Nothing Like Us
26 Let You Go
Notas iniciais
Abriu os olhos lentamente, sentindo o cheiro característico de morango, inundando suas narinas. As batidas de seu coração aumentaram o que o fez franzir as sobrancelhas, não entendendo o motivo.
Olhou para o lado, vendo a mulher mais linda de todo o país do fogo dormindo serenamente, seus cabelos róseos espalhados pelo travesseiro. O peito subia e descia em um ritmo constante e acolhedor e, seus lábios estavam entreabertos em uma visão mais do que tentadora. Aproximou-se ainda mais dela, encostando seus lábios delicadamente um no outro, sentindo a maciez dos dela. Liberou sua língua para contornar o lábio superior da rosada, e quase gemeu de prazer ao sentir a língua dela se movimentar de encontro a sua.
O que havia com essa mulher, que conseguia deixá-lo totalmente excitado apenas com um simples toque?
Colocou uma de suas mãos na nuca dela para aprofundar o beijo, querendo mais dela. Muito mais.
Sakura não ficou pra trás, botando suas pequenas e delicadas mãos – das quais ninguém imaginaria que poderiam destruir montanhas com apenas um toque – no cabelo dele, puxando os fios e atiçando-o ainda mais.
Ficou por cima dela, deliciando-se com a sensação do corpo quente dela, totalmente em contato com o seu. Interrompeu o beijo apenas para olhá-la, sendo recompensado com bochechas coradas e duas esmeraldas o fitando com tanto desejo que quase o fizeram perder o controle.
– Você é tão linda. — disse, com a voz rouca de desejo. Passou uma mão pelo rosto dela, sorrindo de canto ao ver o vermelho das bochechas dela se intensificar. Beijou-a uma vez mais, enquanto finalmente a penetrava, lentamente.. ah, tão lentamente. Sentindo suas paredes internas apertando-o e levando-o a loucura. Mordeu o lábio inferior e fechou os olhos aproveitando a sensação.
Minha. Minha. Minha... Sakura.. — Pensava, ouvindo os gemidos dela. — Como posso escolher uma esposa se estou viciado em você? Se é só você que eu quero possuir... se é só você...
E quando finalmente chegaram ao clímax, Sasuke apenas conseguia olhá-la, sentindo seu coração palpitando nos ouvidos.
– No que está pensando? — Perguntou a rosada.
Em você.
– Em nada. — Viu os olhos dela se entristecerem e se deslocarem para o teto, como se esperasse que ele dissesse alguma coisa.
O que você quer que eu diga, Sakura? — Pensou, tomando os lábios dela para si mais uma vez. Desejando, esperando... que nunca precisasse parar de fazer isso.
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Let You Go
Você pode ser quem você quiser
E você pode ver quem você quiser
E não há nada que eu possa te dizer agora
a não ser
Que eu estou sempre pensando em você
E mesmo quando eu não quero
De tantas maneiras que não consigo contar
Nós éramos só crianças, ainda decidindo quem seríamos
Eu me lembro de te seguir
Na esperança de que você olharia de volta para mim
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– Você definitivamente tem muito o que me contar, testuda. Que beijo foi esse?! — Ino perguntou, e só queria enterrar sua cabeça em algum buraco. Podia sentir que suas bochechas estavam quentes e sua respiração estava um pouco descompassada. O que foi tudo isso?
– Eu... eu não sei, porca. Em um momento estávamos conversando sobre o Gaara e então... — pousou os dedos nos lábios, ainda sentindo o toque de Sasuke em si.
– E então o que? Você simplesmente deixou que ele te beijasse? — A loira questionou, com uma pitada de raiva na voz. Sakura desviou o olhar, não sabendo o bem o que dizer. Seu interior estava em chamas pelos beijos e toques do Uchiha – tinha sentido tanta falta disso – mas sua mente, assim como Ino parecia estar fazendo, estava a achando fraca demais por ter se deixado levar pelo moreno.
Até onde as coisas teriam ido se Ino não tivesse aparecido por aquela porta?
– Olha Sakura, eu sei que o Sasuke é um pedaço de mal caminho e tudo mais, e quente pra caramba, — a loira se abanou um pouco, para enfatizar — e não quero que você ache que eu estou te julgando ou algo assim, é só que... eu me preocupo com você. E depois de todos esses anos... é fácil de perceber que vocês não foram feitos pra ficarem juntos.
Mesmo sabendo que isso era verdade, a dor não fora amenizada.
