Notte e Mare

4 Terzo Capituolo - Encontros Notte


Notas iniciais
Ciaossu! ^^
Sei que demorei - e peço desculpas -, mas saiu u.u
FINALMENTE saiu. Bem, ficou terrível, mas saiu.
Esse capítulo é da Notte, portanto o próximo é da Mare.
Espero que gostem ^^

Em um salão amplo se encontravam sete pessoas. O salão era extremamente branco, e no centro um carro esporte preto grande o suficiente para todas as pessoas (porém duas deveriam ir no “porta-malas”).

Uma garota de cabelos azulados longos – com franja cobrindo a testa e alguns fios na frente dos olhos arroxeados – usando uma camiseta de botões pretas, uma saia jeans escura, tênis cano médio negro e seu inseparável cachecol também negro estava parada encostada em uma pilastra branca presente no salão. Ela ouvia música em fones de ouvidos negros.

Uma morena – de cabelos batendo um palmo acima do ombro, franja jogada para o lado esquerdo com mecha bem fina e comprida do lado esquerdo da cabeça, olhos caramelos, band-aids nos braços e joelhos, tatuagens tribais nas pernas e pele clara – usando uma camiseta verde de mangas curtas e larguinha, com bolinhas azuis desenhadas na gola, um short jeans claro com vários bolsinhos e uma sapatilha cinza com florzinhas verdes estava sentada em um banco branco. Ela segurava um lápis na mão direita e um caderno estava pousado em suas pernas cruzadas, ela parecia desenhar algo.

Uma albina – os cabelos indo até metade das costas com pontas pretas, presos em uma trança frouxa com franja lateral, olhos amarelos, baixinha e magra, de pele rosada – usando um vestido rodado de cor pérola e sandália romana rasteirinha marrom escura estava sentada encostada na parede. Ao seu lado um estojo de violino.

Uma ruiva – cabelos de tamanho médio e tom alaranjado, presos em um rabo de cavalo alto, olhos esmeralda e pele cor leite – usando uma blusa perolada de manga comprida com babados creme, calça jeans escura, sapatos de salto alto cor creme e óculos escuros estava sentada em um banco distante da morena. Ela estava com uma bolsa carmim pousada no colo e retocava o gloss.

Um garoto ruivo – de cabelos não muito curtos, mas também não muito longos, preso em um rabo de cavalo, olhos verdes e pele clara – usando uma camisa preta, um fino casaco vermelho, calça de tecido fino azul e sapatos sociais estava bem distante de todas as garotas, encostado ao lado da porta do local (que era a única coisa não-branca do salão, sendo prateada). Ele lia um livro.

Um loiro – cabelos lisos e repicados batendo na altura dos ombros, olhos cinzento-prateados, pele clara, alto e magro, de músculos definidos – usando uma calça jeans folgada descolorida, camisa de mangas compridas e gola em V rubra e tênis preto com cadarço vermelho estava parado a poucos metros da ruiva. Ele portava um sorriso arrogante e segurava uma rosa vermelha.

Um homem de cabelos verde-cinzentos – longos e lisos batendo na cintura, olhos castanhos escuros, pele bronzeada, alto e de músculos definidos – usando uma calça social preta, uma camisa social branca com quatro botões abertos e mangas dobradas e tênis cinza escuro estava encostado ao carro negro com as mãos nos bolsos. Sua expressão era séria e tinha um volume no bolso direito da calça.

- Ceeeeeertooooooo! – chamou uma voz séria, vinda do garoto de cabelos verde-cinzentos – Prestem atenção aqui. – todos se viraram para ele

- E você é? – perguntou desconfiada a ruiva

- Sou Leya, senhorita Mary Laforet. – respondeu ele acenando levemente – Conheço todos aqui. Alguns – nessa hora ele olhou diretamente para a azulada – Devem saber que eu trabalho para a Settima Notte.

- Sim, Sir Leya. – respondeu a azulada fazendo uma mesura rápida

- Jase. – chamou a albina levantando-se – Poderia me ajudar? Por favor.

- Sim, senhorita. – o loiro transformou o sorriso arrogante para um sedutor – Em que poderia ajudar tão bela dama? – ele se inclinou, pegando a mão direita da albina e beijando-a delicadamente nas costas da mesma

- Poderia carregar meu violino? – ela perguntou gentil – E... Por favor, Kin.

