Nothing Like Us
21 Hanabi Part III
Notas iniciais
Bem, sei que demorei um pouco - muito - mais do que o previsto, mas eu tenho motivos u.u
~ Ainda não consegui a minha internet de volta, logo, quase não consigo logar aqui no site.
~ Peguei uma gripe desgraçada, e quase não saí da cama u.u
~ Consegui ser aceita na Universidade que eu fui fazer vestibular aquele dia. SOU OFICIALMENTE UMA UNIVERSITÁRIA. I am so happy *u* - O que, por sua vez, me fez ficar catando documentos a semana inteira, pra ir lá fazer matricula e blá blá bla u.u
Bem, esse capítulo é dedicado inteiramente à Fubs, ganhadora do Terceiro Lugar do Concurso Crush.
* Pra quem recomendou a fanfic, não se preocupe, no próximo capítulo seus nomes serão citados *u*
Enjoy ;)
Forever Now
Eu ia lhe dar estas flores hoje à noite
Ia pedir pra você ficar
Treinei tanto para dizer da forma correta
Mas agora não há palavras a dizer
Enquanto vejo você beijando-o assim como me beijava
Pergunto-me 'o que vou fazer com a eternidade agora?'
Diga-me, 'o que vou fazer com a eternidade agora?'
Todos os planos que fizemos
Não darão certo se você não estiver perto
Então, diga-me 'o que vou fazer com a eternidade agora?'
O que faço agora?
.
.
.
– Karin, eu não tenho tempo para as suas besteiras agora. — Sasuke rosnou para a ruiva pendurada ao braço dele, mas, surpreendentemente, ele não estava irritado com ela. Ele não poderia estar.
Desde o dia em que o ANBU de cabelos espetados havia voltado de sua missão e, infelizmente, tinha aceitado treinar com o Time Taka — incluindo Juugo que havia chegado ao campo de treinamento alguns momentos depois que eles o fizeram. Sasuke ainda não sabia aonde exatamente ele havia ido, mas a julgar pelo fato de que o homem parecia estar feliz, ele não havia acionado o selo amaldiçoado. Isso era tudo o que Sasuke precisava saber. — Karin havia o perseguido mais do que o normal. Em todos os lugares que ele ia, ele acabava encontrando-a, e isso era mais que o suficiente para que ele ficasse em um humor terrível. Porém, ele não conseguia continuar irritado com a mulher por muito tempo, simplesmente pelo fato de que ele não conseguia mantê-la em sua mente tempo suficiente para isso. Tudo o que ele conseguia pensar era em Sakura.
Ele não conseguia encontrar a rosada em lugar nenhum, e isso fazia com que o Uchiha ficasse quase desesperado. Ele havia tentado acha-la no hospital, mas tudo o que havia encontrado era uma sala vazia e uma Ino sorridente lhe dizendo que não fazia ideia de onde Sakura estava. Sasuke sabia que a Yamanaka havia mentido, mas, naquele momento, ele não havia entendido a profundidade da situação.
Apesar de Ino estar sempre o chamando de Sasuke-kun, e sorrindo para ele, o Uchiha sabia perfeitamente que ela não gostava dele em tudo. A Yamanaka nunca havia o perdoado por quebrar o coração dela, mas, principalmente, por quebrar o coração de sua melhor amiga. Mas ele não a culpava por isso. Muito pelo contrário, ele mesmo nunca havia perdoado a si mesmo por isso. Sasuke não se importava com os sentimentos de Ino, porém, ele se arrependia amargamente por todas as coisas que havia feito para Sakura. O moreno se sentia dessa forma antes mesmo de descobrir seus reais sentimentos pela rosada. Sabendo que Ino não gostava dele, não seria uma surpresa ela estar escondendo o paradeiro de Sakura, embora ele não poderia deixar de se perguntar o porque de tudo isso. Mas, assim como ele sempre fazia, ele somente ignorou todas essas questões, e se contentou em encontra-la no dia do festival, apesar de que isso quase o enlouqueceu. Ele estava sentindo muita falta dela, mais do que ele achou que poderia sentir por alguém.
Quando o dia do festival chegou, Sasuke colocou uma Yukata simples — a maior parte dela era de um azul escuro, parecido com aquele que ele usava nos seus dias como um Gennin. A abertura no peito, assim como as mangas e o Obi, era na cor branca. O símbolo Uchiha estava orgulhosamente bordado em suas costas — e então, calmamente se dirigiu para a casa de Sakura. Ele não sabia como ela reagiria ao vê-lo, mas ele não se importava. Tudo o que ele queria era finalmente olhar dentro dos olhos dela, e então senti-la enganchar seu braço no dele com um lindo sorriso nos lábios, assim como ela fazia todos os anos.
Porém, isso também não foi possível.
Quando o último descendente dos Uchiha bateu na porta de Sakura Haruno, tudo o que ele recebeu em troca foi o silêncio.
