Nova Rotina
3 Diversão
Notas iniciais
Passaram-se dois meses desde o acontecimento em São Paulo, Tony trabalhara bastante durante esse tempo, tendo uma pequena folga para se divertir, enquanto isso Ana conhecia a cidade tendo como companheira Pepper que, nessas saídas a cidade, a ajudou a comprar algumas roupas, precisava se distrair um pouco, pois estava muito preocupada com a família, eles, provavelmente estavam procurando por ela, enquanto ela estava nesse mundo paralelo. Estava preocupada, também, com Tony que trabalhava dia e noite procurando uma forma de chegar ao mundo dela, de leva-la para casa. Nesse meio tempo, tornaram-se amigos, numa dessas conversas Tony lhe perguntou sobre o seu futuro, que carreira seguiria.
—Não sei.—Ana falou—Eu faço Faculdade de Direito, ou pelo menos eu fazia, mas era só para agradar meus pais. Eu ainda não sei o que eu realmente quero fazer, mas eu quero algo que me deixe livre, que me alegria.—Falou enquanto fitava o horizonte e bebericava um copo de suco na sacada da mansão.
—Ser livre?...Faz curso de Turismo. —Falou comum tom de deboche.
—Sabe, não é má ideia.
—O que?... Não, turismo não. Nada contra esse curso, mas turismo Ana, qual é?—Ana apenas sorriu.
—Ana eu nunca lhe perguntei, eu sei que é uma pergunta que as mulheres não gostam de responder... —Ele parecia um pouco desconfortável.
—Sim, qual a pergunta? Faça logo. —Ana perguntou um pouco impaciente e curiosa.
—Quantos anos você tem mesmo?—Finalmente pergunta.
—Ah, tanto drama para uma pergunta tão simples? Por favor, né Tony!—Ela sorri—Eu tenho vinte e dois.
—Só?—Ana confirma com a cabeça—... E geralmente as mulheres não gostam dessa pergunta.
—Mas nós somos amigos, você pode perguntar. —diz isso deixando a sacada indo em direção a cozinha, Tony a segue, vai em direção a pia para lavar o copo.
—Você sabe que não precisa lavar né?—Tony esta encostado na bancada se servindo de um copo de whisky.
—É só um copo.—Ela se vira bruscamente para ele e fica lhe observando, “nossa, como ele é lindo”, pensou.
—Estar servida?—Fala tirando Ana de seus devaneios.
—Eu aceito sim.—Responde.
Tony havia convencido Ana fazer um treinamento para controlar os seus poderes recém adquiridos, estavam na academia pessoal de Tony. Ana usava tênis, um top vermelho e uma lege, enquanto Tony usava uma camisa regata preta, que evidenciava seus músculos e, e uma calça moletom da mesma cor.
—Tudo bem, vamos começar.—Tony tira uma caneta do bolso esquerdo de sua calça e coloca no chão.
—Vamos escrever? Eu vesti essa roupa para sentar no chão e escrever poemas?—diz um pouco irritada.
—Você não deixou falar, posso falar Srtª. Pinhelli?—Ela assentiu. —Eu quero que você tente levitar essa caneta.
—Mas eu não sei nem por onde começar, Tony.
—Pensa... Pensa em alguma coisa que te deixa zangada. —falou.
—Algo que me deixa zangada... Hum... Vamos ver. —Pensou no dia em que em que descobriu que seu ex-namorado havia lhe traído, é... aquele foi realmente um dia ruim.—Tudo bem, ‘tô pronta.—De suas mãos emanava uma luz lilás essa luz passou por baixo da caneta, pegando-a suavemente.
—Muito bem.—Tony a parabenizava, muito cedo por sinal, o que veio no momento seguinte foi uma luz lilás abrindo um buraco no teto.
—Oh, nossa Ana. Em que você pensou? –Ela a olhou atômico.
