Nothing Like Us
24 Say It Again
Notas iniciais
— Sabe, Sasuke. Eu gostaria de poder curar todas as dores que você possui. Eu me sinto inútil todas as vezes em que olho nos seus olhos, e vejo toda a tristeza que você guarda. Que tipo de médica eu sou, afinal? – Falou, enquanto novamente olhava para o céu cheio de estrelas.
— Você é uma médica incrível. Não seja irritante. – Foi o que ele respondeu, mas podia ouvir a nota de tristeza em sua voz.
Ele queria ser curado, também.
– Eu posso curar qualquer coisa, menos um coração quebrado. Não deveria esse ser o mais importante a ser curado? O coração? – Voltou a dizer, pensando que seria ótimo poder curar seu próprio coração também.
– Quando eu estou com você, é como se a dor não existisse. É verdade que ela fica apenas adormecida e que, quando não estamos mais juntos, quando eu estou sozinho, ela volta. Mas o alívio que você me dá... Ninguém mais pode. Eu acho que isso é o bastante. – Ele disse, e essas foram as palavras mais lindas que já havia dito para ela.
Naquele momento, mesmo sendo praticamente impossível, Sakura se viu se apaixonando ainda mais por Sasuke.
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Clarity
Porque você é o pedaço de mim
Que eu gostaria de não precisar
Perseguindo implacavelmente
Ainda luto, e eu não sei por quê
Se o nosso amor é uma tragédia, por que você é meu remédio?
Se nosso amor é insano, porque é você minha claridade?
Se o nosso amor é uma tragédia, por que você é meu remédio?
Se nosso amor é insano, porque é você minha claridade?
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— Então, Sasuke. Você finalmente vai me dizer o que diabos aconteceu naquele hospital ou não? – Perguntou, perdendo a paciência. Estava há horas tentando fazer com que o moreno o respondesse, mas tudo o que ganhava em troca era o silêncio. Não conseguira tirar nenhuma palavra do Uchiha, que só ficava socando e socando novamente o tronco da árvore de treinamento. Naruto podia ver cada vez mais sangue pingando das mãos de Sasuke no chão, mas decidira não fazer nada a respeito disso. Sabia como o amigo funcionava, sabia que deveria deixa-lo descontar sua raiva em algum lugar, mesmo que se machucasse no processo. Era melhor isso, do que se ele fizesse a idiotice de atacar um Kage, novamente.
— Não, eu não vou. – Foi o que recebeu em resposta. Não era o que queria ouvir, mas pelo menos Sasuke já estava falando.
— Droga, Sasuke! Escute. Eu não sei porque diabos você achou que lutar com um Kage seria a solução dos seus problemas, mas eu vou dizer a você agora, isso é a maior idiotice que você poderia cometer! Você não aprendeu da primeira vez?! Eu não entendo porque Gaara iria querer provocar você, e sim, eu sei que foi ele quem te provocou, mas não deixe que isso estrague a sua vida! Eu... – Tentou continuar com o que achava que eram os conselhos mais sábios que já haviam saído de sua boca, quando fora cortado por Sasuke que, com seu Sharingan ativado, parecia mais assustador que nunca.
— Não diga o nome dele na minha frente. – Sua voz, assim como sua aparência, era assustadora. Mas Naruto já estava acostumado com isso e não iria se dar por vencido assim tão facilmente.
— Tudo bem! Apenas me diga qual o seu problema, então! – Gritou, irritado.
— Ele quer roubá-la de mim. – Um sussurro. Um olhar distante. Um novo soco. Somente isso foi necessário para que Naruto entendesse o que Sasuke queria dizer. Entendesse quem era ela. Uma pedra de gelo se instalou em seu estômago, mas o loiro preferiu rir nervosamente e não acreditar nas palavras do amigo.
Gaara nunca seria capaz de fazer isso comigo... não é?
— Depois de todos esses anos, agora é que você resolveu fazer piadas, Sasuke-teme? – Perguntou, ainda sorrindo nervosamente.
Ele nunca faria isso comigo.
Isso é um grande, grande engano.
Sasuke, ignorando o que o loiro havia dito, continuou sua fala. Os olhos ainda distantes e quase... tristes. – Konoha está fazendo o acordo com Suna novamente, porém, dessa vez, pediram uma coisa em troca. Uma prova de que o Kazekage ainda é confiável e que faria qualquer coisa para merecer essa confiança. Ele deve se casar com uma Kunoichi de Konoha e, aparentemente, ele acha que Sakura é perfeita para isso.
E naquele momento, Naruto percebeu que sim, Gaara era capaz de fazer isso e, aparentemente, já havia feito.
.x.
