Notas iniciais
Eu sei que a maioria de vocês deve me odiar e que nada do que eu falar vai poder justificar, mas não custa tentar. Nesse carnaval eu viajei com a minha namorada, ou seja, sem tirei o computador da mala e depois do carnaval, vieram as aulas. Meu colégio é difícil pra caralho, ou seja, toneladas de dever de casa já na segunda semana de aulas e a lista continua. Espero que entendam e que o cap gigante e cheio de reviravoltas sirva como pedidos de desculpa.
- ShadowPhoenix

POV Percy


- Annie! – gritei empurrando Drew para longe de mim – Viu o que você fez vadia!

- Percy, meu amor, você não precisa dela – ela disse me agarrando e tentando me beijar de novo. Empurrei-a novamente, dessa vez com toda a minha força, e ela caiu no chão.

- Se você chegar perto de mim, ou de qualquer um dos meus amigos de novo… — pensei por um segundo – Eu bem que gostaria de dizer que te batia, mas isso vai contra tudo que eu acredito – ela pareceu aliviada – Mas a Thalia não vai ter o mesmo problema que eu – os olhos dela se arregalaram de medo. Comecei a me afastar, mas parei – E se eu fosse você, eu me cuidava. A Annabeth é faixa preta em cinco tipos de arte marcial diferentes e diz ela que é uma grande caçadora – quando vi o pánico entampado nos olhos da vadia, me senti satisfeito e saí correndo atrás de Annie.


POV Annabeth


Ah não! É como o Luke, tudo de novo.

Desatei a chorar pensando: Como ele pode fazer isso comigo? A gente tava tão bem. O que eu fiz de errado? Eu não devia estar surpresa, sempre soube que ele um galinha.

– Annabeth! – Thalia chegou gritando – O que foi amiga? Por que cê ta chorando?

Respirei fundo para conseguir responder.

– Eu tava dançando com o Percy, da… daí ele disse que ia no banheiro, mas eu estranhei qu ele tava demorano muito, a.. aí eu fui procurer ele e… e… e… vi ele beijando a Drew! – não aguentei mais e dabei chorando no ombro da minha melhor amiga.

– Ele tava O QUE!?!?!?! – eu só apertei ela mais forte e continuei chorando – Esse garoto vai morrer.

– Só me leva pra casa tá? – falei, segurando o choro.

– Mas e a sua mãe?

– To poco me fudendo pra ela, só quero ir pra casa.

– Annabeth! – ouvi alguém gritar – Annabeth! – era Percy.

– Vamo logo antes que ele chegue – falei choramingando.

Tarde demais. Ele virou a esquina do beco a onde eu estava e me viu.

– Annie! – ele disse preocupado – Graças aos deuses eu te achei. Isso vai parecer meio cliché mas eu posso explicar o que você viu.

– Eu não quero ouvir nada Perseus Jackson. Eu sei o que eu vi – me virei para Thalia — Vamo logo Thals – e saí correndo. Percy disse aguma coisa, mas nem me dei ao trabalho de prestar atenção.


POV Percy


Não! Nãonãonãonão!! Isso não pode estar acontecendo! Eu Amo a Annabeth. Não posso deixar el air em bora assim!

Saí correndo atrás dela, só par aver aquela Mercedes vermelha correndo pelas ruas de New York. Pulei em minha moto que estava logo ao lado e nem me dei ao trabalho de colocar o capacete. Girei a chave na ignição e saí correndo atrás dela.

Eu costorava pelo tráfego, andava sobre a cal,cada, na contra-mão e fazia as curvas como se estivesse numa corrida. Tudo isso para poder falar com ela.

Mas eu as havia perdido de vista.

Acelerei mais. E as vi novamente. Foi apenas um reliance, mas aquela placa era única. Elas pararam no sinal.

Eu tinha a minha chance. Acelerei ao máximo, me mantendo entre os carros. Mas então tudo deu errado. Um Chrisler 300c tentou mudra de pista. Minha moto bateu contra a gigantesca parte dianteira do carro a mais de 300 quilometros por hora e eu voei.

