em uma tabua de madeira a uns 20 metros da varanda. A mesa havia se transformado em um deposito de munição de todos os calibres e cada um já estava com sua arma eu mãos, Percy com suas pistolas Desert Eagles, Jason com seus dois revolveres 44 Magnum, Anúbis com seu rifle de repetição Winchester e Carter com sua 12.
Coloquei os coldres em meu cinto e fui para junto do pessoal.
- Okay pessoal, vamos fazer uma fila, cada um atira o máximo que puder, depois vai pro fim da fila. Eu acho que o Nico devia ir na frente, depois disso é ordem alfabética. Todo mundo a favor? – todos murmuramos um sim em resposta – Então a ordem ficou Nico, eu, Anúbis, Carter e por ultimo Jason. A gente faz esse rodizio três vezes, então vai pro El Diablo fechado?
- Pode ser – falou Carter – com tanto que comece logo. Já são 11 e meia, e o bar é do outro na parte sul de Manhattan.
- O Carter tá certo – falei — é longe pra caralho, então anda logo com essa porra porque chegar atrasado é a esma coisa que matar a Thalia.
Carreguei minhas pistolas e fui para o limite da varanda. Testei um tiro com cada uma, depois segurei uma em cada mão, mirei o melhor que pude e comecei a atirar contra as garrafas. Em 5 segundos as garrafas haviam desaparecido, em seu lugar haviam apenas cacos de vidro.
Antes que eu percebesse já estávamos todos indo para a garagem. Quando Anúbis sentou na moto Sadie caiu no chão e começou a chorar.
- NÃO VAI. POR FAVOR FICA. VOCÊ PODE ACABAR MORRENDO!
- SADIE! – ele se ajoelhou para ficar no mesmo nível dela — Eu já te disse, eu não vou deixar meus amigos na mão. Eu te amo, mas também amo eles, esses aras são meus irmãos, sempre estiveram comigo, sempre ajudaram quando eu precisei, e eu sempre ajudei quando eles precisaram e isso não vai mudar hoje. Eu vou voltar, não se preocupe. Mas se eu não voltar vivo eu quero que você abra ultima gaveta do movel do lado da minha cama. Te amo, te amo muito. Lembre-se sempre disso – ele levantou-a e deu lhe um beijo apaixonado.
- Annabeth – Percy falou – Não tive coragem pra te falar antes, mas… mas… eu te amo, quero que você seja minha namorada.
– Oh Percy, eu também te amo, antes eu estava confuse, mas agora… agora eu vejo. Eu… eu… eu te amo Perseus Jackson – ele beijou-a cheio de amor e paixão, e ela retribuiu da mesma forma. Subitamente ela parou de beija-lo e fitou seu rosto por alguns segundos então começou a cantar – Honey you are a rock.
Percy abraçou sua nova namorada e então continuou.
– Upon witch I stand.
– And I came here to talk.
– I hope you understand.
Eles se abraçaram o ainda mais forte e, com lagrimas nos olhos, cantaram juntos o refrão.
– The green eyes
Are the spotlight
Shines upon you
How could
Anybody
Deny you?
Ele deu um selinho nela e disse:
– Eu volto. Mas caso não volte… quero que fique com isso – ele tirou seu cordão de tridente e colocou em volta do pescoço dela – Meu pai me deu isso quando eu era pequeno, ele me disse que o Tridente é um dos símbolos da minha família, tem alguma coisa a ver com um antepassado meu e mitos e o caralho, quando eu voltar eu te explico a história.
– Obrigada Percy, vou ficar esperando.
– Sei que vai sabidinha, sei que vai – ele deu um selinho nla e foi para a sua moto.
Carter foi até Zia e deu-a um longo beijo.
– Lembre-se da conversa que tivemos noite passada.
– Eu vou Carter.
– Te amo, tenha isso em mente o tempo todo. Eu te amo.
– Terei – ele beijo-a e foi para seu carro.