— Sakura. – Sasuke disse com uma voz suave e quase encantada. Como se a mera presença dela fizesse com que tudo parecesse malditamente certo e que esquecesse que havia um mundo de coisas e razões entre eles.
Mas Sakura sabia melhor. Sabia que ele nunca pensaria ou sentiria algo assim em relação a ela.
Com isso em mente, apenas sorriu docemente para o homem que tão forte e indubitavelmente amava, e disse o nome dele em retorno, como um cumprimento. Achava que era irônico que, sempre que se viam, acabavam dizendo o nome um do outro antes de qualquer coisa, como se fosse obrigatório fazer isso, antes de iniciarem uma conversa. Sempre fora assim. Mesmo durante a Quarta Guerra Ninja, quando Sasuke aparecera logo depois do Quarto Hokage, não pode evitar dizer o nome dele, antes mesmo de sequer pensar no porque ele estava ali.
— Você pode... curar meus ferimentos? — Perguntou ele, antes de virar o rosto para o lado e, somente agora, Sakura percebeu a enorme quantidade de ferimentos que preenchiam a pele do Uchiha. Seu coração apertou de preocupação, enquanto corria rapidamente para seu lado e começava a avaliar seus ferimentos.
— O que aconteceu? – Não pode evitar perguntar.
— Eu só exagerei no meu treinamento, isso é tudo. – Disse. Por algum motivo, Sakura achou que havia mais nisso do que ele queria lhe contar. Que havia mais razões. Mas decidiu não força-lo a responder algo que obviamente não queria. Entendia quando ele queria manter as coisas somente para si mesmo, e sabia que, se ele achasse que seus problemas eram demais para serem suportados, viria até ela. E ela o receberia de braços abertos, e pronta para ajuda-lo. Porque sempre fora assim, complacente demais com ele. Preocupada demais. Colocando o bem estar dele acima do seu próprio.
— Tudo bem. – Respondeu, enquanto começava a curá-lo, tocando suavemente as áreas machucadas. Pegou as mãos dele, onde estavam os piores ferimentos e, delicadamente, curou-as e o aliviou da dor. Outra cosia que estava acostumada a fazer, aliviá-lo de sua dor.
Mas eu nunca consegui curá-lo, não é, Sasuke-kun? Eu posso aliviar a sua dor por um tempo, mas nunca curá-la. É por isso que você não pode amar. Porque você está machucado demais para isso.
— Sakura. – Ele disse novamente, mas dessa vez, não olhou. Sabia que se fizesse isso, se permitisse que seus olhos encontrassem os frios – e tão, tão lindos— olhos ônix dele, choraria; e isso era a última coisa que queria que acontecesse. Porém, Sasuke não parecia estar disposto a deixa-la ignorá-lo, quando pegou em seu queixo e delicadamente forçou-a a olhar pra ele.
Assim como esperava, lágrimas encheram seus olhos e escorreram por seu rosto. Odiou isso. Odiou o quão fraca parecia fazendo isso.
— Porque está chorando, Sakura? – Sua voz preocupada apenas piorava a situação.
Porque eu te amo, é por isso que estou chorando. Porque eu vou embora e vou me casar com um homem que eu não amo, e que talvez nunca venha a amar. Porque enquanto minha dor cresce cada vez mais dentro de mim, eu sei que você nem faz ideia dos meus sentimentos por você.
— Não é nada. – Respondeu, saindo de seu agarre, e limpando quase brutalmente as lágrimas de seu rosto, o que se provara ser inútil quando mais delas vieram.
— Não minta. – Ele disse, aproximando-a novamente de si e a abraçando. O calor de seu corpo a confortava e ao mesmo tempo a fazia sentir ainda mais angústia.
— Somente... somente me abrace, Sasuke-kun. – Falou com voz fraca. O sufixo saindo de sua boa com facilidade, como se pertencesse aquele nome.
Sentiu ele a apertar ainda mais contra si. A respiração quente dele em seu pescoço fazia com que borboletas dançassem em seu estômago e seus pelos se arrepiassem.
— Diga isso novamente. – Ele disse em troca. Era quase assustadora a necessidade em sua voz.
— Dizer o que novamente? – Perguntou, confusa.
— O meu nome. Diga o meu nome com o sufixo novamente. – Pediu. Choque passou por todo o corpo da rosada. Ele sentia falta...?
— Sasuke... kun.
— Novamente.
— Sasuke-kun. Sasuke-kun. Sasuke-kun. Sasuke-kun. Sasuke-kun. – Repetiu várias vezes, sentindo o corpo dele tremer em cada vez.
E então, em uma dessas vezes, ele a beijou.
Apenas deixe-me levar você para longe e nunca mais retornar.
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