Nothing Even Matters
4 Capitulo 4
Notas iniciais
O silencio tomou conta de nós, ele me deu um longo abraço e um selinho, depois saiu, secando as lagrimas...
Capitulo 4
No outro dia, ele não veio falar comigo, as vezes eu o pegava olhando pra mim. Eu acho que gosto dele, mas ainda não sei o que fazer. E se for só brincadeira dele? E se eu me entregar e ele me magoar? Logan tem uma banda, ele sempre viaja, eu quero alguém pra ficar ao meu lado todos os dias. Enquanto eu pensava, Logan me chamou.
—Ei, posso me sentar aqui?
Eu apenas sorri, enquanto ele se sentava.
—Como você está? — Eu perguntei.
—Bem. Não muito, mas, bem...
—O que você tem?
—Ah Cíntia, por favor, né... Não se faça de cínica. Eu digo que te amo, digo que você é a pessoa mais importante da minha vida e você para de falar comigo. Eu fiz alguma coisa pra você?
Eu o interrompi.
—Eu tenho medo...
—Medo de que?
—Medo do que você me abandone amanhã, você tem uma banda, milhares de meninas ficam gritando teu nome.
—Mas Cíntia, eu amo você, o que eu sinto pelas minhas fãs é uma coisa totalmente diferente, eu gosto delas, mas é você que eu amo. Entendeu? VOCÊ. De uma chance pra esse meu amor. É o que eu te peço.
Quando Logan viu que Nick estava se aproximando de nós ele se levantou e saiu.
—Pensa no que eu te falei, amanhã você responde.
Nick e eu fomos para casa. No portão do prédio onde eu moro, Nick puxou o meu braço e tentou me beijar, foi um susto muito grande pra mim, ele é meu melhor amigo e eu nunca o vi como meu namorado ou coisa assim, sempre como meu amigo.
—Nick o que você está fazendo? — Disse enquanto me afastava.
—Cintia, eu te amo!
—Eu também te amo...
—Não como eu. – Ele suspirou –
—Minha cabeça está meio confusa... Eu preciso pensar, por favor, me deixa subir.
Fiquei com medo de que isso estragasse a nossa amizade, aliás, tarde demais. Não vou mais olhar a ele como meu Ursinho, agora vou ver ele como o cara que tentou me agarrar, também. Tem sido um mês bem difícil pra mim.
Naquele momento Logan veio em minha mente, eu penso nele mais e mais a cada dia, acho que estou me apaixonando por ele. Será que devo dar uma chance a ele? Dar uma chance a esse amor?
Peguei meu celular e liguei pro Logan, mal deu um toque e ele já atendeu.
—Oi.
—Logan? Posso conversar com você? Sobre aquele assunto...
—Eu acho que por telefone é ruim. Amanhã a gente se fala. Pode ser?
—Pode... Beijos.
No outro dia, Logan não foi a aula. Por mais estranho que pareça, não senti falta do Nick ao meu lado, mexendo no meu cabelo, talvez a nossa amizade não fosse tão forte como aparentava. As aulas passaram rápido, coisa difícil de acontecer. Na saída estava andando detraída com meus fones de ouvido quando senti puxarem o meu braço, me encostou na parede e começou a me beijar, um susto tão grande, já estava prestes a gritar, mas quando abri meus olhos e vi que era Logan, deixei rolar. Eu sabia que poderia estar fazendo besteira mas a vontade de estar ali era maior.
—E ai, gostou do beijo? — Ele me flertava.
—É... Foi bom. Bom até demais – Eu sussurrei. –
—Você disse algo? — Ele disse enquanto mordia o lábio e aquilo quase me matou.
—Não, nada – Fiquei roxa de tanta vergonha...
Ele apenas sorriu. O sorriso mais lindo, que alguém pode ter. Pegou em minha mão e nós saímos, olhei pra trás e vi que Nick estava bem atrás de nós, fiquei pensando se ele tinha visto o beijo. Ele abaixou a cabeça, eu não tinha reação, fiquei parada, parecendo uma estátua, enquanto Logan tentava me puxar.
No portão do prédio, Logan me deu um beijinho na testa e foi embora. Quando eu estava entrando, o porteiro me chamou.
—Cíntia!!
—Sim. – olhei assustada –
—Aquele seu namorado, ele tem uma banda, não tem?
—Ele ainda não é meu namorado e sim, ele tem uma banda.
—É sabia. Minha sobrinha tem um monte de fotos deles. Posso te pedir uma coisa?
—Você quer um autógrafo, né?
—Sim... Se não for incomodar, claro.
—Eu peço pra ele. Qual o nome dela?
—É Carolina.
—Ok. Amanhã eu vejo se posso trazer.
No elevador fiquei pensando no beijo que ele me deu, pensando em quando eu abri o olho e vi o seu rostinho lindo, aquele sorrisinho torto, aquilo mata qualquer uma. O elevador abriu, quando estava saindo, dei de cara com o meu pai.
Ele disse que tinha uma surpresa pra mim, mas que eu só veria no dia do meu aniversário. Que surpresa seria essa? Entrei em casa, minha mãe estava com um envelope na mão, ela tentou esconder enquanto eu perguntava o que era aquilo, ela apenas disse que na hora certa eu saberia. A curiosidade tomava conta de mim, enquanto todos estavam dormindo eu comecei a mexer nas coisas da minha mãe tentando achar, mas foi em vão.
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