Nothing Like Us
11 Away From You
Notas iniciais
— Sasuke, pare. O Naruto pode chegar a qualquer momento! – Disse para o moreno, enquanto dava uma de suas raras risadas.
Sasuke estava a prensando contra uma árvore enquanto chupava e mordia o pescoço dela.
Ele a havia suspendido e não tivera outra opção além de prender firmemente suas pernas em volta da cintura dele.
O coração dela estava batendo rapidamente em seus ouvidos e mesmo que achasse que isso fosse errado e perigoso – porque Naruto podia chegar a qualquer momento para eles realizarem uma missão – não conseguia controlar o próprio corpo.
— Eu não me importo. – Ele praticamente rosnou, enquanto sentava no chão da floresta – para a qual ele a havia arrastado – e a colocava em cima dele.
— Se ele nos encontrar e fizer um escândalo, a culpa vai ser sua. – Disse, enquanto arrancava a camiseta dele.
O colete Jounin dos dois já havia sido há muito tempo retirado.
— Hn. – Ele disse enquanto arrancava apressadamente o short dela e abaixava as calças.
— Você trouxe a camisinha? – Perguntou enquanto apertava fortemente o membro dele com as mãos e mordia um ponto entre o pescoço e a clavícula dele, fazendo-o grunhir de prazer.
— Sim. – Ele respondeu apressado, para logo depois tirar um papel laminado do bolso, o abrindo com os dentes em um gesto rápido. – Eu prefiro quando você coloca. – Começou novamente, enquanto colocava a camisinha em seu membro – Mas eu estou com muita pressa agora. – Terminou, puxando o quadril dela pra baixo, encaixando-se nela e fazendo com que os dois gemessem.
Colocou as mãos nos braços dele e começou a subir e descer rapidamente, enquanto ele segurava fortemente o quadril dela, ajudando-a com os movimentos.
— Você é tão apertada... – Ele grunhiu, enquanto dava um chupão no pescoço dela. – E minha, somente minha. Diga que eu vou ser o único homem a ter você. – Ele pediu com uma voz possessiva enquanto se enterrava mais profundamente dentro dela, fazendo com que ela mordesse os lábios para conter um gemido mais alto.
— Diga. – Ele ordenou, quando não o respondeu.
Por favor, Sasuke-kun, não me peça para dizer coisas assim... Não quando a qualquer momento eu possa perder você... Isso é tão injusto, por favor....
— Sasuke... – Disse enquanto cravava as unhas nas costas dele, sentindo-o investir mais rapidamente.
— Diga. – Ele pediu agora com uma voz mais exigente – quase – enquanto olhava dentro dos olhos dela e acariciava delicadamente seu rosto e a olhava como se ela fosse a coisa mais preciosa no mundo inteiro pra ele – quase fazendo com que lágrimas escorressem pelo rosto dela.
Isso é tão injusto...
— Eu sou sua, Sasuke. Somente sua. – Gritou enquanto ambos atingiam o clímax.
Mesmo que você nunca seja meu... Eu sei que eu sempre serei sua.
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Broken Pieces
Eu sei que talvez eu nunca ame alguém
Como eu amei você
Eu sei que talvez o meu coração
Nunca fique curado
Mas eu devo tentar
Porque quando eu olho para o rosto dele
Eu vejo esperança
Eu queria que nós tivéssemos dado certo
Eu queria que você tivesse me amado
Eu queria poder estar olhando para o seu rosto agora
Mas isso agora são somente desejos vazios
Desejos que agora eu vejo que
Nunca poderão acontecer
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— Você não precisa fazer isso. – Disse, olhando de canto para ele.
Depois que o Kazekage e ela haviam partido do apartamento onde ele estava hospedado – o que fazia com que se perguntasse o que diabos ele estava fazendo na vila – um silêncio constrangedor havia se abatido sobre eles.
Desde que era pequena, Sakura sempre havia detestado o silêncio – o que mesmo com a convivência com Sasuke, não havia mudado.