Olhei para meus amigos, todos determinados e dispostos a morrer para salvar a garota que eu amo. Percebi que eles esperavam apenas a minha ordem para sairmos. Mas quando eu ia falar…
– Jason! – Piper gritou e foi correndo até a Lamborguini que estava atrás de mim. Observei ela dar a volta no carro e dar um demorado beijo em Jason, que pareceu muito confuso.
– Piper… o que foi isso?
– Eu só queria te agradecer pelo que você fez com o Luan, e queria que você soubesse que eu gosto de você, pra valer.
– E eu queria que você soubesse que eu te amo – eles se beijaram e ela se afastou do carro.
– Volte – ela falou.
– Voltarei ele respondeu.
Olhei novamente ra meus amigos, ainda esperando minha ordem.
– Skull Warriors – falei – Vamo nessa!
Saímos da garage e logo estávamos a caminho. Conectei meu Iphone com o sistema de som o carro e coloquei qualquer música do meu playlist “Ragefull” e comecei a ouvir. Depois do Segundo acorde eu reconheci a música e comecei a cantar junto.
(Matanza – Remédios Demais)
Era pra frear e eu acelerei
Era só desviar, mas eu nem tentei
Passei por cima de seis
Eu comecei a pensar nisso como um plano B, se tudo mais der errado, pular no carro e matar o máximo de Angels possivel, seja com as pistolas seja com o carro.
Mas eu me recordo que não fugi
Esperei ate o socorro vir
Mas eu só lembro até ai
Por que eu tomo remédios demais
Por que eu sinto raiva demais
Tanto que eu não durmo mais
Já estou vendo o mal que isso faz
A policia disse que eu reagi
E que eu tinha um rifle comigo ali
E abri fogo sem discutir
Mesmo que não faça o menor sentido
Por que de um ato tão desmedido
De nada mais eu duvido
Por que eu tomo remédios demais
Por que eu sinto raiva demais
Tanto que eu não durmo mais
Já estou vendo o mal que isso faz
Destruí uns dez carros no total
Sinto pelos caras que eu deixei mal
Já estive também no hospital
Provavelmente eu vou destruir umas dez motos mesmo, mas EU não vou ficar mau.
Desses que não deixam você sair
Mas que não que impedem você de fugir
Ajuda saber dirigir
Bem provável que se alguma coisa acontecer com a Thalia eu realmente vá para um manicômio.
Lá me davam remédios demais
Por que eu sinto raiva demais
Tanto que eu não durmo mais
Já estou vendo o mal que isso faz
Quando a música acabou eu liguei para o pessoal e coloquei todos nós em uma conferencia.
- Ae pessoal, tive uma ideia pro plano B – falei.
- Remédios Demais? – Jason perguntou.
- É – respondi — você como adivinhou?
- Eu também tava ouvindo – ele falou – É que hoje eu to meio Psicopata sabe?
- Sei bem como é – disse Percy entrando na conversa – Ok, deixa eu ver seu eu entendi, o plano B é sair atirando e atropelando todos os Angels no caminho?
- Sem deixar nenhum pra traz – respondeu Anúbis.
- Sem pena nem remorso – completou Carter.
- Merda – falei ao perceber um pequeno detalhe que poderia custar as nossas vidas.
- O que aconteceu Nico? – perguntou Carter preocupado.
- Acabei de perceber uma coisa.
- Então fala porra – diss Percy preocupado.
- O Guner não vai nos entregar a Thals assim de bandeja, ele vai querer alguma coisa em troca.
- Provavelmente que a gente pare de usar o nome Skull Warriors – Anúbis falou — nada de mais.
- Não, acho que dessa vez ele vai querer dar uma solução mais… permanente na gente.
- Ta dizendo que você acha que esse esquema todo do sequestro da Thalia e de nós irmos ao El Diablo é só um plano pra matar a gente? – perguntou Percy.
- Bem isso, afinal, nós fomos os únicos que já desafiaram os Angels e saíram inteiros.