A força da batida foi tanta que eu voei por uns 30 metros. Consegui me virar no ar, apenas para bater na traseira de um onibus.

Meu corpo doia por inteiro, nenhuma parte foi polpada (nenhuma mesmo). Minha visão começo a afunilar, Annabeth apareceu na minha frente e então eu apaguei.


POV Annabeth


Estava sentada chorando no banco do carona, enquanto Thalia tentava me acalmar dizendo que depois que o sinal abrisse estariamos em casa.

Escutei uma forte batida e virei a cabeça a tempo de ver um garoto com uma jaqueta de couro preta se virando no ar e batendo com tudo na traseira de um onibus.

– Vish, esse morreu – disse Thalia do meu lado, se desviar o olhar do onibus.

– Acho que aquela caveira de elmo nas costas da jaqueta não é de tanta ajuda quanto um capacete de verdade seria — comentei

– Espera um pouco – falou Thaia me olhando – Caveira de Elmo?

– PERCY! – pulei do carro e fui correndo até o onibus.

Havia um grande aglomerado de pessoas em volta, mas consegui passer por todos sem muita dificuldade. E lá estava ele, todo ensanguentado, coberto por cacos de vidro e com um fragment de ferro cravado em seu ombro.

Corri até ele. Sentei ao seu lado, abracei sua cabeça proteroramente e comecei a chorar. Era coisa demais para aguentar, até mesmo para mim. Primeiro pego ele beijando com a maior vadia do colégio e agora isso. Só com muita terapia mesmo.

– Annie! – gritou Thalia no meio da multidão – Annie, já chameia a ambulancia e… AÍ MEU DEUS! – ele gritou, ao finalmente ver o estado dele – Quando a ambulancia chegar já vai ser tarde demais. A gente vai ter que levar ele pro Hospital. Alguém sabe onde tem um hospital aqui perto? – ele perguntou para multidão ao nosso redor.

Não obtivemos respostas.

– Por favor! Ele tá morrendo! – gritei, chorando cada vez mais – Se alguém conhece um hospital aqui perto, pelo amor de deus fala!

– Eu sei onde tem – disse uma voz de mulher na multidão – Depois desse sinal, Terceira rua a direita. Não tem como errar. É uma rua sem saida e o Hospital ta logo no final.

– Muito obrigada – disse, me levantando – Muito obrigada mesmo.

Thalia me ajudou a carregar um Perseu quase morto para o banco de trás do meu carro.

– Agora eu dirijo – falei, pulando no banco do motorista.

Thalia não conseguiu responder, porque assim que ela bateu a porta, eu acelerei.

A rua era só nossa, pois todo o tranzito estava preso pelo acidente. Avistei a entrada para a rua do hospital e acelerei mais.

– Se segura! – falei, fazndo um drift perfeito na curva.

A Rua tinha uns 300 metros e o hospital ficava log no final.

– Como ta o Percy? – perguntei.

– Perdendo muito sangue. Tem um corte gigantesco no braço dele – Thalia informou, só mais 200 metros.

– Quanto tempo você acha que ele tem? – perguntei. 150 metros.

– Eu lá tenho cara de medica porra? – 125.

– Desculpa né, só achei que você pudesse dar uma estimativa. Sei lá – 75.

– Achou errado amiga – mas de uma coisa eu sei. Se demorar muito, já era. – 25.

– Ainda bm que a gente não vai precisar procurer vaga – 15

– Como assim? — 5

– Só olha – passamos direto pelo estacionamento e entramos com tudo nas portas de vidro da recepção. Puxei o freio de mão, o carro parou a poucos centimetros da bancada das enfermeiras/secretárias. Haviamos chegado.

Saí do carro correndo e fui até a bancada.

– Ajuda, pelo amor de deus. Meu namorado ta morrendo no banco de trás – ao ouvir a palavra “morrendo” uma enfermeira surgiu na minha frente, sussurou alguma coisa e em segundos uma tropa de medicos invadiram os destroços da recepção, tiraram Percy do carro, colocaram ele numa maca e levaram ele atraés de uma porta branca. Tentei acompanhar, mas um médico me segurou.