—A culpa foi sua você disse para pensar em algo que me deixa zangada.—Deu de ombros.
—Tudo bem, novo plano. Pense em algo que te deixa... Calma. Isso calma, calmaria é uma coisa boa, eu gosto muito. Vou por essa outra caneta para você levitar, aliás, você me deve uma caneta e um teto.—Ana deu uma gargalhada.
Pensou numa vez em foi a fazenda de seu pai, sem trabalhos da faculdade, e principalmente, sem o barulho trânsito, apenas o som da natureza. Passou o final de semana inteiro na calmaria. Ana começou o processo novamente, mas dessa vez ela levitou a caneta com suavidade, colocando a canta no bolso de Tony.
—Ah, eu consegui, você viu? Eu consegui.—falava alto, tamanha a sua euforia.
—É, eu vi sim.—Deu um sorriso de canto.—Ah, Ana as indústrias Stark vai dar uma festa amanhã e você vai.
—Quanta consideração, me convida para uma festa em cima da hora.—Falou indignada.
—Nem eu mesmo sabia dessa festa, Pepper se esqueceu de comunicar ao chefe. Vê se pode?!
—Tenho certeza que não comunicou porque estava atarefada, ela trabalha pra caramba. Mas eu não posso ir, eu não roupa para um evento desse porte.
—Então compre uma roupa, oras.
—Que...
—Considere como um presente de aniversário. Não pode recusar.
—Quem disse eu ia recusar?—Fala. –Se uma pessoa lhe compra um vestido, você aceita.—ela rir e sai para tomar rumo ao “seu quarto” para tomar banho.
—Você estar se aproveitando da minha bondade. —Tony fala enquanto ela se distancia dele, Ana dar uma gargalhada.
—Essa festa veio mesmo a calhar, já estou a bastante tempo e não conheço quase ninguém.
Pepper e Ana marcaram de sair mais tarde para comprarem o vestido para a festa, desculpou-se com Tony e Ana e saíram as compras, o vestido de Pepper também era “presente” de aniversário de Tony.
—Ele sempre faz isso.—disse enquanto entravam numa loja—Ele tem esse problema com datas. Até hoje ele não sabe da data do meu aniversário, ele não sabe nem os números do seu RG.
—Pelo pouco que eu o conheço isso não me surpreende. —Riram.
Ficaram a tarde inteira na rua em busca do “vestido perfeito”, Pepper falava que elas tinham que estar vestida para matar, Ana concordava. Quando chegaram à mansão eram cerca de sete da noite.
—Você ainda não conhece o Coronel James Rhodes, né?
—Não.
—Bem você vai conhecê-lo. Ele é um cara bem legal, educado, além de lindo,..—entraram na sala—olha ele aí, boa noite Rhodey.
Quando Ana olhou, viu um homem negro, alto, forte, era obrigada a concordar com Pepper, ele era realmente lindo.
—Boa noite Pepper.
—Essa é Ana Pinhelli—virou-se para Ana.—Ana esse é o Coronel James Rhodes.
—Prazer em conhecê-lo, Sr. Rhodes.
—me chame de James, o prazer é meu.—deu um beijo casto em sua mão.
—Boa noite Pepper, boa noite Ana obrigado por me ignorarem. —Tony se manifesta.—Como foram as compras?
—Foram ótimas e cansativas, mas estamos bem, não é Pepper. —dá um sorriso na direção de Pepper. —Foi um dia para meninas, ah e torramos seu cartão de crédito, obrigada pelo presente. Você tem bom gosto para vestidos. —Deu uma piscadela para Tony.
—De nada.—Tony achou graça do jeito que ela piscou, era...fofo.
—Bom, o papo estar muito bom, mas eu tenho que ir, nos encontramos na festa.—Falou olhando para Ana—Não se esqueça do eu te falei, Tony. Boa noite.—E saiu.
—Algum problema, Tony?
