Nothing is a before
29 Indicios da gravidez.
Notas iniciais
—Ótimo,um papai coruja.—Juan se referiu a León em um tom divertido.—Bem,Violetta devido ao seu histórico,e ao tratamento você não pode fazer esforço NENHUM.—o doutor deu ênfase a palavra “nenhum”.—Qualquer mínimo esforço poderia resultar em um aborto,agora no começo da sua gestação,ou um nascimento prematuro a partir do quinto mês.Sua alimentação deve ser muito bem controlada,cuidando com as calorias,e com os alimentos industrializados ,o melhor seria você optar por frutas ou coisas assim,mas claro que não deve passar por vontades,e lembre-se muito cuidado faz mal!E mais uma coisa,todos os meses você deve vir aqui para fazermos uma ultrossonagrafia,pra acompanharmos o crescimento do bebê e ver se você não tem mais chances de desenvolver um câncer novamente!E por último,o seu parto mais aconselhável seria o parto natural!
—Natural?—Indaguei meio nervosa.
—Algum problema ,Vilu?—León pediu apertando minha mão.
—Não,tá tudo bem,eu vou ter nove meses pra me preparar pra isso.
—E não é nada demais!—Juan me afirmou.—É muito melhor do que cesariana.
Ok.Estava tudo bem,eu teria nove meses para aceitar a ideia de parir um filho,estava tudo bem.Afirmei a mim mesma enquanto caminhava para fora daquele consultório.Não havia por que temer.Tantas mulheres já haviam parido filhos,e continuaram vivas.
—Você ouviu o doutor!Nenhum esforço!—León falava enquanto me abraçava de lado.
—Sim León,eu ouvi o doutor.
—Nem pense em tocar em uma vassoura,ouviu senhorita mania de limpeza?—Era verdade eu odiava ver algo desarrumado ou fora de seu devido lugar.
—León,varrer uma casa não é fazer esforço algum!
—Será que você pode,me ouvir?—Adentramos a cafeteria do hospital para tomar um café,e descansar um pouco.
—Mas León!—Exclamei,e estava pronta para continuar aquela frase quando recebo um olhar de reprovação.
—Acho bom!—León falou em um tom brincalhão enquanto me dava um beijo na bochecha.—Me dá um café preto bem amargo,por favor.—León pediu a moça da recepção.
—E pra mim um cappuccino com leite desnatado!—Nem dois minutos já estávamos sentados a mesa desfrutando de nossas bebidas.
—Meu amor,eu falo tudo o que falo,pois me preocupo com você e com nosso filho.
—Eu sei,León!Te entendo,mas você pode ficar tranquilo que eu vou cuidar muito bem do nosso bebe enquanto ele estiver dentro de mim.
—Eu te amo.—Estava pronta para responder aquela frase quando um enjoo repentino me acometeu e me fez sair em disparada para o banheiro,e lá se ia todo o meu almoço e o pouco do cappuccino que eu havia tomado.Me restabeleci e sai do banheiro me deparando com León com uma faceta preocupada.—Tá tudo bem?
—Sim,são só as evidencias da gravidez.—Me apoiei na parede gélida me acalmando.
—Quer ir embora?—León pediu enquanto ajeitava uma madeixa de meu cabelo atrás da orelha.
—Não precisa.—Afirmei respirando fundo.
—Vamos fazer assim,nós dois vamos pra casa.—León disse pegando minhas mãos.—Faltam duas horas pra acabar nosso expediente!Passamos no mercado,compramos algumas coisas vamos pra casa,assistimos a um filme,o que você?
—Uma ideia magnifica.—Disse abraçando León.
—Vai até seu consultório e pega suas coisas,que eu só vou trancar o meu consultório,ok?—Assenti e fui até o meu consultório e peguei minhas coisas trancando a sala,subi até o consultório de León e encontrei o mesmo saindo da sala.
Fomos até o supermercado em seu carro,que era o que nós estávamos usando,desde que voltamos a nossa rotina,paramos no mercado e compramos um monte de coisas boas,e até mesmo algumas coisas saudáveis.
—Sabe do que eu sinto falta?—Pedi para León enquanto eu entrava no carro.
—Do que?—León indagou ligando o motor.
—De quando eu tocava piano na minha adolescência,aquelas aulas todas as tardes eram minha vida.
—Então quer dizer que você,toca piano?—León me olhou com uma cara debochada.
—Toco,e canto muito bem também!Sem querer me gabar.
—Um dia vou querer ouvir,hein!
—Tudo bem.—ao final daquele nosso dialogo havíamos chegado ao nosso prédio.—Esses dias com o pessoal foram divertidos,não?—Pedi enquanto apertava o botão no décimo quinto andar.
—Verdade,eles são gente boa!—León afirmou enquanto e olhava.
—Agora você imagina crescer com o Maxi!—Ambos rimos com minha fala e adentramos ao apartamento de León,guardando cada coisa em seu devido local e nos sentando no sofá em busca de algo para assistir,um filme de preferencia.
—León,eu tenho vontade de comer uma coisa diferente.—Disse me ajeitando nos braços de León.
—Tipo o que?
—Não sei.—Esperei um pouco mais e eu já sabia o que comer.—Eu tenho vontade de comer morango com chocolate.—Disse e León riu.
—Eu como só o chocolate,pois sou alérgico a morango.—Nos levantamos e fomos até a cozinha.
—Sério?
—Óbvio que é sério,Vilu.
—Que pena.—Afirmei.
—Por que?—Indagou-me.
—Um fetiche meu envolvia chocolates e morangos.
—Isso não quer dizer que eu não possa realiza-lo!—León disse me abraçando por trás e beijando meu pescoço.
—Bom saber senhor Vargas!—Virei-me para ele e passei a mão em seu lábio.—Muito bom saber.—Selei nossos lábios com urgência,nossas línguas dançavam conforme a nossa música,aquele homem era minha perdição,um deus grego,sem mais nem menos.
E eu o amava,e sabia muito bem disso!
Fale com o autor