Nova York, Aí Vamos Nós!
35 Holy Fuck
Notas iniciais
POV Anúbis
- Fudeu – Percy falou se jogando no sofa e olhando para o nada – Os Angels vão ler essa porra e vir aqui matar a gente.
- Não seja tão pessimista – Thalia falou tentando acalma-lo – eu tenho certeza de que eles vão entender se vocês explicarem.
Meu celular tocou e eu atendi sem olhar o número antes.
— Nós avisamos – falou uma voz familiar do outro lado da linha – Agora vocês vão arcar com as consequencias – a ligação foi encerrada antes que eu pudesse falar qualquer coisa.
– O Percy ta certo – falei olhando para Sadie – O Guner acabou de me ligar e disse que a gente vai morrer.
- Puta merda – Carter falou – e agora, como a gente sai dessa.
- Já que os Hell Angels já estão atrás de vocês dá pra contar a historia toda pra gente – Annabeth falou — vai ver a gente pode ajudar.
- Bom, já que a gente já ta fudido mesmo acho que não faz mal – falou Nico.
- Carter, é contigo – Jason falou.
- Por que eu?
- Porque você que sugeriu aquela maldita viajem – respondi.
- Ta bom, eu conto a merda da historia – ele respondeu – Meninas, é melhor vocês sentarem, a historia é longa – elas se sentaram e nós fomos para a sala de música.
- Bem, já que os Skull Warrior voltaram para a mídia e para os fãns porque não voltar pra valer – Percy falou assim que todos entraram.
- Isso só vai deixar os Angels mais putos – falei.
- Verdade, uma música isolada num show pode até ser justificada, mas voltar a fazer shows e a lançar CDs não rola, a menos que você queria morrer de tanto tomar porrada – Jason disse.
- Vamo fazer assim — Nico disse — a gente espera o Carter terminar de contar aquela porra ai fala de novo, valeu?
- Fecho, então quando o Carter acabar a gente fala disso de novo – falei – Todo mundo concorda?
- Pode ser – Percy disse.
- Por mim pode ser – Nico disse.
- Já que todo mundo concorda vamo descer pra tomar uma cerveja e ouvir o Carter terminar de contar aquela merda de história.
Descemos sem fazer barulho e fomos até a cozinha, cada um pegou uma cerveja e nos sentamos nos bancos e ouvimos Carter contar a historia para as meninas.
- ... ai o Jason pegou um pé de cabra e acertou a cabeça de um deles – Carter falava e as garotas ouviam atentamente — enquanto o Percy apagava o outro com um mata leão. Aí a gente saiu correndo daquele armazém, mas o Guner apareceu com mais uns 20 caras, o Nico não tava em condição nem de andar sozinho, muito menos de lutar, daí eu fui falar com o Guner pra negociar a paz, os termos dele foram a gente nunca mais voltar a Phoenix e nunca mais voltar a usar o nome Skull Warriors, nem como banda nem como grupo de motoqueiros, os meus foram que nós saíssemos de lá sem mais nenhum aranhão, que as nossas coisas fossem devolvidas e que as eles dessem as garotas de volta pra gente, ele aceitou tudo sem relutância e 5 minutos de pois a gente tava voltando pra Los Angeles pro nosso Hotel.
- Isso explica as cicatrizes do Nico – Thalia falou.
- E também porque o Anúbis é tão calado – Sadie disse – mesmo quando estamos só nós dois ele nunca fala muito. Bem, agora eu sei porque.
- Ok meninas – Nico falou — agora que vocês já conhecem a historia fiquem aqui em casa enquanto nós vamos eh... dar uma saída.
- Onde vocês vão? – Annabeth perguntou.
Nós nos entre olhamos por um segundo e então eu falei:
- Melhor a gente falar logo, se não depois elas vão ficar putas.
- Verdade – Jason disse friamente — mas não importa o que elas digam, a gente vai.
- Percy – Carter falou – é contigo amigo, a gente vai estar te esperando na garagem.
- Nem fudendo que eu enfrento essas aí sozinho. As namoradas são de vocês, eu posso até falar, mas vocês vão ficar aqui.
- Tudo bem, mas fala logo, quanto mais a gente demora mais perto eles chegam.
- Ok – ele respondeu se virando para as garotas que nos olhavam — Bem meninas, é o seguinte... nós estamos indo comprar armas.
- Arma, tipo pistolas e espingardas? – Piper perguntou.
- Bem isso – Jason respondeu.
- NÃO! – Sadie gritou – Não, não e não. Isso vai dar merda.
- A Piper ta certa – Annabeth falou com voz autoritária – Isso vai dar merda, e a gente não vai deixar vocês fazerem isso.
- A gente não ta pedindo autorização – Percy disse – ta avisando o que vai fazer. Vamo nessa pessoal. Quanto antes a gente voltar melhor.