E, por mais que estivesse aborrecida com ele – quem ele achava que era para lhe dar ordens? Oh, tudo bem, ele era o Kazekage. Mas ele não estava mais em Suna e ela simplesmente não era mais uma das subordinadas dele. – ainda assim se sentia no dever de conversar com ele, embora, simplesmente não sabia o que deveria falar ou como deveria se portar.
Porque o Kazekage estava simplesmente a levando até em casa, depois de ter passado a noite inteira dormindo na cama dele e, principalmente, depois dela ter o atacado.
— Eu sei. – Ele disse com sua voz fria, enquanto continuava a andar para frente, sem olhar para ela.
Ugh, até o Sasuke consegue falar mais do que ele...
E em uma batida de coração, os pensamentos dela voaram até o moreno de olhos ônix e no que ele deveria estar fazendo nesse exato momento.
E foi com escárnio e uma profunda dor no coração que constatou que ele deveria estar dormindo com mais alguma candidata.
Suspirou antes de dar um sorriso triste e dizer para si mesma que deveria simplesmente esquecer Sasuke e qualquer coisa que eles haviam tido.
Falar é mais fácil do que fazer.
— O que houve? – Ouviu o Kazekage perguntar e arregalou os olhos enquanto voltava o olhar pra ele.
Por alguns momentos, enquanto o instinto de auto piedade dela entrava em ação, havia se esquecido de quem estava ao lado dela.
— Nada. – Disse enquanto tentava sorrir pra ele.
— Eu não sei o que está acontecendo com você, e é óbvio que algo está acontecendo – ele falou quando ela fez menção de interrompê-lo – Mas se há algo que eu aprendi durante todos esses anos da minha existência, é que as coisas sempre acontecem por uma razão, para provocar uma reação nossa, agora, cabe a nós controlarmos se a reação será positiva ou não. – Ele disse e ela percebeu que aquela era a primeira vez que o via falar tanto em uma única frase.
E então sorriu pra ele, o seu melhor sorriso, antes de dizer obrigado a ele – por tentar animá-la –, o que ele respondeu com um leve levantar de lábios.
E percebeu mais uma coisa naquele dia, nunca tinha o visto sorrir.
E, mesmo que ele fosse um tirano maníaco por controle, teve que admitir que ele ficava lindo enquanto sorria.
E essa constatação fez com que o coração dela acelerasse um pouco – o que ignorou enquanto eles continuavam a caminhar.
Talvez você esteja certo, Kazekage. Talvez as coisas sempre aconteçam por uma razão. Talvez toda essa dor seja a reação de uma ação minha – Uma que eu já fiz. A coisa mais difícil, a decisão mais difícil, que eu já fiz em minha vida, foi a de me afastar de Sasuke. Isso foi algo como tirar uma parte de mim. Entretanto, algo que eu sempre soube que era necessário.
E, mesmo que já soubesse disso – o que o ruivo havia falado – percebeu que as coisas pareceram ficar sobre outra perspectiva quando saíram dos lábios dele.
Uma perspectiva que tinha gosto de... Esperança.
.x.
— SAKURA-CHAN! – Ouviu um alguém gritar ao longe e, com um sorriso, se virou na direção do som.
Mas, o sorriso dela foi se desmanchando aos poucos quando seus olhos encontraram lindos olhos ônix seguidos de uma cabelereira negra.
Sasuke-kun...
Fazia dias que não o via, e a saudade que sentia fazia dias parecerem anos.
Durante esse tempo, havia ficado a maior parte do tempo no hospital, ou treinando – tomando o devido cuidado para não desmaiar mais em seus treinos.
Um corpo ocupado é a mesma coisa que uma mente ocupada.
E, enquanto os olhos deles ficavam presos um no outro, se deixou imaginar que ele se sentia da mesma forma.
Eu tenho que deixar de ser tão tola... Isso nunca vai acontecer. Sasuke nunca se sentiria da mesma forma que eu. Ele nem ao menos deve ter se lembrado de mim, tendo todas aquelas outras mulheres muito mais bonitas que eu correndo aos seus pés...
