Nova Era
3 Um amor de Infância
Notas iniciais
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Tenham uma boa leitura.
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Na quinta casa zodiacal, um garotinho, com seus 10 anos, adentrou em um dos quarto de sua casa, silenciosamente, aproximou-se da cama, puxou as cobertas, destapando a pessoa que ali dormia para que assim pudesse acordar. Mas tal ato não produziu efeito nenhum. Então o pequeno decidiu apelar para o berro.
- Rick! Rick! Rick! Rick! — o menino gritava o nome do irmão mais velho, para assim tentar acordá-lo.
O garoto mais velho abriu os olhos, levantou o corpo de forma que ficou sentado na cama. Levou seu braço até o criado mudo e olhou as horas em seu celular. O relógio marcava 8 da manhã, aquilo era um absurdo, quem ousaria acordá-lo naquele horário? Todos da casa sabiam que o jovem detestava ser acordado tão cedo nos dias que não havia treinamento. Foi quando lhe ocorreu que somente uma pessoa na casa poderia tê-lo acordado e quebrado as regras.
Quando o jovenzinho percebeu que o irmão levantou, sentando-se na cama correu para debaixo da cama. Antes de entrar no quarto do irmão, sua mãe havia lhe dito para não perturbar o irmão. Porém, o menino desobedeceu as ordens da mãe.
Com um olhar de fúria, Rick olhou em volta e para os cantos do quarto para ver se encontrava o causador do término de seu sono. Não vendo ninguém, levantou-se e após ajoelhou ao lado da cama abaixando-se para ver quem estava debaixo da cama.
- Ahá! É você! – o leonino fez uma cara de ódio que deixaria Hades de lado. Puxou o menino que estava debaixo da cama.
- Por favor, não me machuque. Eu imploro! – o menino estava de joelhos e com as mãozinhas juntas.
- O que você quer Hendrick? — o rapaz falou num tom ainda sonolento, porém carregado de raiva.
- Vamos tomar café irmão! Já está na mesa. — o pequeno falou todo sorridente e aliviado pelo irmão não ter gritado com ele pelo que havia feito. Aproximou-se do irmão e puxou-o pela mão — Vem!
- Não tem jeito mesmo! Vai indo na frente que eu já vou! — terminou de falar e se dirigiu para o banheiro de seu quarto. Precisava tomar um bom banho frio para que pudesse despertar de vez daquela sonolência. Abriu o chuveiro, retirou as roupas e entrou debaixo deixando a água cair por todo o corpo.
Enquanto isso, na cozinha, Marin terminava de arrumar a mesa para que todos pudessem tomar café. Hendrick, o mais novo, já estava sentado na cadeira, em seu lugar. Ele sempre era o primeiro a acordar e ia até o quarto chamar a mãe para fazer o café da manhã.
- Filho! Vai lá chamar seu pai, para vim tomar café também.
- To indo mãe! — Terminou de falar e saiu em disparada para o quarto onde estava o pai. Chegando lá encontrou-o ainda envolto nas cobertas, dormindo como se nem tivesse amanhecido ainda. O menino subiu em cima da cama e começou a sacudir o pai e chamá-lo.
- Pai... Pai! Mamãe tá chamando para tomar café.
Aiolia abriu devagar abriu os olhos e se espreguiçou, depois voltou à atenção para o filho que o olhava com os olhinhos vidrados. Abriu um sorriso ao ver o filho mais novo.
- Que maneira boa de acordar! Ver meu filhinho logo cedo. Como você dormiu?
- Igual um anjo. Aliás, eu sou um anjinho, mamãe sempre diz isso. — o menino abriu um sorrisão.
- Hum... Garotão do papai! — sentou na cama, se aproximou do filho fazendo uma cara de psicopata, e rindo. Hendrick vendo a cena começava a se afastar, já sabia o que o pai faria.
- Não, não Pai! — ele balançava a mão em sinal de negativa, não queria passar por uma sessão de cócegas, assim como sempre passava quando acordava o pai. Aiolia não se importando com o pedido do filho começou a fazer cócegas nele, vendo-o a desatar a rir como um desesperado.
Os dois pararam quando perceberam que tinha uma pessoa na porta assistindo a ambos. Aiolia quando viu quem era, abriu um sorriso encantador. E então a chamou com o dedo de forma sedutora, para que também viesse participar da brincadeira dos dois.
