Nova Fraqueza

6 Capítulo 6 - Joelhada dolorosa


Quando saímos da aula comecei a contar o que tinha acontecido com Alex e que ele não tinha razão nenhuma para se armar em parvalhão comigo.

– Não te preocupes ele não se mete mais contigo eu agora estou ao teu lado e vamos ver se ele se chega a tua beira.

– Obrigado mas não precisas de me preoteger, não sei se reparas-te mas eu sou mais do que capaz de levanta-lo outravez do chão.

– É verdade e como raios é que tu conseguis-te fazer isso? Não é por nada mas ele é bem mais alto e forte que tu e tu levantaste-o do chão quase sem problemas.

– Não sei o que é que me deu acho que foi uma descarga de energia ou quê. — Corei ao perceber que ele tinha reparado na minha força.

– De qualquer maneira eu vou estar sempre ao teu lado e não podia ser de outra maneira. Eu vou apoiar-te e se quiseres ajuda para dar uma surra nele eu posso fazer o favor de o segurar por ti.

– Obrigado. Podiamos combinar ir andar de skate logo, eu saiu as 16:00h e tenho a ultima aula de filosofia.

– A minha é matemática e também saiu as 16:00h depois eu espero-te a saída da escola ok??

– Ok eu vou indo para a sala o sinal deve estar quase a tocar. Depois eu vou ter contigo a sala para almoçarmos.

– Até logo.

Cada um seguio o seu caminho e quando eu ía a entrar na sala deparei-me com o Alex sentado a jogar video jogo em cima da mesa

Quase que tive de ir a correr para vomitar mas consegui controlar-me e quando ía a sair ele chamou-me.

– Ei volta aqui eu quero falar contigo. — Depressa saiu do sitío onde estava para ir ter comigo já que eu estava a andar a passo rapido pelo corredor da escola.

– E quem disse que eu queria falar contigo? — Disse enquanto olhava para trás e ele não largando o meu pé, segurou-me pelo braço e puxou-me para uma porta de saída de emergência que dava a uma longa escadaria.

– Larga-me, que é que tu queres? Ainda não chegou hoje de manhã? Queres mais?

– Quem é que tu pensas que és para falar e fazer aquilo que tu fizes-te hoje de manhã? Envergonhaste-me perante toda a escola sua vadia de um raio.

– Tu é que não tinhas nada de implicar comigo desde o principio, as pessoas normais aceitam as desculpas e seguem em frente e não fazem aquilo que tu fizes-te.

– E as pessoas normais também não caem sem mais nem quê em cima das outras e depois pensam que podem fazer aquilo que lhes apetece. Sua mimada.

– Ai é para ofender muito bem pois eu também tenho umas quantas coisas debaixo da língua. Tu és um egocêntrico, arrogante, metido, sem cérebro...

Antes que eu pudesse continuar ele agarrou-me com mais força pela cintura e encostou-me a parede prensando-me contra ela sem eu ter escapatória.

– Quem é agora o sem cérebro, como vês eu também tenho força que te parece?

– Que me parece? Eu digo o que me parece, tu queres estar sempre no controlo e ser o centro das atenções e quando alguém consegue fazer e ser mais que tu isso deixa-te fora de ti mesmo e...

Ele prensou-me com mais força e meteu os braços em cada lado de mim, para eu não conseguir desviar-me. Eu olhei nos olhos dele e deu-me uma vontade enorme de o agarrar e beija-lo, agarrar-me com a maior força possivel e deixa-lo percorrer o meu corpo com ainda mais força. Mas não o fiz em vez disso deixei-me ficar imóvel enquanto ele se chegava mais e mais até só restar a distancia dos nossos narizes entre nós. Ele olhava-me de forma intensa e os nosso olhos não se desviavam nem um centimetro. E ele continuou a chegar-se mais até que eu não consegui resistir e espetei uma joelhada mesmo no meio do seu membro que já estava a ficar duro contra mim.

– Isto é para aprenderes a deixar-me em paz.

Ele caiu no chão e agarrou o seu membro que devia estar todo dorido depois da joelhada. Saí pela porta e ele ficou la no chão a queixar-se.

