Nova Vida como Vampira
14 Um passeio pela noite curitibana
Já passava do meio dia e, depois de matar a sede de sangue, o casal de vampiros conversava animadamente. Júlia contou detalhadamente como foi sua missão e o vampiro se surpreendia cada vez mais com o desempenho de sua companheira.
– Sabe, Júlia. Depois de ouvir tudo isso que você fez, só tem uma palavra que posso usar para lhe dizer o quanto estou orgulhoso. – disse o vampiro, com um enorme sorriso no rosto.
– E qual seria essa palavra? – perguntou ela, retribuindo o sorriso.
– Omedetoo! (Parabéns em japonês).
Júlia aumentou ainda mais o sorriso, ficou feliz de se parabenizada por seu amado e também se surpreendeu por ele ter dito em japonês.
– Arigatou gozaimashita – respondeu, após levantar e se curvar para frente, de acordo com o costume japonês. – Não sabia que você sabia algo em japonês. – completou após sentar-se na cama.
– Pois é, depois que te conheci comecei a aprender japonês sozinho. – respondeu o vampiro. – E já sei bastante coisa.
– Sugoi (Legal!) Espero que você não desista e que possamos conversar em japonês. – respondeu a vampira pegando a mão dele.
– Pode ter certeza que não vou desistir. Vou aprender esse maravilhoso idioma, por você e por nós.
Júlia sorriu e beijou a mão dele com muito carinho, então o vampiro aproximou-se e a beijou em seus lábios ainda um pouco molhados de sangue. A vampira retribuiu o beijo e, após deitarem novamente, começaram um relacionamento mais íntimo que foi ficando cada vez melhor, ao ponto de tirarem a roupa e fazerem o que tinham vontade de fazer há muito tempo.
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– Mais um alvo eliminado. – fala Lucas, em seu rádio, após jogar um vampiro na luz solar e vê-lo queimar até virar cinzas.
– Entendido. – responde o homem do outro lado do aparelho. – Volte para o ponto de encontro. Tenho informações de seu agrado.
– Ótimo! – responde o menino com um sorriso. – Logo estarei lá.
Sem perder tempo, Lucas seguiu em direção ao local combinado antes do início da caçada. Ao chegar, viu que todos o aguardavam e, assim que o viu, o homem que havia falado com ele pelo rádio se aproximou.
– Descobri a localização de um alvo que você quer pegar. – disse o homem.
– É mesmo? – alegrou-se o jovem caçador. – Qual?
– Trata-se de uma garota que se tornou vampira há pouco tempo. Ela saiu da cidade e, com certa ajuda, consegui descobrir onde ela está.
Lucas sabia de quem o colega estava falando e abriu um enorme sorriso de satisfação, finalmente poderia eliminar sua principal vítima.
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Já começava a escurecer e o casal de vampiros acordou, abraçados, depois de terem sua primeira tarde de amor. Eles sorriram e, após sentarem, se beijaram, mas não tiveram muito tempo, pois Sagwa pulou entre eles miando.
– Oi minha gatinha linda! – disse Júlia abraçando-a. – Dormiu bastante?
O vampiro fez um carinho na cabeça do animal e levantou-se para se vestir. Júlia ficou sentada na cama, brincando com Sagwa e pensando nos ótimos momentos passados a pouco com o namorado, então, de repente, a gata pula dos braços dela e afasta-se rapidamente.
Júlia assustou-se com essa reação, achando que passaria a ser rejeitada pelo animal por ser vampira. Este pensamento não durou muito tempo, pois ela viu o motivo do movimento repentino de Sagwa: era apenas a sombra de uma pomba que pousara atrás da cortina. A gata estava em posição para atacar a sombra, caso ela se mexesse, então Júlia a pegou novamente e abraçou-a.
– Não seja boba, Sagwa. – brincou ela. – É apenas uma sombra e, além disso, o vidro está fechado e estamos no oitavo andar.
Cléber riu e pegou a gata das mãos da vampira.
– Temos que levá-la até o veterinário, antes que feche. – disse ele.
– É mesmo. – respondeu Júlia, levantando-se para se vestir também. – Eu tinha esquecido.
Assim que a vampira ficou pronta, eles saíram. Chegaram à recepção e viram que era o garoto que estava lá e, assim que os viu, sorriu.
– Oi amigos. Vão aproveitar a noite fresca?
– É. – respondeu a vampira. – Sabe onde fica o veterinário mais próximo? E que ainda esteja aberto, é claro.
– Saindo para o lado esquerdo, fica na segunda rua à direita. – respondeu o garoto. – É logo no começo da rua, não tem como errar.
– Obrigado. – respondeu Cléber.