– Infelizmente, você não pode participar. Ainda não sabemos extenção total dos ferimentos, então vamos coloca-lo em cirurgia agora mesmo – ele me informou.

– Só… cuida bem dele value? Um acidente de moto não pode matar ele. Só eu que posso – ele acentiu com a cabeça.

– Enquanto ele está em cirurgia… – disse uma mulher atrás de mim.

Me virei par aver quem estava falando. Ela era loira de olhos verdes, cerca de 1,65 de altura, corpo escultural. Resumindo, ela era linda e anda por cima era médica! Se o pai do Percy vise ela…

– Você pode nós explicar uma coisinha? – ela continuou.

– Pode perguntar – respondi.

– É bem simples queridinha – ela disse docemente – POR QUE, MERDAS, VOCÊ NÃO PODIA ESTACIONAR?!

– Ia demorar muito… – respondi me encolhendo.

Ela respirou fundo.

– Querida, não importa o quão mal ele esteja, não precisava entrar com com o carro no hospital. Largar o carro em qualquer lugar? Tudo bem, a gente vê isso uma ou duas vezes por semana. Estacionar na calçada? Nào seria a primeira vez. Mas… Entrar com um carro no Hospital? Você poderia ter machucado, ou até matado outras pessoas – ela disse.

– Eu sei – falei, repensando minhas ações – É só que, eu tinha acabado de me recuperar de um relacionamento que acabou muito mal – a adrenalina da corrida estava saindo do meu sangue, estava voltando ao meu estado deprimido e sencivel — O Percy, que acabou de entrar em cirurgia, é o meu primeiro namorado de verdade desde aquilo, que diga-se de passagem, faz dois anos. Daí eu pego ele beijando outra garota – lagrimas começaram a escorrer dos meus olhos – e… e… e eu tento fugir, daí ele tenta vir atrás de mim mas bate de moto e quase morre – caí de joelhos no chão do hospital – É coisa demais pra aguentar.

– Pode apagar – ouvi Thalia dizer. Então uma agulha entrou no meu braço e em meio segundo, eu apaguei.


POV Piper

Eu estava dançando com o Jason quando o meu cellular tocou.

– Alô – atendi.

Piper? Graças aos deuses! – disse Thalia preocupada – O Percy bateu de moo e a Annabeth teve uma crise depressive. A gente tá no hospital Saint John, eles não vão permitir visitas a essa hora, mas amanha demanha já pode. Avisa pro pessoal.

T-tudo bem… — respondi, mas ela já tinha desligado.

– O que aconteceu? – Jason perguntou – sua cara faz parecer que alguém morreu.

– Ninguém morreu de verdade, mas o Percy chegou bem perto.


POV Annabeth


Acordei numa cama confortavel. Abri os olhos e me vi num quarto de hospital.

A minha direita, ma Cortina branca cortava o quarto em dois. A minha frente, uma janela com vista para o amanhecer de New York. E, pelos deuses, que vista! Por ser localizado numa rua estreita, o hospital é uma construção alta. Não reparei quando cheguei, mas pensando bem, o predio deve ter uns vinte adares. E pela vista u diria que estavamos em um dos andares mais altos.

– Acordou bela adormecida? – perguntou alguém a minha esquerda. Me virei e vi Thalia.

– O que aconteceu? – perguntei.

– Quando você saiu do carro, eu sabia que você entraria numa crise depreciva. Era só uma questão de tempo. Então eu aproveitei a sua distração com o médico que te impediu de seguir com Percy para esplicar brevemente a sua situação. O tempo que ela passou falando com você foi só para dar tempo a um emfermeiro para pegar um sedative e voltar. Ele chegou no exato momento em que você começou a chorar.

– Daí você deu a ordem e ele me apagou – completei – value – tentei abraça-la, mas um tubo preso em meu braço me impediu. Segui o tubo com os olhos até uma máquina muito estranha, do tipo que eu nunca havia visto nas series de TV sobre hospital – O que é isso? – perguntei, apontando para a máquina.

