Notas iniciais
Olá pessoas lindas, mil perdões pela demora com o capítulo, mas eu estava na praia e não tive como atualizar nenhuma das minhas histórias. Anyways, espero que gostem desse capítulo, ele será Intenso. Ps: eu ainda não tive tempo para responder as reviews, mas eu li cada uma delas e amei TODAS.

Quando era mais nova, as outras crianças a maltratavam porque tinha uma testa desproporcional ao rosto dela.

A excluíam e inventavam apelidos maldosos.

Se sentia a pior das pessoas.

Até que conheceu sua melhor amiga, Ino Yamanaka, que era uma garota incrível com lindos olhos azuis e um cabelo loiro brilhoso e sedoso.

Fora sua salvação.

A loira fez com que criasse mais confiança em si mesma, e enfim, a pequena flor de cerejeira de Konoha começou a florescer.

Mas a amizade entre as duas se acabou quando se apaixonaram pelo mesmo garoto.

Ele tinha cabelos negros arrepiados e lindos olhos ônix.

Tinha oito anos quando o viu pela primeira vez.

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When You're Gone

Quando você vai embora

Eu conto os passos que você dá

Você percebe o quanto eu preciso de você agora?

Quando você vai embora

Os pedaços do meu coração sentem sua falta

Quando você vai embora

A face que eu conheci também me faz falta

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Uma expressão preocupada adornava o rosto de uma linda garota de cabelos róseos e olhos esmeralda que caminhava apressadamente pelos corredores do hospital de Konoha.

– Dra. Haruno, por favor, comparecer a sala número 245, o paciente Sasuke Uchiha requisita sua presença imediata.

A recepcionista estava repetindo a mesma frase várias vezes, o que somente fazia com que Sakura ficasse cada vez mais exasperada.

Era conhecimento universal que Sasuke Uchiha somente deixava Sakura Haruno cuidar de suas feridas, sejam elas mais sérias – feitas em missões de Rank-S – ou simples ferimentos feitos em seus treinos – mortais – com Naruto Uzumaki.

Assim como todos sabiam que Sasuke detestava completamente hospitais e nunca iria até lá por conta própria.

A não ser que estivesse seriamente ferido.

A Haruno apertou contra seu peito a prancheta que levava entre os dedos e respirou fundo antes de abrir a porta do quarto de número 245.

Com o coração batendo fortemente contra o peito, entrou no quarto.

Mas o que viu não parecia nada como o que havia imaginado.

Não havia nenhuma máquina em volta dele, e ele não precisava respirar por uma máscara de gás.

Na verdade, ele parecia muito bem.

Estava deitado na maca do hospital com uma perna flexionada e com os braços atrás da cabeça, olhando para o teto.

Depois de passar seus olhos esmeralda pelo corpo dele, em uma avaliação crítica, não viu nenhum resquício de sangue nele. Parecia perfeito, como sempre.

– Mas que diabos...? – Sibilou enquanto franzia o cenho para o sorriso de canto dele.

O desgraçado estava claramente se divertindo com a situação.

– Naruto me disse que você já estava dois dias seguidos dentro desse hospital. – Disse ele com um tom de reprimenda, agora com um resto sério.

– Isso não justifica você vir até aqui e fingir que estava ferido, Sasuke! – Disse entre dentes.

– Hn. – Ele disse enquanto se levantava da maca e ia na direção dela, a abraçando e dando um pequeno beijo em seu pescoço, fazendo-a ficar arrepiada.

– Você me deixou preocupada. – Disse em um sussurro quase inaudível, enquanto apoiava a cabeça no peito musculoso dele, sentindo o familiar cheiro de menta que exalava e que fazia com que o coração dela batesse mais rapidamente.

– Eu sei. – Ele disse, enquanto passava um braço pela sua cintura e a puxava mais pra perto.

– Idiota. – Falou, enquanto afastava o rosto do peito dele, e o olhava nos olhos.

Aqueles lindos olhos ônix que pareciam como uma noite sem estrelas.

Olhos que a deixavam sem fôlego.

– Vamos. – Ele respondeu com sua habitual voz fria, enquanto a puxava em direção a saída do hospital.

E mesmo que desejasse protestar, sabia que seria uma batalha perdida.

Sasuke Uchiha sempre conseguia o que queria dela.

– Como foi a sua missão? – Perguntou enquanto apoiava a cabeça no ombro dele.

Depois que saíram do hospital de Konoha, Sasuke fizera questão de levá-la até um restaurante e fazê-la comer alguma coisa.

Era óbvio que estava mais do que cansada e não aguentaria nem esquentar uma água.

