Nova Fraqueza

3 Capítulo 3 - De surpresa para castigo


Comecei a resolver o problema e sinceramente não era nada dificil, quando o estava quase a terminar ouvi o rapaz ao meu lado a dizer esta feito.

Eu nem queria a acreditar na minha antiga escola eu era a melhor em matematica e agora vem um arruaceiro e consegue ganhar.

- Isto não é possivel como raio é que um cérebro reduzido como o teu conseguio ganhar o meu? — Eu nem queria acreditar estava tão zangada que sem me dar conta as minhas presas começaram a crescer e tive de fechar a boca antes de dizer mais umas quantas coisas.

- Menina Swan parece que vai ser você a ficar comigo no intervalo. Pode ser que nos fiquemos a conhecer melhor, embora que tenha sido por pouco que não ganhou devo dizer que fiquei espantada, ainda ninguem tinha chegado tão perto de vencer o Alex.

- Pois quase, mas quase não é vencer e eu VENCI. — Fez questão de frisar o venci.

- Menina Ivy já sabe pode ir sentar-se e quando tocar fique no seu lugar até o intervalo acabar.

- Hum — Disse ainda com a boca fechada.

Voltei para o lugar e fiquei a respirar fundo o resto da aula a tentar controlar-me. A minha sorte foi o Alex não ter resolvido implicar mais e ter-se calado a unica coisa que incomodava era o risinho de arrogante.

O sinal tocou e todos sairam com excessão dele que ficou a olhar para mim.

- Esta a espera de alguma coisa senhor Myers? — Perguntou a professora a olhar para ele.

- Não nada disso. Eu como hoje sinto-me também com boa disposição vou ficar aqui o intervalo com a menina Swan.

- Não é preciso tanta gentileza até porque o intervalo vai passar mais rápido sem ti a minha beira.- Disse rapido já que as presas estavam a desaparecer.

- Menino Myers saia e pare de impotunar a menina Ivy.

- Ok sem problema eu vou-me embora. Encontramo-nos la fora. — Disse-me sorrindo e piscando o olho.

- Vai-te virar para outro lado. — Disse da mesma fora provocadora.

O intervalo assim se passou e quando tocou para a segunda aula tive que sair da sala a correr para entrar na outra, assim que a professora deu-me autorização para sair.

A aula de biologia passou a voar, também não era de menos mas o professor era super simpático e explicava de uma forma divertida.

Naquele dia ía ter mais uma aula e depois estava livre o resto da tarde. O intervalo era só de 10 minutos e enquanto ía dando umas voltas a escola para a conhecer melhor o tempo passou-se de forma descontraída.

A aula seguinte era de Inglês e a professora Isaura também era muito simpática.

Quando a aula terminou era 13:30 e sabia que quando chegasse a casa estaria até a noite sozinha, pois o meu pai esta a trabalhar e só chega a noite, — não sei porquê mas acho que ele gosta mais do trabalho do que estar em casa — a minha mãe estava em casa mas na cave a dormir todo o dia por causa do sol, só saía de vem em quando e andava pela casa quando se sentia bem e tinha sangue suficiente e a minha irmã estava toda a semana na universidade particular com exceção de feriados e fins de semana. E seria assim quase todos os dias, eu em casa sozinha quando chegasse da escola até a noite. Por fora a nossa nova casa aparentava um estilo tipico de uma familia normal com a exceção de ser um bocado maior que as outras casas. Na frente tinha uma cerca branca, e um jardim bem cuidado, a volta e atrás da casa umas grandes árvores a tapar todo o nosso território, nós não viamos la para fora e também ninguém via para dentro — os meus pais gostavam da sua privacidade — atrás da casa o terrreno ainda era maior, com relva muito verde e uma casa na árvore. (http://www.google.pt/imgres?start=235&um=1&hl=en&safe=off&biw=1024&bih=505&tbm=isch&tbnid=S18b8aLrJvvVvM:&imgrefurl=http://sohdesign.wordpress.com/2010/08/03/ja-existe-arquiteto-para-casas-em-arvores/&imgurl=http://sohdesign.files.wordpress.com/2010/08/casas_na_arvore_f_009.jpg&w=440&h=500&ei=IP5BUJWgEu2ZmQWAmIDQDg&zoom=1&iact=hc&vpx=373&vpy=104&dur=550&hovh=239&hovw=211&tx=72&ty=139&sig=100885710279433008339&page=18&tbnh=146&tbnw=141&ndsp=15&ved=1t:429,r:12,s:235,i:191)

O meu pai sempre gostou de nos agradar e então como na casa antiga tinhamos uma, ele mandou construir uma parecida para nunca nos esquecermos do tempo quando eramos crianças.