- Ok, eu tenho uma ideia – sugeriu Carter – a gente finge que não se tocou e age como se achasse que eles iriam entregar a Thalia, aí quando eles entregarem ela a gente atira que nem maluco, pula nós carros e mete o pé.
- Eu tenho uma ideia melhor – Jason disse – A gente faz tudo isso, mas na hora da fuga a gente so vira a esquina e prepara uma emboscada, pega eles no fogo cruzado, e se a gente achar que não da mais é só fugir.
- Pode ser, mas, onde a gente vai fazer isso? – Anúbis perguntou.
- O bar fica numa ruela deserta – falei — não vai ter problema em fazer isso.
- Ok – Percy falou encerrando o assunto - chegamos em Manhattan agora só faltam 50 Km.
- A gente chega lá em meia hora – Jason falou em tom despreocupado – e ainda vão sobrar uns vinte minutos.
O resto da viagem passou em um instante, fui todo o resto do caminho ouvindo Heavy Metal e me preparando mentalmente para o momento em que ira rever minha namorada e tirar a vida do bastardo filho-de-uma-puta-que-roda-bolsinha-na-esquina que tirou ela de mim.
Como Jason havia previsto, chegamos lá com vinte minutos mais cedo. Já que o tempo estava sobrando decidimos fazer um reconhecimento da área e uma contagem na munição. Eu foi escolhido para checar a área a oeste num raio de 2 Km. Fui bem devagar para reparar em todos os detalhes, não havia nada de mais por lá, apenas algumas lojas fechadas e alguns prédios residências, fiz o mesmo percurso duas vezes e depois voltei para o beco ao lado do bar.
- Não achei nada de mais – falei.
- Nem eu – Percy falou.
- Idem – Jason concordou.
- Alguém viu o Carter? – Anúbis perguntou no exato momento em que o Ford GT de Carter chegava derrapando no enorme beco. Ele saiu do carro e colocou sua 12 nas costas.
- Angels à menos de 1km – ele alertou.
- Você viu ele? – perguntei.
- Não, mas eu ouvi o ronco de no mínimo 15 Harleys vindo nessa direção.
- Só podem ser eles – Anúbis disse – vamos fingir que não sabemos que eles vão tentar nos matar e quando eles entregarem Thalia a gente mata todos eles e mete o pé. E se eles tentarem matar a gente ANTES de entregar a Thalia o plano continua o mesmo mas um de nós vai ter que dar uma de herói e ir lá salvar ela.
- A namorada é minha então eu vou.
- Só tem um problema – Percy disse meio inseguro — e a polícia?
- Autodefesa – falei — se eles não tentarem matar a gente nós não matamos eles porque ISSO seria homicídio. Mas pra poder provar na delegacia que foi autodefesa é melhor colocar um dos nossos celulares pra filmar tudo.
- Deixa isso comigo – Jason ofereceu-se – eu tenho o lugar perfeito pra colocar o telefone dentro do meu carro. Vai filmar tudo e eles nem vão perceber que ele ta lá.
- Agora que tudo ta resolvido é só – Carter falou encostando-se na parede.
Eles demoraram mas cinco minutos, mas para mim foi uma eternidade. Eu contei e recontei minha munição sei lá quantas vezes. E então eu ouvi, um ronco de varias motos, que mais parecia um dragão vindo em nossa direção. Coloquei um paint em cada pistola e guardei os outros seis no bolço interno da minha jaqueta.
Eles entraram no beco em duas filas (puta merda, beco largo em) com Guner entre elas e Thalia em sua garupa. Ela estava amarrada e amordaçada com um olhar de raiva, mas quando me viu seu olhar passou de raiva para alegria e logo em seguida para preocupação, o que só me deu mais certeza dos planos dos Angels.
Eles passaram bem devagar por nós e eu aproveitei a chance para contar cada um deles.