Esse foi o argumento dele, e resolveu não contrariá-lo – mais uma vez – porque simplesmente estava sem forças para fazê-lo.

Era verdade que havia ficado dois dias seguidos dentro do hospital, e era inegável o fato de que estava cansada, mas achava a represália que estava recebendo totalmente desnecessária.

O hospital precisava dela, e isso era mais do que necessário para fazê-la ficar mais até do que quatro dias sem descansar – não que seu corpo fosse aguentar, é claro.

E agora, enquanto estava sentada no monumento dos Kages ao lado do homem que amou durante toda a sua vida, olhando a vista de Konoha – percebeu o quanto estava realmente cansada.

E que mesmo assim, as borboletas no estômago dela não paravam de voar por um segundo sequer.

– Normal. – Ele respondeu simplesmente.

Depois de todos esses anos, era notável o quanto Sasuke havia evoluído no quesito "sociabilidade", mas isso ainda não significava que iria responder mais do que achasse necessário.

Às vezes, quando estava com vontade, Sasuke até sustentava uma conversa com mais de cinco palavras, e respondia qualquer pergunta que fizesse a ele, inclusive sobre seu passado, o que, sem dúvida alguma, era uma grande evolução.

– Você não se feriu? – Perguntou enquanto olhava com o canto dos olhos pra ele.

– Não. – Disse e, com um suspiro, desistiu de tentar qualquer tipo de conversa com ele.

– Não havíamos passado da fase em que você fica se matando dentro daquele lugar? – Sasuke perguntou e sabia automaticamente porque estava falando desse jeito.

Depois que a Quarta Guerra Ninja acabou, tirando as vidas de vários civis e grandes shinobis da vila da folha, Sakura havia descoberto que, dentre os civis mortos, estavam seus pais.

Isso foi um grande baque, o que a fez ficar isolada de toda sociedade por vários e vários dias.

E a alegria pela volta do antigo integrante do time 7 foi esquecida.

Pela segunda vez, Sakura Haruno havia se sentido só e desamparada.

Estava se sentindo tão quebrada por dentro que nem as tentativas de Naruto de tirá-la do estupor com suas piadas e seu sorriso radiante, ou as várias tentativas de Ino para fazê-la sair com os amigos, a ajudava. Parecia morta.

E então, em um dia qualquer, Tsunade apareceu arrombando a porta da casa dela, junto com Naruto, e praticamente a obrigou a sair da cama e a se alimentar, em seguida, lhe deu o cargo de médica chefe do hospital de Konoha.

Agora você terá um novo objetivo para sua vida – disse – Eu sei exatamente o que você está passando, Sakura. Eu sei porque eu já me senti assim, mas você não pode se entregar dessa forma. Você tem que pensar não somente em você, mas nas pessoas que te amam também. E se não for por nós, pessoas que se preocupam com você, que seja pelos seus pacientes.

E somente essas palavras foram o suficiente para que se reerguesse e tentasse seguir em frente.

Pelas pessoas que eram importantes para ela. E por todos aqueles por quem era agora responsável.

Passou a praticamente morar no hospital por um bom tempo, mas aos poucos, foi percebendo que essa atitude ainda preocupava seus amigos. E simplesmente não podia suportar ver ninguém sofrendo por culpa dela. Por isso, passou a ficar menos tempo no hospital. A colocar sorrisos no rosto, mesmo que por dentro, estivesse mais do que despedaçada.

Mas toda essa situação mudou quando Sasuke e ela voltaram a se aproximar.

No início, foi algo singelo, somente um "Bom dia, Sasuke", que diferente da época em que eram genins, ele não dizia somente os seus conhecidos "Hn's", e sim respondia com um frio "Bom dia", mas que para Sakura, já era o suficiente para manter seu coração aquecido.

E então, com o passar do tempo, Sasuke a ajudou a superar a morte de seus pais – não que a ferida tivesse sido esquecida, ainda continuava lá, porém, agora já estava cicatrizada. Somente mais uma entre as milhares de cicatrizes que enfeitavam o coração dela – E até hoje não sabia se ele havia feito isso porque realmente se preocupava consigo, porque ainda significava algo pra ele – ou se fora somente por pena da garota que havia sofrido algo similar ao que ele havia sentido.

Agora já conseguia sorrir mais verdadeiramente.

Agora já conseguia se sentir mais viva.

Porém, sabia, o coração dela não teria mais concerto.

– Eu tinha uns papeis para colocar em dia, e dois ANBUS chegaram ontem com ferimentos muito sérios. A cirurgia era de risco e muito complexa. Eles precisavam de mim. – Respondeu, continuando a olhar pra frente, mesmo sabendo que ele estava olhando para si agora.