Posso dizer que a nossa situação económica não é nada má e acho que nuca o foi, graças a minha avó que deixou a sua herança para o unico filho, — o meu pai — apesar de nunca ter gostado muito que ele tivesse fugido e casado com uma vampira, pois os vampiros e os lobisomens estavam em guerra por causa de verem quem dominaria quem ou quem era mais forte e conseguiria tomar as rédeas da situação. — Pelo menos foi o que os meus pais me explicaram quando eu tive idade para o compreender. — Foi assim que ocorreu a grande rebelião e a minha avó até pode não ter gostado muito da situação mas o meu avô detestou-a e sentiu-se traído pelo unico filho e jurou captura-lo e a vampira que lhe tinha feito a cabeça. Felizmente isso não aconteceu pois os meus avós morreram durante um ataque surpresa de lobisomens.

E graças a essa herança e a o trabalho do meu pai de gerente de uma empresa grande por toda a europa nunca soubemos o que era falta de dinheiro.

E essa é a história da minha família e como se deu a rebelião. Posso dizer que me sinto feliz por não ter vivido nesse tempo. O meu pai também teve a sorte de poder viver tantos anos como a minha mãe, eu e a minha irmã vamos viver porque ele é meio lobisomem e meio vampiro, devido a minha mãe o ter transformado a pedido dele, — mesmo que isso pudesse levar a morte dele se não funcionasse — isso aconteceu mesmo antes de a minha irmã nascer — parece que ele se apercebeu que não ía estar ca tempo suficiente para depois nos dar o desgosto da sua morte. — Os lobisomens conseguem envelhecer de modo mais lento que os humanos mas os vampiros são ainda os que conseguem durar mais tempo que qualquer outro ser. De modo que isso levou o meu pai a pedir a minha mãe que o transformasse, mesmo assim ele conseguiu envelhecer mais devagar que os lobisomens mas não tanto como a minha mãe. E isso passou para a minha irmã e para mim. Com esse efeito recorremos a bruxas para que nos mude de aspeto para não termos de estar sempre a mudar de sitío.

Quando estava a sair pela portaria senti de repente uma rasteira que me fez cair no chão, não que me tivesse alejado mas foi vergonhoso porque começaram todos a olhar e a rirem-se. Assim que me consegui virar de barriga para cima para ver o autor daquela gracinha sem piada a minha frente encontrava-se o Alex ou melhor o Alexander que era esse o nome dele.

Ele riu-se e disse:

- Ups!

- Não tens mesmo mais nada para fazer se não estar sempre no meu caminho, merda nem no primeiro dia de aulas — Disse eu de forma a fazer a cara mais assustadora possivel enquanto me levantava.

- Que é que posso fazer, detesto que esbarrem comigo e que depois se comportem como uma miuda mimada.

- Ai eu é que sou a mimada aqui, que eu saiba de manhã foi sem querer e a queda que me aconteceu agora graças a você pareceu-me com intenção de me aleijar. Pareceu-me uma vingança.

Ele aproximou-se e sussurou ao meu ouvido, o que fez com que me arrepiar:

- Assim estamos quites, com exceção de a tua queda ter sido melhor que a minha hoje de manhã e com este público todo ficou ainda melhor.

Que raiva que me deu naquele momento de o espancar, infelizmente tive que me controlar para ninguém reparar nas minhas presas a começarem a crescer e a minha subita mudança de cor nos olhos para preto. Saí de la com um passo apressado e pus-me em cima do skate assim que passei a portaria e tentei relaxar o maximo possivel.