Nothing Else Matters
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Milo acordou com o despertador as 5:30 da manhã, depois de tudo o que aconteceu se esquecera de desativar o alarme, como não tinha aula e não conseguiria dormir de volta resolveu tomar um rápido café da manhã porque essa hora Camus á devia estar acordado. Afinal, o costume dele sempre foi acordar cedo para ler um livro ou estudar, agora que estava naquela república onde desde as cinco Mu e Shaka ficam meditando seria mais fácil encontrá-lo acordado.
Quando chegou na cozinha o grego se deparou com Saga e Kanon, não precisa dizer que eles estavam desrespeitando a função da cozinha—ou precisa? Kanon estava em cima da mesa e Saga o beijando com volúpia.
–-Bom dia!—disse Milo cortando o clima.
–-Oi Milo—falou Kanon na maior ‘cara de pau”.
Saga ficou escarlate e desviou os olhos, olhava apenas para as suas mãos. Não era a primeira vez que Milo flagrava alguma cena “suspeita” dos dois pela casa e com certeza não seria a última.
–-Você e Camus se acertaram—disse Saga—nós nos encontramos com ele ontem, ele ficou tão diferente de cabelo curto.
Camus não lhe falara que ia estudar?
–-Eu não sabia que ele tinha um problema genético—disse Kanon.
–-Problema genético?—repetiu Milo sem entender.
–-Você não sabia Milo? Ele tem o mesmo problema que o Mu.
–-Como assim?
–-Credo Milo, como você consegue ser o melhor aluno da área de filosofia bagunceiro, safado e ainda por cima lerdo?—ironizou Saga—O francês falou que você não sabia, mas do jeito que ele está você vai ter concorrentes logo logo.
Milo não sabia no que prestava mais atenção, na parte que Saga chamar Camus de francês—pode ser verdade, só que apenas o grego pode chama-lo assim—ou se prestava atenção na parte da “concorrência”. Sim, o fato da genética do Camus também o deixou surpreso.
–-Isso significa que o cabelo dele está branco igual ao do Mu e vai ficar em um tom lavanda quando a luz bater?—Milo fez uma careta, para ele Camus ficaria horrível desse jeito.
–-Errado!—falou Kanon—O cabelo dele está grisalho dando uma aparência de mais velho, ou seja, francês com sotaque mais a inteligência e mais a aparência de mais velho quando você sabe que ele é jovem. Cê tá ferrado, as meninas agora preferem os inteligentes e com conversa. Você se salva por fazer filosofia e também por ser inteligente, mas... Vai chover mulher pro Camus—provocou.
O grego se direcionou a geladeira e abriu-a.
–-O que tem para comer durante pouco tempo?-perguntou.
–-Te recomendo maçã Milo—respondeu Saga—além de tirar o mau hálito é rápido.
–-Se você quiser encontrar o Camus acelere porque ele deve estar saindo já—Kanon apontou para o relógio.
5:57.
–-Droga!—gritou Milo fechando a geladeira e pegando uma maçã na cesta de frutas.
Então se dirigiu a “nova casa” de Camus. Antes de chegar nela pode ver o francês caminhando, estava sem camisa...Incrivelmente belo e com o cabelo grisalho como Kanon disse. O cabelo de Camus estava curto, pois o mesmo nem teve tempo de crescer o suficiente e a pele leitosa do francês com aquele cabelo havia combinado perfeitamente.
Milo correu na direção do francês que percebeu que ele estava ali quando o mesmo se jogou por cima de si em um abraço.
–-Você está lindo Camus!—falou—Acho que preciso me cuidar se você continuar assim.
Camus riu.
–-Bom dia para você também Milo.
Se soltaram do abraço.
–-O que você vai fazer hoje Camus?—perguntou o grego com um sorriso de “orelha a orelha”.
–-Não faço a mínima ideia.
–-Então o que você acha de passar o dia inteiro comigo?
O francês fez uma expressão séria que deixou Milo bastante preocupado. Será que isso é um não?
–-Pode ser—ao responder o grego deu um suspiro aliviado—o que acha de ficar comigo hoje na república?
–-Qual das?—perguntou Milo.
–-A que eu estou.
Não era de tudo uma ideia ruim, passaria o dia inteiro com Camus e isso era o que importava. Apesar de ter um mau pressentimento ele aceitou.
