Notas iniciais
Boa Leitura.

CAPÍTULO 2

PASSADO

Estávamos indo para Terra, as pessoas cochichavam, outras dormiam, outras com olhares nervosos, tinha se passado dois dias desde que o Chanceler tinha dado o anúncio, as pessoas eventualmente aceitaram a idéia de que iriam para a Terra, afinal não tínhamos escolhas, os alimentos estavam escassos e o oxigênio tava acabando, só algumas pessoas sabiam desse fato, eu só fiquei sabendo disso porque a esposa do chanceler, Elara O’Connor é muito amiga da minha mãe, então como uma garota sorrateira de 13 anos acabei entre-ouvindo a conversa das duas.

A voz do mensageiro desviou minha atenção do passado.

— Apertem seus cintos e permaneçam calmos – Falou uma voz suave dos microfones em volta.

— Rennyan, está com os cintos bem presos ? – perguntou meu pai.

Revirei os olhos e disse – Sim pai, estou, essa é a quinta vez que você me pergunta.

— Querida, não tem nada de mais nos preocupar com você – disse minha mãe do meu outro lado.

Meu pais, eu diria que são os melhores, sempre me deram atenção mais que o suficiente, sempre me apoiaram,e de uma coisa que eu sei, é que sou muito grata por eles.

Então as luzes escurecem e luzes vermelhas começam a piscar, e um barulho incrivelmente alto começa a tocar, e sei muito bem o que isso significa, e coisa boa que não é.

— Pai, porque estão acionando o alarme? – Pergunto, pareço calma por fora, mais estou alarmada por dentro

— Não sei querida, o melhor a se faz... – suas palavras são interrompidas quando a gravidade nos deixa e sinto a nave despencar, gritos se ouvem ao meus redor, olho desesperadamente ao meu redor, e vejo quando algumas pessoas voam dos seus lugares e batem no teto, minhas mãos vão imediatamente para meu cinto bem colocado.

Percebo como a nave ganha cada vez mais velocidade, nunca senti tanto medo como sinto agora, então o mundo estoura ao meu redor, a nave cai no solo em um enorme estrondo, sinto quando meu corpo vai para frente com violência e o cinto se rompendo com a força do meu corpo sendo jogado para longe, ouço a voz dos meus pais gritando meu nome, antes que eu bata minha cabeça na parede e tudo fica escuro.

— Querida, você está bem ? – minha mãe pergunta assim que eu abro meus olhos.

Gemo e coloco a mão na minha cabeça, olho ao redor e vejo que estamos dentro da nave ainda.

— O que aconteceu ? – Pergunto, olhando para os olhos escuros da minha mãe.

— Parece que o sistema da nave pifou, então perdemos o controle, e a nave despencou, ainda bem que o impacto não foi tão forte. – ela diz

— Não foi tão forte ? fala sério, quase arrancou minha cabeça fora.

Minha mãe ri do meu drama, mais não me importo, começo a prestar a atenção nas pessoas ao meu redor, algumas estão machucadas como eu, e os que estão em uma situação melhor, estão os ajudando, levanto ao avistar o meu pai.

— O que está rolando ? estamos na terra não é ? por que ainda estamos aqui dentro ? – Disparo uma pergunta atrás da outra.

— Calma meu biscoito, respira, estamos cuidando dos feridos, agora não seria o momento ideal para abrirmos o portão. – Ele diz, suas mãos apoiadas nos meus ombros.

Olho para as paredes de ferro cinza, como se pudesse ver através dela.

— Será que lá fora é igual aquelas imagens que a gente vê nos livros ? as árvores grandes e imponentes, os cavalos, coelhos, se as flores realmente têm aquele cheiro bom como os livros descrevem.

— Eu também não sei querida, mais não se preocupe já estamos na terra afinal, amanhã mesmo podemos abrir os portões, então você poderá ser livre para fazer suas aventuras – Meu pai diz com seu sorriso doce e os olhos verdes iguais os meus.

Depois da conversa com meu pai, subo na parte de cima da nave, onde tem janelas, já que eu não posso ver ao vivo ainda, quando chego lá, as janelas estão lotadas, cheias de pessoas curiosas querendo descobrir o desconhecido, vou me espremendo meu corpo pequeno, até colar meu rosto praticamente na janela. Vejo árvores e mais árvores, iguais as dos livros, grandes e parecendo majestosas, vejo a terra marrom parecendo tão suave, mais nada se compara ao céu, era algo tão belo, tão indescritível, era um revolto de azul,laranja e vermelho, as cores pareciam se complementar, e ali do lado quase se pondo estava o sol, era uma enorme bola brilhante, o que eu estava vendo não fazia jus ao que os livros descreviam, nem em um milhão de anos eu poderia imaginar algo tão belo.

— É incrível não é ? – olhei para o lado vendo um menino moreno da minha idade, se não me engano seu nome era jefté, seus enormes olhos marrons brilhavam com a beleza da Terra.

Olhei novamente para a bela paisagem e sussurrei

— Sim, é incrível.

Notas finais
eai gostaram ? podem comentar, n mordo hahah
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.