– Injetor de calmante automatico – ela respondeu — Sempre que o seu pulço acelera muito, ele injeta uma dose de calmente direto no sangue, pra você se alcalmar.

– Engenhoso – respondi, adimirando o artefato.

– O problema é que eles tiveram que vir aqui duas vezes pra trocar a carga! – ela disse rindo – Garota, até dormindo você luta!

– Como assim? – perguntei. Sempre tive um sono muito calmo.

– Amiga, você chegou aqui choramingando “Percy, eu quero o meu Percy”. Essa foi a parte calma. Daí, depois de uma meia hora disso. Você começou a gritar “Eu te mato sua vadia” e também “Você é uma puta morta Drew!” e tudo isso meio que dando golpes de karate! Foi muito engraçado!

– Para de palhaçada Thalia! Eu não faço isso! – falei, defensivamente.

– Mas fez! – ela respondeu gargalhando – Quer ver o video?

– VOCÊ FILMOU?! – gritei, ela caiu no chão de tanto rir. Escutei três bipes agudos e então, subitamente, uma sensação de calma percorreu o meu corpo.

Esperei Thalia se recompor.

– Acabou? – perguntei.

– Acabei – ela confirmou, sentando novamente.

– E o Percy? – perguntei, finalmente.

– Saiu da cirugia a uns vinte minutos. Os medicos disseram que ele iria ficar bem. Ele só vai precisar ficar internado por uma semana, até os pontos fecharem e ele vai poder voltar a sua vida normal.

– E a pancada na cabeça? – perguntei – Tava até sangrando.

– Eles falaram que não aconteceu nada grave. Ele vai ter dor de cabeça por algum tempo, mas for a isso, tudo bem.

– Agora que eu sei do estado dele, já ta na hora de descobrir a localização – afirmei.

– Bem do seu lado. Se quiser, pode puxar a cortina.

– É meio dificil fazer isso da cama – resmunguei.

– Voê pode tirar o tubo do braço e levanter. Isso era só pra quando você tava dormindo. Agora não tem mais necessidade nenhuma.

Levantei da cama e percebi que estava só com aquela camisole hospitalar (Só mesmo, nem a calcinha deixaram).

– Pode relaxer – ela disse, percebendo minha cara – fui eu que tirei a sua roupa e coloquei os marcadores de batimento cardiac. Os medicos só vieram pra colocar o injector de calmante.

– Ufa – disse relaxando – Menos mal. Mas, a onde estão as minhas roupas? To com medo de que alguém entre pra ver o Percy e me pegue assim.

– Qualquer um que queira entrar no quarto, precisa ter a minha autorização. O hospital me deu um headset pra isso – disse ela, tirando o cabelo da frente. Se fizer você se sentir mais confortavel, eu tiro a roupa também.

Quando eu ia responder, escuto uma voz atrás da curtina:

– Poe ela, eu não sei, mas eu vou adorar. Principalmente se alguém tirar essa curtina da minha cara.

Por um segundo, o meu curacao parou. Comecei a andar lentamente na direção da cortina. Não podia ser ele.

Coloquei a mão pensai em puxa-la lentamente, mas seria tortura demais para mim mesma. Respirei fundo e puxei tudo de uma vez só.

– Oi Annie.

– P-Percy? – perguntei ainda sem acredotar nos meus olhos.

Ainda era ela, mas parecia uma pessoa completamente diferente com todas aquelas bandagens pelo corpo e com aquelas maquinas apitando.

– M-Mas como? A Thalia disse que você saiu da cirurgia a uns 20 minutos! Você não pode ter acordado tão rápido!

– Cirurgia? – ele perguntou – Eu me lembro de estar correndo de moto pra te alcançar e falar com você, e depois, mais nada. Só de acordar agora e ouvir você falando com a Thal sobre estar pelada e de ela se oferecendo pra se juntar a você – não pude evitar um sorriso – Agora, antes de pedir pra você me explicar o que aconteceu, deixa eu te explicar o que você viu na boate.

