Nothing More

1 ✩ Our love was made for movie screens


Notas iniciais
Eu aqui, aparecendo com essa oneshot do nada. *cabum* Pois é, depois desses últimos capítulos do mangá, surgiram umas teorias muito loucas, e com isso, fiquei inspirada pra escrever essa coisa dafuq. Essas teorias sobre o E.N.D ser na verdade o Natsu, me enche de feels, porque fico imaginando que doideira isso vai ser e quantos momentos do meu OTP isso pode me proporcionar. KKKKKKKKKKKKKKKKK /corre. Well, foi baseado nisso que escrevi a oneshot, apesar de não ter um aprofundamento (porque eu estava com muita, muita preguiça de fazer isso, ai acabaria ficando grande demais e eu não tava afim), admito que gostei de escrevê-la. :) Enfim, chega de falar, preciso ir dormir, né? Boa leitura! E escutem a música, ela é linda!

Tudo o que eu quero é nada além

de ouvir você bater em minha porta.

Pois se eu pudesse ver seu rosto, só mais uma vez,

poderia morrer como um homem feliz, tenho certeza.

Ela tremia entre seus braços.

Frágil. Com medo. Com dor.

Os dedos finos se enrolavam onde uma vez estivera seu cachecol, relutante em soltar-se dele. Podia ouvi-la murmurar palavras incompreensíveis, enquanto as lágrimas desciam pelo rosto bonito.

Não tinha nada que pudesse fazer. Todo o mal já tinha sido feito e não havia mais nenhuma esperança. Então, abraçou-a apertado, sentindo o cheiro do cabelo dela mais uma vez, a textura de sua pele suave.

— Me desculpe — ele pediu com a voz rouca, os dedos se prendendo nos fios loiros. — Me desculpe.

Apertou os olhos, fechando-os com força. A vida era tão cruel. Separando-os antes mesmo que pudessem estar juntos de verdade. Antes mesmo que pudessem construir qualquer coisa, antes de puderem vivenciar mais experiências e fazerem mais lembranças.

Lembrou-se de Mard Geer lhe dizendo:

— E.N.D é o demônio mais poderoso do livro de Zeref. Mas ele foi selado... Como um humano. — Um sorriso irônico tinha brotado em seus lábios, enquanto andava em sua volta, pouco preocupado. — E ele era um demônio de fogo, você sabia disso, Natsu Dragneel?

— Não sei aonde você quer chegar com essa conversa — sibilou com os punhos cerrados de ódio.

— É muito simples. — Deu de ombros. — Você só se lembra da época em que viveu com Igneel, mas não se lembra de nada antes disso, não é mesmo?

— Você quer dizer que... — Até mesmo ele que era lento para algumas coisas, compreendeu o que o demônio estava lhe dizendo. — Que eu sou o E.N.D?

— Exato. Igneel não conseguiu te matar, porque quando você foi selado, virou um adorável... garotinho. — Riu. — E você é muito mais do que um mero dragon slayer.

— Não. Isso não é verdade! — negou-se a acreditar, balançando a cabeça compulsivamente. — Você está mentindo!

— Estou? — murmurou.

Segundos depois, ele tinha caído no chão e foram longos e incontáveis minutos, para que ele se transformasse... Naquilo. Natsu Dragneel não era mais o mago humano, o salamander, o indomável e temperamental dragon slayer de fogo da Fairy Tail. Ele tinha se tornado o demônio que sempre fora e apenas não se lembrava.

Tudo que um dia ele tinha sido, havia desaparecido como poeira ao vento. Mas ainda assim, a memória vivida do sorriso dela persistiu na frieza que se apoderara sem permissão do seu coração.

Natsu sentia-se frio e quente ao mesmo tempo.

Tomou consciência que ele era mau, tudo que sua existência representava era isso. E enquanto estivesse vivo, a família a qual aprendeu a se importar e amar, estaria morta. Lucy estaria morta. E o que sobraria no fim?

Quando finalmente despertou nenhuma das lembranças que tinha realmente importava, só precisava encontrá-la uma última vez para que pudesse se despedir. Porém, hesitou ao ter ciência da própria aparência.

Chifres pontiagudos se sobressaiam em sua cabeça, escamas cobriam parte de suas bochechas, mãos e nariz. As unhas tinham crescido, e tatuagens negras se espalharam pelo seu corpo. E asas, ele tinha ganhado duas longas e vermelhas asas.

Ela não iria gostar de vê-lo assim. Iria apenas deixá-la com medo.

Só que esse era o seu último desejo, não precisava chegar muito perto, se apenas a olhasse, estaria de bom tamanho. Um desejo egoísta e tão... Humano.

Ignorou Mard Geer ajoelhado a sua frente e voou ao encontro dela.

Lucy... Não precisava de nada mais.

Quando a encontrou sozinha no meio da destruição da batalha que teve ali, tentou ao máximo não ser visto. Mas como por um instinto, a maga estelar olhou diretamente para ele. Os orbes castanhas e brilhantes, encontrando os olhos dele, surpresos.

— Natsu? — chamou. — Natsu, é você?