Naquele momento, o moreno percebeu que alguma coisa estava errada, que algo iria acontecer, e ele não gostaria disso. Porém, ele simplesmente afastou esses pensamentos e disse a si mesmo que ela provavelmente estava o esperando no festival. Sasuke recusava totalmente a perspectiva de que ela poderia ter ido com outro homem.
Ela nunca faria algo assim, disse para si mesmo.
Quando ele chegou ao festival, Karin havia aparecido e, como ela sempre fazia, ela enlaçou o braço dela no dele. Ele não se importou com isso, e muito menos havia parado para prestar atenção no que ela estava falando. Ele estava ocupado demais tentando encontrar uma cabeleira rosada através da multidão. O Uchiha não conseguia entender como ele estava tendo tanta dificuldade nisso, considerando que ela tinha, provavelmente, o cabelo mais chamativo de todo o país do fogo.
Sasuke a procurou por muito tempo, continuando a ignorar a mulher irritante enlaçada nos braços dele. Depois de muita procura, ele abaixou a cabeça, quase desanimado — e de forma muito digna, porque ele ainda era um Uchiha — e decidiu se sentar no telhado mais próximo ao local aonde ele estava, na esperança de que assim, fosse mais fácil encontra-la. Karin o seguiu, ele não se importou.
– Não seja assim, Sasuke-kun. — Respondeu a ruiva, com um bico nos lábios. A Uzumaki havia retirado os óculos e estava piscando continuamente. Sasuke quase revirou os olhos em aborrecimento com sua forma ridícula de tentar seduzi-lo.
– Não me chame assim. — Ele rosnou de volta.
Sakura é a única mulher que pode me chamar assim. Ele pensou, um pouco tristemente. Era irônico que a única pessoa a qual ele permitiria chama-lo dessa forma, se recusava a fazer isso. Mas ele não poderia fazer nada quanto a isso. O moreno não poderia simplesmente chegar até ela, e pedir para que ela adicionasse o sufixo carinhoso ao nome dele, como muitas vezes ele já havia pensado em fazer. Porque ele havia a machucado, mais vezes do que poderiam ser contadas, e ele não tinha o direito de pedir algo assim.
Então, continuando com sua máscara de apatia habitual, Sasuke tentou se concentrar em procurar a dona de seus pensamentos, em meio à multidão de pessoas no Festival Hanabi.
.x.
– Hey, Hinata-chan, hoje eu vou comer todos os tipos de rámen que eu puder comer, Datebayo! — A Hyuuga ouviu o loiro dizer, com um sorriso enorme no rosto. Um sorriso que fez com que o coração dela acelerasse no peito.
Hinata não poderia estar mais feliz do que ela estava agora. Ela estava ao lado do homem que ela amava e, por mais que ela soubesse que o Uzumaki não retribuía seus sentimentos, e provavelmente nunca iria retribuir, ela se contentava em ficar ao lado dele.
– Você não acha que isso é muito, Naruto-kun? — Ela disse, gaguejando um pouco, o que fez com que ela corasse e ficasse com raiva de si mesma. Com um desvio de olhar, a herdeira Hyuuga apertou a barra do delicado Kimono lilás que ela usava. Um sinal do nervosismo que ela tentava esconder.
– Claro que não! Eu sempre vou ter disposição para comer rámen, Hinata-chan! — Naruto respondeu, ainda com uma expressão feliz, puxando-a pelo braço em direção à barraca que o Ichiraku havia montado para o festival de Konoha.
Hinata apenas deu um sorriso doce, enquanto sentia o coração dela se aquecer.
.x.
– Obrigado. — Gaara sussurrou pra ela, com um sorriso, enquanto continuava a se aproximar.
Apesar de ter dito sim para o pedido do ruivo, e de ter decidido seguir em frente, Sakura não pode deixar de sentir uma pontada de tristeza em seu coração, ao ouvir a palavra de agradecimento do Kazekage. Isso só fazia com que ela, mais uma vez, se lembrasse de Sasuke. Da pessoa que ela deveria esquecer e que se recusava a sair de sua mente. Mas, mesmo triste, a rosada sorriu de volta para seu noivo, e permitiu que ele puxasse o rosto dela para mais próximo do dele.
Olhos verde-água a fitavam e, pelo que parecia ser a décima vez naquela noite, a Haruno desejou que eles fossem negros. Negros como uma noite sem estrelas. Ela desejou que o toque suave em seu rosto fosse bruto, mas ao mesmo tempo deliciado. E quando os lábios dela finalmente tocaram os macios de Gaara, e ela enrolava os dedos nos fios macios dele, Sakura desejou que eles tivessem um leve toque áspero nas pontas, que acabava por sempre espetar levemente a mão dela.
Gaara passou os braços pela cintura dela, e contornou seus lábios com a língua, pedindo permissão para aprofundar o beijo. Sakura se sentiu decepcionada ao constatar que não havia sentido o ligeiro arrepio na espinha que ela sempre sentia, quando Sasuke fazia isso.
Pare de pensar nele. Ela repreendeu a si mesma, permitindo que Gaara adentrasse sua boca com a língua, fazendo o mesmo com ele. Ela tinha que admitir que, mesmo que o ruivo não a fizesse delirar, ele ainda beijava muito bem.