– Muito bonito o seu gato. – disse o garoto, antes de eles saírem.
– É gata. – disse Júlia, um pouco nervosa. – O nome dela é Sagwa.
– Ta certo. – respondeu ele, meio sem graça. – É um belo nome também.
Júlia deu um sorriso e o casal saiu do hotel, sem dizer mais nada. Eles não tiveram dificuldade para achar a casa e, assim que entraram o veterinário já os cumprimentou.
– Boa noite. Por aqui, por favor.
O homem conduziu-os até outra sala, após olhar para a gata, que estava nos braços de Júlia.
– É um belo animal. – disse ele. – Qual é o nome dela?
– Sagwa. – respondeu Júlia, imaginando como ele percebeu que era fêmea sem nem mesmo pegá-la.
– Certo. – disse ele sorrindo. – Pode colocar a Sagwa nesta mesa, por favor.
O veterinário examinou a gata, a qual não reagiu de nenhuma forma durante todo o processo. Júlia e Cléber deram as mãos e prestaram atenção em todos os movimentos do homem.
– Onde conseguiram esta gata? – perguntou o veterinário, com uma expressão séria, depois de acabar o exame.
Cléber contou toda a história para ele, desde quando achou a caixa até aquele momento.
– Ela... ela tem alguma doença? – perguntou a vampira, preocupada.
– Podem ficar tranqüilos. – respondeu ele sorrindo. – A sua gatinha está com a saúde perfeita, não tem nenhuma doença e tomou as vacinas necessárias antes de ser deixada naquela caixa.
– Que bom. – respondeu Júlia, pegando Sagwa. – Muito obrigada, doutor.
– Quanto lhe devo? – perguntou Cléber pegando a carteira no bolso.
– Nada. – respondeu o veterinário, prontamente. – Não cobrarei esta consulta. Fica como cortesia da casa.
– Mas nós somos de São Paulo e, provavelmente, vamos embora antes de precisar voltar aqui. – disse a vampira.
– É mesmo? Então, digamos que não cobro consultas depois das seis e meia. – respondeu o veterinário, sorrindo, depois de ver as horas em seu relógio.
– Tudo bem. – sorriu o vampiro, guardando a carteira. – Obrigado.
– Obrigada. – agradeceu também a vampira.
– Não precisam agradecer, gostei de vocês. – ele faz um carinho na cabeça de Sagwa. – Além disso, esta gatinha linda se comportou muito bem.
O casal se despediu do veterinário e iniciaram um passeio pela noite de Curitiba. Ficaram andando e conversando durante um bom tempo, sem saber para onde estavam indo, mas nem se importavam com esse fato, pois era só pegar um táxi. Com certeza o taxista saberia onde fica o Hotel Nikko.
Ao passarem perto de uma lanchonete, Júlia sentiu um cheiro muito bom e conhecido por ela.
– Isso é... é Yakisoba. – disse ela, já com água na boca.
– Podem entrar com o gato, não tem problema. – disse uma garçonete, que passava, ao vê-los na porta.
– Não é isso. – respondeu Cléber. – Estamos sem dinheiro, outro dia a gente volta.
– Tudo bem. – respondeu a funcionária, sorrindo.
O vampiro pegou no braço de Júlia, que estava praticamente hipnotizada por aquele cheiro. Quando estavam há alguns metros do local a vampira voltou ao normal.
– Esta é a parte ruim de ser vampira. – disse olhando para ele. – Não poder mais comer aquilo que gosta.
– É verdade. Também me sinto assim às vezes. – respondeu o vampiro, abraçando-a. – Mas nós temos que aceitar esta condição, não temos escolha. É um dos preços que pagamos pela imortalidade.
– Eu sei. – disse ela, triste. – Mas eu comia Yakisoba quase todo dia, era o prato que eu mais gostava.
Cléber sentiu-se, por um momento, culpado por essa tristeza de Júlia. De certo modo, ele era o responsável por esta situação.
– Bom, vamos deixar isso pra lá. – disse a vampira, animando-se novamente. – Já é passado e precisamos seguir em frente.
O vampiro sorriu pra ela e, após darem as mãos, voltaram a andar. Depois de um tempo, eles cruzaram com um homem que estava ouvindo música enquanto caminhava e, após entregar Sagwa para Cléber, a vampira correu até o homem e o mordeu no pescoço, sem nem mesmo virá-lo. Tomou uma boa quantidade de sangue e, assim que ele caiu desmaiado, pegou um dos fones e ficou surpresa com a musica que tocava: era japonesa e, ainda por cima, uma das que ela mais ouvia.
