Nothings Fine Im Torn
1 Running
Notas iniciais
Julliana’s Pov
Eu corria cada vez mais rápido para fugir daquela coisa estranha que me perseguia. Ele, ou a coisa, era alta, gorda e feia. Acho que era um monstro ou algo tão assustador quanto. Isso sempre acontecia comigo e eu sempre estava fugindo de alguém ou alguma coisa. Era uma rotina, que confesso, estava me cansando.
Desviei ficando atrás de uma árvore, numa tentativa de me esconder do que me perseguia, ou, sinceramente, do que queria me matar.
Eu estava em uma floresta (?), ou algo assim que dava pra uma praia (descobri isso quando consegui ver o mar) e corri o mais rápido que pude conseguindo o despistar.
A propósito, sou Julliana, mas pode me chamar de Jullie, ou Jay se preferir. Moro em Nova York, com a minha mãe, que inclusive, não dá a mina importancia para mim ou para a minha existencia, assim como meu pai faz desde que nasci. Segundo minha mãe (quando ela pelo menos falava um oi, ou contava alguma estória) ele simplesmente sumiu assim que nasci, e esse é um dos motivos para eu ser um pouco, como posso dizer, rebelde, ou na lingua de outros, revoltada.
Voltando a realidade, a praia era imensa, tão imensa que eu não sabia se estava no começo, meio ou no fim da praia. A sorte foi a que eu me perdi do monstro, o me deixou mais aliviada. Tanta correria me cansou, e eu só acordei no dia seguinte (ou não).
(...)
Quando acordei, encontrei um par de olhos verdes (e lindos) me encarando. Pisquei umas três vezes para poder ter uma visão melhor do lugar onde eu estava. Percebi que estava deitada em uma cama, até eu me sentar e sentir uma grande dor de cabeça. O garoto na minha frente era lindo. Tinha uma pele clara com algumas espinhas. Seu cabelo era castanho cheio de cachinhos, o que o deixava mais bonito.
Observei o local e fiquei curiosa. Onde eu estava? Como eu vim parar aqui? Quem eram essas pessoas (também deitadas) que estavam lá, e esse garoto que tanto de olhava?
Resolvi acabar com a curiosidade perguntando:
– Que lugar é esse?
– Ah! Eu disse Alex, ela fala! – Ele e a menina (que só agora eu percebi que estava ali) deram uma risada fraca – Achei que fosse muda.
– Harold, seja mais educado, ela é nova aqui. – Falou a menina interrompendo-o. Ela tinha os cabelos ruivos e compridos, como os meus, porém cacheados como os do menino (ou como ela o chamou, Harold). – Desculpe pela grosseria do Harry – não era Harold? (pensei) – Ele pode ser bem chato as vezes. Sou Alex – ela estendeu a mão e eu apertei.
– Que lugar é esse? – repeti, pois ninguém tinha me respondido ainda.
– É um acampamento. – Alex respondeu. – Como é seu nome mesmo? – ela perguntou
– Jullie – estendi a mão como ela fez comigo. Ela apertou.
– Hey, se esqueceram de mim? – falou o de cachinhos indignado por esquecermos sua presença.
– É só que você não é mais importante que ela, Hazza querido. – Isso era ironia, percebi pelo seu tom de voz alterado. E quantos nomes esse garoto tinha?
– Valeu! – respondeu H. – Já se apresentaram, agora é minha vez. Sou Harry. Styles. – ele de ênfase no sobrenome, não sei por que — Mas a chata da Alex e meus amigos me chamam de Harold, ou Hazza. – ele sorriu, mostrando suas covinhas. Ele estendeu a mão e eu apertei. Senti um frio arrepio invadir meu corpo quando o fiz.
O que diabos esse garoto tinha?
Notas finais
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