Quando o ar estava começando a faltar em seus pulmões, Sakura se afastou levemente do Kage, em um gesto involuntário. Por algum motivo, ela sentiu a necessidade de olhar para trás, e quando ela assim o fez, a rosada sentiu todos os músculos do corpo dela congelarem.
Esmeraldas atônitas encontraram lindos olhos ônix que, neste momento, estavam tingidos com um leve toque de dor que seria imperceptível para quem não conhecesse seu dono.
Mas Sakura conhecia aqueles olhos melhor do que ninguém.
Porque você está com dor, Sasuke-kun? Mesmo que eu não saiba o motivo da sua dor, eu não posso deixar de me sentir da mesma forma. Por favor, Sasuke-kun, eu odeio ver você machucado, somente...
– Sasuke...? — Ela chamou se afastando ainda mais de Gaara, e dando um passo involuntário da direção do Uchiha. Sasuke deu um olhar frio na direção dela, antes de sumir em uma nuvem de fumaça.
Sakura mordeu os lábios, depois de murmurar um rápido ‘Eu tenho que ir’ para seu noivo. Antes que ela pudesse sequer pensar sobre isso, seus dedos já estavam formando os selos necessários, e a rosada sumiu dali em uma nuvem de pétalas de cerejeira. Ela sabia exatamente para onde ela deveria ir.
Somente não se afaste de mim mais uma vez, Sasuke-kun. Isso dói ainda mais.
.x.
– O que você está fazendo aqui? Não devia estar com o seu acompanhante? Aquele maldito Kazekage? — Ele gritou com raiva, quando sentiu o familiar chakra de Sakura aparecer alguns metros de onde ele estava.
Apesar de ele manter sua habitual máscara de frieza, Sasuke estava sentindo uma dor insuportável dentro de seu peito. O tipo de dor que ele duvidava que já tinha sentido antes, o tipo de dor que cortava seu coração. Ele queria que isso parasse.
Ele queria esquecer o que ele havia visto momentos atrás.
Ele queria que aquilo nunca houvesse acontecido.
Ele queria que aquilo fosse somente um pesadelo e que, quando ele acordasse, ele encontrasse Sakura enrolada em seus braços.
Mas ele sabia que nada disso iria acontecer.
Ele olhou em volta, e achou irônico que ele inconscientemente havia ido até o lugar que ele desejava trazer a mulher que ele amava. O lugar aonde eles sempre viam os fogos de artifício, juntos.
– Por que você está agindo assim? — Sakura perguntou, a voz em um sussurro.
– Porque você acha? — Ele perguntou retoricamente, com uma voz sarcástica, enquanto se virava para ela, encontrando seus orbes esmeraldas. Ele ignorou o palpitar que o coração dele deu quando isso aconteceu, tentando se concentrar em sua raiva. — Você estava beijando aquele idiota! — Ele rosnou. As palavras rasgando a garganta dele e sua dor aumentando.
Eu sou o único homem que você deveria beijar. Eu sou o único homem que você deveria amar. Por favor, Sakura... Diga. Diga que você continua sendo minha. Diga que aquele dia significou tanto pra você, quanto pra mim. Somente...
– Por que isso incomodaria você? Não é como se você e eu estivéssemos em um relacionamento. — Ela respondeu, desviando o olhar. E em meio a sua própria dor, Sasuke acabou perdendo o quanto a voz da rosada havia tremido ao pronunciar essas palavras. O quanto isso a machucava.
Somente me permita dizer a você...
– Além disso, — a rosada continuou, impedindo-o de falar — não vejo problema em uma mulher beijar o homem com quem ela irá se casar. — Ela terminou, olhando nos olhos dele.
As palavras dela o chocaram. Uma nova onda de dor entrando sorrateiramente em seu coração.
– Como...? — Ele perguntou, quase não acreditando. Ele viu lágrimas se formarem no canto dos olhos da linda mulher de cabelos róseos na frente dele e, instintivamente, ele deu um passo a frente, se preparando para consolá-la, quando ele mesmo se sentia totalmente quebrado por dentro.
Mas Sakura não parecia disposta a deixa-lo fazer isso e, murmurando um ‘sinto muito’, ela sumiu em uma nuvem de pétalas de cerejeira. Deixando-o sozinho no momento em que os fogos de artifício estouraram no céu.
– Eu te amo. — Ele sussurrou para o vazio, as palavras que ele havia desejado falar a ela à noite inteira.
Os fogos de artifício que eu olhei, só
Deu ao meu coração uma dor aguda
Logo agora, a próxima estação
Deve chegar
Eu olhei com você para aqueles fogos de artifício passageiros
Até agora eu penso naquele dia de verão.
Notas finais
O Naruto-kun parecia muito feliz com a Hinata-chan, mas qual será a reação dele quando descobrir do noivado da Sakura com o Kazekage?
Bem, espero que vocês tenham gostado do capítulo. Ele demorou pra sair, mas foi feito de coração, haha ;D
Beijoos ♥
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