Nothing Like Us
29 Just a Kiss
Notas iniciais
– Sasuke-kun... não seja um idiota tarado! Eu tenho pacientes pra atender...
– Não minta, eu chequei seus horários antes de vir aqui. – Disse, com um sorriso presunçoso no rosto, empurrando a médica contra a mesa do consultório e deitando-se por cima dela. Estavam tendo seus encontros à aproximadamente uma semana, e o Uchiha se sentia viciado na rosada.
Porém, tinha consciência de que a médica estava confusa com a relação – ou a falta dela – que estavam tendo e, também sabia dos sentimentos que mantinha por ele, por isso, nunca a forçaria.
Beijou delicadamente a bochecha dela e olhou friamente em seus olhos. – Se não quiser, eu vou embora.
– Tsc, você fala como se eu fosse a desesperada por sexo aqui. – Essa fora sua deixa. Também o desejava.
Soltou novamente um sorriso presunçoso e a rosada o olhou com raiva. Não pode deixar de notar que ela ficava extremamente sensual daquele jeito.
– Não estou desesperado por sexo – Respondeu, mas suas ações pareciam cada vez mais contraditórias, porque, involuntariamente, suas mãos iam diretamente para as coxas da rosada, suspendendo-a e a deixando sem escolha a não ser prender suas pernas em volta dele. Sem que pudesse evitar, chupava o pescoço da Haruno e esfregava-se contra ela. Sussurrava o quanto a desejava e, quando finalmente a penetrou, apertando a mão dela na sua – também não percebeu que, falava a verdade. Não estava desesperado por sexo.
Estava desesperado por ela.
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Just a Kiss
Ficar aqui com você tão perto de mim
É difícil lutar contra esses sentimentos
Quando parece tão difícil de respirar
Estou preso neste momento
Preso no seu sorriso
Eu nunca me abri para ninguém
Tão difícil me segurar quando estou com você em meus braços
Nós não precisamos nos apressar
Vamos devagar
Apenas um beijo em seus lábios ao luar
Apenas um toque do fogo tão ardente
Eu não quero bagunçar as coisas
Eu não quero forçar a barra
Apenas um tiro no escuro e você poderá
Ser a que eu vou esperar a minha vida toda
Então, baby, eu estou bem, com apenas um beijo de boa noite
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Sentiu os olhos se arregalarem ante as palavras do outro. Mordeu o lábio inferior para impedir que as lágrimas se acumulassem no canto de seus olhos.
– Como pode... como pode mentir sobre algo assim, Sasuke? Como você pode? – Gritou pra ele, batendo em seu peito com as mãos fechadas em punho. Seu coração batia acelerado no peito.
Você pertence a mim, assim como eu pertenço a você. Que tipo de brincadeira sádica era essa?
– Eu não estou mentindo. – As palavras sussurradas pareciam rasga-la por dentro. Não queria se permitir acreditar naquilo. Não podia. De que adiantaria? Eram apenas palavras vazias que a fariam se iludir e se machucar mais quando ele a desse as costas mais uma vez.
Porque era isso que ele sempre fazia, lhe dava as costas. Ia embora para seu refúgio solitário, ou para os braços de outra mulher. Sempre.
– Eu não acredito em você. – Disse, convicta.
Eu não posso, Sasuke-kun. Porque insiste em fazer isso comigo? Porque insiste em me machucar?
– O que eu tenho que fazer pra você acreditar em mim, droga? – Ele segurou em seus ombros, obrigando-a a olhá-lo diretamente nos olhos. Seus lindos e profundos olhos negros, que sempre a faziam se apaixonar ainda mais. – Você realmente acha que eu brincaria com algo assim? Que eu te machucaria de propósito?
– Não seria a primeira vez. – Sussurrou, lembrando-se de todas as vezes que ele tinha falado palavras rudes para si, apenas para afastá-la. Arrependeu-se de falar isso quando viu o quanto suas palavras o tinham afetado, mesmo que ele mal deixasse isso transparecer.