- Ai Carter – falei quase sussurrando para ele, que estava ao meu lado – você errou. Não são quinze, são quarenta, quarenta e um se contar o Guner.
- Isso da oito pra cada um de nós matar e nove pra você Nico – ele observou, ignorando minha provocação.
Eles fizeram um semicírculo do outro lado do beco e desmontaram. Alguns deles traziam pistolas ou espingardas, mas eram mais numerosos os que tinham barras de ferro, tacos de baseball ou correntes.
- Olá rapazes – falou Guner andando em nossa direção – primeiramente, gostaria de me desculpar pela demora, a sua namorada ali mostrou-se uma garota bem selvagem.
- Se você encostou um dedo nela… — antes que pusesse concluir minha ameaça ele me interrompeu.
- Calma, eu não fiz nada com ela, mas ela deixou algumas marcas em mim e quase arrancou o olho de um de meus homens – olhei surpreso para Thalia ainda encima da moto e ela deu de ombros, coo se não fosse nada de mais.
- Não esperava outra coisa dela – falei – mas vamos resolver logo isso.
- Se você quer assim…
- O que você quer? – perguntei.
- Eu? Hum, deixe me pensar… Eu quero vocês mortos – assim que ele disse isso todos os Angels deram um passo a frente e se prepararam para atacar – eu já havia dado o aviso, eu tentei ser legal e deixei vocês viverem, mas parece que em um ano vocês ja esqueceram do nosso acordo. Agora, infelizmente eu não vejo outro jeito de resolver isso se prejudicar a minha imagem ou a dos Hell Angels em geral, se eu deixar vocês vivos daqui a pouco todos vão achar que podem nos desafiar e sair impunes – ele se virou para seus homens que apenas aguardavam a ordem – Matem todos – então se virou novamente para nós e disse — Não é nada pessoal, são apenas negócios.
Eles avançaram lentamente e nós ficamos imóveis, nossas armas estavam escondidas então eles acharam que seriamos presas fáceis, mas quando o primeiro foi para cima de Jason ele apenas desviou do taco e deu um soco na cara do atacante, depois pegou o taco que havia caído a acertou bem na cabeça.
-Pra quem, já viu – Percy começou a cantar e deu um chute em um Angel que tentou ataca-lo – Não passa de um imbecil.
- Não tem ninguém – continuou Jason, acertando mais um com o taco de baseball e se preparando para o próximo ataque – com quem esteja de bem.
- Não te peço consideração – cantei, dando uma cotovelada no nariz de um Angel que veio para cima de mim e entrando na brincadeira – ou você tem ou não.
- Antes havia mais gente ao redor – cantou Anúbis chutando o peito de um deles e entrando no clima – Hoje é cada vez mais só.
- E toda paciência um dia chega ao fim – cantou Carter desviando de um golpe de corrente – Inevitavelmente isso termina assim – completou dando um gancho no queixo de seu atacante.
- Oooooooooooo, na cara – cantamos todos juntos – Reto que arrebenta o nariz. Essa noite vai dormir feliz. Pé na porta e soco na cara.
Dois deles vieram para cima de mim ao mesmo tempo então eu saquei as pistolas. Mirei rapidamente e então atirei, o primeiro tiro acertou no ombro de um deles e o segundo atravessou a cabeça, terminando o serviço. Virei as armas rapidamente para o outro e atirei, as duas balas atingiram o corpo ao mesmo tempo, uma na coxa e outra no coração. O corpo caiu no chão e por alguns segundos ninguém se mecheu. Os Angels começaram a exitar quando viram que os outros também estavam armados, alguns deram um passo para trás, para sair da nossa linha de tiro.
- Parece que os anjos estão com medo de voltar pro inferno – brinquei.
Um deles tomou coragem e avançou. Mas antes que eu pudesse atirar eu escuto um estrondo gigantesco e logo em seguida aparece um buraco do tamanho de um morango no crânio, um buraco que só poderia ter sido feito com uma arma do nosso arsenal.