Porque sabiam que essa não era a verdade.

Ouviu-o suspirar e o sentiu pegar no queixo dela, forçando-a a olhar nos olhos dele.

– Sakura, você tem que parar com isso. Isso só faz mal pra você. Como você acha que eu vou poder ir em uma missão sabendo que quando eu voltar você pode estar internada naquele hospital, e não como médica e sim como uma paciente? – Ele perguntou, e mesmo que sua voz estivesse fria, sabia que ele estava realmente preocupado consigo.

Porque entendia-o como ninguém o fazia.

– Só esqueça isso, Sasuke. Não tem importância. – Disse, enquanto fechava os olhos tentando impedir que as memórias de um passado cruel viessem até ela.

– Tsc. É mais do que óbvio que isso tem importância Sakura. Não seja irritante.

Irritante.

Irritante.

Irritante.

Aquela palavra ficou se repetindo dentro da cabeça dela, e sentia seu coração se apertar.

Odiava quando a chamava dessa forma, porque fazia com que mais lembranças do passado que desejava esquecer viessem a tona.

Essa palavra deixava um gosto amargo em sua boca.

Eu... Eu te amo tanto que nem consigo suportar! Se você ficar comigo, você não irá se arrepender. Todos os dias serão divertidos, com certeza você será feliz. Eu posso fazer qualquer coisa por você. Por isso... por favor, fique aqui! Eu ajudo você com a sua vingança, com certeza darei um jeito nisso! Então... Fique aqui... Comigo. E se não puder fazer isso, me leve junto com você.

Um gosto de rejeição.

Você é realmente irritante.

– Me deixe em paz, Uchiha. – Disse friamente enquanto olhava para o lado e tentava tirar o rosto das mãos calejadas dele, o que foi prontamente ignorado por Sasuke que a puxou para um beijo longo e inesperado.

Parecia irritado e fazia de tudo para que percebesse isso enquanto a beijava. E mesmo que estivesse igualmente irritada, não conseguia impedir seu corpo de retribuir o beijo dado por Sasuke.

Porque por mais que estivesse magoada, e totalmente desiludida do que um dia chamou de amor eterno, ainda não conseguia tirar o Uchiha do coração dela.

– Vem, eu vou te levar pra casa. Já está tarde e você precisa descansar. – Ele disse, enquanto descolava os lábios dos dela e se levantava com a respiração descompassada, da mesma forma que ela estava.

Estavam caminhando calmamente em direção a casa dela, lado a lado, quando uma mulher que deveria ter mais ou menos a idade deles, usando um vestido vermelho totalmente vulgar, parou bem na frente deles.

Ela sorriu para Sasuke, ignorando totalmente a existência de Sakura ao lado dele, que por sua vez se sentiu péssima ao olhar para a garota na frente dela.

Porque sabia exatamente o que viria a seguir.

– Olá, Sasuke-kun. Você está ocupado agora? Não gostaria de sair comigo? – Disse a garota de cabelos negros e olhos azuis.

– Eu estou ocupado. – Ele disse com sua costumeira voz indiferente, mas Sakura viu que estava olhando diretamente para as pernas da mulher.

E por mais que isso tenha a destruído por dentro, sorriu seu melhor sorriso e disse a ele que não tinha problema em sair com a outra mulher, disse que ficaria bem, e que a casa dela já estava perto.

E para o infortúnio dela, ele somente assentiu com a cabeça e passou a caminhar ao lado da outra, que deu um sorriso radiante, e enlaçou seu braço com o do Uchiha.

E enquanto contava os passos que ele dava pra longe dela, sem olhar uma única vez para trás, sentia que milhares de kunais estavam sendo cravadas dentro de seu coração.

"E você me olha com essa carinha banal de "me espera só mais um pouquinho". Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta." Tati Bernardi

Notas finais
Então, gostaram? Vocês já devem ter percebido o FlashBack no inicio do capítulo, certo? Então, ele estará presente em todos os capítulos. Eu resolvi que, como já fazem cinco anos que eles estão tendo esses encontros, nada mais justo que eu deixe vocês saberem como tudo aconteceu, desde o início. Como eles se conheceram, o que aconteceu enquanto eles ainda eram o Time 7, o que aconteceu depois do Sasuke ir embora com o Orochimaru, e principalmente, o que aconteceu depois dele voltar para a vila. Contudo, os flashbacks não serão cronológicos. Dessa vez foi sobre a infância da Sakura, na próxima, pode ser a primeira vez que eles se beijaram, é muito relativo, por isso resolvi explicar para que vocês não tenham dúvidas sobre isso, certo? Espero as opiniões de vocês sobre o capítulo *u* Beijoos ♥