Eu não vou desistir de você. - Lembrava de ter ouvido-o falar, mas estava convicta de que tinha ouvido mal.
Sasuke-kun não pode amar, não se iluda Haruno.
Levantou seus olhos para loira, e apesar do olhar entristecido, havia firmeza em suas palavras.
– Eu sei disso. O beijo.. foi uma despedida. — Disse, esperando que suas palavras fossem tão verdadeiras como acreditava que fossem.
– Despedida? Como assim? — Perguntou Ino, confusa.
– Vou me casar com o Kazekage em breve. — E podia jurar que nunca havia visto Ino tão chocada quanto estava agora. Soltou um suspiro cansado, prevendo o futuro interrogatório da Yamanaka.
.X.
Naruto corria desesperadamente pelas ruas de Konoha, determinado a encontrar o Kage de Suna e confrontá-lo. Sentia-se triste e com raiva, estava passando por uma situação extremamente delicada onde havia a possibilidade de perder um de seus amigos mais queridos. Não era bobo, tinha percebido os olhares discretos do ruivo para Sakura, mas jurou em seu interior – e esperou com todas as suas forças que estivesse certo – que Gaara nunca faria nada. Que seu amigo nunca tentaria levar sua rosada.
Sua rosada? – Naruto soltou um sorriso de escárnio – que contrastava terminantemente com seu habitual sorriso alegre – antes de terminar seu pensamento amargo, porém, cheio de aceitação. Sakura-chan sempre foi do Teme. Não sei porque eu continuei me iludindo durante todos esses anos.
Porque, assim como havia percebido os olhares de Gaara, também sempre percebera os sentimento do Uchiha. Observava, de longe, a forma como Sasuke lançava seus olhares de canto para Sakura quando esta sorria, parecendo satisfeito ao vê-los. Ou o jeito que Sasuke tomava conta de Sakura – de seu modo frio e autoritário – sempre protegendo-a de tudo e todos e, incentivando-a a melhorar. Naruto via, a mão do Uchiha se fechar em punho sempre que algum homem dava em cima da rosada na frente deles. Percebia os olhares de desejo que o moreno enviava para sua querida –doce, inocente– Sakura-chan, sempre que pensava que o loiro não estava vendo. Mas o Uzumaki via, e isso sempre o deixava triste, por saber que a qualquer momento, poderia perder a mulher de seus sonhos, para seu melhor amigo. Mas, Sasuke nunca fazia nada. Estava sempre perto de Sakura, sim, mas nunca realmente a percebia. Ou, pelo menos, não percebia seus próprios sentimentos. E isso sempre o deixava tão possesso – porque sentia que estava desistindo de Sakura, cada dia um pouco mais, por alguém que não tinha consideração nem por seus próprios sentimentos, que dirá, fazer a mulher que amava feliz.
Fechou suas mãos em punho quando finalmente sentiu a presença do Kazekage, esquecendo um pouco de suas desavenças com um certo portador do sharingan.
– Gaara. — Chamou com raiva, tentando controlar a respiração por causa da corrida. O ruivo virou-se em sua direção e levantou uma sobrancelha ao ver seu estado.
– Naruto. — Disse, simplesmente. A voz controlada e fria, como sempre. Antigamente, se sentia feliz ao ouvir essa voz, no momento, sentia apenas desprezo.
– Precisamos conversar. — Respondeu Naruto, de um jeito igualmente frio, nunca antes usado por ele.
– Eu sei o que você quer, e a resposta é não. — Respondeu altivamente o Sabaku. Naruto rosnou de volta, sentindo Kurama se agitar em seu interior, contagiada por sua raiva.
– Você não pode tá falando sério, dattebayo! Como pode sequer pensar, em fazer isso com a Sakura-chan?
– Ela não é mais uma criança, Naruto. Pode tomar suas decisões sozinha.
O loiro riu sarcasticamente, antes de continuar. — Você acha mesmo que esse é o melhor caminho? Você me disse uma vez, que queria experimentar o que é ser amado e como amar de volta, Gaara. E vou te dizer, com convicção, de que você nunca vai sentir isso se levar esse casamento adiante.
– Porque diz isso? — Perguntou o ruivo, aparentando irritação.
– Porque o coração da Sakura, sempre pertenceu, e sempre pertencerá, a mim.
Naruto não precisou se virar para perceber quem tinha dito essas palavras, conhecia muito bem a assinatura de chakra.
Um sorriso preencheu seu rosto. Finalmente, teme.
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