- Valeu Jason – agradeci.
- De nada – ele respondeu – eu bem que tava querendo ver como ficava a cara de uma pessoa depois de um tiro dessa belezinha. Nada legal pelo jeito.
- Só tu pra chama uma Magnum de belezinha – Percy disse rindo – o próximo é meu, vajamos como o corpo humano reage a um tiro dessas duas – falou a ultima parte levantando suas duas Desert Eagles.
- Imagino que não vá ser mais bonito que a Magnum – Anúbis comentou.
- Só tem um jeito de descobrir – Percy respondeu e depois se virou para os Angels que estavam nos cercando – Algum de vocês deseja morrer?
Eles se entre olharam e então fizeram uma coisa que nenhum de nós esperava, todos avançaram ao mesmo tempo para cima de nós. Começamos a atirar feito loucos, mas sempre que matávamos um outro aparecia, porem dois metros mais perto de nós.
- Me cubram – falei — eu vou atrás do Guner.
- Deixa comigo — Anúbis falou atirando em todos no meu caminho.
Avancei na brecha que Anúbis havia aberto e enquanto corria escutei Anúbis falar.
- Alguém pode dar uma aqui?
- Considere feito – disse Percy apontando uma de suas pistolas para um inimigo que estava quase chegando em Anúbis.
- Recarregando – anunciou Jason.
- Não se preocupa, eu te protejo — Carter respondeu indo mais para perto de Jason.
Assim que sai do meio do tumulto e a primeira coisa que vi foi Guner tentando dar partida em sua moto, com Thalia ainda amarrada em sua garupa.
- Vai fugir? – perguntei.
- Prefiro pensar nisso como uma retirada tática – ele respondeu e logo em seguida acelerou em minha direção. Me joguei para a direita e levantei logo em seguida, corri para meu carro, dei partida e fui atrás deles.
Por algum motivo Guner decidiu seguir por oeste, como eu havia passado algum tempo analisando aquela área, soube exatamente onde pegar um atalho para intercepta-los.
Surgi cem metros na frente deles. Com o susto, Guner tentou frear a moto, mas já que estava em alta velocidade a moto tombou encima dele e de Thalia. Sai correndo do carro para socorre-la, quando chequei a moto dei um chute na cabeça de Guner para ele desmaiar e eu poder levantar a moto e tirar Thalia sem medo dele levantar e me atacar.
Tirei a mordaça dela e comecei o trabalho de tira-la de debaixo da moto
– Obrigada – ela falou enquanto eu puxava ela de debaixo da moto caída.
– Você achou mesmo que eu ia deixar minha namorada ser sequestrada? – perguntei enquanto desamarrava-a.
– Não, mas eu também não imaginei que vocês fossem vir armados e prontos para matar todos eles. Falando em matar, como você conseguiu ser tão frio ao matar pela primeira vez?
– Quem disse que essa foi a primeira vez? – perguntei tirando o ultimo nó e ajudando-a a ficar de pé.
– E não foi?
– Não, o Carter não contou pra vocês dos Angels que a gente matou no beco de Phoenix?
– Acho que ele decidiu nos poupar desse detalhe.
– Não culpo ele, aquela cena não foi nada bonita e eu passei muito tempo tentando esquecer do que a gente fez lá.
– Você ainda vai me contar essa história.
– Pode até ser, mas não agora – falei dando um selinho nela – vamos voltar? Acho que a essa altura o pessoal já deve ter acabado com os Angels.
– Vamo – ela respondeu — mas como a gente faz quanto a ele? – perguntou apontado para o corpo desmaiado debaixo da moto.
– Eu tenho uma ideia – falei recolhendo as cordas do chão.
– Acho que eu já te entendi – ela respondeu se abaixando para me ajudar.
– Eu estava preocupado com você – admiti.
– Eu estava com saudades de você – ela admitiu.
– A partir de agora você esta proibida de sair sozinha, ouviu bem mocinha? – falei fazendo minha melhor voz de pai.