– Percy não…

– Não Annabeth. Se fosse ao contrario eu também ficaria puto. Bem, na verdade, se fosse EXATAMENTE ao contrario, com a Drew e tudo, e ficaria com um pau duro e com uma cara de paspalho – eu ri – Mas isso não vem ao caso. O que eu quero dizer é que eu entendo a sua reação e quero que você entenda o que aconteceu. – ele respirou fundo – Eu tava voltado do banheiro e indo direto encontrar você, mas aquela piranha me parou no meio do caminho. Eu falei pra ela sair for a, mas ela começou a me cercar, por onde eu tentava fugir, ela aparecia na frente. Eu tava falando com ela, pra ela sair da minha frente e tals, aí, tipo, do nada, ela pulou encima de mim e m beijou. E foi justo isso que você viu. Annabeth, eu só quero você, ninguêm mais. Só você. Honey you are a rock – ele cantou.

Upon which I stand – completei chorando. Ele pegou minhas mãos.

– Eu te amo, ouviu? Ninguém mais, no mundo todo. Só você – ele tento levantar para me dar um beijo, mas um gemido de dor, seguido por uma serie de bipes, forçou-o a se deitar novamente.

– Já que você não pode vir até mim – falei, me aproximando dele – Eu vou até você.

Cheguei cada vez mais perto e, quando nossos lábios estavam a menos de meio milimetro, sussurei:

– E eu te amo cabeça de alga – ele sorriu e nos beijamos. Um beijo longo e sem pressa nenhuma, mas infelizmente, tudo no mundo tem que acabar.

– Ahhhhh, eu detest iterromper o momento romance, mas, o pessoal chegou – avisou Thalia, com uma mão no Headset – Annie, melhor se vestir, a sua mãe ta junto.

– Aí meus pentelhos! – falei – Cade a minha roupa?!

– Aí meus pentelhos? – perguntaram em unisom.

– Serio isso? – perguntou Thalia – Suas roupas tão na mesa em frente a sua cama. Vai rápido. Eles acabaram de entrar no elevador.

Me vesti o mais rápido que pude, colei minha cama com a de Percy e me deitei, um milesimo de segundo antes da porta ser aberta e do nosso, até então pacific quarto, ser inundado por nossos amigos e pais.

Todos começaram a falar ao mesmo tempo, mas por sorte, Thalia estava por perto.

– CALADOS! – ela disse, num tom que me lembrava uma professor dando lição de moral – O Percy sofreu um acidente feio e acabou de sair de uma cirurgia seríssima. Será que vocês poderiam, pelo menos, falar mais baixo?

Todos murmuraram algum tipo de desculpa envergonhada e então, se fez o silêncio. Aquela era a minha chance!

– Porra Thalia – falei – Você tem future como diretora de colegial sabia?

Todos riram.

– Ok, agora que todo mundo relaxou um pouco – comentou Piper — que tal alguém explicar o que aconteceu?

– Eu conto – falei respirando fundo e comecei a falar.

Todos ficaram calados enquanto eu contava a história, parecia até que não respiravam de tão quieto que o ambiente estava.

– … e foi isso que aconteceu – falei, terminando assim a história.

– Filha – começou minha mãe – como você pode ter certeza de que esse traste tá falando a verdade?

Fiquei pasma. Como ela podia ter a coragem de dizer uma coisa dessas?

– Sério isso mãe? – falei com despreso – Você sabe o quanto ta sendo infantil agora? Caralho! O que você tem contra o Percy?

– Boa pergunta – disse Thalia se entrometendo – Por que você detesta tanto o Percy tia Atena? Você nem conhece ele!

– Eu só… É que ele… Minha filha, entenda, eu só quero o melhor pra você e eu não acho que ele seja o melhor.

– Que merda mãe. Você quer que eu seja como você, mas eu não sou, e nunca vou ser. Desiste ok? Eu não vou besear a minha vida na lógica crua e fria. Eu não vou calcular todos os meu passoas pra ter uma vida 100% segura entendeu? Eu quero me arriscar, me diverter, eu quero VIVER! Aproveitar a vida enquanto ainda posso porra. Vê se entende isso e me deixa em paz!

