Nothing Like Us
8 Goodbye
Notas iniciais
Abriu os olhos e percebeu que já havia amanhecido.
Sentiu os braços de Sasuke em volta de sua cintura e se assustou com a forma como se sentia protegida neles.
Olhou para ele e o encontrou sorrindo enquanto olhava diretamente para ela, com seus intensos olhos negros.
O sorriso dele não era largo e cheio de dentes.
Era somente um leve puxar de lábios, mas isso já era o suficiente para Sakura.
– Oi. – Diz, e por algum motivo desconhecido, se sentia tímida.
– Hn. – Ele responde, e seu sorriso aumenta quase imperceptivelmente.
– O que foi? – Se lembrava de perguntar, enquanto corava sob o olhar intenso do outro.
– Você fala enquanto dorme. – Ele disse.
– O que? – Perguntou, alarmada.
Sabia que falava enquanto dormia, a mãe dela já havia dito isso quando ainda era viva.
Mas o problema era... O que havia falado?
– Você falou enquanto dormia. – Ele repetiu, agora sério.
– E o que eu disse? – Perguntou, temerosa.
– Você disse que nunca iria me deixar. – Ele responde, e o olhar confuso e até um pouco tímido que ele dá a desarma totalmente.
Como é possível amar tanto uma pessoa?
– Eu disse a verdade – Diz, antes de puxá-lo para um beijo.
.
.
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Goodbye
Adeus, Adeus
Adeus, meu amor.
Eu não posso esconder, não posso esconder
Não posso esconder o que está por vir
Eu tenho que partir, eu tenho que partir,
Eu tenho que partir, e deixá-lo sozinho,
Mas sempre saiba, sempre saiba
Sempre saiba, que eu te amo tanto
Eu te amo tanto
Eu te amo tanto
.
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– Sakura-sama, os batimentos cardíacos do paciente estão caindo. – Disse Naho, uma das enfermeiras do hospital.
– Pegue a anestesia. – Responde para a outra, enquanto bombeava chakra na direção do coração do homem deitado na maca, tentando fazê-lo responder.
Já estava trabalhando no hospital a mais de doze horas e o chakra dela estava no limite, mas não iria desistir e acabar desmaiando naquela sala.
Não enquanto aquele homem da ANBU não fosse estabilizado.
Ele havia chegado há alguns minutos com um grande e profundo corte no peito, causado por uma espada que havia o perfurado.
A espada não havia acertado diretamente no coração do homem, mas havia acabado por cortar uma das veias principais.
Aquele caso era complexo e, para a maioria das pessoas, impossível de ser resolvido.
A maioria das pessoas nem ao menos tentaria ajudar o enfermo e simplesmente diriam que aquela pessoa iria morrer.
Mas não era a maioria.
Era Sakura Haruno, a pupila da Hokage, e simplesmente não deixaria alguém morrer enquanto ainda estivesse ali.
– Aqui está, Sakura-sama. – Disse a enfermeira, enquanto entregava para Sakura uma seringa contendo um líquido transparente.
– Obrigada. – Respondeu, enquanto aplicava a anestesia diretamente na veia do homem.
E se sentiu momentaneamente satisfeita quando viu a feição de dor do ANBU, aos poucos, se suavizar.
Mas ainda tinha muito trabalho a fazer.
.X.
– O paciente está estável. – Revelou, enquanto afundava numa cadeira – totalmente sem chakra – vendo os enfermeiros que estavam a ajudando, comemorarem.
Depois de muito trabalho e força de vontade, havia finalmente conseguido reconstruir os músculos que haviam sido cortados e a veia principal do homem.
Ele estava estável, mas ainda precisava ficar em observação.
Com um suspiro de cansaço, se levantou da cadeira em que estava sentada e, dando um rápido adeus para seus companheiros de trabalho, começou a caminhar na direção da saída do hospital.
Não sabia se havia sido o sentido ninja dela – que mesmo quando estava sem chakra, ainda estava alerta – ou se havia sido simplesmente o coração dela que sempre sabia quando ele estava por perto, mas sentiu o familiar nervosismo que sempre sentia quando o via, antes mesmo de olhar nos olhos dele.
– Você está horrível. – Ele disse com um semblante sério, mas podia ver um toque sutil de divertimento em sua voz.
– Me diga algo que eu não saiba, gênio. – Disse com uma voz irônica e cansada.
Durante o tempo em que eles haviam ficado afastados, havia percebido o quão idiota era. O quanto fazia por ele sem nunca receber nada em troca.
Não entendia porque havia aguentado por tanto tempo vê-lo se divertir com outras mulheres enquanto ela mesma se sentia cada vez mais morta por dentro.