E foi pensando nisso que o olhar dela endureceu e ela olhou para o lado – terminando o contato visual entre eles e perdendo a chance de ver como os olhos de Sasuke haviam brilhado com dor e saudade, como um reflexo dos seus.
— Naruto-kun. – Disse, enquanto acenava para ele e sorria.
Naruto, sendo o cabeça oca que era, nem ao menos havia se dado conta da troca de olhares entre Sasuke e ela, ou simplesmente havia decidido ignorar.
— Né, né, Sakura-chan. Nós estamos indo até o Haruma beber. Você não quer ir junto? O Sai e eu conseguimos convencer o Teme e o Gaara a vir junto conosco, não é demais? – falou Naruto, animado, enquanto colocava os braços cruzados atrás da cabeça e abria um grande sorriso.
E somente naquele momento, percebeu a presença do ruivo e de Sai ali.
O olhar dela ficou preso entre os olhos verde-água de Gaara – que estava olhando fixamente para ela, de uma forma que a deixou constrangida e fez com que as bochechas dela corassem um pouco – e mais uma vez sentiu um arrepio estranho correr por sua espinha, lembrando o que havia acontecido alguns dias atrás.
Ele acenou, e ela fez o mesmo, sentindo-se impossibilitada de falar.
— Oe, feiosa. Você vai vir ou não? – Perguntou Sai, com seu típico sorriso falso no rosto.
Somente revirou os olhos e disse “Sim”.
Sabia que Naruto iria enchê-la com isso até o inferno se não aceitasse o convite.
.x.
— Você está melhor? – Perguntou o ruivo perto do ouvido dela, o que fez com que os pelos da nuca dela se arrepiassem e finalmente tomasse consentimento de que a voz do Kazekage era... Sexy.
Suas bochechas tomaram uma coloração avermelhada e sentiu vontade de bater em si mesma quando o ruivo pareceu se divertir com isso.
Ele havia feito questão de se sentar ao lado direito dela na mesa – tendo Naruto em seu lado esquerdo – um lado que costumava ser de Sasuke – mas que o moreno não pareceu se importar em ceder ao Kazekage. Fato que havia feito com que sentisse uma pontada no coração, mas que havia ignorado, como fazia com tudo o que dizia respeito à Uchiha Sasuke agora.
Tomou um longo gole de Sakê – sentindo o líquido descer queimando por sua garganta – antes de responder ao outro.
— Sim. Eu não fui encontrada inconsciente em campos de treinamento novamente, ou qualquer coisa assim. – Disse a ele, dando um riso nervoso em seguida.
— Isso é bom. – Ele disse enquanto olhava impassível dentro dos olhos dela.
— Kazekage-sama... – Começou, temerosa da resposta que iria receber à pergunta que iria fazer, mas foi interrompida por ele.
Já está virando um hábito, ele me interromper assim. – Pensou, aborrecida.
— Me chame somente de Gaara. – Ele diz com uma voz autoritária, fazendo com que uma veia saltasse na testa dela, mas utilizou algo que Tsunade havia ensinado a ela – que originalmente era para se acalmar antes de fazer uma grande cirurgia, mas que no momento era igualmente necessária – e respiroufundo três vezes, contando mentalmente até dez.
Você não pode bater no Kazekage, Sakura... – Lembrou a si mesma, decidindo ceder a ele desta vez.
— Tudo bem, Gaara. Naquele dia nós... ãh... dormimos na mesma cama? – Perguntou rapidamente, gaguejando um pouco no processo.
— Sim. – Ele responde calmamente e o rubor das bochechas dela fica mais intenso.
— É... ãh... Tudo bem. – Ela diz nervosa, para em seguida tomar vários goles de Sakê.
— Sabe, feiosa. Eu não sou muito bom com leitura labial, mas eu entendi algumas partes da sua conversa com o Kazekage. Eu não sabia que vocês estavam namorando. Parabéns. – Diz Sai calmamente enquanto abria ainda mais o seu sorriso falso.
Mas que porra...? – Pensou, enquanto Naruto e ela cuspiam o Sakê que estavam bebendo.