– Num fode Nico – ela respondeu rindo.
Terminamos de amarrar Guner e o colocamos na garupa da moto.
– Faz assim – falei — vai no meu carro que eu vou na moto logo atrás de você, tudo bem?
– Tudo – ela respondeu – Nico, relaxa, eu to bem.
– Eu sei, mas eu cheguei tão perto de te perder que eu fiquei desesperado. Já vou me desculpar previamente porque eu sei que nos próximos dias eu vou ficar meio superprotetor com você.
– Tudo bem – ela falou me abraçando — eu sei que você só ta preocupado assim porquê você me ama e que nada disso teria acontecido se eu tivesse escutado vocês. Me desculpa amor.
– Ta desculpada – falei dando um beijo em sua testa – mas da próxima vez acredita quando a gente falar que o risco é de vida, ok?
– Ta bom. Vamo logo que eles já devem estar imaginando que a gente morreu.
– Vai com cuidado ta bom?
– Nico – falou ela com tom de censura.
– Desculpa – falei subindo na moto e ligando-a – você sabe o caminho?
– Sei – ela respondeu entrando em meu carro e fechando a porta.
Foi uma viajem rápida de volta para o beco. No meio do caminho Guner acordou e começou a se debater na garupa, durante uma curva eu perdi o equilíbrio e quase cai. Achei melhor nocautea-lo de novo por isso dei uma cotovelada em sua testa e ele voltou a desmaiar e continuou assim o resto do caminho.
Quando entrei no beco tomei um susto, haviam várias viaturas da polícia, ambulâncias e até um caminhão da SWAT no beco (PUTA QUE PARIU, LE MAIOR BECO DO MUNDO). Meus amigos estavam sentados numa ambulância sendo entrevistados por um policial e um médico examinava eles.
Thalia havia chegado alguns segundos antes de mim, ela estava sentada no capo de meu carro falando com um sujeito de camisa social e colete a prova de balas enquanto era examinada por um médico. Desliguei a moto e levei-a silenciosa mente até perto deles. Quando cheguei perto o homem olhou para mim e eu tive a estranha impressão de que o conhecia.
– Nico? – ele perguntou.
– Capitão Grace? – perguntei de volta.
Thalia olhou de mim para ele e de volta para mim, então perguntou:
– Nico, de onde você conhece o meu pai?
– Ele é seu pai? – perguntei totalmente surpreso.
– É, e de onde merdas os dois se conhecem?
– Em primeiro lugar, isso lá é jeito de uma mocinha falar? – repreendeu o Cpt. Grace – e segundo, nós nos conhecemos de Vegas, eu estava voltando sozinho para o hotel quando três adolescentes me puxou para um beco sem saída, antes que eu pudesse puxar minha arma eles puxaram as deles e me colocaram contra a parede, mas antes que pudessem fazer qualquer coisa o seu namorado ali apareceu e acertou um deles na cabeça com um pedaço de cano, quando os outros dois se viraram para procurar por ele eu saquei minha arma e rendi os outros dois e enquanto a viatura da polícia não chegava para levar aqueles três para a delegacia ele ficou lá conversando comigo. Agora uma pergunta, de onde VOCÊ conhece ele?
– A gente ta dividindo a casa, eu, as meninas, ele e aqueles quatro ali – ela explicou.
– É — confirmei – Como o senhor soube que Thalia havia sido sequestrada?
– Ela fugiu e me ligou para contar o que havia acontecido, tudo, incluindo vocês dois, mas quando ela falou Nico u não imaginei que fosse você – ele respondeu — mas assim que ela terminou de me contar o que havia acontecido eles a encontraram e levaram-na de volta. Então eu só tive de procurar um número grande de Hell Angels na área de Nova Iorque, mas infelizmente eu cheguei meio tarde.
– O senhor vai nos prender? – perguntei.