Quando chegaram a república Aum foram direto para o quarto de Camus. O francês mantinha o quarto bem organizado assim como quando morava na Unidos da Metálica, Shaka e Mu nem se incomodaram com a presença do grego.
Eles ficaram deitados na cama do francês agarradinhos até a hora do almoço. Foi então que decidiram assistir um filme na sala enquanto almoçavam.
–-Você acha que vamos durar quanto tempo juntos?—perguntou o grego com a cabeça encostada no ombro do francês.
–-Não sei, eu sou calado demais e voe empolgado demais.
Milo ri.
–-Mesmo sendo calado tem uma fileira de meninas atrás de você e agora com esse cabelo só vai aumentar.
–-Você sabe que isso não vai acontecer.
–-Como não?—perguntou fazendo uma voz manhosa—As garotas gostam de homens mais velhos, no caso, você perece mais velho só que tem a mesma idade que elas.
–-Eu as afugento quando falam comigo.
–-Você devia para de fazer isso, sua popularidade ia aumentar se você não fosse tão crítico.
–-Elas são retardadas Milo, uma delas fala que gosta de mitologia hindu. Não existe mitologia hindu, existe religião hindu! Seu eu falar que acho a mitologia da bíblia interessante ela não vai gostar porque é religião!
O grego riu estericamete, sabia que era fácil aquilo acontecer. Camus sempre detestava quando uma garota forçava a parecer o que não era.
–-Isso significa que vai ser difícil você enjoar de mim.
Camus sorri e diz:
–-Sei disso.
–-Cam...—o grego já usou um apelido novo.
–-Me hame ha!
–-Palhaço—disse o grego pegando uma almofada do sofá e jogando em Camus.
A conversa foi interrompida pelo toque do celular do francês.
–-Camus—falou o francês informando que falava--Père? Qu'est-il arrivé?—o grego viu Camus ficar pálido de repente--Décédé? Calmez-vous, je vais en France, alors vous m'expliquer ce qui s'est passé avec calme. Je t'aime, envoyer un baiser à ma mère.
Quando Camus desligou o celular sua mão tremia, o que deixou Milo bastante preocupado.
–-O que aconteceu Camus?—perguntou preocupado.
–-Eu vou para França—disse se levantando e correndo para o quarto.
Milo o seguiu, agora mais preocupado do que já estava. Como ele pode dizer que vai para a França sem nenhuma explicação? Ao entra no quarto Milo viu o francês pegar uma mala e colocar em cima da cama. Camus estava nervoso, era perceptível, ele respirava com dificuldade e ainda estava pálido.
–-Quem era Camus—perguntou Milo, não obtivera resposta.
–-Camus—falou Milo o prensando na parede—o que foi?
Camus respirou fundo, ele teria que saber.
–-Mau pai, ele disse que meu irmão morreu—respondeu pesaroso—minha mãe como era muito ligada a ele está internada em estado grave porque levou um tiro.
Lágrimas escorriam pelos olhos do francês.
–-Eu vou pedir transferência Milo—disse—irei para a França.
–-O quê?—perguntou Milo o soltando da parede.
–-Meu irmão era viciado em drogas, ele já tinha feito o tratamento, mas as pessoas com que ele falava fizeram isso e agora minha mãe está no hospital.
O grego também chorava.
–-Por que merda você tem que pedir transferência?
–-Porque eu vou ter que apoiar a minha mãe e a minha família.
Discutiram por muito tempo até que Milo entendeu os motivos do Francês. Ele acabou aceitando tudo, percebeu que não tinha como evitar, ficaram uma noite juntos, a primeira que poderia ser de muitas e realmente vai ser.
No outro dia Camus foi para a França. Sem tirar o grego da cabeça por um minuto se quer.
Doeu o afastamento? Sim. Ambos se machucaram? Sim. O que vai acontecer? Não sei.
Notas finais
Se você gostou deixe seu comentário independente dela (minha fic) estar concluída ou não. A continuação já está no Nyah! O nome da fanfiction é Blue, mas é +18. YAOI! YOIA! CDZ YAOI!
Um beijo!
N.T.: se você não gostou pode deixar um comentário que cita o que lhe decepcionou.
Outro beijo!
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