Ouvira o som de um clique – como se algo tivesse quebrado – no lugar onde Sasuke estava sentado, mas decidiu ignorar isso, enquanto olhava para um Naruto de olhos arregalados e a boca aberta em choque.
— O QUÊ? – berrou o loiro, atraindo os olhares de todas as pessoas do bar – o que ele, aparentemente, ignorou.
— Nã... Não é nada disso, Naruto. – Conseguiu gaguejar enquanto lançava um olhar mortal para Sai – de onde diabos você tirou isso, Sai? – Perguntou, ameaçadoramente enquanto fechava as mãos em punho.
— Ah, entendo. Vocês só estão tendo relações sexuais então? – Perguntou ele com um olhar pensativo.
E achou que nunca havia sentido tanta vontade de matar alguém como estava sentindo naquele momento.
— SAKURA-CHAN! – Berrou Naruto novamente, parecendo desolado.
— Eu vou perguntar novamente, Sai. – Começou com uma voz sombria e ameaçadora, enquanto se segurava na mesa para não voar até Sai e soca-lo até a morte. – De onde diabos você tirou isso? – Rosnou.
— Eu vi vocês comentando sobre terem dormido juntos. – Ele afirmou convicto, fazendo com que ela arregalasse os olhos, sentindo um pequeno rubor se alastrando em suas bochechas – e finalmente entendendo o porquê das falas sem sentido de Sai.
— Não foi bem assim... – Disse levantando as mãos em um gesto de defesa, ouvindo um gemido de agonia de Naruto em resposta.
Olhou para Gaara, pedindo ajuda com os olhos e se desesperando quando viu que o ruivo estava se divertindo com a situação e claramente não iria se dispor a ajuda-la.
— Então eu estava certo? Vocês estão trepando? – Sai perguntou com seu sorriso falso beirando a maldoso enquanto via o desespero nos olhos dela.
E antes que pudesse imitar a atitude de Naruto e berrar um grande Não, ouviu Sasuke se levantar abruptamente, fazendo com que a cadeira onde ele estava sentado, fosse ao chão.
— Perdi a fome. – Ele fala com uma voz mais fria do que o comum, enquanto colocava dinheiro no balcão e saía a passos rápidos do local.
Para pessoas de fora, o fato da voz de Sasuke sair um pouco mais ou menos fria, poderia sair despercebido ou ignorado. Mas para os integrantes originais do time 7 de Konoha, era algo muito sério e facilmente percebido.
E, no momento em que Sasuke havia dito aquela frase, havia percebido que ele estava triste e magoado.
E soube que Naruto também havia entendido isso, quando o loiro saiu correndo do bar na direção em que Sasuke havia ido.
— Eu li em um livro que quando um homem tem essa reação ao contato de uma mulher com outro homem, isso significa que ele está com ciúmes, o que por sua vez, quer dizer que ele ama você, feiosa. – Disse Sai, mas o ignorou e, imitando o gesto de Sasuke, colocou dinheiro no balcão e saiu correndo rapidamente dali.
Ele não me ama, Sai... Ele nem ao menos sabe o que é isso... – Ela pensou enquanto continuava a correr para o lugar contrário de onde sabia que Sasuke estaria.
Porque sabia que se fosse até ele agora, jogaria todo o muro que havia construído para o alto, e envolveria os braços ao redor dele.
Porque era isso que sempre fazia quando ele sentia dor.
Como quando o dia em que Itachi havia sido obrigado a matar todas as pessoas do clã Uchiha chegava, e Sasuke ia até a casa dela com uma expressão tão frágil e machucada que quebrava totalmente o coração dela, e então o abraçava apertado e o beijava com todo o amor e carinho que sentia por ele.
Sabia que, se fosse atrás dele agora, eles voltariam até a estaca zero – onde era uma porra de uma submissa que sempre voltava para os braços dele quando ele voltava de mais uma de sua sessão para escolher sua futura esposa.
E foi com uma profunda dor no coração que se atirou na cama, quando finalmente chegou em casa, contrariando todo o seu ser que pedia para que fosse até ele.
Eu queria tanto que as coisas tivessem sido diferentes, Sasuke-kun...
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