– Bem, o que vocês fizeram não deixa de ser homicídio, mesmo com boas intenções. Então sinto lhe informar que sim, vocês vão presos.
– O senhor pode me dar um segundo para ver como estão meus amigos? – pedi.
– Com tanto que você não tente fugir fique a vontade – ele respondeu.
Fui andando até a ambulância para falar com os garotos.
– Como foi o fim da festa? – perguntei ao chegar perto deles.
– Perdeu a melhor parte Nico – Percy respondeu – Eu dei um tiro que atravessou o cara e ainda acertou o de trás.
– Claro Percy – falou Carter sarcasticamente – Claro que sim.
– Vai se fuder Carter – disse Percy rindo.
– Em fim galera, lembram do Capitão Grace? – perguntei, mas nenhum deles pareceu se lembrar — de Vegas – ainda nada – o cara que eu salvei no beco.
– Lembrei – respondeu Anúbis — você contou pra gente quando a gente tava tomando café da manha no hotel. O que tem ele?
– Duas coisas – falei – primeira, é ele que ta ali falando com a Thalia, segunda, ele é o pai dela.
– Pelo menos você pode ter certeza de que o seu sogro gosta de você – Jason brincou.
– Verdade – respondi, então lembrei do motivo de eu ter ido falar com eles – Jason, você filmou a ação toda?
– Ainda ta filmando pra falar a verdade, por quê?
– Porquê o Capitão Grace falou que o que a gente fez ainda sim é homicídio ai se eu mostrar o vídeo pra ele ele vai perceber que foi só autodefesa então nós não vamos pra cadeia.
– Eu vou lá pegar o celular – Jason disse s levantando — espera aí.
Em menos de um minuto ele estava de volta com seu iPhone na mão.
– Como ficou a imagem? – perguntei.
– Ta ótima, da pra ver perfeitamente que a gente só acertou os que vieram atacaram a gente.
– Beleza, agora da aí que eu vou lá mostrar o vídeo pra ele.
– Ta na mão – disse Jason me entregando o telefone.
Andei de volta para perto de Thalia e do pai dela que ainda estavam conversando.
– Nico – ele falou quando eu me aproximei – Thalia me falou que vocês só atiraram nós que avançaram em vocês, para mim serviria para transformar o homicídio em auto defesa, mas eu preciso apresentar mais do que palavras da minha filha para o meu chefe. Então a menos que você tenha algum vídeo eu vou ter que prender vocês.
– Nós já imaginávamos que seria preciso mais do que as nossas palavras para poder provar que foi auto defesa, por isso filmamos tudo – falei entregando o iPhone de Jason para ele.
Ele assistiu o vídeo, deu um telefonema e depois voltou para falar conosco. A essa altura os garotos já haviam vindo para perto de nós então ele anunciou para todos.
– Parece que vocês vão ficar livres – ele anunciou – eu mandei o vídeo para o meu chefe e ele concordou que foi tudo um ato de auto defesa. Ele mandou apenas eu dar um aviso pra vocês deixarem as armas em casa da próxima vez. Vocês estão limpos, meu pessoal vai terminar de limpar aqui, vocês podem ir para casa.
– E o Guner? – perguntei.
– Ele sim vai preso, sequestro, tentativa de assassinato e vários outros crimes mais antigos. Vocês nunca mais vão ter que ver esse cara.
– Obrigado senhor – agradeci — por tudo.
– De nada Nico – ele respondeu – eu estava te devendo essa. Só mais uma coisa antes de vocês irem, cuidem bem da minha filha, e você Nico, cuidado com os sentimentos dela, se não...
– PAI! – Thalia gritou — O que eu te falei sobre ameaçar os meus namorados?
– Eu não ameacei – ele disse — apenas avisei das consequências. Agora vão, imagino que Annabeth, Zia, Sadie e Piper devem estar morrendo de preocupação agora.
Nós despedimos do Capt. Grace e fomos para casa, para nos curtirmos um pouco mais.
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