- Outra hora! Agora eu quero que os dois amores da minha vida venham tomar café. — quando terminou de falar e deu um passo para poder voltar à cozinha, sentiu um braço forte enlaçá-la pela cintura e ser depositado em seu pescoço um doce beijo.
- Bom dia pra você também, meu amor! — o cavaleiro abriu um sorriso sedutor, acariciou a barriga e depositou um beijinho no rosto da esposa.
- Bom dia! — Virou-se ficando frente a frente com o marido, e deu um selinho nele, vendo o sorrir com satisfação. — Vamos lá tomar café, vamos!
- Ok! Mas tomarei um banho primeiro — deu mais um selinho na esposa, e foi para o banheiro tomar um merecido banho.
Depois de se desvencilhar dos braços fortes de seu amado e vê-lo ir para o banheiro, decidiu voltar para a cozinha para arrumar mais alguma coisa que pudesse estar faltando. Em breve a família iria estar toda reunida para tomarem café juntos. Quando estava passando pela sala em direção a cozinha, ouviu batidas na porta e foi até lá ver quem era àquela hora. Esperava que não fosse nenhuma notícia ruim, principalmente sobre sua afilhada, que andava se metendo em muitas confusões e que deixavam todos de cabelo em pé.
- Já vou! — a amazona respondeu enquanto seguia até a porta. Quando se aproximou da mesma, abriu para receber a visita que estava do outro lado. E se surpreendeu ao ver o irmão de sua afilhada a porta. — Olá Zac, a que devo a sua visita?
- Olá Tia! — se acostumara a chamar Marin assim devido à ligação que seu pai tinha para com ela.
- Entre, vamos conversar melhor aqui dentro – convidou-o para entrar, estava preocupada agora com o aparecimento inusitado do rapaz, geralmente era somente sua afilhada que vinha lhe ver. — Já tomou café?
- Já sim, Obrigado! — agradeceu cordialmente a amazona. Antes de começar a falar olhou para os dois lados tentando ver se a sua irmã se encontrava ali. — Talia não está aqui, está?
- Sinceramente não está não meu querido! Aliás, tem umas duas semanas que não a vejo e ela não vem mais aqui em casa como fazia todos os dias. — Marin respondeu ao garoto, agora com o que acabara de ouvir dele podia constatar que algo poderia estar acontecendo com Talia e ninguém melhor para lhe ajudar nisso do que seu filho.
- Papai imaginou que a senhora pudesse falar isso. — lembrou-se que o pai havia falado que pelo jeito que a filha ficava quando alguém ali da casa comentava no nome de Rick. Deviam estar sem se falar.
- Venha aqui! Vamos falar com Rick, talvez ele saiba de alguma coisa. — chamou o rapaz e começou a caminhar a passos curtos até a cozinha, onde com certeza seu filho mais velho deveria estar.
Zac apenas assentiu com a cabeça, mesmo que algo dissesse que com Rick não obteria notícias da irmã. Foram até a cozinha e encontraram Rick sentado na cadeira, e com a cabeça sobre a mesa como se ainda estivesse com sono. Aparentemente não havia tido uma noite muito boa.
- Filho! — a melodiosa voz que veio de sua mãe, despertou o rapaz que levantou a cabeça e olhou na direção que vinha a voz, vendo ao lado de sua mãe, Zac.
- Bom dia Mãe! Bom dia Zac! A que devo essa visita?
- Bom... — O menino começou, não sabia ao certo como começar a falar com Rick que a Talia tinha saído de casa e que não a encontrava em lugar algum. Já tinha ido até Pietro, mas o mesmo dissera que ela havia passado ali, mas que ela não disse para onde iria. Tinha uma leve impressão que ali também não encontraria a resposta que queria. — Talia passou hoje por aqui? Ou então você falou com ela?
- Não! Na verdade tem dois meses que não a vejo. Mas também, era de se esperar isso dela. — Rick começou a falar, estava olhando para Zac e sua mãe, mas quando comentou que era de se esperar tal atitude dela, virou o rosto, não encarando mais os dois. Em sua memória, vinham as lembranças do último dia que a vira, e conseqüentemente a briga entre os dois. — Nós discutimos.
