Nothing Like Us

15 I'm Not Like You


Notas iniciais
Hello, babys. Me desculpem pela demora, o capítulo estava praticamente pronto só que eu nunca conseguia tempo para terminá-lo... --'

Enfim, enjoy :)

Ps: Dêem uma olhada no meu Tumblr, ele foi atualizado e, além da prévia do próximo capítulo de NLU, eu tenho mais fanfics chegando nos 'projetos futuros', inclusive já tenho uma base do dia em que irei postar.

Link: tvdsamy.tumblr.com ;)

– Como ele está? — Tsunade perguntou para ela.

– Está estabilizado. Mas ele ficará em coma temporário. Uma ou duas semanas. — Ela disse com a voz sem emoção enquanto olhava para o rosto do homem que ela mais amava em todo o mundo.

Ele estava com curativos espalhados pelo corpo todo, mas para ela, ainda parecia o homem mais lindo do mundo inteiro.

Há exatamente seis horas e quarenta minutos atrás, Sasuke Uchiha e seu pelotão ANBU haviam chegado ao hospital de Konoha totalmente machucados. Com cortes espalhados pelo corpo todo e ossos quebrados.

Ela havia entrado em pânico internamente, mas tratou de cuidar das feridas de todos eles com a ajuda dos outros médicos.

Sasuke, sendo um dos ninjas mais poderosos de todo o mundo Shinobi, era o que estava em melhores condições, e por isso, ela se viu obrigada a tratar das feridas dele por último — por mais que o coração dela estivesse se despedaçando em medo e preocupação a cada segundo que passava.

Agora, depois de devidamente tratado, ele estava deitado em mais uma das camas do hospital de Konoha e ela havia decidido ficar ali, olhando pra ele, até que ele acordasse.

– Você quer que eu peça para Shizune cuidar do hospital durante esse tempo? — A loira perguntou, compreensiva.

– Por favor. — Sakura respondeu enquanto acariciava delicadamente uma mexa do cabelo do Uchiha.

E quando Tsunade finalmente a deixou sozinha, ela se viu incapaz de parar seu corpo, que se inclinou até ele e depositou um suave beijo em seus lábios.

– Eu te amo, Sasuke-kun. — Ela sussurrou, baixinho.

Aquela foi a primeira vez que ela disse a ele que ela o amava, depois que ele havia voltado para Konoha.

E, ironicamente, Sasuke não estava acordado para ouvir.

.

.

.

Fall

Bem, deixe-me lhe contar uma história.

Sobre uma menina e um menino

Ele se apaixonou por sua melhor amiga

Quando ela está por perto,

Ele não sente nada, além de alegria.

Mas ela já estava quebrada,

E isso a fez cega

Mas ela nunca poderia acreditar que o amor

Iria tratá-la bem

.

.

.

– Você pode repetir? — Ele pediu, incrédulo.


Ele continuou com os olhos focados na mulher loira e percebeu quando o tronco dela deu um pequeno solavanco, indicando que ela havia dava um suspiro. Então ela caminhou até ficar novamente atrás de sua mesa e, apoiando as duas mãos nas laterais desta, ela olhou com determinação e culpa para ele, antes de finalmente falar.



– Gaara no Sabaku, você tem exatamente duas semanas e três dias para escolher sua futura esposa e ela terá que ser, obrigatoriamente, de Konoha.



– Vocês só podem estar brincando com a minha cara! — Ele explodiu, enquanto se levantava da cadeira em que estava e olhava raivosamente para a Hokage de Konoha.



Era verdade que, depois que ele havia virado um Kazekage e descoberto que sua Okaa-san, ao contrário do que seu Otou-san sempre havia lhe dito, o amava incondicionalmente, ele havia sentido uma pontada de esperança dentro de si.



Esperança de que um dia poderia encontrar alguém com quem ele pudesse sempre contar. Alguém que o fizesse feliz e que ficasse feliz ao estar com ele. Alguém que ele pudesse amar e ser amado de volta. Alguém que não o enxergasse somente como um mostro que já havia acabado com milhares de vidas.



Mas então, conforme os anos iam passando, tudo o que ele conseguia encontrar era a solidão. O Kanji na testa dele ainda representava o vazio.



Se casar com alguém agora, de forma forçada, somente acabaria com qualquer tipo de esperança que ainda havia nele.