E aos poucos – enquanto os dias passavam – percebia cada vez mais o quanto precisava mudar.
Virar alguém mais independente, mais feliz.
E mesmo que o coração dela acelerasse enquanto o via escorado casualmente na parede do lado de fora do hospital, com sua roupa ninja habitual e seus cabelos arrepiados ao vento, isso ainda não mudava nada.
Isso ainda não mudava o fato de que Sasuke Uchiha não a amava, e nem nunca iria amar.
Não mudava o fato de que ainda sofria por causa dele. De que eles nunca ficariam juntos. De que deveria esquecê-lo, mesmo que isso custasse toda uma vida.
E, pra isso, precisava mudar não somente o modo de pensar, mas o modo como gia perto dele, também.
Por isso, decidiu que havia sido uma boba ao pensar que Sasuke e ela poderiam ser amigos novamente.
Porque somente o fato de ele estar perto já fazia com que se sentisse nas nuvens, e simplesmente não podia se sentir assim. Com isso em mente, começou a caminhar para longe dele, sem olhar para trás.
Mesmo que isso me machuque, Sasuke-kun, mesmo que isso me mate por dentro, o melhor que nós podemos fazer é nos afastar um do outro. Eu sei que esse é o melhor para nós dois.
– Você está fugindo de mim. – Ele disse enquanto se colocava na frente dela, antes de passar um dos braços pela cintura dela e a puxar na direção do tórax dele, impedindo-a de se mover.
– Não sei do que você está falando. – Falou enquanto olhava para um ponto invisível no peito dele, não querendo olhar dentro de seus olhos.
– Eu não sou idiota, Sakura. O que está acontecendo? – Ele perguntou com uma voz baixa.
E, juntando todas as suas forças, olhou nos olhos dele.
– Nada, Sasuke. Não está acontecendo nada. – Disse com uma voz firme e até um pouco fria, o que fez com que ele arregalasse minimamente os olhos por um momento, claramente surpreso, antes de voltar com sua habitual face sem emoção.
– Então porque você está fugindo de mim? Você prometeu que nunca me deixaria. – Ele disse a última parte com uma voz baixa e até um pouco frágil, o que a deixou mais do que surpresa.
Por favor, por favor... Não faça as coisas serem mais difíceis do que elas já são, Sasuke-kun...
– Sinto muito. – Falou, vendo os olhos dele brilharem com uma emoção que não conseguia identificar.
– Eu sinto a sua falta. – Ele falou, enquanto se aninhava no pescoço dela e a puxava ainda mais perto.
Eu também, Sasuke-kun... Eu também sinto...
– Eu ainda quero você, eu acho que eu sempre vou querer você. – Ele disse com uma voz sincera, mas ainda fria.
Eu sempre vou querer você também...
– Não, eu não posso, Sasuke. Sinto muito. – Disse com uma voz firme, enquanto tentava se desvencilhar dos braços dele.
– Porque? Porque não? – Ele perguntou, enquanto a apertava ainda mais em seus braços, não deixando que se afastasse.
– Porque eu não quero mais.
Porque eu te amo.
E então, com um puxão forte, conseguiu sair dos braços dele.
E dando a volta por um Sasuke totalmente paralisado e com algo parecido com dor em seus olhos, foi embora.
Ás vezes, Sasuke-kun, nós temos que tomar decisões que nos machucam e que são totalmente o oposto do que nós realmente queremos. Tudo o que eu queria era poder ficar com você e que você me amasse somente um pouco do quanto eu amo você, mas eu sei que isso não será possível. Eu entendo a forma como você se sente e sei que você quer o melhor para mim. Eu sei que você acha que eu não te amo mais, mas eu simplesmente não consigo saber como você chegou a essa conclusão. Eu amo você desde que eu era apenas uma garotinha e eu sei que isso nunca irá mudar. O meu sentimento por você nunca irá mudar. Porque ele é puro e sincero. E mesmo que eu venha a amar outra pessoa algum dia, eu sei que eu nunca deixarei de amar você. Talvez eu seja somente uma idiota, uma idiota eternamente apaixonada por você.
.X.
Passou pelos grandiosos portões de Konoha e foi inevitável não sentir uma grande nostalgia por aquele lugar que o ensinou tantas coisas boas.
Que o ensinou a ser mais humano e bondoso. E que foi o lugar onde encontrou seu primeiro amigo e companheiro.
– Kazekage-Sama, seja bem-vindo a nossa vila. – Disse um dos guardas, enquanto o reverenciava respeitosamente.
– Obrigado. – Respondeu, mantendo sua face inexpressiva, enquanto continuava a caminhar em direção à torre da Hokage.
Tinha negócios para resolver e um amigo para visitar.
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