- Mas por quê? Aconteceu alguma coisa para que isso ocorresse? Vocês sempre foram tão amigos. — foi a vez de Marin se surpreender, não imaginava que os dois pudessem brigar, a amizade deles era daquelas que ninguém nunca espera que algo atrapalhe.
- Não foi nada sério. Eu apenas estava tentando colocar um pouco de juízo na cabeça dela, e ela não queria me escutar e até dizia que eu estava sendo careta demais. Eu não queria que ela ficasse com raiva de mim por tentar ajudá-la, mas pelo visto ela ficou, saiu falando um monte de coisas e depois ela não veio mais me procurar. — o tom de voz do rapaz foi ficando cada vez mais triste à medida que ele ia comentando resumidamente o ocorrido, ficava triste só de pensar que sua melhor amiga estava com raiva dele por tentar ajudá-la. Ela era mesmo uma inconseqüente.
- Entendo! — Zac agora entendia o que o pai falara há pouco tempo atrás sobre ela ficar diferente quando se tocava no nome de Rick. — Mas, obrigado mesmo assim pela ajuda. Vou retornar pra casa e esperar que assim ela faça também.
Despediu-se de Marin e de Rick, e começou seu percurso em direção a casa de Sagitário, esperava encontrar a irmã lá. E que ela estivesse bem e não tivesse se metido em nenhuma loucura sem tamanho como vinha se metendo nos últimos meses. Essa menina precisava de um acerto, para poder perceber a forma como estava agindo. Mas será que ela nunca aprenderia? Até quando ela continuaria fazendo seus pais sofrerem? Foi andando e pensando em inúmeras repostas para suas perguntas. Talia era realmente uma verdadeira incógnita. Ia pensando e pensando em tudo que estava acontecendo que não percebeu que já estava em frente ao templo de Sagitário. Adentrou a casa, procurando por seu pai.
o-o-o-o-o-o-o
Seiya estava sentando na sala, abraçado com sua esposa, que desatava a chorar. Não conseguia entender porque a filha, sua própria filha, fazia uma coisa dessas com eles. Por que ela trazia tantos desgostos para si e para toda a sua família? Será que o destino estaria agora dando um castigo neles? Será que foram tão ruins a ponto de merecerem tal coisa? Voltou sua atenção para sua esposa que agora estava deitada em seu colo, dormindo. Abriu um sorriso sereno ao vê-la dormir tão tranquilamente. Levantou-se do sofá de forma cautelosa para que ela não despertasse daquele merecido sono. Depois a pegou em seus braços e levou-a até o quarto. Tudo que ela passara naquele dia e nos últimos anos era demais para uma pessoa só aguentar, ela estava sendo até forte demais.
Seiya, mesmo não querendo, começou a cogitar a idéia de que os dois não deveriam ter ficado juntos. Aquela história que Athena começou a falar sobre todos os guerreiros sagrados terem que aprender a viver, amar, não passava de uma baboseira bem grande. Jamais, um homem e uma mulher, que não tiveram uma criação comum, que sempre viveram para lutar e proteger sua deusa conseguiria criar uma família de forma normal.
- Pai! — ouviu seu filho lhe chamar. Fechou a porta do quarto devagar de forma a não fazer barulho. E foi ao seu encontro.
- Estou aqui na sala. — sentou-se no sofá novamente, sentia o corpo todo dolorido como se um trator tivesse passado por cima de si. Há muito tempo não conseguia dormir bem a noite. Sempre acordava com Shina chorando no cantinho do quarto. Nada daquilo era fácil para ambos, mas Seiya sabia que tinha que se mostrar forte para ajudar sua esposa.
O menino chegou à sala e deparou-se com seu pai sentado no sofá, com o rosto entre as mãos. Ele estava desolado, ninguém ali sabia mais o que fazer em resposta de tudo aquilo que acontecia. Aproximou-se do pai, sentou-se ao seu lado no sofá e abraçou-o.
- O que foi que eu fiz de errado? Foi por eu ter dado tudo que ela queria? Foi porque eu a amava muito? — o pai se questionava e era visível a dor nas palavras vindas dele. Zac, apenas estreitou mais o abraço, não sabia o que dizer ao pai numa hora dessas e queria apenas mostrar que o pai não estava sozinho nessa. — Não queria que a nossa família vivesse esse inferno que está vivendo. Estou vendo sua mãe perder o brilho de vida que ela tinha nos olhos. Minha vida está desmoronando em cima da minha cabeça.