– Me perdoe, Gaara. Eu não posso fazer nada quanto a isso. — Ele viu a Hokage se sentar na cadeira de forma cansada e, mesmo que ele soubesse que ela não tinha culpa nenhuma, ele não conseguia parar de se sentir irritado.



Ele se dirigiu até a porta e, sem dizer nenhuma outra palavra, ele saiu do escritório da Hokage.



*-*


– Sakura-chan, hoje eu fui até o escritório da Obaa-chan, pra pedir a ela uma missão em que todo o Time 7 possa ir, já que estamos todos na vila, mas ela nem quis me ouvir. Parecia preocupada e mais irritada do que o normal. Acho que a velhice já está a afetando, Sakura-chan. — Ele disse a ela, enquanto mantinha um semblante pensativo no rosto.


Ela, por sua vez, tentou com todas as forças se controlar para não soca-lo, mas, aparentemente, seus esforços foram em vão.



– Naruto, seu grande baka, não fale assim da Tsunade-sama! — Ela gritou antes de fechar a mão em punho e socar a cabeça do loiro.



– Itai, Sakura-chan! O seu soco parece que fica mais forte a cada dia! — Ele choramingou, enquanto massageava a cabeça.



Ela revirou os olhos e o ignorou, enquanto enrolava um pouco de rámen no Hashi e o colocava na boca.



– Sakura-chan... Eu posso perguntar uma coisa a você? — Perguntou Naruto com uma voz cautelosa, depois de um silêncio confortável em que ambos estavam usufruindo de seu almoço.



– É claro Naruto, você sabe que pode me perguntar qualquer coisa. — Ela disse com sua habitual voz doce, enquanto olhava de canto pra ele.



– Você sabe que eu faria qualquer coisa por você, não sabe? — Ele perguntou.



– Sim, eu sei. — Ela disse, não sabendo aonde ele queria chegar.



– Eu sei que você não me ama da mesma forma que eu te amo, Sakura-chan. Mas só saber que eu faço parte do seu coração, já me deixa feliz. Durante todo esse tempo, eu fiquei calado, porque eu achava que você e o Teme iriam ficar juntos, mas vocês não ficaram. Tudo o que eu quero, é fazer você feliz. — Ele disse, olhando dentro dos olhos dela.



Os olhos azuis dele estavam banhados com amor e carinho e, mais uma vez, ela sentiu uma necessidade quase desesperadora de poder retribuir os sentimentos dele.



Será que era assim que Sasuke se sentia em relação a ela? Ela se perguntou, mas então se lembrou que ele nem ao menos sabia da existência dos sentimentos dela.



Ela deu um triste sorriso interno com essa constatação.



– Aonde você quer chegar, Naruto? — Ela perguntou, engolindo em seco, enquanto o observava.



Ela estava com medo do que ele falaria a seguir, porque ela não queria machuca-lo.



Fique comigo, Sakura-chan. Me deixe fazer você feliz. — Ele sussurrou, enquanto se aproximava dela.



Ele tocou o rosto dela, e tudo o que ela poderia pensar era em como aquilo era errado.



– Me desculpe, Naruto-kun. Mas eu não posso fazer isso. Você é como um irmão pra mim, me desculpe. — Ela sussurrou de volta.



E foi com os olhos marejados e com a imagem de um Naruto triste e magoado fixada em sua mente, que ela deixou o Ichiraku.



*-*


“...você tem exatamente duas semanas e três dias para escolher sua futura esposa e ela terá que ser, obrigatoriamente, de Konoha...” – Quem diabos esses conselheiros achavam que eram? Ele era o Kazekage de Suna, ele deveria liderar o seu povo, ele deveria decidir quando e com quem deveria se casar, não esses velhos idiotas.


Ele estava absoluta e profundamente irritado com o que estava acontecendo em sua vida e tudo o que ele queria era ficar sozinho. Ele estava caminhando sem rumo pelas ruas de Konoha desde que havia saído do escritório da Hokage, e ele não sabia quanto tempo ele havia ficado fazendo isso, mas ele não queria ter de voltar para o quarto de hotel e encontrar Temari esperando por ele.



Ele não queria ter que explicar para a loira que ele estava sendo obrigado a fazer algo que ele não queria, mas que ele tinha que fazer, porque ele não conseguia imaginar sua vida sendo algo se não o Kazekage de Suna. E ele sabia que seria deposto do cargo se ele não acatasse a ordem do conselho. Era algo ridículo, mas que ele sabia que tinha que fazer.