– Eu não estou mentindo. – Disse, categoricamente, apoiando a testa na dela. – Eu sei que eu não sou o cara certo pra você, sei que eu já te machuquei muito no passado, mas, eu... eu quero fazer isso funcionar. Pelo menos mais uma vez, eu quero ser egoísta o bastante pra fingir que eu sou tão perfeito pra você, quanto você é pra mim. Não há nada como nós dois juntos, Sakura. Não existe alguém que complete o vazio em mim, como você faz.
– Você realmente gosta de mim? – Perguntou com voz falha.
– Sim.
– E eu estou noiva. – Disse, sentindo o peso daquelas palavras em seu coração. As lágrimas finalmente escorrendo pelo canto de seus olhos.
Era tão irônico que, passara a vida toda desejando que o homem em sua frente a amasse. Passara a vida toda chorando e lutando por ele e achando que nunca teria seu amor correspondido. Era malditamente irônico que, quando encontrava-se de mãos atadas e noiva, ele se descobrira gostando dela.
– Eu sei que você ainda me ama, Sakura. Eu não vou desistir de você. Levaram anos para que eu descobrisse o que sentia por você. E eu sou um maldito egoísta que não pode te deixar ir. – Aproximou-se ainda mais dela. – Uchihas amam apenas uma vez. – Sussurrou por fim e, roubando um último beijo seu, sumiu pela janela, deixando-a pra trás com os olhos arregalados e o coração batendo desenfreadamente.
.X.
– Você parece distante. Há algum problema? – Comentou, olhando de canto para a mulher rosada sentada ao seu lado. Estavam sentados em uma sorveteria qualquer de Konoha – não conseguia lembrar o nome, mas achava que era algo como Ice Konoha, nada muito original – não se importara muito com o lugar e, apesar de se considerar sempre observador, nada além da rosada lhe tirava a atenção no momento. Suspirou quando viu que ela apenas o deu um sorriso falso e balançou a cabeça.
– Você está imaginando coisas, Gaara-kun!
– Você não precisa me dizer o que está te incomodando, Sakura, mas não minta pra mim. – Respondeu, sério. Sabia que tinha algo incomodando a Haruno, podia dizer isso só de ver a forma como olhava para um ponto invisível na calçada e nem tocava no sorvete em sua frente. Ou o jeito em que mordia o lábio inferior e franzia as sobrancelhas.
Com um suspiro de derrota, ela falou. – Me desculpe, Gaara. Eu só... eu... você tem certeza sobre esse casamento?
Surpreso com a pergunta dela, apenas acenou com a cabeça, esperando que ela entendesse a pergunta muda em seus olhos. Você não tem?
Porque o coração da Sakura, sempre pertenceu e sempre pertencerá, a mim.
As palavras do Uchiha giravam em torno de sua cabeça. Era verdade que, desde que conhecera Sakura e Sasuke, sempre os vira juntos ou buscando um ao outro.
Até você sabe que as minhas palavras são verdadeiras e está apenas iludindo a si mesmo. Isso é patético.
Esperava ardentemente que ele estivesse errado.
– Não.. não me entenda mal, Gaara. Mas isso é tudo muito repentino e eu não sei se é certo. Na verdade... nada disso é certo. Nós dois deveríamos nos casar com alguém que nós amamos e isso... – Interrompeu-a, ganhando um olhar irritado. Não pode evitar um sorriso de canto perante a irritação dela.
– Eu não amo você... ainda. E eu sei que é arriscado e eu sei que é errado, mas não é como se eu tivesse muita escolha. Eu nunca forçaria você a se casar comigo, Sakura, espero que saiba disso. Mas eu sei que não me arrependerei se me casar com você. – Disse, com sinceridade.
– Está bem, eu vou... vou manter minha promessa.
E quando a Haruno apenas sorriu pra ele e começou a finalmente tomar seu sorvete, achou que estavam bem. Achou que não precisaria mais se preocupar com o Uchiha ou com os sentimentos da Haruno por ele, ela era dele agora e ninguém mais mudaria isso.
Finalmente... finalmente, estava a um passo de conhecer o que era o amor.
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