Ela voltou rindo até o namorado e, antes mesmo dele perguntar, lhe falou sobre a música. Ele também começou a rir e devolveu a gata para ela, então os dois voltaram a andar para achar uma vítima para o vampiro.
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– Bonna notte, Príncipe Garcia. – disse o vampiro assim que a ligação foi atendida.
– Buenas noches, caro Ricardo. – respondeu Garcia, reconhecendo a voz do amigo. Espero que não seja nenhuma reunião de última hora. – brincou o príncipe.
– Não, não. – respondeu o outro rindo. – Eu só queria te avisar que os meus amigos que estão aí precisam voltar logo.
– Aconteceu alguma coisa aí em São Paulo?
– É que tem um caçador aqui que, pelo menos é o que parece, sabe que ela está aí. – explicou o vampiro. – E como você já tem muitos problemas pra resolver, é melhor evitar mais um não é mesmo?
– É verdade, a coisa não está fácil por aqui. – diz o príncipe da capital paranaense. – Mas você acha que esse caçador tem intenção de vir pra cá?
– É possível que sim. Pelo que ouvi, a garota é o principal alvo dele.
– Tudo bem. Esta noite o casal está passeando pela cidade, mas providenciarei a partida deles para amanhã à noite.
– Ok. Avise-me assim que o avião decolar.
– Pode deixar amigo.
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O casal de vampiros já estava andando há um bom tempo para encontrar mais vítimas, achavam estranho as ruas estarem totalmente desertas.
– Ta certo que estamos andando pelas ruas menos movimentadas, mas deveria ter alguém passando. – fala Cléber, já sentindo a fome se manifestar.
– Logo acharemos alguém, meu amor. – sorriu a vampira. – Não se preocupe.
Depois de andar mais alguns metros passaram na frente de um sobradinho e, para a surpresa deles, havia uma garota, de cabelos cacheados, que aparentava ter uns vinte anos. Ela estava sentada na calçada, brincando com um lindo gatinho branco. Os dois vampiros pararam em frente a casa e ficaram olhando para a garota, a qual também olhava para eles. Na verdade, a garota estava mais interessada no gato siamês que Júlia carregava.
– Vai ser essa mesmo. – disse o vampiro já andando na direção da garota.
– Não! – falou Júlia segurando o braço dele. – Vamos procurar outro humano.
– Posso saber por quê? – perguntou ele, já praticamente dominado pela Fome. – Você a conhece, por acaso?
– Não exatamente. – respondeu a vampira, sem saber o que dizer. – Quer dizer, não a conheço pessoalmente, mas tenho a impressão de que é ela que escreve fics naquele site que te falei.
– E o que isso tem a ver com ela ser minha vítima?
– Sei que não tem nada a ver, mas, de certa forma, eu não gostaria que ela fosse mordida. – explicou Júlia, olhando para a garota. – Nem eu mesma faria isso com ela.
O vampiro olhou bem para a garota e viu que ela olhava para eles de uma forma diferente, como se desconfiasse de algo. “Não, não tem como ela desconfiar que somos vampiros”.– pensou. “Tenho certeza de que não nos ouviu”.
– Tudo bem. – disse ele. – Vamos procurar outra vítima.
Então pegou a mão de Júlia e saíram rapidamente da frente daquela garota, antes que ele não conseguisse se controlar.
A garota ficou olhando os dois se afastarem, ela achou um pouco estranha a cena que acabara de presenciar. Ela, realmente, não ouviu nada do que eles disseram, mas teve a impressão de que o cara queria algo com ela e a garota não o deixou nem se aproximar.
– Que tipinhos malucos, não é mesmo? – disse ela levantando sua gatinha na altura de seus olhos. – Bom, vamos entrar que já está tarde.
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– Duas passagens para Curitiba. – disse Lucas no guichê do Aeroporto de São Paulo. – O horário mais perto possível, por favor.
– Tenho para amanhã às sete e meia. – respondeu a funcionária, depois de consultar o computador.
– Esse é o horário mais próximo? – perguntou o garoto.
– Sim senhor.
– Tudo bem. – respondeu ele, inconformado. – Pode ser esse mesmo.
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Depois de caminharem por mais um bom tempo, os vampiros encontraram outro humano e, assim que Cléber se alimentou, decidiram que era hora de voltar ao hotel. Entraram numa rua um pouco mais movimentada e logo apareceu um táxi.
Chegando ao hotel, Júlia levou o namorado para a sala de computadores. A vampira sentou-se naquele que já estava acostumada e Cléber pegou um ao lado dela e, enquanto aguardavam os aparelhos ligarem, eles se beijavam carinhosamente. Cléber decidiu fazer uma pesquisa no Google e a vampira, depois de colocar para tocar a Radio Banzai, abriu o site FF-SOL para ler a nova fic de sua ficwriter favorita, “Compromisso com uma tartaruga?!”. Ela fazia carinho na barriga de Sagwa, que estava deitada em suas pernas, enquanto lia e ria nas muitas passagens engraçadas do texto, quando o locutor da rádio anunciou uma musica que ia tocar e ela achou qu e Cléber gostaria de conhecer essa música.