- Pai! — começou cauteloso, não sabia muito bem o que falar ao pai, mas precisava fazer essa pergunta. — Ela está em casa?
- Sim! Chegou logo depois que você saiu e se trancou no quarto e dali não quer sair.
O menino não disse mais nada, só levantou do sofá silencioso e seguiu em direção ao quarto da irmã, não ia ficar suportando por mais tempo o que ela fazia com seus pais. Iria ter uma conversa com ela, e seria agora. Precisava fazê-la parar com tudo isso, antes que as coisas ficassem piores, isso se havia mais alguma forma de piorar. Mesmo que isso significasse ter que dar umas boas bofetadas nela para ela lhe ouvir. Entrou sem bater. Quando olhou para dentro do quarto procurando-a, encontrou-a sentada na cama, com as pernas encolhidas até o pescoço, e Talia abraçada nas próprias pernas. Essa visão não o intimidou, ele não podia sentir dó dela, ela era a causadora da destruição da família.
- Talia. — chamou-a, esperava que lhe respondesse com algum impropério a altura da mesma, assim como ela fazia sempre que alguém lhe perturbava ou então expulsasse ele do quarto, pois entrou sem bater. Mas não, ela não reagiu de nenhuma forma que ele imaginou. O que haveria de estar acontecendo com sua irmã? Pensou Zac. Em contrapartida, a jovem apenas levantou a cabeça e olhou para o irmão. Seus olhos estavam rasos de lágrimas e vermelhos de tanto chorar. O menino não podia acreditar que ela, a causadora de tudo naquela casa, estava arrependida do que fizera. Não! Com certeza não era por isso que ela estava chorando, não podia ser.
- O que houve? — tentou começar um diálogo com ela, mas temia que ela lhe ignorasse como sempre. Mas novamente ele se surpreendeu.
- Olhe para tudo que está acontecendo em casa e tire suas conclusões. Eu sou o monstro daqui.
- Eu não vou te julgar porque eu não sou ninguém para fazer isso. Mas você anda exagerando demais com os nossos pais. — Zac sentou na cama ao lado da irmã, olhando para a parede, onde havia ali pendurado um quadro de Shina, Seiya e a Talia quando pequenininha. — Eu acho que você não precisa magoar tanto a mamãe assim.
- Mas você pode falar né? Sempre teve tudo que quis. Sempre teve o carinho da mamãe, ela sempre conversou com você e lhe deu conselhos. Eu nunca tive um afeto assim vindo dela.
- Você não pode reclamar. Sempre teve tudo que quis também. Além do mais, é a queridinha do papai. — quando o jovem terminou de falar deu um suspiro, sempre tentava chamar a atenção do pai, mas sempre quem ganhava era a Talia.
- O que adianta ter tudo e um pouco mais, se o essencial está com carência? A única hora que eles vem conversar comigo é na hora que eu estou errada. E se vier me parabenizar por algo, simplesmente diz: "Gostei. Ou Você fez a coisa certa." Mas nunca o carinho e a atenção que eles demonstram pra você.
- Eles também têm a parcela de culpa deles. Mas você não precisa dificultar tudo também. Tente ser mais compreensiva e converse com eles, ou será que é difícil demais pisar no seu orgulho? — o irmão mais novo olhou sério para a irmã que até parecia que as idades estavam invertidas e que Talia não passava de uma menininha começando a aprender o que se deve e não se deve fazer. — Você fala do orgulho deles, mas é igualzinha aos dois.
- Compreensiva? Vejo que você realmente não entende as coisas. Só consegue ver aquilo que quer ver e aquilo que eles querem que você veja.
- Olha Talia, eu vou deixar você aqui pensando no que eu disse. Espero que o relacionamento nessa casa venha a melhorar. Não agüento mais as suas brigas com a mamãe ou com o papai... Chega uma hora que isso irrita.
O mais novo depois de terminar de falar, abriu a porta do quarto e se retirou. Não conseguia entender como ela poderia fazer tudo aquilo e nem sentir remorso. E se por acaso ela estivesse sentindo, mascarava muito bem.