Ele parou em cima de uma pilastra para observá-la. Não havia nenhum rastro de medo em seu rosto, apenas dúvida e receio.

— Sim — respondeu depois de alguns segundos em silêncio. — Você está bem?

— Sim, mas...

— Então está tudo bem — murmurou, interrompendo-a. — Lucy, eu preciso ir.

— Para onde? — perguntou alto o suficiente para que ele pudesse escutar. — O que aconteceu? — Mais um minuto de silêncio. — Você está mentindo para mim, não é? Você não precisa ir a lugar algum.

Essa não era a reação que esperava. E ela estava absolutamente certa. O único lugar para onde estava indo, era para a morte. Essa era a única saída do futuro que os aguardava. Natsu sorriu, só um pouquinho, e foi para o encontro dela.

Lucy correu para ele, a passos trôpegos, a respiração rápida e difícil e quando o alcançou, abraçou-o com uma força desesperada, sôfrega. Ele apenas retribuiu com a mesma intensidade, sem palavras. Não havia nada que pudesse dizer.

— Olhe para o que eu me tornei — sussurrou.

— Eu não me importo. Não me importo! — gritou contra o peito dele, as lágrimas presas no canto dos olhos. — Apenas, não vá... Não vá.

Natsu sempre tinha sido incapaz de vê-la chorando e não era naquele instante que isso mudaria. Cada lágrima era como uma apunhalada diretamente em seu coração. Com os olhos fechados, e os braços em torno dela, começou em um sussurro:

— Eu sempre me importei com você e em algum momento, eu soube que você era a pessoa com quem eu gostaria de passar o resto da minha vida, apesar de eu nunca ter dito. — Deu uma pausa e conseguiu ouvi-la conter um soluço. — Sempre pensei que você era demais para mim e que você jamais se apaixonaria por alguém como eu, já que eu era totalmente diferente dos homens que você caia de amores nas revistas.

— Você está errado... Errado. — Soluçou. — Eu...

— Quando eu te esperava na sua casa, eu pensava: qual vai ser a reação dela dessa vez? Ela vai me bater e me expulsar? Ou no fim vai me deixar ficar e cozinhar alguma coisa? — Riu baixinho. — Você sempre foi surpreendente da sua forma.

— Não faça isso, por favor — pediu. — Você não pode ir. Nós ainda temos que... — Fungou, incapaz de olhá-lo nos olhos. — Nós temos que continuar. Eu quero que você continue invadindo minha casa, que destrua a cidade nas nossas missões, que me ajude a pagar o aluguel. — Dessa vez se afastou dele e deixou os dedos ainda trêmulos subirem pelo rosto dele. — Natsu, eu quero construir uma vida junto com você.

Ouvir aquilo foi agridoce. Foi bom e foi ruim. E doeu. Porque nunca iria ser verdade.

Quando você disse seu último adeus

Eu morri um pouco por dentro

Eu deito na cama chorando todas as noites

Sozinho, sem ter você ao meu lado

— Me desculpe — Natsu disse. Não iria mentir, prometer coisas que não poderia cumprir. Mas poderia cumprir a maior promessa que tinha feito para si mesmo: protege-la. — Eu vou fazer isso...

Antes que pudesse terminar a frase, ela levantou-se na ponta dos pés e pressionou os lábios contra os dele, era a primeira vez que se beijavam e também seria a última. E foi inevitável; as lágrimas de Natsu eram tão salgadas e sôfregas quanto as dela.

— Eu amo você — Lucy declarou entre as lágrimas.

— Eu também amo você — sussurrou.

Com relutância, Natsu teve que se afastar dela. Os braços magros caíram ao lado do corpo quando ele fez isso, os lábios tremeram e os olhos se encheram de mais lágrimas ainda. Para confortá-la, ele sorriu. Aquele típico e cheio de dentes brancos e cintilantes.

— Até logo...

A maga estelar ainda esticou a mão na direção dele, mas foi tudo que pôde fazer. Ele foi embora, para sempre.

Caiu de joelhos no chão, desolada, desconsolada. A última lembrança que guardaria de Natsu, era a do beijo. Ele tinha dito “até logo”, mas ela sabia bem que jamais o veria novamente.

— NATSU! — ela gritou sem forças.

“É para proteger a Fairy Tail”, Natsu pensou, enquanto sumia na escuridão. “É para proteger você, Lucy e será que é muito egoísmo... Pedir que você nunca se esqueça de mim? Porque eu sei, que não importa onde eu esteja, ou para aonde eu vá, eu não vou esquecer você.”

Mas se você me amava

Por que me deixou?

[...]

Pois você trouxe vida ao melhor de mim

Uma parte de mim que nunca tinha visto

Você pegou minha alma e a limpou

Nosso amor parece feito para as telas de cinema

Notas finais
I REGRET NOTHING! *some na escuridão* UAHUAHAUHA, sei que não está lá essas coisas, mas dá pro gosto e eu PRECISAVA escrever isso, de qualquer jeito. É isso, se gostou ou não gostou, comentem do mesmo jeito, porque opiniões é tudibão! Beijo e boa noite!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!