Luffy e o cara alto estavam comendo num restaurante em que todas as paredes eram de vidro (com exceção dos banheiros, que eram de madeira) que se situava perto do cais. Era muito bonito e elegante, além de ter uma comida ótima. Luffy não parava de comer, fazendo barulho; o homem a sua frente comia vagarosamente. Ele tentara puxar conversa, mas o \\'Luffy, o Chapéu de Palha\\' não parecia estar muito interessado em qualquer coisa ao redor dele, a não ser o prato gigantesco de comida que devorava. Olhou para o relógio. \\"Preciso me apressar.\\" Então, recomeçou:

-Bom, Chapéu de Palha, como disse antes, a minha proposta é muito simples. Você me ajuda e eu te ajudo.

-Haum fofo, heus horanhehos rerizaum re im (Não posso, meus companheiros precisam de mim.)

-Ah, garoto, eles devem saber se cuidar sozinhos... E você só ficaria apenas uns dias longe deles... Eu te dou um barco e alguém para levá-lo até ele... Você não quer reencontrar seu amigo Sabo, depois de tanto tempo?... Você viu a foto, ele não está morto, como você acreditava... Provavelmente, seu irmão mentiu para você para impedi-lo de fazer alguma besteira ou quis apenas protegê-lo. — \\"Ora, Hido-kun, o que é que há? Eu já tive de convencê-lo a sentar nessa mesa perto da parede, e não está dando certo?\\"

-Haum. – Luffy parou de comer uns instantes, tendo a sensação de estar sendo observado. Mas como o homem a sua frente não denunciou nenhum problema, continuou comendo.

-Então, você vai deixar seu amigo de infância decepcionado... e vai me deixar na mão... por causa do seu bando? Você é o capitão deles... Não a babá. Oi, garoto... Você está comendo rápido demais... Esse frango não vai fugir da mesa, e você pode se engas...

-Cof! Cof, cof! — engasgou. Deu algumas batidas no próprio peito, mas o que estava engasgando-o parecia muito entalado em sua garganta. Cadil foi ajudá-lo, mas logo que Luffy cuspiu tudo o que tinha dentro da boca, um osso voou em direção à mesa e ele desmaiou ao lado do prato.

-Huf... Eu tentei avisar... — murmurou Cadil ao lado do Chapéu de palha, pegando o resto de sua sobremesa, uma mão no bolso e os olhos fitando o garoto caído estupidamente na mesa. Afastou-se um pouco da mesa e murmurou de novo: — Me pergunto como vão os outros... Pois acho que esse foi o mais difícil de convencer...

-Realmente. Por isso mesmo que foi o primeiro, se não, eu poderia não conseguir controlá-lo, mesmo se ele fosse o segundo. Ele quase me detectou, mas eu consegui burlar seu “haki”. — murmurou outro homem, saindo detrás de um vaso de plantas na entrada do restaurante e caminhando até os dois. Segurava um chapéu preto ao lado do corpo.

-Então, ele havia percebido, hein... Você e o capitão resolveram tudo sozinhos, mesmo.... Como fazemos agora? – os dois se afastaram um pouco mais da mesa.

-Você vai dar um jeito de continuar com o plano. Eu não tenho muito tempo para me mover, você sabe disso. — o homem observava tudo ao redor desconfiadamente, a cabeça inclinada para baixo, tentando não chamar a atenção. O que não adiantava muito, mesmo que estivesse vestido todo de preto. Ele era careca, tinha um rosto marcante e irritado o tempo todo, como também tinha tatuagens por todo o corpo, a maioria, tribais e espirais. Grande parte adquirida durante sua \\"estada\\" em Impel Down, a maior e melhor prisão do mundo, há muitos anos.

-Oh, caara... Mas eu tenho vontade de soqueá-lo toda vez que ele fala...

-Eles me dão nos nervos, também. Mas a marinha é assim e nosso trabalho é servi-la, enquanto formos seus subordinados. — disse Hido, com malícia nas últimas palavras.

\\"Beeep, beeep, beeep\\", alertou-lhe o relógio de pulso fixado a uma conchinha do mar.

-Hora de ir. Te vejo depois, cara.

-É... Boa sorte.

-O mesmo. — e saiu do restaurante apressado, ajeitando o chapéu na frente do rosto, sumindo entre as pessoas com muita facilidade.