Os olhares de todos se concentraram em minha mãe, anciosos por uma resposta.

– Eu só quero que você seja feliz filha – ela disse finalmente, mas um tanto tristonha – Mas as vezes eu acabo esquecendo de perguntar o que TE faria feliz. Me desculpa.

Agora era em que os olhares estavam concentrados. Eu tinha que dar uma resposta, e rápido.

– Só… Só me dá um tempo ok?

– Tudo bem. Vou voltar pra casa. Pra MINHA casa. Se quiser falar comigo me liga. Te amo – e ela foi embora.

Mesmo depois de ela ter saído, o clima continuous pesado.

– Acho que vou aproveitar a deixa e ire m bora também – comentou Poseidon – Vejo que meu filho está em boas mão aqui.

– Digo o mesmo – concordou Zeus – Hera, querida, que tal voltarmos para casa?

– Eu acho uma ótima ideia – ela concordou – É ótimo ver como os garotos estão indo, mas não há lugar como o nosso lar.

– Se mais alguém for, eu posso fretar um avião – ofereceu Zeus – Alguém topa?

Todos os pais aceitaram a oferta e se despediram rápidamente de seus filhos e então, foram em bora.

– Lá se foi um problema – comentou Piper, respirando aliviada.

– E aqui vem mais um – disse Thalia, com uma mão no headset do hospital – a Drew acabou de chegar. Ela quer ver o Percy. O que eu faço?

– Manda subir – falei – eu quero tentar uma coisa. Todos vocês, fiquem em volta da cama do Percy, mas olhando pra porta, vocês vão querer ver isso.

Eles se posicionaram onde mandei e eu me esecondi ao lado da porta.

Escutei o porta do elevador se abrindo e passos vindo na direção do quarto. Me preparei.

– Percyyyyyyy! – gritou a vadia abrindo a porta — Como iso aconteceu meu amor?

– Hey, Drew! – chamei. Ela olhou para mim e eu dei um soco bem no nariz dela. A força do soco fez a cabeça dela ir para traz e bater na porta, aí, ela desmaiou.

– É, outro problema resolvido – brincou Piper e todos rimos.

– Eu bem que avisei que você iria fazer alguma coisa assim se ela chegasse perto de mim denovo – falou Percy, com um falso tom de triste.

– Ainda bem que ela não te escutou – respondi.


Passamos o reto do dia alí, conversando e zuando. O corpo inerte de Drew foi removido da porta e o Hospital disse que poderiamos pedir uma pizza para o almoço! Mas, tudo que é bom dura pouco. As seis horas, fomos obrigados a sair. Ninguém poderia ficar nessa noite, não importava o quanto eu chorasse, a enfermeira chefe continuava dizedo “Me desculpe, regras do hospital”.

Nos despedimos de Percy, um de cada vez, comigo por ultimo. Quando chegou a minha vez, todos sairam do quarto para nos dar um pouco de privacidade.

– Eu tenho que ir – falei o obvio.

– NÃO ME DIGA!?! – retrucou Percy ironicamente. Eu ri.

– Bobo!

– Linda!

– Eu te amo muito sabia?

– Sim, mas é sempre bom ouvir denovo. E eu te acho uma loirinha muito espertinha sabia?

– Sabia sim.

– E você também sabia que eu tenho uma certa quedinha por loirinhas espertinhas?

– Também.

– Te amo sabidinha – e ele m beijou. Foi um beijo longo e calmo, sem nenhuma segunda intenção. Nós só queriamos ficar alí, um com o outro, o máximo que pudessemos, mas tivemos que parar para respirar.

Aproveitei a deixa:

– Acho melhor eu ir. Te amo Percy.

– Te amo Annabeth.

– Amanha eu volto – falei.

– Vou ficar esperando – ele respondeu e eu fui embora.

Notas finais
Então? Valeu a espera? Espero que sim. Se puderem, mandem reviws. Acho que é só isso. Valeu galera.
- SadowPhoenix