- Não saiam daqui – avisei – eu tenho certeza de que o Guner tem alguém por aqui pra vigiar a gente e se essa pessoa descobrir vocês o que vocês significam pra gente vocês vão ser sequestradas e eu nem quero pensar no que eles fariam com vocês. Não abram a porta pra ninguém e façam o mínimo de barulho possível e mantenham as janelas fechadas. A gente volta logo.
Me virei e fui direto para a garagem e os garotos me seguiram. Cada um entrou em seu carro e fomos para a loja.
POV Annabeth
- Eu não acredito que eles tão fazendo isso – falei indignada.
- Vamo tenta entende – ponderou Thalia — o Carter conto pra gente o que aconteceu da ultima vez, eles tão se prevenindo e cuidando da gente.
- Pior que é – Sadie disse – bem, não vai ajudar em nada ficar aqui pensando neles, o melhor jeito de fazer o tempo passar é fazendo alguma coisa.
- Espera aí – falou Piper – São 3 horas da manha, que loja de armas estaria aberta a essa hora?
- Essas lojas costumam ficar abertas 24h por dia – respondi.
- Tendi. Agora o que a gente pode fazer?
- Que tal cozinhar alguma coisa? – sugeriu Zia – a gente saiu de casa as 8 pm, sem jantar, e no show não tinha nada pra comer.
- Pode ser – falou Annabeth – quem topa?
- Eu to com fome e sem nada pra fazer – Sadie disse levantando as mãos.
- Você sempre ta com fome Sadie – falei – mas eu também to com fome, então pode contar comigo.
- Já que todas vocês concordaram eu cozinho também – Piper falou – só tem duas coisinhas, primeiro, alguém , tem que ligar pros meninos e perguntar se eles vão querer comer.
- Deixa comigo – Sadie falou e se afastou um pouco para poder falar no celular em paz.
- Segundo, o que a gente vai cozinhar? Pelo que eu me lembro a gente não tem muita comida.
- Olha, ontem eu e Nico compramos uma peça de picanha – disse Zia — a gente podia cortar em bifes e fritar.
- Beleza – falei – vai ser carne, o que pra acompanhar?
- Que tal arroz e feijão – sugeriu Thalia – nada como um clássico.
- E pra acompanhar bem que podia ter uma saladinha básica e batata frita – falou Zia.
- Ok meninas – disse Sadie voltando para a cozinha — os rapazes estão com fome. Eles querem carne, o Nico falou que tinha uma peça de picanha na geladeira e...
- A gente já sabe da carne – falei – a Zia avisou que ela e o Nico tinham comprado juntos. A gente tava pensando em cortar em bifes e fazer arroz, feijão, batata frita e uma saladinha pra acompanhar. O que você acha?
- Pode ficar bom, mas ta meio pobre, a gente podia fazer alguma coisa pra incrementar isso.
- Tipo o que querida? – perguntou Piper — A gente ta tentando trabalhar com o que tem em casa.
- Tem um mercadinho aqui perto – comentou Thalia – eu podia ir la rapidinho e comprar uma peça de salmon pra cortar e fazer sashimi pra gente ter uma entrada leve.
- Os garotos falaram pra gente ficar em casa – disse Piper.
- Ora, foda-se – respondeu Thalia com raiva – a vida é minha e o carro também, eu vou a onde eu quero.
- Calma Thalia – falei para ela e me virei pra o resto das meninas — E eu acho que não tem problema dar essa saidinha, mas é melhor que os meninos não fiquem sabendo, então vai rápido. Compra raiz forte também, e shoyu.
- Ta bom. Mais algum pedido?
- Compra farinha de trigo pra eu poder fazer um brownie – disse Zia – e ovos.
- Ok. To indo, volto em vinte minutos – ela falou e foi para a garagem.
Assim que ela saiu nós começamos a trabalhar, Zia foi fazer o aroz e a salada, Sadie foi preparar o feijão, Piper ficou com as batatas e eu fui fazer a carne. Em 10 minutos nós já tínhamos tudo pronto, só o feijão que estava sendo cozinhado e o bife que eu fritaria na hora, a única coisa que faltava era a Thalia com o salmon pra fazer sashimi e os meninos para nós podermos comer. Depois de mais 10 minutos nós começamos a ficar preocupadas, a Thalia ainda não tinha voltado e nem ligado para avisar de nada. Quando eu ia ligar para ela eu escuto o som de vários motores potentes na garagem e logo em seguida a porta da garagem é aberta.
- Por que o carro da Thalia ta largado no fim da rua? – perguntou Nico preocupado.
Eu congelei ao perceber o que tinha acontecido.
- Ela tinha ido no mercadinho – consegui dizer, eu estava congelada, não consegui pensar em mais nada além da minha melhor amiga que, sem duvida, tinha sido sequestrada.
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