Notas iniciais
Presente pra minha amiga Fany (:

“ Por mais forte que um homem seja,

Por mais inteligente que se possa ser,

E por mais que todo o seu ser possa negar,

O amor um dia ou outro vai atingi-lo,

E se esse dia ainda não chegou,

É porque ainda está para chegar...”

Eu o observava, meu 10º sucessor,

Sawada Tsunayoshi.

Ele detinha todas as qualidades que se precisava, ele era um ótimo amigo, era honesto, não possuía coragem mas ainda haveria de adquirir tal qualidade, apesar de lembrar que todos os seres tem ao menos uma partícula de medo.Ele estava pronto para ser o que eu não fui, mas poderá fracassar... Ele com certeza irá fracassar se pensar tanto nela.

Há tempos observava sua postura diante de uma menina ruiva, ao saber sue nome é Sasagawa Kyoko, ele com certeza acabaria como eu.

Mas eu não o culpava, porque todos tem o direito de amar, e até mesmo eu, Giotto, já amei.

E hoje estou aqui...

Lembro-me daquele dia como se fosse o mais importante da minha vida, mas pensando, ele foi o mais importante da minha vida, da vida de Giotto, não da vida de mafioso que vivi.

~x~

—Ei me solta seu idiota! — Uma jovem de

cabelos acinzentados e longos gritava. — SOCORROOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!

Eu via que ela tentava se soltar de um homem que a segurava, sem me importar com ela, apenas em salvar alguém indefeso eu fui até sua direção e acertei o homem que a segurava.

Entre socos e golpes, acabei por vencer tamanho sujeito, que, aliás, tinha o dobro do meu tamanho, e fui ver se ela se encontrava bem.

— Você está bem? — Perguntei a puxando para mim. — Se machucou? — Eu a observava atentamente para achar algum machucado. Quando levantei meu olhar para seu rosto vi que ela estava um tanto corada.

— S-sim...Estou bem.

— Oh... — Eu a olhei e vi que tinha apenas um arranhão em uma das pernas e as marcas vermelhas das mãos do homem em seu pulso.

Percebendo o quão próximos estávamos eu me distanciei mas ainda a segurava.

— Qual é o seu nome? — Perguntei curioso enquanto a levava para algum lugar com uma fonte ou um poço.

—Husksond Leela... Prazer... E obrigada.

Eu a observei, usava um vestido tamanho médio de cor vinho com alguns detalhes em preto, ela tinha uma pele tão clara de forma que o contraste que havia entre sua peça e sua pele a deixavam ainda mais bela.

— E o seu nome? — Ela perguntou com uma cara intrigante, provavelmente havia percebido que ao tinha tirado os olhos dela.

— Giotto...Apenas me chame de Giotto.

Ela me fitou com seus olhos rosados, eu me perdi neles até que me dei conta que chegamos a uma fonte.

Ela se sentou calmamente na ponta e jogou um pouco de água no machucado.

— Então, poderia me dizer quem era aquele sujeito?

Ela ficou em silencio.

— Era o chefe do meu pai.

Ela parecia estar incomodada, mas eu precisava saber quem era ele.

— E porque ele estava te machucando?

Ela se levantou e começou a caminhar, já anoitecia e ela provavelmente estava indo para casa. Eu corri e a alcancei.

—Eu não sei o porquê, ele simplesmente me agarrou e...

Ela ficou em silencio e olhou para cima.

— Eu amo o céu... Principalmente à noite, porque nela se encontra a inspiração dos apaixonados, a Lua. E nela se encontram os desejos de muitos, as estrelas.

Ela havia mudado de assunto, ela se parecia tanto comigo...

Decidi observar o céu também e esquecer o ocorrido há pouco.

Nós caminhos e caminhamos, ela finalmente parou em um campo lindo, bem longe da cidade e de todos os barulhos.

— A minha casa é ali... E bem... Obrigada sem você...

Ela parou e me fitou um pouco com vergonha.

— Não foi nada.

— Bem, se quiser entrar e tomar alguma coisa...

Eu resolvi não aceitar aquele convite, apesar de por dentro eu querer muito.

Naquela noite quando voltava para casa, eu pensava naquela moça, algo nela havia me chamado a atenção.

E assim os dias se passaram e eu não me tornei amigo dela, não me tornei seu inimigo, apenas me tornei alguém em sua vida.Ela simplesmente me ensinou algumas coisas e eu ensinei outras para ela, fui descobrindo o quão sonhadora era... E... Se há algo realmente para me lembrar é do dia em que apenas a noite estrelado poderá contar.

O dia em que eu a beijei, o dia em que eu simplesmente poderia chama-la de minha, o dia em que eu a possuí.

~x~

— Aonde vamos?

— Ver o céu, olhe para cima... —Olhei em seus olhos brilhantes que apreciavam a bela vista. Ela simplesmente me conduziu para bem distante da civilização.

Segurei sua mão e a ajudei a subir em um pequeno morro, lá em cima havia várias flores e um gramado que deveria ser tão belo de dia quando agora de noite.

Ela apontou para a ponta, onde repousava em cima da grama apenas uma linda flor de lótus, a sua preferida.

Nos sentamos e eu olhei a vista, era maravilhosa.Era realmente maravilhosa.

E puxa... Eu me sentia tão bem ao seu lado, naquele lugar lindo... A única coisa que eu poderia fazer era olhar o céu e conversar com ela.

Até que ela tomou coragem de falar sobre algo...

— O que nossos somos?

Eu paralisei com aquela pergunta.

— O que... Somos?

— Sim... — Ela afirmou enquanto me fitava com certa ansiedade.

Eu olhei o céu, nem mesmo tudo aquilo me faria abrir o coração.

— Somos duas estrelas... Perdidas nesse céu... Não somos amigos... Inimigos... Apenas duas estrelas próximas...

Eu a fitei, sua reação não era das melhores, mas ela sorriu de forma fraca.

— Você está linda hoje... Como a Lua... — Eu disse tentando parecer melhor.

— Verdade?

Eu refleti, teria que consertar o que disse.

— Não... Você está ainda mais bela que ela... — Eu disse enquanto olhava seu rosto corar.

Aquela noite foi mágica, foi linda, aquela noite eu não abri meu coração, nem ela abriu o dela, mas naquela noite podia sentir que éramos estrelas muito mais próximas do que imaginávamos.

E então, quando finalmente achei que era tudo, ela segurou minha mão e sorriu, e por um instante senti que não poderia ter medo, ter medo era algo desnecessário, e então... Eu tomei a coragem e a beijei.

Um simples beijo, doce e calmo, acompanhado de olhares cruzados e dedos entrelaçados.

Aquela noite poderia ser descrita em palavras e palavras mas acho que nenhuma se compararia.

Aquela noite eu senti o que era o amor, e ela provavelmente sentiu também.

Aquela noite eu me senti o ser que nunca poderia ser, eu senti tudo o que não queria ser, eu não queria ser escravo da paixão senão a noite minha única amada, mas naquela noite, eu me rendi e pude saber o que é realmente amar.

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Agora olhando esse menino, eu vejo que tudo o que poderia viver, não vivi.

Vejo que ele não irá fracassar, não, ele será alguém bem melhor do que eu, porque ele tem o amor ao seu lado.

E o amor é o melhor sentimento que existe.

Seja na terra ou no céu.Seja de dia ou de noite.

E hoje a única coisa que posso dizer a minha amada Leela é, eu te amo, muito mais que universo, muito mais que o brilho das estrelas, muito mais do que eu amo uma noite estrelada.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!