- Claro, bela amber¹. – ele respondeu se erguendo e pegando o estojo – Como sabe meu nome? – ele perguntou curioso enquanto se dirigia ao lado dela até Leya

- Gosto de estar bem informada. – ela respondeu simplesmente – Leya, podemos entrar? – ela acenou com a cabeça em direção ao ônibus

- Claro, senhorita... Kin. – ele deu uma pausa para olhar diretamente em seus olhos

Ao passar ao lado do esverdeado, Kin sussurrou algo rapidamente em latim, de modo que só ele entendesse. Em resposta, ele murmurou um “Me desculpe” alto o suficiente para Jase, que vinha logo atrás, ouvir. Kin entrou no banco de trás.

Após a entrada de Kin, Jase se dirigiu ao porta-malas grande que estava aberto. Ele entrou e sentou-se com o estojo do violino depositado gentilmente no colo. Mary entrou no banco de trás, sendo seguida pela azulada.

A morena agitada correu pro porta-malas, se jogando ao lado do loiro com um sorriso nos lábios. O ruivo suspirou e se dirigiu ao banco de carona, na frente. Após fechar o porta-malas e as portas de trás, Leya entrou no banco do motorista e acionou as travas, começando a dirigir para o sul em seguida.

- Onde vamos, Leya? – perguntou a albina entediada

- Para a mansão Notte, senhorita Kin. – respondeu rapidamente Leya, sem desviar os olhos da estrada – Bem, coloquem o cinto. Estamos atrasados. – e acelerou

20min depois eles entravam em uma garagem de uma grande mansão que se situava no extremo sul da cidade. A mansão era de tijolos claros, que à noite pareciam areia.

- Certo, desçam todos que precisamos ir até a boss. – falou Leya rapidamente – Ela quer nos apresentar o boss da ottava notte.

- Já não era sem tempo. – suspirou a azulada saindo do carro e se espreguiçando – Vamos lá, quero conhecer meu boss.

- Por aqui. – Leya saiu andando em direção à uma escada, a qual no alto estava uma porta de madeira rústica, que levou para um longo corredor

Eles andaram pelo corredor e entraram em uma porta de madeira com detalhes em ouro. Entraram e se viram em um grande escritório com paredes cor de creme.

- Esperem um instante. – falou Leya antes de se virar e entrar em uma porta lateral negra

Poucos instantes depois, saíram pela porta três pessoas. Leya junto de uma mulher guardada e um garoto jovem.

A mulher tinha cabelos negros curtos e ondulados batendo nos ombros, olhos castanhos e pele clara. Ela tinha um corpo avantajado e seu rosto era delicado. Ela usava um terninho preto junto de salto alto também preto.

O garoto tinha cabelos prateados lisos repicados na altura dos ombros com uma mecha preta do lado esquerdo do rosto batendo na cintura, olhos vermelhos e pele clara. Ele era alto e tinha um corpo com músculos bem espalhados. Usava uma calça jeans preta colada, uma camisa de gola alta também colada, um sobretudo negro e botas negras. Nas mãos uma ring blade prateada com detalhes escuros mais para borda.

- Eu sou a settima boss da Notte, Belle Diuna. – falou a mulher, andando até a mesa de mogno à frente da qual todos estavam parados – E esse é Caisto. Caisto Diuna. Ele que entregou todas as cartas...

- Ele é o nosso novo boss? – perguntou a azulada

- Antes de mais nada, eu quero saber o nome de todos. – Caisto se pronunciou, sem responder à pergunta da garota

- Eu sou Soul di Ângelo. – respondeu a azulada fazendo uma pequena mesura – Sou uma italiana e estou na Notte há algum tempo já.

- Ah sim... Sim... Eu me lembro de você, Soul. – ele respondeu dando um breve aceno de cabeça para ela – Sua pedra só pode ser essa. – esticou a mão para Soul

- Pedra, senhor? – ela perguntou pegando a pedra transparente depositada na mão de Caisto – O que eu devo fazer com ela? – mas mal ela terminou a frase e uma aura negra a envolveu, mudando a cor da pedra para um preto azulado

- Nerezza. – ele sorriu rapidamente para ela – Bem, próximo.