II.
Na quarta casa zodiacal, o clima estava meio tenso. Dentro do quarto do mais velho estava ligado um som no máximo, enquanto o jovem também cantava. Seus pais já estavam perdendo a boa, em especial seu pai. Máscara da Morte andava perdendo a boa por qualquer coisa que acontecia. Todas as manhãs, quando lia o jornal Athena’s news, ficava irado com as coisas que aconteciam e como as pessoas não davam valor a vida que lhes havia sido dada e poupada pelos deuses.
- Esses insolentes abusam da vida deles, destroem o mundo em que vivemos. São tão ingratos. E depois nós temos que arriscar nossas vidas para salvar a pele deles. São um bando de inconseqüentes. – Mask reclamava enquanto tinha os olhos abaixados prestando atenção às notícias daquela amanhã.
- Mas querido, não são todos que agem assim. Nunca se deve generalizar. Fora as coisas que acontecem de ruim, muitas vezes geradas pelos próprios homens, esse mundo é maravilhoso. – a esposa do cavaleiro falava calmamente. Já estava acostumada com as lamúrias do marido com relação a como os homens viviam suas vidas.
Alina, era uma mulher bonita, tinha longos cabelos pretos e cacheados e um ar de adolescente. Estava, na maioria das vezes, tranqüila e calma, quase nada lhe tirava do sério. Conheceu o marido em uma de suas viagens a mando do Grande Mestre.
- Pra começar que não dá nem pra pensar direito, essa juventude também não quer saber de nada com nada. Na minha época de jovem, eu não agia como eles agem hoje.
- Mas meu bem, a sua época era diferente. E nós estávamos em tempos de guerra, vocês tinham que ser treinados para poder defender Athena e a Terra. Eles já não precisam ter tanta preocupação quanto a isso.
- Mesmo assim. – Mask parecia um adolescente que não gosta de ser contrariado. Era sempre assim, ele sempre queria ter a última palavra, e Alina nem tentava questionar.
Naquele momento, alguém bateu à porta. Alina foi até lá atender. Já imaginava que devia ser um dos meninos que vieram conversar com seu filho. Era uma rotina. Assim que ela abriu a porta, encontrou Rick sorrindo para ela.
- Olá Alina! O Marck tá em casa?
- Ele está sim. Pode entrar. – se afastou um pouco da porta dando passagem para o rapaz. Rick e Marck eram grandes amigos desde pequenininhos e um sempre vivia na casa do outro. Muitas vezes as mães queriam saber como eles podiam ter tantos assuntos para falar, já que se viam a todo o momento e faziam exatamente tudo juntos. – Ele está no quarto.
- Obrigado! – O rapaz se dirigiu para o quarto do amigo, havia muitas coisas que eles precisavam conversar. Guardar tudo aquilo que ele vinha reprimindo por longos dois meses, não estava fazendo nada bem para ele. Quando chegou à frente da porta do quarto de Marck, o jovem bateu. Depois de alguns minutinhos, o dono do quarto atendeu.
- Oi Rick. Entra. – Assim que o amigo entrou no quarto, Marck foi até o som e abaixou-o. Ele já vira pela expressão no rosto do amigo, que eles precisariam conversar e não era qualquer conversinha boba que eles tinham sobre os gostos de música ou carros. Agora o assunto era um tanto que delicado.
O leonino entrou em silêncio no quarto, sentou-se na cama e ficou a admirar a janela. Pensava em como começar a conversa com o amigo. Eles eram grandes amigos, mas parecia que iniciar aquela conversa ia ser um pouco difícil.
- Como eu sei que você não vai conseguir começar a falar. – o canceriano disse como se lesse os pensamentos do amigo. Talvez por terem tantos anos de amizade, ele conseguisse decifrá-lo. – O seu problema é com garotas não é? Ou melhor, com uma garota em especial.
- Bom... Eu ainda não sei o porquê me surpreendo com você. – Rick deu um pequeno sorriso, mesmo sabendo que o amigo conseguia entendê-lo sem ele dizer palavra alguma, ainda se surpreendia. – Você sabe de qual garota é.
