Nova Chance
8 Capítulo 8
No dia seguinte, estava me sentindo muito mal. Não era de sentimento. Meu estomago doía muito! Cara, não era para eu ter comido aquele brigadeiro!
Olhei para o relógio. 6:30. Caramba, tenho que levantar, tenho que estar na no trabalho em meia hora! Mas antes, um remédio para isso aqui:
-Maieeeeeeee!!!! – claro, eu vou pedir para a minha mãe.
-O que foi menina? Já berrando a essa hora!
-Meu estômago. Dói. Muito. Muitão. Pra caramba. – e continuei.
-Ta minha filha, eu entendi – ela veio mais perto – Vou trazer um remédio para você – e ela saiu.
Eu então me levantei para tomar meu banho. Estava um pouco zonza. Deixei a ducha cobrir o meu corpo. Isso melhorava um pouco.
Alguns instantes depois, ela apareceu com um remédio. Tomei de uma vez. Era horrível o gosto!
Arrumei-me e segui meu rumo até ao trabalho. Já havia perdido a rota, então, pedi o carro de minha mãe emprestado...
-Minha filha, você já não está bem, não quer chamar um táxi?
-Que isso! Dá para dirigir! Eu não to bêbada! – falei indignada.
-Tá certo, pega – ela me deu as chaves – juízo!
-Vou ter – falei, dei um abraço nela e fui para a garagem.
O trânsito estava tranqüilo para uma manhã de terça. Ainda não me sentia muito bem, meu estômago ainda me incomodava, mas era trabalho, não podia deixar de lado.
Em um cruzamento, no verde para mim, passo tranquilamente quando escuto uma buzina, olha para a esquerda e vejo um carro vindo em minha direção e sinto o se chocando na lateral do meu carro. Depois disso, acho que apaguei.
Julianna's House ;D
Tv:
“Ultimas notícias: Acaba de ocorrer um acidente envolvendo dois automóveis pequenos no cruzamento das avenidas 3 e 12. Há suspeita de vítimas fatais. Aparentemente, um C3 preto de placa XXX – XXXX (N/A: inventem um número) estava atravessando um cruzamento quando um Corolla de placa YYY-YYYY cruzou o sinal vermelho e atingiu o C3 na lateral. A motorista do C3, identificada como Julianna Duarte está em situação grave...”
-Julianna! – a mãe entrou em desespero – sabia que era para ter chamado um táxi – a mulher já chorava.
Imediatamente, discou o numero do marido que já se encontrava no trabalho e logo depois foi até o local do acidente, onde ainda tentavam retirar Julianna do carro que se encontrava totalmente deformado.
-COM LICENÇA! – ela berrou – É A MINHA FILHA! Ai meu deus – ela chorava.
-Senhora – um bombeiro apareceu – Por favor, se acalme, estamos fazendo o melhor para tirá-la de dentro do carro.
-Ela ta... Ela.... viva? – a mulher estava desesperada.
-Sim, está apenas inconsciente, identificamo-na através do crachá que ela está usando. – disse o bombeiro — vai dar tudo certo, não se preocupe.
Quando conseguiram tira-la, colocaram-na numa maca e a levaram para o hospital. A mãe de Julianna foi junto.
Autora: O que as meninas estarão fazendo?
-*Poxa, nem falei com a Juuh ontem* – Dani falou, enquanto se arrumava no camarim.
-*É, nem eu. Eu queria escutar ela contando tim-tim por tim-tim* – disse Paula sorrindo.
-*Eu vou ligar para ela é agora!* – Dani pegou o celular e discou o da amiga.
Nada.
-*Será que essa criatura ainda ta dormindo? Gente, ela tem serviço hoje!* – Dani exclamou.
-*Liga para a casa dela! *– disse Paula.
Nada.
-*Como assim nada? E a mãe dela? A mãe dela não trabalha! Liga p celular da mãe dela!* – disse Paula, começando a ficar preocupada.
-*Finalmente!* – disse Dani
-*Alo, Sra Duarte?*
-*Sim, Dani, o que foi?*
-*A Juuh tá ai? Tentei ligar para ela, mas não consegui.*
-*A gente tá no hospital.*
-*Hospital?*
-*Quem morreu?* – Paula entrou em desespero – *meu deus, a Juuh foi atropelada quando tava indo para casa, deve ter quebrado todas as costelas...*
-*CALA A BOCA LUMA!*
-*Desculpa tia, mas por quê? A senhora está chorando! O que aconteceu?!*
-*A Julianna sofreu um acidente hoje. Um irresponsável cruzou o sinal vermelho e atingiu o carro em que ela estava*.
-*DROGA LUMA SUA BOCA MALDITA! Vamos ai agora!*
-*Não, não precisa, ela já está sendo atendida, vocês tem que trabalhar*.
-*Eles vão entender.*
E Dani desligou.
-*Ela não morreu né? Ela não pode!* – Paula começara a chorar, enquanto seguia Dani.
Elas passaram pelos Jonas que viram a menina chorando.
-Paula, o que aconteceu? – Joseph segurou o braço da menina.
-A Juuh ta no hospital. – ela respondeu soluçando — *Mas sim Dani, ela não morreu, morreu?
-Pára de falar merda, ela ainda tá viva – Dani falou apressada – Meninos, hoje não iremos gravar, sinto muito. – disse Dani muito rápido, puxando Paula e indo em direção a saída.
-Ainda? – Nick falou em choque.
-Dani, que história é essa? Explica isso direito – Kevin falou.
Dani explicou tudo e eles acabaram indo junto.
-Cara, mas hoje tá tudo tão tranqüilo! – Nick falava sem entender.
-Exatamente! – Joseph falou – Ai o povo pensa que pode dirigir de qualquer jeito! – falou revoltado.
Paula chorava e Dani fazia de tudo para não chorar. Tinha que ser forte pela amiga.
Chegando ao hospital...
-Julianna Duarte, por favor – Nick perguntou.
-Ela no momento está numa cirurgia, sigam para ala 3, os familiares dela estão esperando lá – disse a recepcionista, checando nome no computador.
-Muito obrigado – disse.
E eles foram até a tal ala. Lá encontraram o Sr e a Sra Duarte e Eric sentados.
-Como é que ela tá? – Dani perguntou.
Nick's PoV
- Pára de falar merda, ela ainda tá viva. Meninos, hoje não iremos gravar, sinto muito.
Como assim, AINDA tá viva? O que aconteceu com ela?
Dani está explicando tudo... Mas ela tem risco de morrer? Não pode! Por que essa idéia parece ser tão impossível! Ela não pode...
-Mas hoje tá tão tranqüilo – falei no caminho para o hospital.
-Exatamente! – Joseph falou – Ai o povo pensa que pode dirigir de qualquer jeito!
Isso não pode. Pensar que não a escutarei mais me chamando de idiota... Ou que não a verei mais revirando os olhos ao ver Amber... Ou que não ouvirei mais Dani e Paula contando dos ataques que ela normalmente tem... Isso dói. Mesmo não falando muito com ela... Penso que tem tanta coisa a se descobrir nessa garota... E perder isso... Dói.
3ª Pessoa
Um cirurgião sai da sala, remove a máscara e diz:
-Eu sinto muito... Com o impacto, as costelas se partiram e acabaram perfurando o pulmão... Ela morreu asfixiada... – ele falou baixinho.
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