—Não, nenhum. —Mas Ana havia percebido um ar de preocupação no rosto de Tony, Pepper também notou, mas não falou nada.
—Bem eu só vim acompanhar Ana até em casa. —“Estou longe de casa, Pepper”, pensou—Eu já vou indo. Boa noite e juízo, Tony.
—Eu tenho de sobra, só que as vezes eu não uso.—Riu.
—Então, o que vamos comer?
—Eu estava pensando em cozinhar...
—O que? Você cozinhar? Você pode ser um excelente cientista, mas como cozinheiro você é péssimo.
—Qual é aquele almoço não estava tão ruim assim. —Ela lhe direciona um olhar significativo. —Tudo bem, estava mesmo horrível, vamos pedir uma pizza.
—Pizza é bom, eu gosto muito.
Tony fez o pedido, decidiram que iriam assistir um assistir um filma durante um jantar. Ana foi tomar um banho enquanto a pizza não chegava, foi para o seu quarto temporário, colocou o vestido que compara sobre a cama, despiu-se e foi ao banheiro. Foi um banho relaxante, agua quente fazia seu corpo relaxar. Decidiu vestir um short jeans razoavelmente curto, e uma camisa folgada, que antes pertencia a Tony e que se tornou sua no primeiro dia em que chegou a casa dele. Desceu, a pizza já havia chegado o filme estava no começo, sentou-se ao lado de Tony no sofá e pegou um pedaço de pizza. Só então percebeu que Tony a encarava.
—O que foi?—Perguntou enquanto mordia um pedaço da pizza que tinha nas mãos. Tony riu por ela falar de boca cheia.
—Essa camisa é minha.
—Correção, essa camisa era sua, agora ela é minha. Aceite isso e vamos assistir ao filme.
Tony não discutiu, apenas virou-se para o filme, Ana comeu e se acomodou perto dele, ela não sabia que filme estava passando, apenas olhou para a tela. Não demorou muito e Ana já estava dormindo.
—Ana olha isso, essa é a melhor parte—Olhou para ela e percebeu que ela havia adormecido. —Você é uma ótima companhia para assistir filmes. —Disse irônico. Ele a pegou nos braços, a levou para a cama e a cobriu com o cobertor.
Eram oito horas da noite, Tony esperava Ana impaciente, Andando de um lado para o outro na sala.
—Vamos Ana. —Gritou—Eu quero chegar logo, para sair logo também.
—Estou indo, só falta uma coisa...Pronto. Estou descendo.
Tony para de andar no momento em que ela aparece no topo da escada, está usando um vestido longo, verde-claro, de um ombro só, o vestido marcava seu corpo até o meio das pernas e solto até os pés. A cor contrastava com seu tom de pele morena-clara, usava os cabelos soltos com apenas umas ondulações para dar volume, no rosto, usava uma maquiagem que deixava os lábios em evidência, usava um batom vermelho, uma sombra não muito escura nos olhos. Tony trajava um smoking preto, com uma gravata-borboleta da mesma cor.
—E aí? Como eu estou?-Ana fala tirando-o do transi.
—Vo-você... —Gagueja—Você está linda.
—Eu sei—Diz com um sorriso de orelha a orelha. —Você até gaguejou. —Deu uma gargalhada. —Eu estou mesmo incrível.—Disse enquanto descia.
—Depois dizem que sou eu o dono de um ego gigante. —Revirou os olhos. —Vamos. E se prepare para ser capa de revista amanhã.
—Você também está lindo, Tony. —“Um gato”, pensou.
Quando chegaram, a entrada da festa estava repleta de repórteres, câmeras, fotógrafos e fãs. Tony falou com alguns repórteres e depois se dirigiram para a festa. Lá, havia políticos, famosos representantes das empresas mais influentes do mundo, avistaram Pepper e James e foram até eles. Pepper usava um vestido azul lindo, com uma abertura nas costas e cabelos soltos, James trajava um paletó azul-marinho, com uma gravata-borboleta preta.