– Que é que deu em mim, eu quase deixei que ele me tocasse, ele parecia tão gostoso daquela maneira e os seus lábios estavam a centimetros dos meus, parecia tão apetecivel. Eu não posso deixa-lo aproximar-se mais de mim eu vou perder o controlo e se ele começar a agarrar-me eu vou beija-lo de certeza. — Pensei enquanto entrava para a sala.

Sem me dar conta fui contra a professora de matemática que já estava a espera na porta.

– Ups desculpe, eu não reparei ía distraída.

– Menina Ivy não vê por onde anda parece que não estamos a começar o ano bem. Sabe onde anda o menino Alex?

– Não eu não o vi. — Respondi o mais rapido possivel já a dirigir-me para o meu lugar, mas quando me dei conta ele estava a entrar como se não se tivesse passado nada e sentou-se a minha beira.

– Não gostei nada da sua reação a bocado. Podia ter-me aleijado gravemen-te.

– Que pena que não o alejei, para a proxima que repita a mesma gracinha não se vai aleijar só nessa parte.

– Não me diga que não gostou, pelo que eu vi nos seus olhos você estava ainda mais disposta a beijar-me do que eu a ti. — Deu um ar de riso e passou a mão pelo me braço, que se arrepiou logo em seguida.

– Pois enganas-te eu só estava a espera do momento certo para o afastar de mim com a maior força possivel que eu lhe pudesse bater.

– Bem parece que o casalinho não aprendeu com a lição de ontem porque hoje estão a repetir a esma gracinha então eu chego a conclusão que vocês ou são muito estupidos ou muito ignorantes. Que é que me dizem de serem explulsos da aula e irem fazer uma visitinha ao senhir William, o diretor. — Disse a professora Isaura com cara de poucos amigos.

– Só se for aqui o menino Alex, porque depois do meu pequeno encontrão com ele ontem e eu ter pedido desculpa ele não me larga e da parte dele é muito ignorante para não perceber que eu não quero nada com ele depois de eu o ter dito de todas as formas possiveis e muito estupido para continuar a andar atrás de mim.

– Tu por acaso é um bocado para o convencida não. Quem é que te disse que queria alguma coisa contigo?

– Claro a convencida aqui sou eu. Claro, porque fui eu que me preocupei mais em ajeitar a roupa do que ajudar uma pessoa a levantar-se, seu arrogante de merda.

– JÁ CHEGA!! VOCÊS OS DOIS, JÁ AO GABINETE DO DIRETOR!! — Ouvimos a professora gritar e em seguida levantamo-nos e saímos porta fora, com todos os colegas da turma a olhar para nós.

– Espero que estejas feliz. É o segundo dia de aulas numa escola nova e já fizes-te com que eu fosse chamada ao Gabinete do Diretor. Parabéns conseguis-te ficar em primeiro lugar na minha lista negra.

Ele nada respondeu e limitou-se a caminhar com passos largos até ao gabinete.

Quando chegamos pensei que fossemos chamados em separado, pelo contrário o diretor chamou-nos aos dois e mandou-nos sentar nas duas cadeiras que estavam a frente da sua secretária.

– Então vemo-nos mais uma vez Alex. E desta desta vez trouxes-te contigo companhia. Não é menina Ivy. É o seu segundo dia de aulas e já está no meu gabinete?!

– Desculpe Sr. Diretor mas o que aconteceu na aula foi tudo por causa do Alex...

Antes que pudesse continuar o diretor interrompe.

– Pode sair. Não esta aqui a fazer nada e desta vez fica com um aviso. Eu conheço muito bem o seu curriculo que me foi enviado da sua antiga escola e tem muito boas recomedações dos professores, por isso só vou avisar aos seus pais do seu desentendimento com menino Alex.

– O quê?! Ela vai escapar-se? E eu vou ter de levar com as culpas?

– Cale-se! — O diretor irritou-se.

Quando o diretor estava ainda a mecher nos papeis a procura do numero dos meus pais no curriculo, o Alex olhou para mim e fez-me um gesto com o dedo como se tivesse a cortar o pescoço.

Eu sorri-lhe e mostrei-lhe a lingua e saindo como se não tivesse acontecido nada.