- Talia! – o leonino conseguia ser muito previsível e por isso Marck conseguia descobrir tudo que se passava naquela cabecinha sem ele falar uma palavrinha sequer. – Fiquei sabendo que tem dois meses que vocês não se falam. Não é por causa do que aconteceu no passado não né?
- Não tem nada a ver com o passado. Bom... Pelo menos eu acho. – começou o rapaz loiro, ele não conseguia ter certeza de nada que vinha de Talia. – Eu só queria que ela tentasse compreender melhor os pais e evitar mais brigas. Mas ela parece uma criança, não aceita os erros. Nós acabamos discutindo e depois disso, ela passa e finge que eu nem existo.
- A Talia consegue ser impossível quando quer. É muito teimosa, e tudo tem que ser da maneira dela. Além de ter um orgulho igualzinho da mãe.
- Mas o ponto que eu gostaria de chegar, é que ficar sem falar com ela tá me deixando mal. Eu gosto demais dela. Mas ela parece nem se importar com o quanto ela é especial para mim. – o leonino se abria para o amigo, não aguentava mais guardar tudo aquilo só para ele. – E agora também tem o fato do Lucas.
- O Lucas? O que tem ele? – Marck estava curioso em onde o Lucas se encaixava nessa história.
- Você sabe que ele sempre mostrou um interesse pela Talia. – o rosto do rapaz ficou um pouco vermelho, mas não de vergonha e sim de raiva. Não conseguia aceitar que a sua garota seria tirada dele tão facilmente por aquele que por muito tempo, foi um grande amigo. “Desde quando ela é sua? Esse tempo todo sem conversar com ela, realmente, não está me fazendo bem.” Pensou Rick.
- Não vai me dizer... – o canceriano abriu um sorrisinho de canto, com um quê de perversão.
- Não começa com suas ideias malucas não. – o leonino logo cortou a conversa. Sabia muito bem que o que quer que seja que o amigo estava pensando era uma verdade. Mas admitir aquilo não estava em seus planos.
Marck se jogou na cama e desatou a rir. Não conseguia acreditar que o amigo pudesse estar com ciúmes de quem pudesse vir a gostar da menina de sagitário. Sabia que o amigo era bem possessivo, sempre sentia ciúmes dos amigos. Mas não, não poderia estar sentindo ciúmes de Lucas.
- Qual o motivo da graça? Conte-me, também quero rir. – o leonino falou com uma cara de poucos amigos.
- Relaxa. – o canceriano falou, enquanto ainda se segurava para não rir mais. – Você está com ciúmes da Talia com Lucas? Você acha mesmo que ela daria uma chance para ele?
- Cara... Eu fiquei sabendo que ele ia passar uns dias com o pai, começando por esse fim de semana. Mas uma ligação dela, ele desmarcou tudo e está vindo para cá.
- Você quer dizer que ela ligou chamando-o para vir para cá? É isso que te preocupa? – se segurou para não rir novamente. O amigo estava muito hilário naquele dia. – Não passou pela sua cabeça que ela pode só está com saudades do amigo dela?
- Mas para ele desmarcar tudo? Tudo por ela? – Rick continuava insistindo.
- Ok. Pode até ser que ele levou esse convite para outro lado. Mas quem te garante que ela o chamou com segundas intenções?
- É... Você pode ter razão. É que eu to meio grilado com ela não vir pedir um conselho meu, mas a ele. – falou como quem não quer nada e depois voltou a fitar o nada.
- Esse tempo longe dela tá te deixando louco cara... Não leve tudo isso tão a sério. – advertiu-o. – Relax my brother...
- Por que será que é tão difícil ter a mulher que nós amamos perto o suficiente do nosso coração? – Rick falou mais para si do que para o amigo. Estava preso em seus pensamentos e nem estava escutando o que o amigo dizia.
- Eita amor de infância...
CONTINUA...
Notas finais
Esse é mais um capítulo da história destes adolescentes. Por favor, não me batam... Sei que não ficou com muita qualidade, mas é que me deu um bloqueio. Por isso gostaria da opinião de vocês sobre a história.
Espero que estejam gostando, eu estou adorando escrevê-la...
Esse capítulo ficou menor, mas foi para deixar claro que o filho de Aiolia é muito apaixonado pela filha do Seiya desde que os dois eram bem pequenininhos...
Ja ne
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