—Pepper, você esta linda. Quem você esta querendo seduzir?—olhou para os lados como se procurasse alguém.
—Muito engraçado, Tony. Ana você esta linda.
—Obrigada, você também.
—Gostando da festa Rhodey? Da vista?—Tony diz num tom sugestivo.
—Muito, Tony. Como vai Srtª. Pinhelli? Esta gostando da festa?
—Vou muito bem obrigada. Estou adorando, precisava mesmo sair um pouco. Só não gostei muito daquele alvoroço na entrada, Tony arrasta multidões por onde passa.
—Bem-vinda à minha vida, Ana.
Tony, Pepper e Rhodes conversaram um pouco com os investidores e políticos ali presentes, Ana ficou conhecendo alguns ali presentes. Depois das formalidades necessárias, Tony tirou Ana para dançar, era uma musica suave, calma. Depois Ana Dançou com Rhodes, ele era uma boa pessoa mesmo, percebeu que ele queria algo mais do que amizade, mas não era bem isso que ela realmente queria.Tony estava no da festa com uma mulher incrivelmente linda, “Temos a sorteada da noite.” Ana pensou, logo depois Tony saiu com a mulher. Foi uma festa memorável para Ana, apesar de todas as formalidades, Rhodes a levou para casa de Tony, despediram-se e Ana entrou, foi direto para o quarto, estava cansada, retirou o vestido e o colocou sobre a cadeira que se encontrava no canto do quarto, limpou o rosto, pôs uma camisola e foi dormir. Acordou onze da manhã, fez sua higiene matinal e desceu para tomar o café da manhã, encontrou Tony na cozinha.
—Pensei que você ainda estivesse dormindo.
—Não.—Pegou uma jarra de suco.—Tenho que voltar para a oficina.—Serviu o seu copo e o dela.
—Obrigada.
—Olha...você pode me fazer um favor?
—Se estiver ao meu alcance.—Pegou uma fatia de pão.
—Você pode dispensar a moça para mim?
—O que?—Olhou-o incrédula.
—Pepper está de folga hoje e eu pensei que talvez você pudesse me ajudar com esse probleminha.
—Por que você não faz isso?
—Eu não gosto de me envolver com esses probleminhas.
—Então que você não a arrastasse para cá.
—Ana, por favor, tenho que voltar para a oficina.
—Tudo bem—suspirou vencida.—Mas isso vai ter um preço.
—Obrigado Ana.—Deu um beijo inesperado em seu rosto e saiu.—A roupa dela esta ali, leve para ela por favor e saiu.
Ana terminou o café, pegou as roupas, foi ao quarto de Tony despertar a mulher, estava dormindo apensa com o lençol cobrindo o seu corpo.
—Olá. —Ela permaneceu imóvel.—Olá moça.—Falou um pouco mais, mas resultou em nada
—MEU BEM, ESTÁ NA HORA DE ACORDAR.—Gritou e a mulher acordou assustada.
—Tony me pediu para lhe trazer essas roupas e...
—Onde está Tony?
—Está ocupado, você achou mesmo que você seria acordada com ele passando a mão nos seus cabelos?—Não esperou uma resposta. —Enfim, ele pediu para trazer suas roupas e disse que tem um carro a sua disposição para lhe levar aonde você quiser.
—Quem você pensa que é para falar comigo desse jeito?
—Com certeza alguém com mais importância que você.
Ana saiu do quarto, logo em seguida a mulher deixou o quarto furiosa, Ana apenas deu de ombros e foi ao encontro de Tony.
—Está feito.
—Como ela reagiu?
—Não muito bem.
—o que você falou?
—Nada mais que a verdade. —Riu e saiu para a sala, sua série favorita estava passando naquele exato momento. Ainda havia esperança de voltar para casa, ela só tinha que esperar mais um pouco.
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