– Me deixa por um negócio pra você, amor? – perguntou a vampira, se aproximando dele.
– Claro que sim. – respondeu ele, sorrindo.
– Vai gostar dessa música. – disse ela enquanto abria o site da rádio. – Depois que acabar te mostro a tradução dela.
– Ok. – respondeu ele colocando os fones de ouvido.
A música começou a tocar e Cléber estava mesmo gostando, ele não entendia praticamente nada do que era dito, mas sabia que a letra era boa.
Netta furikaa koonnami tsurai koto datowa
Ima ochita shizukuwa namida dane
Soshite kimiga deteyuku yoake o matte
Kura yamiga kowai kimino koto dakara
Ichiban daijina mono ga
Ichiban tookue ikuyo
Konnani oboeta kimino mono
Subetega omoide ni naru
Darekara mo kiminara
Sukare to omo shinpai wa
Iranai sabishi yo
Mureni bokuno tamedato
Sayonara no yoake
Omoo teru
Kimidakara setsunakute
Ichiban tikaku ni iitemo
Ichiban wakari aenai
Konnani aishita bokunoo subetega
Iiwake ni naru
Ichiban daijina mono ga
Ichiban tookue ikuyo
Konnani oboeta kimino mono
Subetega omoide ni naru
Ichiban tikakuni iitemo
Ichiban wakari aenai
Konnanni aishita bokunoo subetega
Iiwake ni naru
Assim que acabou, eles sorriram um para o outro e Júlia abriu um site de letras de músicas, no computador dele, com a letra traduzida:
Toda vez que eu te vejo
Logo me lembro, primeiro dia em que eu te vi
Foi numa noite linda
Como esta noite que está sendo aqui
Veja só olhe agora
Nós dois aqui
Eu olhando pra você
E é com satisfação
Que te ofereço esta linda canção
Hoje o sol já brilhou
Brilhou para ti
Hoje a lua está linda
Como eu te vi
Mas já é tarde eu já me despedi
Só sei que eu nunca mais verei a ti
Muitos anos vão passando
Eu não te vejo
Estou sozinho me recordando
Do dia em que eu te encontrei
E das palavras que não falei
Nos caminhos desta vida Sinto um vazio
Estou esperando por você
Eu sei que é ilusão
Sinto uma dor dentro do coração
Eu te peço eu suplico
Quero você
Eu te falo eu te digo
Amo você
Mas que me importa eu nunca mais terei a ti
Só sei que o meu sonho é junto a ti
Hoje o sol já brilhou
Brilhou para ti
Hoje a lua está tão linda
Como eu te vi
Mas já é tarde eu já me despedi
Só sei que eu nunca mais verei a ti
Eu te peço eu suplico
Quero você
Eu te falo eu te digo
Amo você
Mas que me importa eu nunca mais terei a ti
Só sei que o meu sonho é junto a ti
O vampiro leu a letra traduzida e, vendo que realmente era uma boa música, sorriu para ela.
– O que achou? – perguntou a vampira. – Essa é uma das músicas que mais gosto.
– Então será uma das minhas favoritas também. – respondeu ele, aumentando o sorriso. – Quero que me indique mais músicas em japonês, afinal estou aprendendo e o melhor jeito é ouvindo música, não é?
– Combinado. – respondeu a vampiro abraçando-o e beijando seus lábios. – Agora vamos para o quarto antes que amanheça.
– Nossa, é mesmo. – assustou-se ele olhando no relógio do computador. – Como o tempo passou rápido.
Os dois desligaram o equipamento e subiram, de mãos dadas, para o quarto. Assim que chegaram, Júlia colocou a gatinha na caixa e achou engraçado ela bocejando, como se fosse humana, e dormindo toda esticada e de barriga para cima. Então ela também foi deitar-se ao lado de seu namorado e os dois tiveram um relacionamento bem íntimo antes de adormecerem abraçados.
Eu pretendia terminar a fic neste capítulo, mas, como estou escrevendo sem um planejamento antecipado, esta noite foi um pouco mais longa do que eu esperava. ^^
A música deste capítulo chama “Saigo no Iiwake” e é cantada por Tokunaga Hideaki e a versão traduzida é “Lembranças” do cantor Joe Hirata.
Obrigado por acompanharem esta fic.Comentem, por favor.
Até mais.
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