Mas quando ele sentiu um familiar cheiro doce no ar, um perfume similar a morango e que inundava suas narinas, ele sentiu algo em seu coração se iluminar.



Sakura. Ele pensou, automaticamente identificando o cheiro.



Ele levantou rapidamente o olhar e olhos jade encontraram esmeraldas.



Mas não era como ele havia planejado. Ele imaginava encontrá-la com seu habitual brilho desafiador nos olhos esmeraldinos. Um sorriso pequeno — e muitas vezes forçado, mas que ele sabia que significava que ela estava bem,a seu modo – porém lindo, e que a deixava radiante, em muitos sentidos.



Essa era a Sakura Haruno que ele havia conhecido e aprendido a apreciar, nas pequenas vezes que eles haviam se visto, durante a estadia dele em Konoha. Não a garota de testa franzida em uma expressão angustiada, ombros pra baixo e olhos repletos de dor.



Ele não gostou dessa mudança.



E foi por isso que ele começou a caminhar rapidamente na direção dela, se esquivando dos outros habitantes da vila, e a abraçou.



Ele ficou tenso no momento em que ele passou os braços pela cintura dela e a puxou pra ele, porque ele sabia que tinha uma alta probabilidade de ela o afastar.



Mas então ela passou os braços pelo pescoço dele, e retribuiu o abraço apertado. E ele sabia que ela nem ao menos deveria ter percebido que era ele, mas ele não pode deixar de sentir uma sensação estranha no estômago. E quando ele colocou o nariz no pescoço dela, murmurando um “Está tudo bem”, e sentindo o cheiro dela, ele se sentiu em casa como não havia se sentido há muito tempo. Ele estava sentindo algo que ele não podia explicar e toda sua raiva sobre o que os conselheiros estavam o obrigando a fazer foi momentaneamente esquecida. Ela o acalmava completamente, de uma forma que nenhuma outra pessoa já foi capaz de fazer.



– Me desculpe,Kazekage-sama. – Ela murmurou baixinho, enquanto se afastava dele. Suas bochechas estavam coradas.



– Gaara. Já pedi pra me chamar de Gaara. – Ele disse simplesmente, ignorando as desculpas dela.



– Desculpe. – Ela murmurou novamente.A expressão da rosada estava distante e desfocada, e ele se perguntou se ela estava realmente dizendo isso pra ele, ou se era pra outra pessoa.



– Você não precisa pedir desculpas o tempo inteiro. Somente me diga o que aconteceu com você. – Ele ordenou, com sua voz altiva e fria.



Ele havia sentindo algo parecido com saudade no momento em que ela se afastou dele. Mas ele não podia dizer com certeza, porque ele nunca havia sentido isso antes. Ele já havia se sentido com saudades de Temari ou Kankurou, quando eles saíam em missões, e até mesmo sentia saudades de Naruto. Mas ele nunca havia sentido nada por ninguém além dessas pessoas, e muito menos enquanto ele estava com essa pessoa na frente dele. Era como se ele quisesse ficar o tempo inteiro a tocando, uma vez que isso havia sido feito por uma primeira vez. Era uma sensação estranha, mas que ele decidiu não ir mais a fundo com isso. Primeiro, ele queria saber o havia feito Sakura sofrer.



*-*


– Naruto-kun? — Ele ouviu a voz doce o chamar e, por um momento, em que a infinita esperança que havia no coração dele falou mais alto, ele pensou que fosse Sakura que havia voltado ali, para ele. Que ela diria estar arrependida de suas palavras e que havia pensado melhor sobre o que sentia por ele. Que ela diria que o amava e que queria ficar com ele até o fim dos tempos.


Ele, e não Sasuke.



Ele levantou o olhar que antes estava focalizando o rámen que ele remexia com os hashis, totalmente sem fome, e procurou a origem da voz.



E foi impossível para ele não se sentir decepcionado quando os olhos que ele encontrou eram de um branco delicado, como pérola, e não os fortes olhos verdes de Sakura, que sempre brilhavam como esmeraldas.



Mas, como ele sempre fazia em situações difíceis, ele colocou um grande sorriso no rosto.



– Oe, Hinata-chan. Como você vai? — Ele perguntou, mais por educação do que por qualquer outra coisa.



Não era que ele não gostasse da Hyuuga, muito pelo contrário, ele gostava muito da companhia dela. Ela era uma pessoa muito agradável de conversar agora que já havia aprendido a falar sem gaguejar. E ela era uma garota muito bonita também — com seu longo cabelo azul-escuro, e corpo escultural. Ela era, sem dúvidas, uma das mulheres mais lindas de Konoha e ele sabia que ela ainda o amava.