- Sou Vittoria Docce, uma italiana. – sorriu a morena fazendo uma breve reverência – Espero nos dar bem, Soul. – dessa vez ela se dirigiu à azulada, que sorriu rapidamente em resposta

- Você deve ser essa... – Caisto, em um rápido movimento de mão, pegou outra pedra e estendeu para Vittoria

- Essa pedra não é igual à de Soul? – perguntou a morena pegando-a na mão, mas como se fosse uma resposta, a pedra mudou de cor. Ela ganhou um tom de verde meio transparente – Oh, me lembra um camaleão! – riu a garota, enquanto uma aura esverdeada a envolvia e deixava mais translúcida

- Talvez seja porque você é próxima dos camaleões. – falou Caisto fazendo um movimento com a cabeça, afirmando – Você é a Animale de nossa família.

- Sou Lucius Lonlayle. – falou o ruivo se aproximando alguns passos – Sou um mestiço e tenho 15 anos.

- Você é complicado, Lucius. Mas, isso será de grande ajuda para nós. Espero que essa pedra fique bem para você. – ele entregou uma pedra para o ruivo

- Complicado? – a pedra brilhou, ativada pela voz do dono – Ah... Acho que eu entendi. – a pedra era vermelha, mas tinha intricados detalhes prateados e a aura era pérola-avermelhada

- Você é Stella. Mas, tem um pouco de Animale também. Poderoso e perigoso, será ótimo se for nosso aliado. – falou Caisto observando a aura

- Sou Mary Laforet. – se apresentou a ruiva – Sou francesa e tenho 18 anos.

- Oh, uma bella donna². – sorriu Caisto de modo quase irônico – Será que sua pedra será tão bela quanto você? – ele esticou a mão com a pedra

- Tch. – reclamou a ruiva pegando a pedra transparente – Não mesmo, do jeito que sou, ela sairá uma péssima pedra. – enquanto ela falava, foi envolta por uma aura dourada com prateado, e a pedra recebeu um tom de platina

- Luna. – Caisto disse simplesmente – Bem, acabaram as pedras. Eu só entreguei quatro cartas, portanto, somente quatro pedras. Vocês dois já têm as suas... – ele falou com os garotos, de modo que Jase sorriu sem graça – E você? – dessa vez ele falou diretamente para Kin – Você tem uma pedra? – ele se aproximava predatoriamente da albina

- Olhe como fala comigo, pirralho. – disse Kin apertando os olhos e sendo envolvida por uma aura vermelho-sangue... Da mesma cor que seus olhos no momento – Você sabe perfeitamente a verdade. E sabe o que irá acontecer com você se não se afastar... agora. – sua aura tomava perigosos tons de preto, começando a mudança do centro e indo em direção às pontas. Sua voz estava grave e ameaçadora.

- Maki. – sorriu ele sarcástico – Bem, consegui o que queria. Maki... Você consegue trazer Kirara, não consegue? Dá muito trabalho hipnotizá-la para trazer a original.

- Afaste-se. – ela sibilou novamente indo em direção do violino que estava sendo carregado por Jase – Me entregue este estojo.

Jase obedeceu rapidamente. Maki pousou o estojo sobre a mesa da settima e o abriu. Dentro dele haviam três pedras e um violino. Ela pegou uma pedra branca que reluzia com as cores do arco-íris de vez em quando. Ela abriu o pingente de um colar que esteve escondido por baixo do vestido e pôs dentro. Fechou novamente o pingente e pegou o violino.

Inspirando fundo, Maki fechou os olhos e começou a tocar o violino. A melodia era calma, porém ainda assim macabra. Aos poucos o tom macabro foi sumindo e dando lugar à simples calmaria, até que uma voz doce se juntou ao violino.

Hi Miss Alice

Anata garasu no

me de donna yume wo

Mirareru no?

Mirareru no?

Mada atashi

Kokoro ga sakete

Nagarederu

Tsukurotta

Sukima ni sasaru

Kioku-tachi

Hi Miss Alice

Anata ga jitsu no

Kuchi de dare ni ai wa

Nageteru no?

Nageteru no?

Mou atashi

Kotoba o tsumaku

shita no netsu

Same kitte

meteru outamo

Utae nai

Still, you do not answer

- Olá. – disse a albina abrindo os olhos, que estavam de cor roxa, após ter terminado de cantar e parado de tocar – Prazer em conhecê-los. Eu sou Kirara Diuna... A ottava boss da Notte. – virando-se para Caisto ela continuou – Olá novamente, fratello³.

Notas finais
¹ - âmbar (em inglês)
² - bela mulher (italiano)
³ - irmão (italiano)
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Ciao, ciao! o/
Bacio! ;*