Fiquei sentada num banco que a aula de Dave acabasse. Entretanto uma rapariga aproximou-se da minha beira e sentou-se. Fiquei a saber que ela se chama de Sarah e que anda no 11º porque tinha repetido e que já me tinha vis-to pela escola e queria perguntar-me se eu não queria fazer parte da equipa de Volei. Aceitei de imediato porque ainda não tinha conhecido ninguém na escola e a equipara de Volei seria uma boa iniciação a isso. Ficamos mais um tempo a conversar até que ela disse que tinha de ir porque ía ter uma aula e eu fiquei novamente sozinha. Resolvi ouvir musica com os phones a altos berros e não ouvi quando alguém se chegou por trás e agarrou-me pelo pescoço. Rapidamente reagi e saltei de uma ponta do banco para a outra, agarrei-lhe os braços e girei-os até conseguir soltar-me e pô-lo ao chão.

– O que diabo se passa contigo?

Era o infeliz do Alex que agora se debatia para se soltar.

– Que é que tu queres, já não chega de me perseguires.

– Acredita isto não fica assim. — Disse quando eu o soltava e voltava a ficar de pé com ar ameaçador.

– Se queres guerra é guerra que vais ter e acredita da minha parte não esperes que eu sinta remorços ou pena.

– Por tua causa tenho de ficar uma semana depois das aulas a ajudar as funcionarias da escola para o que elas precisarem.

– Vê pelo lado positivo eu pensei que o diretor te ía pôr a limpar as casas de banho.

– Eu dou-te as casas de banho tu é que divias estar a limpar casas de banho comigo, mas não graças as tuas almas caridosas da tua antiga escola caís-te nas boas graças do diretor.

– Que culpa tenho eu de ser uma aluna exemplar. Temos pena para a proxima não te metas comigo e acredita se eu fosse a ti não me meteria outravez. Porque da proxima vai ser pior e tu não sabes até que ponto eu posso chegar.

– Pois mas eu não sou como tu.

O sinal tocou e vi Dave a sair pela porta e vir ter comigo.

– Que é que tu queres com ela? Ela já não te pediu para te manteres longe? — Peguntou Dave com toda a calma possivel mas apertando os maxilares

– Ninguém esta a falar contigo pois não? Pois então não te metas onde não es chamado.

– Se não o quê? — Dave já estava a apertar os punhos.

– Se não nada, não é Alex? Ele chegou agora e não quer arranjar confusão por isso sugiro que cada um va para o seu caminho e ninguém arranja confusão a ninguém porque por um dia chega disso. — Disse enquanto me metia nos meio dos dois.

Empurrei o Dave de ali para fora até a cantina deixando o Alex a rugar pragas sozinho.

– Desculpa estava a começar a descer ao nivel dele e ele não merece que eu dedique tanto tempo a ele. — Dave parecia arrependido por quase ter saltado para cima de Alex.

– Deixa pra la, eu fiz pior quando o agarrei e o encostei a parede hoje de manhã. A gora vamos comer que estou com ca com uma galga. — Comecei-me a rir e logo em seguida ele também.

– Saís-te rapido da sala, estavas assim com tantas saudades minhas?

– Não eu e o parvalhão do Alex fomos expulsos da aula e tivemos de ir ao gabinete do diretor. Tive sorte porque no meu curriculo parece que tinhas boas recomedações minhas e então o diretor disse que só telefonaria aos meus pais a avisar. Já o Alex não se livrou e apanhou uma semana a ajudar os funcionários. — Contei a rir-me.

– Teve sorte de não ter apanhado essa semana a limpar as sanitas.

– Foi o que eu lhe disse.

– Sempre esta combinado logo ir andar de skate?

– Claro só vou a casa trocar de roupa e depois podemos ir.

– ok.

Acabamos de almoçar e demos umas voltas pela escola sempre a conversar. Depressa chegou a hora de ir para as aulas de novo e eu fui para história enquando ele foi para biologia.

Notas finais
Espero que quem estiver a ler a fic esteja a gostar eu vou fazer os possiveis para continuar a escrever sem me demorar muito e tentar cativar o maximo possivel.