Ele gostaria de poder amá-la, também. De poder retribuir todo o amor que ela tinha por ele e que fazia com que ela sempre se atirasse na frente dele, para salvá-lo.



Mas ele, infelizmente, não conseguia. Ele já amava outra pessoa e ele se recusava a deixar outra pessoa entrar em seu coração porque ele sabia que a rosada nunca sairia de lá e ele simplesmente não queria que outra pessoa sofresse por ele. Ele não suportaria fazer alguém tão doce e pura como Hinata, criar expectativas sobre ele e depois acabar sofrendo. Ele não podia.



Ele sabia que era um completo estúpido por ainda insistir em Sakura, sabendo que ela amava tanto Sasuke, que mesmo depois de todos esses anos, ela continuava ao lado dele, esperando que ele encontrasse uma mulher que fosse digna de reconstruir o clã Uchiha. E o mais estúpido de tudo isso, era que Sasuke gostava de Sakura e nem ao menos se dava conta disso.



Todos dizem que ele nunca presta atenção nas coisas ao redor dele, mas isso não era absolutamente verdade.



Ele era sim, um pouco lento — ele admitia isso — mas ele estava sempre prestando atenção nas coisas.



E o fato de que havia algo acontecendo entre Sasuke e Sakura era algo que, para ele, que conhecia os dois desde que eram apenas crianças, era como se eles estivessem segurando placas gigantes e coloridas dizendo isso.



E a ironia de tudo isso, era que, dentro do coração dele, ele torcia para que os dois ficassem juntos. Porque então, as duas pessoas que ele mais amava no mundo, seus dois melhores amigos, estariam felizes. E então, ele ficaria feliz por eles, mesmo que isso significasse perder a mulher que ele amava desde quando estava na academia ninja.



Por dentro, ele torcia que Sasuke conseguisse superar seus problemas com sentimentos, e percebesse que o fato de ele estar constantemente preocupado com Sakura, não conseguir desviar o olhar quando olhava para a garota, não querer que outros homens cheguem perto dela e querer estar sempre perto dela — era mais do que somente amizade.



Ele sabia que ainda não era amor, mas se Sasuke tentasse entender seus sentimentos, se ele tentasse amar novamente, Naruto sabia que, aquilo certamente iria se desenvolver e Sasuke conseguiria fazer Sakura feliz de uma forma que ele nunca poderia.



– Eu estou bem, Naruto-kun. Mas eu estou vendo que você não está. Seus olhos estão sem brilho. — Ela disse gentilmente, e ele se sentiu grato pela preocupação dela com ele.



– Não é nada sério, Hinata-chan. Não se preocupe. — Ele garantiu a ela, com um sorriso, antes de convidá-la para comer com ele.



Ela se sentou no banco em que Sakura estava antes, e ele sentiu um aperto no peito lembrando da dor que vira nos olhos dela e do quão culpada ela deveria estar se sentindo agora.



Sakura era altruísta demais para seu próprio bem, e o fato de que ela não conseguia corresponder aos sentimentos dele, estava a matando um pouco mais a cada dia. E isso era somente mais uma dor que ela carregava em seu pequeno coração. E ele, sendo um tolo egoísta, provavelmente havia piorado seu sofrimento, tentando fazer com que ela o desse uma chance.



Se ela não fosse Sakura, e ele não soubesse que ele era a última pessoa que ela gostaria de ver agora, porque isso certamente somente a lembraria mais ainda de sua dor, ele iria correndo até ela. Ele a pegaria nos braços e a abraçaria fortemente, porque ele sabia que ela estava precisando disso.



Mas, ela era Sakura e ele era somente um idiota.



Um idiota que, certamente, estava fazendo a doce garota ao lado dele sofrer, também.



*-*



– O que você está fazendo aqui? — Ele perguntou ao Kazekage.



Por fora, ele tinha certeza de que parecia estar totalmente sem interesse, mas, por dentro, ele estava fervendo de ódio e raiva.



Ele havia passado no hospital para buscar Sakura — assim como ele fazia todas as noites — somente para encontrar uma sala vazia e uma recepcionista dizendo-lhe que Sakura não havia sido mais vista desde a hora que havia saído para o almoço.



