Nothing Else Matters
2 Capítulo 2
Notas iniciais
mas enfim...
Cap 2
PDV Frank
Decidido em contratar Luanna voltei para casa e a encontrei dormindo em uma cadeira no canto do quarto. Sorri. Ela deveria estar cansada; Eu não queria acorda-lá, mas se ela dormisse alí iria ficar com uma bela dor no pescoço e nas costas. A sacudi levemente
- Luanna – sussurrei temendo acordar minhas filhas
- Só mais 5 minutos madame Sofi – ela se remexeu um pouco na cadeira. Madama Sofi? Quem será esta?
- Luna – chamei mais uma vez, ela abriu os olhos de vagar e me olhou, depois olhou para o quarto e levantou em um pulo
- Oh! Me perdoe senhor Iero, eu acabei dormindo também – ela bocejou
- Tudo bem Luana, você não quer ir para casa? Pegar suas coisas? – perguntei sorrindo, ela me olhou confusa
- Pegar minhas coisas? Quer dizer que...
- Sim, você está contratada – sorri. Ela quase gritou, mas se lembrou das meninas, então apenas me abraçou
- Muito, muito obrigada senhor Iero
- Frank – a corrigi retribuindo o abraço
- Sim senhor Ie... Frank. Vou lá agora mesmo, conlicença
- Toda – e então ela saiu. Caminhei até o berço de Lilly e depois de Cherry e alisei seu pequeno rosto – sinto tanto a falta da mãe de vocês – senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto, me limitei a enxuga-lá – eu sei que vocês também sentem, mas agora precisamos ser fortes, vamos recomeçar – sorri e beijei a pequena testa de cada uma.
Luna PDV’
Eu estava muito feliz por ter conseguido o emprego de babá das meninas e empregada da casa, não era grandes coisas, mas era bem melhor que o trabalho em que eu estava, e além do mais eu havia gostado das meninas, elas eram doces.
Senti-me meio culpada por não ter contado a verdade para Frank, ele é um cara tão legal, mas seria melhor assim sem ele saber de nada, bom pelo menos por enquanto.
Entrei na pensão da madame Sofi
- E aí amiga, conseguiu o emprego? – Samara, uma das minhas colegas e amigas veio em minha direção sorrindo. Eu apenas a abracei e comecei a gritar – Oh meu Deus, você conseguiu – não era uma pergunta – parabéns! Finalmente vai sair desse mundo
- Obrigada, eu estou tão feliz
- A de estar, não é Lu? Ele te contratou mesmo trabalhando aqui – eu tirei o sorriso do rosto e ela percebeu – você não contou
- Eu não poderia, ele não ia me contratar – respirei fundo e ela sorriu
- Tudo bem, eu te entendo, mas conte logo antes que ele descubra
- Se ninguém contar, ele não descobre. E outra, não vou mais morar aqui, eu vou ter de ir morar na casa dele para poder cuidar da casa e das menina, porque ele trabalha demais, então ele falou que é melhor
- E a madame já sabe? – ela falou séria
- Estou indo lá agora falar com ela
- Vou sentir sua falta – Samara se entristeceu
- Eu também amiga, mas logo, logo você saí daqui
- Eu gosto daqui, eu gosto desse emprego – ela fez uma cara de safada e eu ri
- Então quando puder eu venho te visitar
- Tudo bem – ela me abraçou – se não vier eu vou te matar em *faz a voz igual da Samara do chamado* 7 dias
- Ui que medo – fiz uma cara de medo e ela riu – vou lá falar com a madame
- Boa sorte
- Valeu amiga
PDV’ Frank
Arrumei o quarto de hóspesdes para quando Luanna chegasse ela não tivesse tanto trabalho.
Eu tinha gostado daquela garota, ela me parecia sincera, legal... E além de tudo ela era muito bonita.
Ok, Frank, tire esses pensamentos da sua cabeça!
Balancei minha cabeça de forma negativa e desci
A campainha tocou e eu fui correndo atender. Abri a porta e vi a mesma garota sorrindente que tinha conhecido a algumas horas atrás;
Dei passagem para ela entrar
- Quer ajuda com as malas? – perguntei coçando a nuca
- Oh! Não, não precisa – ela sorriu – basta me mostrar onde vou ficar eu ajeito tudo
- Ok – eu fui subindo as escadas e ela veio atrás de mim. Entrei no quarto de hóspedes – espero que se sinta confortável
- Com certeza – ela sorria deslumbrada – se não se importar, vou tomar um banho e logo desço para fazer o jantar
- Tudo bem – sorri e fui acordar as meninas
Luna PDV’
Frank estava sendo super acolhedor comigo, eu me sentia culpada de não lhe contar a verdade sobre mim, mas era melhor.
Assim que terminei de arrumar as minhas coisas desci e fui fazer o jantar, nada muito sofisticado, fiz uma lasanha que a Madame havia me ensinado e um arroz branquinho.
- Aí que cheiro delicioso – falou Frank indo até a cadeirinha das meninas, onde eles a ajeitou – Lasanha – ele fez olho gordo
- Espero que esteja boa – sorri e me encostei no balcão
- Não vai comer? – ele falou pegando um prato. Eu fiquei sem jeito
- An...
- Anda, sente-se aí e sirva-se, afinal o jantar foi você quem fez – ele sorriu doce e juro que se não etivesse encostada no balcão teria me derretido toda. O sorriso dele era a coisa mais linda que eu já havia visto. Ok, Luanna se controla. Sentei-me em uma cadeira ao lado dele enquanto ele mordicava a lasanha- hmm... Eu não como uma lasanha assim desde que... – ele abaixou o tom de voz e eu logo percebi que ele estava pensando na falecida esposa – Jamia morreu...
- Ah, não pense nisso na hora do jantar senhor Ier... Frank – eu sorri e ri com as meninas se lambusando da papinha que eu havia colocado para elas. Ele olhou na mesma direção que eu e também riu...
- Tem razão – ele me olhou e eu corei e abaixei o olhar
“Às vezes nem me preocupo tanto comigo... Mas há pessoas que amo e não quero vê-las sofrer”
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