Sasuke não se lembrava de já ter ficado tão preocupado com alguém assim. Bem, ele nunca havia ficado preocupado com alguém a não ser Sakura, afinal.



Ele sabia que ela era uma das melhores kunoichis de Konoha e secretamente, ele a considerava a melhor de todas, em todos os sentidos. E ele tinha certeza de que ela conseguiria se defender, mas, isso não quer dizer que ele não ficava com medo de que ela se machucasse ou que acontecesse algo pior com ela. Ele não podia nem ao menos suportar essa ideia. Ele tinha medo de perdê-la, porque ela era uma das únicas pessoas com que ele ainda se importava e, mesmo se um dia ele finalmente conseguisse encontrar uma Matriarca Uchiha, ela nunca conseguiria tomar o lugar de Sakura. A rosada sempre seria a pessoa mais importante para ele.



Mas, quando ele finalmente chegou até a casa de Sakura, o que ele viu não foi Sakura sendo atacada, mas, mesmo assim, fez com que o sangue dele gelasse. E não de preocupação, mas de raiva.



Gaara no Sabaku, o antigo Jinchuuriki do Shukaku e, Kazekage de Suna, estava simplesmente abraçando Sakura como se não houvesse um amanhã e, pior do que isso, Sakura estava retribuindo aquele abraço.



Ele sentiu o coração dele apertar no peito, mas ele não se permitiu pensar muito sobre isso, porque ele estava sendo influenciado demais pela raiva que havia sentido com aquela cena.



Ele ficou tentado a ir até lá e cortar os braços do ruivo com sua Kusunagi, mas ele decidiu que era melhor não, já que isso implicaria começar outra guerra e ele tinha certeza de que isso somente machucaria Sakura, e ele havia prometido a ela que nunca mais a machucaria e Uchihas sempre cumprem suas promessas.



Então ele suspirou fundo para tentar conter seu temperamento, e se escondeu atrás de um arbusto, ocultando sua assinatura de chakra.



Ele ficou lá até Sakura entrar para dentro de seu apartamento, com uma aparência um pouco abatida e que fez o aperto em seu peito ficar ainda mais apertado. O Kazekage, não havia entrado junto com ela e Sasuke viu aquilo como uma chance para confrontá-lo. Ele sabia, embora, que não tinha o direito de fazer isso, mas ele não se importava. Sakura era dele e sempre seria dele.



– Não é da sua conta, Uchiha. — Respondeu o ruivo, com uma expressão estóica.



– Fique longe dela. — Ele avisou com um rosnado, enquanto ia em direção a porta da casa da rosada.



– Eu não ficarei longe de ninguém. Você não tem direito de me dar ordens e devia saber disso. — Ele ouviu o Kazekage falar com indícios de raiva na voz.



– Eu não sei o que você quer, mas ela já sofreu o bastante. E se você acha que vou deixar você seduzi-la e depois descarta-la, você deve estar muito enganado. — Ele falou, lançando um olhar ameaçador para Gaara.



– Eu nunca faria isso, não sou como você. — O ruivo respondeu, para em seguida sumir em uma nuvem de areia.



Eu nunca a usei. Eu nunca fiz isso. Ela sabia o tempo inteiro que eu não poderia ter nada sério com ela, e ela aceitou isso. Ela aceitou ser minha mesmo sabendo das minhas limitações, e era algo como uma via de mão dupla. Eu sabia que nunca poderia tê-la por completo. Eu não posso suportar a ideia de outro homem com ela, e não me importaria se ela fosse à única mulher em minha vida, porque ela é mais do que o suficiente pra mim, mas eu não sou o suficiente para ela, eu nunca poderei dar a ela o que ela merece depois de tudo o que aconteceu com ela, eu nunca poderia dar amor a ela, eu sou um homem incompleto, e ela merece mais do que isso. Você não sabe de absolutamente nada, Kazekage.


Notas finais
Então, gostaram?

A maioria já tinha descoberto qual era a decisão do conselho, mas ainda tem muita coisa por aí, haha :D

Coitado do Naruto-kun ;/ Mas né, esse foi o primeiro contato NaruHina da fanfic e podem apostar que ainda vem muitos por aí ;)

Ah, eu estou planejando um concurso. O suposto ganhador iria ter como prêmio uma fanfic minha totalmente original, sendo SasuSaku ou GaaSaku ;) But, eu tenho que saber se vocês gostariam de participar. Digam-me nos reviews, tudo bem?

Beijoos ♥